Seja bem-vindo. Hoje é

30/12/06

Porque hoje é sábado...


Depois de uns dias de férias, e porque hoje é sábado, cá estou de novo para escrever sobre dois dos melhores futebolistas da actualidade. Quer dizer, um é mesmo o melhor, o Rei, como dizem os brasileiros, o outro é ainda um jovem principe com qualidade suficiente para ocupar o trono desde que não lhe apareçam pela frente muitos Katsouranis.

Ronaldo de Assis Moreira, ou Ronaldinho Gaúcho como é conhecido no Brasil (na Europa é chamado simplesmente de Ronaldinho), nasceu em Porto Alegre a 21 de março de 1980.

Jogador formado no Grémio Foot-Ball Porto Alegrense, estreou-se na selecção brasileira num jogo contra a Letónia, em junho de 1999. Porém foi na Copa América de 1999 que se consagrou, marcando um golo na goleada contra a Venezuela (7-0), em que fez um chapéu ao guarda-redes.
Tendo-se mudado para a Europa, primeiro PSV e depois o gigante Barcelona, foi considerado o melhor jogador do mundo em 2004 e também em 2005, portanto, pelo segundo ano consecutivo pela FIFA (Federação Internacional de Futebol), e Bola de Ouro (melhor jogador europeu) em 2005.

É irmão do ex-jogador Assis que jogou contra o FC Porto ao serviço do Sion tendo marcado um golo de livre no empate a duas bolas do jogo da primeira mão. Aliás, algo que poucos sabem é que Ronaldinho também jogou nas camadas jovens do Sion na altura em que o irmão cá jogava. "Quando marcava um golo já tinha o mesmo sorriso luminoso" conta Jean-Jacques Papilloud, um dos seus treinadores.

Estavamos em 1993 e Ronaldinho com apenas 13 anos acompanhava os pais numas férias à Suíça e como a paixão pela bola já existia, pediu uma cunha ao irmão para poder dar uns toques no Sion. Responsável pelas camadas jovens da altura, Jean-Jacques lembra-se de ter ficado maravilhado com o talento de Ronaldinho. "Pela maneira como jogava, ele tinha sempre algo de novo para apresentar. Os outros miúdos tentavam imitar o que viam os craques da altura fazer, ele inventava novas habilidades já com o mesmo sorriso que tem hoje."

Responsável pelos juniores C, Didier Papilloud, irmão de Jean-Jacques, éra o seu treinador directo. "O que me fascinava nele éra o seu amor pela bola. Durante os treinos cada miúdo tinha de levar uma bola para o terreno de jogo. Os outros levavam-na na mão, ele fazia o trajecto com ela nos pés. E sempre de bom humor, quando o treino acabava e os outros iam tomar banho, ele ficava sózinho a treinar livres."
Convencido das suas reais qualidades, o treinador pediu a licença de jogador para que o pequeno Ronaldinho pudesse jogar pelo Sion tendo por isso feito alguns jogos enquanto a estadia na Suíça durou. Certo dia, contra os juniores C de Conthey, Ronaldinho marcou oito golos! Benjamin Lazo, que na altura éra o melhor amigo dele nunca se esqueceu de Ronaldinho: "Como ele não ia à escola, estava sempre sózinho a jogar à bola e sempre que podia ia ter com ele. Ia-mos comprar chocolates, jogavamos Nintendo, outra paixão do actual jogador do Barcelona, e depois fazia-mos jogos de futebol a dois, um contra o outro."

A única coisa que detestava nos treinos éra a preparação fisica. "Correr à volta do campo não éra com ele". Como conhecia alguma coisa de português, Benjamin éra o único a poder dialogar com o jovem brasileiro. "Já sonhava ser um grande jogador. Falava sempre nisso."

Hoje, Ronaldinho é o melhor jogador do mundo e os tempos do Sion já ficaram para trás. Mas ao verem-no feliz a cada jogada, a cada golo, os que conviveram com ele quando passou férias em Sion, têm a certeza que não mudou. Foi Paco Seiralo, preparador fisico do Barça, que disse isto há pouco tempo: "Se o deixassemos, ele seria capaz de pedir para jogar sempre que visse um grupo de amigo a dar uns toques numa bola."

Desde pequeno, Ronaldinho Gaúcho já demonstrava habilidades com a bola, como se pode ver em alguns vídeos familiares. Um de seus ídolos foi Ronaldo, com quem já jogou muitas vezes na Selecção Brasileira. Reconhecido e respeitado mundialmente, Ronaldinho possui o dom de fazer diversos truques com a bola de futebol, o que é característico do jogador brasileiro.
O seu jeito "moleque" é cativante sendo actualmente um ídolo não apenas para os adeptos do Barcelona mas para a maioria dos adeptos de todo o mundo. Sem tiques de vedetismo, Ronaldinho apenas responde que não é craque mas apenas "Craque, eu? Não, tenho ainda muito a aprender". Acredito que ainda tenha muito para aprender mas Ronaldinho é mesmo craque! Só que os verdadeiros craques são assim, modestos.

Anderson, outro produto das escolas do Grémio, eleito o melhor jogador do Mundial de Sub-17, estava a ser o melhor jogador da Liga portuguesa quando Kazsouranis o afastou dos relvados depois de uma entrada assassina. Foi mau para o jogador e para os amantes do bom futebol mas bom para o FC Porto porque o interesse dos milionários clubes europeus no jovem prodigio estava a ser muito forte e a sua continuidades na equipa começava a ficar ameaçada embora o puto tenha dito na altura que por ele "ficava toda a vida no FC Porto". Mais, renovou contrato com o campeão português quando tinha os Barcelonas e os Chelseas a oferecerem milhões.

Amigos de longa data, Ronaldinho e Anderson não poupam elogios. O último partiu do craque do Barcelona que desejou as melhoras ao jogador do FC Porto e marcou um encontro para a final da Liga dos Campeões. Seria de facto um sonho uma final entre os dois melhores clubes ibéricos mas para que isso aconteça ainda existem muitas barreiras que devem ser ultrapassadas sendo a mais importante de todas a recuperação do jovem prodigio para que possa jogar ao lado dos "maninhos, paizinhos e vovozinhos".

Mas mesmo sem poder jogar devido à lesão, "Andershow" como é tratado no Brasil, está entre os três candidatos finais ao prémio "Golden Boy", uma iniciativa do jornal italiano Tuttosport, que elege o o melhor jogador com menos de 21 anos a actuar no futebol europeu. Uma honra que não está ao alcance de todos, só dos melhores.

Anderson: Tudo se torna mais fácil quando temos vários jogadores que nos servem de exemplo, como o Vítor Baía e o Pedro Emanuel. Eles ajudam-me bastante e apontam o melhor caminho para que possa vir a ser um grande profissional

Mas até para a semana e...um bom ano 2007 para todos.

22/12/06

Não vale a pena investigar

  • O futebol em Portugal até dava vontade de rir se não fosse uma coisa muito séria tantas são as contradições disciplinares e de arbitragem com que a Liga nos brinda. Falando apenas do dia de ontem, ficamos a saber que os novos critérios da nova CD da Liga são, por enquanto, bastantes diferentes dos da anterior. Ou seja, as leis são as mesmas, tanto na anterior como nesta comissão os castigos são aplicados por juízes (sim, juizes como os que vão decidir do futuro dos arguídos dos casos Apito Dourado, Mantorras, João Pinto e outros...), mas os critérios são diferentes. Pelo menos enquanto não lhes aparecer pela frente nenhuma agressão de um jogador do FC Porto, porque quando esse dia chegar vai acontecer mais ou menos isto:

    - Tou? Pinto da Costa? Olhe é só para dizer que o seu jogador vai apanhar três jogos de castigo.

