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05/06/04

Não há condições

Existem poucas tradições nos tempos que correm. Poucas, mas ainda existem. Enxotar porta fora o treinador que não ganhou nada continua a ser uma das mais duradouras e apetecíveis.

Depois do Sporting contratar Fernando Santos, à revelia da vontade de muitos e do mais elementar bom senso de outros, este clube foi acumulando insucessos atrás de insucessos a todos os níveis. Falhou em criar empatia entre o treinador e a massa simpatizante, não conseguiu ter a honestidade de o avisar dos jogadores que teriam de vender, não alcançou qualquer título ou troféu desportivo - tendo aliás registado exibições vergonhosas e uma eliminação prematura da competição europeia - e, como num monumento ao ridículo, ainda se permitiram ser o saco de pancada de Mourinho na 1º volta e perder o 2º lugar para o rival Benfica já bem próximo do fim.

Pelo caminho entrelaçaram chifres com o FC Porto e elevaram o famigerado Sistema à condição de obreiro-mor de todos os seus rotundos fracassos. Como num filme de terror de baixo orçamento, esta época do Sporting terminou com a morte do vilão. A cabeça de Santos tinha de rolar. E rolou...

...mas não com a discrição pretendida !!!

A Sporting, SAD meteu o pé na argola como nunca o havia feito antes e num volte face da sua política desportiva, tentou, como é hábito, esconder a sua inépcia e responsabilidade no sucedido, untando as mãos de Fernando Santos com dinheiro num «Toma lá e não digas que vais daqui!».
Seria certamente conveniente que ele fosse, novamente, o porreiraço que piou baixinho quando se viu subtraído do Cristiano Ronaldo. Mas desta vez Santos bateu o pé e mostrou que considerava uma hipocrisia pedirem-lhe para preparar a época seguinte e paralelamente estabelecerem contactos com outro treinador.
A mesma pessoa que há um ano atrás era o «homem certo no lugar certo», com condições limitadas para trabalhar, fruto de um plantel desiquilibrado, e sem sequer poder beneficiar de uma apoio incondicional tanto dos adeptos como da própria direcção, seria agora o perfeito bode expiatório. Santos iria embora e como a memória do povo é curta, a Sporting, SAD saír-se-ia bem sucedida do damage control à sua imagem que se vira obrigada a fazer. "Há que manter os principais accionistas contentes e os adeptos na ignorância" - há-de esta máxima estar gravada numa plaquinha no escritório de António Dias da Cunha.
Pois julgaram mal Fernando Santos. O homem tem o seu brio profissional.

Parece que no Sporting os contratos são para cumprir...quando dá jeito. Parece que os vencimentos poupados com a dispensa de João Pinto vão servir, não para reforçar o plantel, mas para pagar a rescisão unilateral com Fernando Santos.

Parece que «não há condições internas nem externas» porque o moralismo bacoco e estéril - bastião da «diferença» - que assiste a Sporting, SAD serve só para afundar a respeitabilidade do clube, abaixo do que se julgaria possível.

Parece que a Sporting, SAD começa de forma lenta e progressiva, mas inexorável, a mostrar a massa de que é feita.

E não parece ser grande coisa!

* PLO *
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