    - O quê??? Mas aquela gente pensa que pode brincar com o FC Porto? Então o Nuno Gomes apanha um jogo à segunda agressão e o meu jogador apanha três na primeira vez que agride??? Vou já telefonar ao Valentim!

    Trimmm...trim...trim...

    - Tou!

    - Daqui é o Jorge Nuno...

    - Tudo bem meu amigo? Diga lá o que quer.

    - Quero que o meu jogador tenha um jogo de castigo como os outros!

    - Hé, pá...isso vai ser dificil porque os tipos das televisões estão fartos de passar a imagem da agressão e...pá...e eu agora sou apenas Presidente da Assembleia...mas eu vou ver o que posso fazer!

    Umas horas depois...

    - Já tá tudo resolvido! O seu jogador vai ser castigado com um jogo! Precisa de mais alguma coisa caro amigo?

    - Eu? Não...éra só isso. Obrigado.

    Uns meses depois, nas primeiras páginas da imprensa portuguesa:

    "Escutas da PJ apanharam Pinto da Costa a pedir favores a Valentim!"

  • O Benfica - Belenenses visto por Soares Dias
    19’
    "A bola vai de encontro ao jogador, e o Gaspar tenta tirar o braço, mas não consegue."

    Mas então não podia deixar o braço em casa?

    32’
    Houve situação para que o árbitro ajuizasse tecnicamente e marcasse a infracção. Neste caso, ficou por marcar uma grande penalidade, mas é extremamente complicado ver este tipo de falta.

    Claro. Principalmente quando o árbitro se chama Bruno Paixão

    40’
    Situação tirada a papel químico do que aconteceu aos 32’

    Se a situação foi a mesma e o árbitro também, está certo, também não é penalty.

  • Gaspar, defesa do Belenenses: «Não vale a pena estar agora aqui a falar se foi [penalty] ou não. Aqui na Luz, quando há dúvida, é sempre contra o adversário. Não sei se na televisão dá para ver [o lance], mas estou estou de consciência tranquila

    Ok, já falaste sobre um lance, mas quando é que vais poder falar sobre os outros?

  • A Bola: BRUNO PAIXÃO (6)
    Decisão quase inevitável no penalty, mesmo que não fosse intenção de Gaspar tocar com o braço. Um ou outro erro num jogo muito tranquilo.


    Isto sim, é jornalismo isento.
  • 21/12/06

    Como é que é??

    «A propósito do castigo aplicado ao atleta Nuno Gomes à 12ª jornada, houve também quem sustentasse que estávamos perante um caso de reincidência, o que não foi atendido pela CD na graduação da medida concreta da pena aplicada. (...) A reincidência é atendida à primeira infracção posterior se esta for de maior ou igual gravidade, nunca se esta for de menor gravidade. Por outro lado, a reincidência é sempre atendida à segunda infracção posterior, mesmo que esta seja de menor gravidade».
    Ricardo Costa, Presidente da CD da Liga

    Mare...quê?


  • Com as saídas anunciadas de Ricardo Costa que não sendo um lateral dizia sempre presente quando a equipa precisava dele e muito provávelmente Ezequias, seria importante encontrar alguém para ocupar o lado esquerdo da defesa. E a escolha recaíu em Mareque.
    Segundo rezam as crónicas porque eu não me lembro de o ver jogar, Lucas Armando Mareque é um jovem argentino de 23 anos, de raça como é normal nos sul-americanos, com um visual a fazer lembrar o Sokota, parece que ataca melhor do que defende o que também não é anormal nos jogadores daquele continente e acessível para os cofres azuis e brancos já que o FC Porto vai aproveitar o facto dele não estar a jogar para pagar por 80% do passe apenas um milhão e meio de euros. Até aqui tudo normal. O problema é que Mareque foi pouco utilizado por Daniel Passarella esta época e fica a duvida se um suplente do River Plate pode chegar a titular no FC Porto. A resposta é, claro, positiva já que Cech tem estado um pouco abaixo daquilo que é capaz de fazer mas como costumo dizer, vamos andando e vamos vendo até porque os jogadores são um pouco como os melões e só depois de comprados é que temos a certeza se o dinheiro foi bem gasto ou não.

    Lucas Armando Mareque

    - Date of birth: 12/01/1983

    Contexture.
    - Height: 1,67 mts.
    - Weight: 72 kgs.

    Characteristics.
    - Shirt number: 24
    - Position: lateral izquierdo
    - Pierna hábil: zurda

    Debut in the pro team.
    17/10/2004 (River 0 - Almagro 2)

    Matches played.
    - 1st team games: 45
    - 1st team goals: 2

    - International games: 14
    - International goals: 0

    - National team games: 0
    - National team goals: 0

    Season Team Matchs Goals Red cards
    2004/05 River Plate 22 2 0
    2005/06 River Plate 18 0 2
    2006/07 River Plate 5 0 0

    Internacionales Equipo Partidos Goles Expulsiones
    Libertadores River Plate 10 0 0
    Sudamericana River Plate 4 0 0

  • Jorge Maia:
    Afinal, parece dizer, se ele fosse tão influente na Selecção como é no FC Porto, só mesmo um completo idiota o deixaria de fora. Por uma vez, não podia estar mais de acordo. É claro que este Quaresma influente, que marca e dá a marcar e carrega a equipa inteira às costas quando é preciso, é exactamente o mesmo da última temporada, quando foi eleito melhor jogador da Liga portuguesa e, mesmo assim, ficou de fora do Mundial. Porque não foi convocado. Por Luiz Felipe Scolari. E como é bom de ver, até pelo mais pio e crente dos cristão, nem mesmo Quaresma consegue ser tão influente na Selecção como é no FC Porto se nem sequer for convocado.
  • 20/12/06

    Saída de Adriano? Não!


    Todas as grandes equipas, sejam elas o Real Madrid, Barcelona, Chelsea ou FC Porto, têm alguns jogadores que, por uma razão ou por outra, são menos útilizados que os chamados titulares. Não é por isso de admirar que os jornalistas e adeptos se lembrem deles quando chega a época de transferências. O problema é que nem todos os jogadores são "dispensáveis" e mesmo esses não estão no mesmo patamar porque existem os que nunca chegaram a ter uma oportunidades para mostrarem o seu valor (João Paulo, Ezequias e Diogo Valente), os que tiveram mas nunca convenceram totalmente (Tarik, Ricardo Costa, Alan...)e os que já mostraram ter valor para representar o clube mas por uma razão ou por outra deixaram de merecer a confiança do treinador. É o caso do Vieirinha e Adriano.
    Começando pelo primeiro, penso que a sua saída depende do futuro de Tarik e Alan, no entanto talvez não fosse mau negócio para o jogador e para o FC Porto se pudesse ser emprestado a um clube da Liga Bwin como aliás a Sad fez com Ivanildo e muitos outros antes dele.
    Já o caso de Adriano é diferente e seria uma estupidez se o avançado deixasse de pertencer ao plantel do FC Porto porque já mostrou o que vale e ao contrário do que tenho lido não penso que o seu futebol seja parecido com o dos outros avançados da equipa.
    Sei que a memória dos dirigentes, treinadores, adeptos e jornalistas é curta mas convém não esquecer que Adriano foi um dos principais responsáveis pelo título da época passada e se nesta época não está a jogar, a uma lesão e à excelente forma de Hélder Postiga o deve. No entanto isso não quer dizer que tenha perdido a veia goleadora como ele próprio o diz.
    É verdade que estamos a fazer um óptimo campeonato e o brasileiro não tem feito falta mas tudo pode mudar de um momento para o outro porque as lesões aparecem com muita facilidade (que o diga o Anderson), mais agora que esta CD da Liga parece querer seguir os passos da anterior e fechar os olhos às entradas assassinas dos jogadores do Benfica. Porque em caso de indisponibilidade de Hélder Postiga, os únicos jogadores do plantel que sabem jogar de cabeça são o Adriano e o...Sokota e se o valor do croata não merece ser posto em causa, o mesmo não se passa com o seu fisico.

    "Não desaprendi de fazer golos. Tenho treinado bem e faço trabalho específico de finalização. Não perdi a veia goleadora, apesar de ter passado uma fase muito negativa. Nunca me tinha lesionado tão seriamente".
    Adriano

    19/12/06

    Exclusivo

    Devido a um e-mail anónimo que acabou de chegar à edição do blog Portogal, podemos sem qualquer margem de erro apresentar-vos em exclusivo mundial uma carta que Pepe escreveu à Sad do FC Porto e que será apresentada hoje no site oficial.

    «Exma. Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD:
    Face a inúmeras notícias que têm sido veiculadas em diversos Órgãos de Comunicação Social, venho por este meio informar a Exma. Administração de que não pretendo representar a Juventus. A minha vontade é manter-me no F.C. Porto.

    Pepe
    Porto, 18 de Dezembro de 2006
    »

    18/12/06

    É só rir



    Mas por muito que tentem esconder as vitórias do FC Porto de uma coisa todos temos a certeza, o 22° título de Campeão de Portugal não será escondido e isso é o mais importante.

  • A capa do jornal O Jogo só para chatear os Recordistas da Mentira:


  • Agora que José Veiga conseguiu, depois de pagar o que devia ao banco Dexia, recuperar a mobilia, já pode regressar ao Benfica. Claro, os cinco milhões que ele deve ao fisco (o que tem a dizer a PJ sobre o facto de haver dinheiro para pagar a caução no caso João Pinto e a divida ao Dexia e não haver para o fisco?) ou o facto de ser arguído no processo Apito Dourado não foram releventes para a sua demissão. Relevante mesmo foi a falta da mobilia e por isso vou estar com atenção ao trio d'ataque desta semana para ver o que têm a dizer sobre este regresso de Veiga os paineleiros que pediram a demissão de Pinto da Costa depois da sair o livro que a puta não escreveu. Não só porque existem dezenas de outros paineleiros que vão meter a viola ao saco mas esses são fanáticos demais para agora dizerem o contrário.
  • 17/12/06

    FC Porto 4-0 Paços de Ferreira

    Ricardo Quaresma nos quatro golos (!), Pepe em três.

    Ricardo Costa acabou o jogo a chorar e deverá ser vendido

    Ivanildo, outro a quem Jesualdo deu uma prenda, poderá ser emprestado?

    Vítor Baia continua o alvo dos jogadores do FC Porto sempre que marcam golos.

    Jesualdo mais uma vez muito bem, desta vez a mostrar que profissionalismo e humanismo podem e devem fazer parte dos critérios dos treinadores de futebol sejam eles portugueses, brasileiros ou holandeses.

    16/12/06

    Obviamente têm razão.

    Ao passar agora pelo Mais Futebol, três entrevistas chamaram-me a atenção por terem a ver com o FC Porto, a entrevista do Presidente Pinto da Costa ao jornal «Sol», a do treinador Jesualdo Ferreira no seu habitual encontro semanário com os jornalistas e a do bracarense João Pinto ao Público.

    Obviamente não me demito
    'Nada me pesa na consciência'

    Pinto da Costa recusa a ideia de se demitir em face das acusações feitas por Carolina Salgado de que mandou liquidar Ricardo Bexiga


    E adianta: «Para não me envergonhar de ter vivido com essa mulher, quero acreditar que não contratou ninguém para o matar». Entretanto, os ‘ofendidos’ por Carolina, entre os quais Lourenço Pinto e Reinaldo Teles, reuniram-se anteontem para planear o contra-ataque.

    «Como sei que estou inocente e nada me pesa na consciência, nem admito a ideia de me demitir por causa de uma pessoa que se revela a si mesma no livro que escreveu», afirmou ao SOL Jorge Nuno Pinto da Costa, numa reacção às acusações da ex-companheira, Carolina Salgado, e aos comentários entretanto surgidos de que o clube está a ser arrastado para um escândalo por problemas pessoais do presidente.


    Obviamente tem razão! Porque se o presidente do FC Porto pedisse a demissão por causa das calúnias de uma pessoa que não tem onde cair morta e está a mando de quem tanto a criticou num passado recente, todos os outros presidentes do FC Porto que se seguissem seriam obrigados a fazer o mesmo sempre que alguém os acusasse. E assim éra fácil demais. - "Os tipos do norte estão a jogar como em 2004...hum, hum...e arriscam-se a ganhar tudo...hum, hum...vamos acusar o presidente para desestabilizarmos a equipa com a sua demissão...hum, hum...".
    Mas sobre este assunto, gostaria de dizer ao senhor António Pedro de Vasconcelos que criticou Pinto da Costa por não se demitir mas também ao senhor Rui Moreira por não ter defendido o seu clube, que nesse caso também lhes ficava bem (mais ao primeiro que ao segundo) crticarem José Veiga por não se ter demitido do Benfica quando foi constituído arguído no processo Apito Dourado e Luís Filipe Vieira por não ter tido a mesma atitude já que também é arguído pelo menos num processo, o do roubo dos cinco milhões da transferência do Mantorras.

    PS- Passem pelo blog do José para verem umas capas muito interessantes. ;)

    Jesualdo Ferreira:
    «Temos dois meses para o próximo jogo europeu e, antes disso, seis jogos para o campeonato que podem ser o ponto-chave. Se estivermos bem nessa fase, o campeão de Inverno pode vir a ser o campeão nacional. Mas também já vi grandes equipas a terem cinco/seis pontos de vantagem e a perdê-los»

    No dia anterior, José Mota jorrara elogios atrás de elogios ao F.C. Porto de Jesualdo Ferreira. Elevada qualidade de jogo, poderio indesmentível, clone dos dragões vencedores da Taça UEFA e da Liga dos Campeões. O técnico dos azuis e brancos ouviu as palavras do seu colega pacense, agradeceu as loas tecidas, mas preferiu colocar travão na onda de simpáticos adjectivos.

    «As análises devem ser sempre feitas depois das coisas acontecerem. No trajecto do F.C. Porto campeão europeu e vencedor da Taça UEFA não havia termos comparativos, pois as equipas anteriores não tinham sido tão boas. O que ficou como registo foi o fim desse ciclo, mas nós estamos ainda a meio. É uma comparação que eu não quero fazer», defendeu Jesualdo Ferreira, que entende as palavras de José Mota mais como um «cumprimento» do que como outra coisa qualquer

    E como até atravessamos uma época onde os presentes de multiplicam e os embrulhos se amontoam, Jesualdo Ferreira até se atreveu a pedir uma prenda aos adeptos do F.C. Porto, em nome da sua equipa técnica e dos jogadores que comanda. «Os jogadores do F.C. Porto merecem, pelo que têm feito, uma prenda de Natal dos adeptos. Não vamos pedir nenhum cabaz, nem embrulhos bonitos, apenas a presença maciça de sócios nas bancadas frente ao Paços de Ferreira

    Na antevisão ao jogo com a Académica, o treinador do Sporting, Paulo Bento, considerou que o F.C. Porto está a fazer um campeonato extraordinário. Um comentário desses vindo de um dos principais competidores não deixa Jesualdo Ferreira indiferente, daí que o técnico até tenha aceite comentar a cordial afirmação do seu colega de Alvalade.

    «Para já, acho que o Sporting tem feito um campeonato bom. Se o Paulo Bento diz que temos feito um campeonato extraordinário, talvez isso explique a diferença que existe na tabela classificativa

    «Jamais me verão eufórico quando ganho e deprimido quando perco. Isso comigo é impossível, mas tenho dificuldade em lidar com o empate e a derrota. Sou intratável, às vezes até quando ganho, porque gosto de ganhar a jogar bem. Empatar com o Arsenal, por exemplo, deixou-me muito mal disposto. Não concebo a competição sem ser para ganhar. Felizmente encontrei pessoas que partilham essa forma de estar


    E por esse motivo, João Pinto, avançado do Sp. Braga, disse este sábado numa entrevista ao jornal Público que o clube azul e branco se atravessou várias vezes no seu caminho, mas que nunca se concretizou o casamento. Também por isso João Pinto admite alguma mágoa. «Confesso que gostava de jogar no F.C. Porto, tenho pena de não ter jogado. É o clube que melhor tem representado Portugal e que mais conquistas teve nas últimas duas décadas. Tenho as minhas origens no Porto, embora me sinta ligado da mesma maneira a Lisboa, onde construí vida de adulto», referiu.

    Porque hoje é sábado...


  • De MST: Saída pela porta grande...dos fundos (2004)

    Há uma imagem que me ficou marcada, no rescaldo de Gelsenkirchen: o avião que trazia a equipa do FCPORTO, e com ela a taça acabada de conquistar e que a Europa inteira cobiça, tinha aterrado havia pouco em Pedras Rubras, eram umas seis da manhã. depois de na própria pista terem recebido a homenagem dos funcionários do aeroporto, os jogadores esperavam no átrio, no meio da restante comitiva, o momento de saírem lá para fora e tomarem lugar no autocarro que iria demorar ainda umas duas horas a chegar ao Estádio do Dragão, onde uma multidão os esperava desde as 10 da noite. Foi então que apareceu josé Mourinho, acompanhado pela mulher e pelas filhas, com quem tinha viajado na fila da frente do avião, alheio a tudo o que se passava atrás de si. dirigiu-se a uns funcionários do aeroporto com quem falou durante breves instantes e rapidamente desapareceu para nunca mais ser visto no Porto: no rádio do carro que me conduziu de volta a casa ouvi que teria partido directamente para Setúbal ou para Lisboa - até hoje ainda não sei. E dei comigo a pensar que, afinal, Mourinho não tinha saído nem pela porta grande - que merecia - nem pela porta pequena, que seria impensável. Saiu, sim, pela porta dos fundos: a grande , sem dúvida, mas não a da frente.

    No Record dessa mesma manhã seguinte à noite de glória, ainda o povo estava na rua a festejar e já o editorialista Bernardo Ribeiro concluía: " ...este treinador afrontou o sistema e tudo vai fazer para denegrir a sua pasagem pelas Antas. Será sistematicamente esquecido e maltratado. A Culpa será...do Pinto da Costa". Confesso que nunca tinha lido nenhum texto deste Bernardo Ribeiro mas seria quase capaz de apostar que no passado, quando Mourinho e Pinto da Costa eram a imagem inabalável do FCPORTO intratável a nivel doméstico, ele não fazia distinção e seguramente não era tão elogioso para com Mourinho. Pois é, onde estão agora os que ainda há pouco tanto o criticavam, lhe chamavam arrogante e insuportável, os que comeram sem pestanejar o barrete da camisola do Rui Jorge, pretensamente rasgada por Mourinho - conforme demonstravam as provas que o Sporting tinha em seu poder e que jamais vimos nem veremos? Agora, que José Mourinho já não é treinador do FCPORTO, é só elogios e até a sua imediata transformação em vítima do sistema e de PC...

    Mas está enganado o homem do Record: os portistas não esquecem nem se preparam para maltratar Mourinho. Apenas não estão dispostos a alienar a sua dignidade, mesmo perante aqueles a quem mais devem e mais gratos estão. Afinal , o mesmo fez o Benfica com o mesmo José Mourinho, quatro anos atrás...E eu, que então aqui elogiei a atitude da direcção do Benfica, escrevendo todavia, que Mourinho era o mais promissor treinador do futebol português, hoje escrevo exactamente o mesmo.

    José Mourinho foi o melhor treinador que alguma vez passou pelo FCPORTO, desde que me lembro. O melhor na preparação táctica dos jogadores - onde o seu trabalho chega a ser obcecante - , o melhor na leitura estratégica do jogo, o melhor na liderança dos jogadores, o mais inteligente, o mais culto, o mais profissional, o que melhor tira partido da imprensa e das intervenções públicas. Os seus segredos guardou-os sempre em treinos à porta fechada e em relatórios sobre os adversários e entregues aos jogadores - um dos quais, exactamente o relativo ao Mónaco, tive a honra de receber como oferta sua, antes do grande jogo da final. Mas quem quer que tenha entrevisto um desses treinos, lido um desses relatórios ou o tenho ouvido dissertar para auditórios restritos sobre a forma de liderar uma equipa não pode senão constatar como o seu trabalho está a anos-luz de qualquer outro treinador português, incluindo tantos que se tomam por estrelas ascendentes e se pôem em bicos de pés a dizer que " já merecem um grande".

    José Mourinho vai marcar para sempre uma época, não apenas no FCPORTO mas no futebol português. Nada mais será como dantes depois dele: muitos tentarão imitá-lo, muitos tentarão humildemente aprender a sua lição, mas nenhum jamais o igualará. É um dos raros casos em que a ambição caminha a par com o talento e em que o talento caminha a par com a capacidade de trabalho e de entrega. Dizer que os portistas iriam agora dedicar-se a esquecer Mourinho é de uma estupidez sem limites. Se alguma coisa este clube tem é memória.

    E tem também gratidão: ninguém, entre toda a nação azul e branca, iria ou irá jamais "maltratar" José Mourinho. Daqui a 20 anos ainda falaremos com saudade e com uma infinita gratidão. Era isso e apenas isso que queríamos ter mostrado a José Mourinho depois do apito final de Kim Nielsen em Gelsenkirchen: a nossa gratidão. Já sabiamos que ele se ía embora e, embora tristes, todos o aceitávamos como facto inevitável - não apenas pelo lado financeiro, o que seria pouco para alguem como ele, mas também pelos novos desafios desportivos que constituem a adrenalina que o faz ser o vencedor que é. Já sabíamos isso e estávamos conformados. Mas queríamos mostrar-lhe que estávamos gratos e queríamos também - e parece-me que não era de mais - que tivesse ido ali, junto de milhares de emigrantes vindos de todo o centro da Europa e dos milhares de adeptos vindos de Portugal e que tinham passado dois anos a seguir por todo o lado o FCPORTO de Mourinho, de Sevilha a Genselkirchen, agradecer-nos igualmente a parte que nos cabia, aos adeptos e ao clube, nos seus e nossos êxitos. Era só isso: que estivesse ali, junto à bancada sul, fazer-nos um gesto de agradecimento, de alegria, de saudação, de adeus, que fosse. Já sei que encontrou a família de repente e decidiu-se por ficar junto a ela. Mas a família iria tê-la logo a seguir, junto à cabina, no avião, em casa. A família portista, essa, era a última oportunidade para a ver e para se despedir. José Mourinho optou por não o fazer e, assim fazendo, optou por sair de cena pela porta dos fundos.

    Lamento infinitamente escrever isto mas ficaria de mal com a minha consciência se o não fizesse. Tenho profunda admiração por José Mourinho, não principalmente por ele ter triunfado mas por ter ousado enfrentar o verdadeiro sistema português, que é o da inveja dos medíocres. Não esqueço nem nunca serei ingrato. Devo-lhe algumas das maiores alegrias que o futebol jamais me deu. Mas, apesar de tudo e ao contrário do que ele talvez imagine, sei e tenho plena consciência de que o que conseguiu não o conseguiu sozinho e não o conseguiria em nenhum outro clube português.

    O FCPORTO já era um grande clube do mundo antes de Mourinho e vai continuar a sê-lo depois dele. Ao contrário do que disse Luís Duque, o Sporting não poderia estar agora no lugar do FCPORTO se tem contratado José Mourinho, depois de ele sair do Benfica.

    Porque não há comparação alguma entre a competência de Pinto da Costa e o snobismo serôdio de Dias da Cunha.

    Porque não há comparação alguma entre entre o profissionalismo da organização do FCPORTO e o voluntarismo da organização sportinguista.

    Porque não há comparação alguma entre o espírito de conquista de toda a nação azul e branca, e que na equipa se transmite de geração em geração, venha quem vier, e a atitude de eterna lamechice e desculpas esfarrapadas para os fracassos, do Sporting.

    Há anos que o escrevo mas - felizmente! - em vão: os adversários internos do FCPORTO deveriam estudar e tentar comprender as razões para os seus êxitos, em vez de se ficarem pela atitude de maus perdedores e de tentarem sempre justificá-los com razões obscuras.

    Quando acordarem, o FCPORTO será não apenas o maior clube português em termos de títulos internacionais, que já o é, mas também em termos de adeptos espalhados por esse mundo fora. Que nunca acordem!

    Ora, ninguém percebeu isso melhor que o próprio José Mourinho. Ninguém como ele percebeu melhor a célebre verdade que todos os treinadores que passaram pelos outros e depois pelo FCPORTO unanimemente referiram: que um título ganho no Porto custa e vale infinitamente mais que um título conquistado em Lisboa. Aos que agora o elogiam e dantes execravam e agora já o vêem como vítima, esquecida e maltratada pelo sistema PC, convém recordar que a primeira vez que José Mourinho disse publicamente que queria ir para fora e libertar-se do sistema do futebol português foi na célebre noite após o jogo de Alvalade deste ano...

    E é só por isto que tínhamos direito a esperar que Mourinho tivesse festejado connosco, que tivesse feito parte da alegria que era de todos. Porque os treinadores e os jogadores vão e vêm e nós, adeptos, ficamos sempre. E, por mais insubstítuiveis que eles nos pareçam, a verdade é que continuamos sempre. No limite, basta que haja onze adeptos e podemos fundar um clube, constituir uma equipa sem treinador e jogar. Mas um treinador não sobrevive sem um clube e não há clubes sem adeptos. Por mais brilhantes que sejam os jogadores e o treinador , somos nós, os adeptos, o sal do futebol.

    Para relembrarem o que foi escrito no Portogal:

    «Um olhar do Norte»

    Ladies and Gentlemen

    We have a new Europeean Champion!


    Campeões Europeus

    Do Chelsea desde pequenino

    A emoção dos lances capitais

    Não viram isto em qualquer lado??

    Adeus Mourinho
  • 15/12/06

    Venham eles que até os comemos!

    «Mourinho desculpa, mas quem passa somos nós»

    O que Antero Henriques, director da SAD do F.C. Porto, respondeu ao jornalista quando questionado sobre o que dirá ao treinador português no fim dos dois jogos, vale para todos os portistas. Porque a sensação é mesmo essa. Não tinhamos nenhum interesse em que o sorteio nos ditasse o Chelsea porque isso seria sinónimo de eliminação da equipa de José Mourinho, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira ou Hilário, profissionais que deixaram saudades no Dragão, mas se assim foi, que assim seja. Venham eles que até os comemos!

    Jogos dos oitavos-de-final:

    F.C. PORTO-Chelsea
    Celtic-Milan
    PSV-Arsenal
    Lille-Manchester United
    Roma-Lyon
    Barcelona-Liverpool
    Real Madrid-Bayern Munique
    Inter-Valência

    Liga dos Campeões: Que venham os melhores


    O FC Porto, único clube português com possiblidades de vencer a Champions League, vai conhecer hoje o seu adversário que sairá de um lote bastante complicado onde por mais que olhemos não conseguimos encontrar uma equipa mais acessível que as outras. Por isso preferia que nos calhasse o Lyon. Por duas razões: Porque o FC Porto sempre se deu bem com equipas francesas e porque se tivermos de ser eliminados que o sejamos pela melhor equipa europeia da actualidade.

    13/12/06

    Branco mais branco não há

    Gosto de ler, principalmente quando estou em casa a "curtir" uma de solidão e por esse motivo sou um devorador de livros, lendo alguns deles, por mais que uma vez.
    Mas também o faço quando viajo de comboio ou de avião pois um bom livro (não o lixo que apareceu nos últimos tempos) é uma maneira de "matar" o tempo com algo que me dá imensa satisfação.
    E como hoje tive de ir a Genève resolvi levar o "Largos dias têm 100 anos" de Pinto da Costa para rever um pouco algumas histórias que o livro contém. Uma delas fez-me pensar no Mantorras e na vergonha ou complexo que ele tem em ser preto. Aqui está a história como Pinto da Costa a conta no livro:

    Nos finais do ano de 1988 regressa ao comando técnico da equipa o homem da vitória na Taça dos Campeões Europeus. Artur Jorge demonstra uma grande coragem, ao aceitar o desafio de reconquistar o título nacional já na época seguinte, a de 1989/90.
    O seu trabalho continuava a caracterizar-se pelo rigor de sempre, o que de imediato se sente na produção da equipa. Ainda em 1988, ganhámos em Alvalade por 1-0, num encontro dificil. No final, a presença de pessoas estranhas ao jogo nas escadas de acesso ao balneário provoca alguns incidentes, nos quais se envolve o nosso defesa esquerdo e o pai do jogador Jorge Plácido, um dos personagens a mais na escadaria. Com o argumento de que o Branco o teria agredido, o Sr. Plácido apresenta queixa à força policial contra o nosso jogador.
    Estabelece-se uma grande confusão, mas Branco rapidamente se arranja e sai, não só do balneário, como do Estádio.
    Quando pensavamos que o assunto estaria sanado, chega o Sr. Plácido acompanhado de um Comissário da PSP, que pede a identificação do jogador Branco. Digo-lhe que terá de me dizer qual, pois a maioria dos nossos jogadores são brancos. O Sr. Comissário responde-me que não pretende a identificação de um jogador de cor branca, mas sim de seu nome Branco.
    Ora, jogador de nome Branco, não temos nenhum, como o informo e provo ao entregar-lhe o boletim de jogo, que entretanto me pedira para confirmar a veracidade das minhas afirmações.
    Lê, relê e, de facto, não encontra no boletim ninguém com aquele nome. Como defesa esquerdo, constava um jogador chamado Cláudio Ibraim Vaz Leal.
    Por a identificação dada pelo Sr. Plácido não estar correcta, o Sr. Comissário manda-nos em paz e sossego e ainda nos dá os parabéns!
    Branco éra a alcunha de Cláudio Ibraim que, quando jovem, jogara numa equipa totalmente formada por negros, com uma excepção: o Cláudio Ibraim. Desde aí fica conhecido por Branco, nome que adopta e com o qual vem a ser Campeão Nacional e do Mundo!

    12/12/06

    Onde param os arautos da verdade e da transparência no futebol português?

    Não bastava branquearem o doping, baterem palmas às entradas assassinas, não castigarem correctamente quem vê cartões vermelhos directos ou quem ofende os adeptos adversários, ainda temos de gramar os roubos dos árbitros todas as semanas sem ninguém reclamar? Mas afinal onde param os arautos da verdade e da transparência no futebol português? Tiraram férias? Dedicaram-se à pesca? Ou estão apenas à espera que uma das equipas da segunda circular acabe um jogo prejudicada pela arbitragem para encherem as páginas dos jornais e abrirem os noticiários com criticas ao sistema?

    11/12/06

    Nacional 1-2 FC Porto

    Bruno Moraes, o homem dos jogos complicados.

    Lucho González, sempre decisivo quando a equipa precisa dele.

    Ricardo Quaresma, o nosso Mágico é, depois da lesão de Anderson, o melhor jogador do nosso campeonato.

    Jesualdo Ferreira, esta vitória também é dele. Muito bem nas substituições.

    O Nacional também está de parabéns

    Os portistas da Madeira merecem mais uma alegria

  • Estão um pouco como eu. Ou seja, são portistas, são portugueses mas a distância que os separa do continente faz com que sejam obrigados a seguir as conquistas do FC Porto à distância. O que não invalida que sejam cada vez mais e melhores como acontece na emigração.

  • Numa altura em que alguns adeptos da segunda circular vão fazendo de conta que acreditam no que a puta dos Super Dragões vai dizendo a troco de algumas garrafas de champanhe e que, é o mais certo, lhe vão valer alguns processos em tribunal, o FC Porto pode em caso de vitória frente ao Nacional dar mais um enorme passo na conquista do Bi.
    Nacional que, diga-se, está a fazer um campeonato aceitável muito à imagem do seu treinador. E os nacionalistas nem começaram bem esta Liga Bwin já que ao fim da terceira jornada tinham três derrotas, frente ao seu rival de sempre, o Maritimo (fora), Sporting (casa) e Benfica (fora). Ao contrário do FC Porto que apenas tropeçou em Braga (derrota por 2-1) e em Alvalade onde conseguiu um empate que não envergonha nenhum portista.
    Espera-se portanto um bom jogo num campo bastante complicado devido à sua situação geográfica mas que nos tem dado sorte já que nunca perdemos na Choupana embora haja sempre uma primeira vez para tudo.

  • No final do jogo de ontem, Fernando Santos criticou a arbitragem de Paulo Paraty, um dos habituais convidados de José Veiga para os famosos almoços no Sapo, ao dizer que existiu um penálti claro a favor do Benfica que não foi assinalado. Óra bem, é verdade que o tal penálti existiu, o problema é que foi na área encarnada e numa falta de Ricardo Rocha sobre Nei. Ou seja, o engenheiro voltou a enganar-se e pela cara de poucos amigos que tem apresentado nos últimos tempos tenho a impressão que começa a sentir muitas saudades da familia. Será que vai ser obrigado a pedir a demissão mais cedo do que muitos pensam?

  • 09/12/06

    Porque hoje é sábado...



    Como de certeza estão recordados, Nuno Assis acusou positivo por 19 norandrosterona a 3 de Dezembro de 2005, após o Marítimo-Benfica tendo sido suspenso por seis meses pela Liga, os quais devia acabar de cumprir em Agosto, mas o Benfica recorreu e o caso foi arquivado pelo Conselho de Justiça em Julho, antes de cumprida integralmente a pena. O que, segundo Laurentino Dias, violava «grosseiramente as normas e regulamentos nacionais e internacionais da luta contra o doping». E por esse motivo, esta semana ficamos a saber que o parecer consultivo da Procuradoria Geral da República sobre o caso de doping de Nuno Assis defende que o Conselho de Justiça da FPF violou a lei ao arquivar o processo. Diz ainda, segundo a agência Lusa, que a decisão deve ser revogada e se isso não acontecer a Federação pode ver o estatuto de Utilidade Pública Desportiva suspenso.

    E tudo porque Nuno Assis foi estupido ao ponto de se deixar apanhar nas malhas do doping, algo que não se admite num jogador profissional de um clube como o Benfica já que em caso de análise positiva o responsável principal é sempre o atleta e não o clube embora ambos possam ser culpados.

    É por isso que aconselho todos os jogadores de futebol a usarem Viagra quando precisarem de ajuda para melhorar o seu rendimento fisico. É que segundo um artigo que saiu no DN em janeiro deste ano, o Viagra, medicamento que visa combater a impotência sexual do homem, está a ser usado no desporto de alta competição para aumentar o rendimento físico em modalidades de esforço prolongado, como é o caso do futebol, atletismo, ciclismo ou alpinismo.

    Em Portugal, o médico Domingos Gomes, que integra as comissões médicas da UEFA e da FIFA, já se deparou com um caso e acredita que podem existir vários exemplos de consumo no desporto.

    O famoso comprimido azul, conhecido como a "droga do amor", é um potenciador de oxigénio, muito importante para modalidades de resistência. Inclusive, tomado em doses elevadas, é muito eficaz na hipertensão pulmonar. Todavia, não é considerado doping. Não faz parte da lista de produtos proibidos divulgado pela Agência Mundial Antidopagem (AMA).

    Pode, por isso, ser tomado por qualquer atleta sem contra-indicação, ou sem que corra o risco de sofrer uma pena que o impossibilite da prática desportiva. "As substâncias que compõem o Viagra não estão incluídas na lista proibida. Portanto, não são detectáveis", explicou ao DN Luís Horta, director do Laboratório de Análises e Dopagem, para quem "ainda não existem estudos conclusivos sobre o efeito do Viagra no desporto de alto rendimento".

    Todavia, os casos começam a surgir em diversas modalidades sem qualquer controlo. As suspeitas são evidentes um número crescente de amostras de urina de atletas de alta competição, particularmente de ciclistas, revelaram a presença de resíduos de Viagra; a direcção da equipa de futebol FC Oradera, da Roménia, apresentou facturas de 4000 euros de compra do produto em 2005; algumas das equipas de futebol da América Latina, "obrigadas" a jogar regularmente em regiões de altitude acima dos 2000 metros, como é o caso da cidade boliviana de La Paz, situada a 3600 metros de altitude, utilizam o Viagra para melhor se adaptarem a essas condições adversas.

    "Um facilitador de oxigénio"

    "É um facto que o Viagra é um facilitador do transporte do oxigénio.E quando há fumo é porque há fogo. Eu tive conhecimento de um caso que transmiti às instâncias responsáveis", afirmou ao DN Domingos Gomes, médico do painel antidoping da UEFA.

    "O problema é que só será considerado doping quando os estudos chegarem à conclusão que se bateram recordes sobre o efeito desse medicamento. Depois passa a ser proibido", adianta o médico, que também integra os quadros da FIFA.

    Segundo o médico inglês Stephen Venables,"as mais recentes pesquisas mostram que o Viagra pode ajudar, e muito, a combater os efeitos da permanência em altitude no organismo humano", porque o tratamento com o remédio faz com que os atletas possam respirar mais facilmente.

    Também a equipa do professor Martin Wilkings, no Centro Nacional de Cardiologia de Londres, realizou trabalhos de pesquisa em regiões de altitude com voluntários dos dois sexos, constatando que a enzima que ajuda o fluxo do sangue no pénis nas pessoas com dificuldades de erecção provoca, também, um efeito benéfico nos indivíduos obrigados a permanecer numa zona com rarefacção de oxigénio. Ou seja, os pulmões compõem-se de corpos cavernosos como os que existem no pénis, beneficiando de um vaso com contrição das artérias que provoca uma boa oxigenação.

    08/12/06

    O discurso que faltava


    «A mim não me chegou nada, mas chegaram alguns contactos e vontades à SAD. Admito que o Atlético de Madrid queira Quaresma, porque eu também gostava de ter Ronaldinho. Garanto que não sai em Janeiro».

    Quem o diz é Pinto da Costa!
    Agora sim, tenho a certeza que teremos o nosso Mágico no minimo até ao fim do campeonato. Uma boa notícia que será de certeza bem recebida por todos os portistas e que, como tinha previsto, dependia da qualificação do FC Porto na Liga Milionária porque o presidente estava à espera de ver como corria o jogo com o Arsenal para garatir a continuidade de Ricardo Quaresma. Qualificação garantida, continuidade garantida. Sem cartas, sem comunicados no site, sem pimbalhadas, mas sim com o anuncio mais que válido de quem manda no clube.

    Mas disse mais: "Posso garantir que não sairá em Janeiro. Dos jogadores considerados importantes pelo técnico não sairá nenhum em Janeiro". Ou seja, a espinha dorsal do FC Porto vai continuar até ao final da época!

    E disse que podem acontecer saídas de alguns jogadores menos utilizados e isso é mais uma boa notícia. «Podem haver cedências. Há jogadores que não são muito utilizados e se eles pretenderem sair para jogar mais podemos falar sobre isso»

    Sobre reforços, eles serão três: «Esperamos três reforços brevemente, que são o Pedro Emanuel, o Anderson e o Sokota. Quando os tivermos, não estou a ver que haja muitos jogadores a entrar na equipa». E verdade se diga, não serão precisos mais porque para comprar só para gastar dinheiro mais vale trabalharmos com os que temos e que já nos dão bastantes garantias.

    E quanto à responsabilidade do clube em fazer mais uma vez coisas bonitas na Liga dos Campeões? Pinto da Costa continuou com o mesmo discurso que já nos deu muitas vitórias. «Não sei se há um ou outro mais favorito, mas nesta fase qualquer um pode vencer a prova. Temos a nossa responsabilidade, porque somos a única equipa portuguesa na prova. Daqui para a frente vamos pensar eliminatória a eliminatória, sempre pensamos assim, até nos anos em que fomos campeões europeus. Que venha o diabo e escolha, mas é dentro de campo que se vê quem vai vencer».

    Sobre Co Adriaanse: «Estive alguns dias no estágio de pré-temporada e percebi que a entrega dos jogadores foi total. O antigo treinador não se pode queixar deles, pois foram inexcedíveis, entregaram-se de forma exemplar. Por outro lado, é preciso ter memória e recordar que o F.C Porto no ano passado ficou no último lugar do grupo e atrás do Artmedia, que é de um pais que muita gente já não sabe qual»

    Somos cada vez mais e melhores!
    Do jornal O Jogo:
    Loucura em Fafe
    Mais de mil pessoas


    Pinto da Costa apadrinhou ontem a abertura das novas instalações da Casa do FC Porto de Fafe e recebeu um autêntico banho de multidão, com o qual não contava. A cidade basicamente parou para receber o presidente portista, com mais de mil pessoas a lotarem o Pavilhão Multiusos para um jantar-convívio que se prolongou até altas horas. A chegada de Pinto da Costa ao local foi apoteótica e o delírio total. Ao ponto de ter sido bem complicado fazer umas dezenas de metros até à mesa central. "Isto ultrapassa tudo o que eu podia imaginar. Sabia que a abertura desta casa era um sonho que tinha mais de 11 anos e sabia que havia entusiasmo, mas isto era impensável para mim",admitiu com emoção. Antes, o líder portista, acompanhado por João Pinto, Castro Neves, Júlio Marques e Alípio Jorge, foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal, José Ribeiro, no salão Nobre da autarquia, pequeno para tanta gente.

    07/12/06

    Bom artigo

    Já viram o novo artigo do Luís Sobral no Mais Futebol? Não podia estar mais de acordo e já agora aproveito para fazer uma pergunta: Quem tem saudades do Adriaanse?

    06/12/06

    FC Porto 0-0 Arsenal

    Os adeptos do FC Porto não gostaram do jogo muito por culpa do que o Arsenal não fez esta noite. Eu não gostei do jogo nem dos assobios dos adeptos do FC Porto porque as pessoas já deviam saber que existiam mais de 2 milhões de razões para que este encontro fosse encarado com muita responsabilidade. E responsabilidade não éra, não podia ser, ir para a frente e pôr em risco o apuramento. Porque éra isso que estava em causa e entre um jogo fraco e o apuramento do FC Porto ou um grande jogo e a eliminação portista da Liga dos Campeões a resposta é óbvia. Até porque alguém tinha que dar pontos a Portugal e mostrar aos clubes de Lisboa como se encaram os jogos europeus. Sem Lucilios, sem Paixões, sem Recordistas da Mentira...Agora que venha uma destas equipas: Chelsea, Bayern Munique, Liverpool, Valência, Lyon, Manchester e Milan

    Eis a distribuição das 16 equipas:

    Pote 1
    Chelsea
    Bayern Munique
    Liverpool
    Valência
    Lyon
    Manchester United
    Milan
    Arsenal

    Pote 2
    Barcelona
    Inter Milan
    PSV
    Roma
    Real Madrid
    Celtic
    F.C. Porto
    Lille

    Em Hamburgo aconteceu uma cena interessante. No segundo golo do CSKA, o jogador russo passa por toda a gente e marca golo, o público vira-se contra Atuba talvez com algumas mensagens racistas. Não sei porque não percebo alemão mas a verdade é que o jogador do Hamburgo pediu para saír pouco tempo depois. O treinador fez-lhe a vontade e já no banco ele copiou o Veigarista mostrando o dedo para o público alemão de maneira bastante exaltada. Acontece que o árbitro viu e...pimba lá o cartão vermelho. É caso para dizer que um mal nunca vem só.

    E se existir um pacto de não agressão?

  • O amigo Blue quiz reviver 1948 com um post onde apresenta uma foto da famosa Taça Arsenal oferecida pelos sócios ao FC Porto um ano depois da vitória por 3-2 frente aos «gunners», considerados na altura a melhor equipa do mundo. E na verdade, uma nova vitória por 3-2 seria ouro sobre azul e servia para o mundo ter mais respeito e admiração pelo Arsenal do FC Porto.

    Mas imaginem que o jogo acaba empatado a zero bolas, algo normal no desporto Rei. O que poderia acontecer? Para já passariam as duas equipas mesmo que o CSKA vencesse em Hamburgo. E podia dar motivo a muitas contestações - justas - por parte dos russos embora os jogadores do FC Porto e do Arsenal não tenham culpa se existe um regulamento que permite um pacto de não agressão.

    No entanto não acredito que nada disto venha a acontecer porque os alemães vão derrotar os russos e abrir a porta a um grande jogo no Dragão entre duas das melhores equipas da Europa.

  • Dei uma vista de olhos pelos jornalecos da nossa praça e reparei que todos se lembraram da ausência do Thierry Henry mas poucos escreveram sobre a ausência do Anderson. Porquê? Será que o francês é mais importante para o Arsenal do que o brasileiro para o FC Porto?

  • Senhor Jesualdo, mudanças de táctica em jogos importantes nunca dão resultado. Uma equipa como o FC Porto deve jogar sempre em 4x3x3 tenha como adversário o Salgueiros, o Carcavelinhos ou o Arsenal.

  • Depois de Peseiro, Paulo Bento. O mesmo clube, o mesmo discurso, os mesmos elogios quando a equipa praticava bom futebol, as mesmas derrotas nos jogos importantes e agora as mesmas criticas. Só falta o mesmo final para que a história se repita na totalidade.
  • 05/12/06

    Os russos dão-lhes cabo dos nervos

    18 de Maio de 2005
    Sporting 1-3 CSKA
    (Rogério - Berezoutsky, Zhirkov, Vagner Love)

    5 de Dezembro de 2006
    Sporting 1-3 Spartak Moscovo
    (Carlos Bueno - Roman Pavlyuchenko, Maksim Kalinichenko, Boyarintsev)

    PS - Rui Patricio está aleijado? Faço esta pergunta porque depois daquela exibição da Madeira perdeu a titularidade para o guarda-redes suplente e não encontro razões para isso...

    A escola Lusiaves

    Neste fim-de-semana não estive por cá, e por esse motivo não pude assistir ao jogo do FCP contra o Boavista.

    Por esse motivo, não pude ver ao vivo mais uma exibição dessa famosíssima escola de guarda-redes, iniciada pelo Ricardo, e que conforme se pôde constatar ensina bem os seus pupilos.

    Não vi ao vivo a exibição deste fim-de-semana, mas vi esta:



    Este já vinha na sequência de um praticamente igual, na temporada anterior, num golo marcado pelo Deco.

    São frangos certificados, estes da escola Lusiaves!!

    04/12/06

    O milagre aconteceu.

    Foram apenas quatro,os jogadores do FC Porto que saíram lesionados do jogo com o Boavista. A saber, Helton, Bosingwa, Quaresma e Postiga que por isso não puderam treinar ontem. Mais incrivel ainda, os quatro estão aptos para a recepção ao Arsenal. E ainda há quem diga que Deus não é portista!

    Ricardo Quaresma:
    "Este jogo vai ser muito difícil, mas vamos fazer o costume: jogar para ganhar. Nós também temos grandes jogadores na nossa equipa e cada triunfo dá-nos mais confiança"

    02/12/06

    FC Porto 2-0 Boavista


    Foi o serviço minimo obrigatório mas também não éra preciso mais. Agora o importante é que os jogadores do Porto possam descansar porque o Arsenal está aí à porta e esse é mais um jogo para se vencer.

    Sobre a arbitragem, esta época para além dos penaltis que possam ficar por marcar, temos de ter cuidado com as entradas duras por parte dos adversários que nunca ou apenas muito raramente, são merecedoras de acção disciplinar correcta por parte do árbitro. Hoje isso voltou a acontecer em alguns lances e um deles, uma entrada à margem da lei sobre Quaresma se não estou errado por parte de Linz, podia ter enviado o Harry Potter para a cama do hóspital. Não seria o fim do mundo como também não foi a entrada de Katsouranis sobre Anderson porque o Porto continuaria a vencer mesmo que o Harry Potter não pudesse dar o seu contributo. No entanto podia servir para "roubar" mais alguns adeptos ao futebol português porque são jogadores como o Anderson e Quaresma que enchem os estádios, nunca os caceteiros assassinos.

    Porque hoje é sábado...

    Cá estou eu de novo. ;) Pensavam que se tinham livrado de mim mas não...Fiz apenas umas pequenas férias para tratar de uns assuntos urgentes mas estou pronto para começar a próxima semana ainda com mais força e mais critico que nunca.

    E como hoje é sábado, dia de um dos jogos mais importantes que o nossso FC Porto vai fazer esta época para o campeonato, não vou falar sobre isso. Que se lixe! Os campeões nacionais vão vencer e ponto final! E nem precisam de marcar muitos golos porque convém guardar alguns para o Arsenal.

    Sendo assim, vou apresentar uma crónica que tirei do Independente há uns anitos e que está actual porque as ‘Ervas Daninhas’ continuam na ordem do dia e se as queremos compreender temos primeiro de perceber o que nos dizem.

    Glossário básico skin

    Como todas as tribos, como todas as culturas, o universo skinhead possui uma linguagem própria, nem sempre imediatamente compreensível pelos cidadãos comuns.
    Foi na Grã-Bretanha que tudo começou. Em Londres, Liverpool, Birmingham, Newcastle.
    E em Glasgow, na longínqua Escócia, onde no final dos anos 60 a havia a maior concentração de mods (antepassados próximos dos skins), reputados pela violência e pela sua organização em gangs. Daí que a boa parte do léxico skin seja derivado do inglês. Para uma melhor compreensão da reportagem, o leitor pode servir-se deste roteiro, que é também uma pequena viagem pelas origens deste culto de rua.


    ACAB - All Cops Are Bastards. Em português corrente pode traduzir-se por "todos os polícias são filhos-da-puta". Título de uma música dos 4-Skins, banda inglesa de "Oi!", feita no início dos anos 80 a propósito dos conflitos entre a polícia e os jovens skins. Reflecte ainda uma atitude vagamente punk perante a autoridade.


    Bonehead - Literalmente: cabeça de osso. Sinónimo de "parvo", "cabeça-dura", é a designação que os skinheads dão aos nazi-skins. Simplificado dá bones (ossos), o diminutivo mais depreciativo da comunidade.


    Casuals - Os mais discretos dos skins. Evitam o excesso da simbologia e, no estádios de futebol, preferem não se misturar com as claques.


    Chelsea - Designação dada inicialmente às namoradas dos skinheads, alargou-se depois às raparigas que integram o movimento. Deriva do nome "técnico" do corte de cabelo que costumam usar, curto em cima e um pouco maior nos lados. Há também quem lhes chame skinchicks.


    Cockney - Forma de falar característica dos subúrbios de Londres e que se tornou no "dialecto" dos skins ingleses.


    Gótico - Um dos cultos juvenis mais recentes. Cultiva o negro como cor preferida (nas roupas, nos batons, nos adornos), a originalidade e a extravagância. O ponto de encontro dos góticos lusitanos é a "Juke Box", na Rua da Fé, onde existem todas as bebidas de que a tribo gosta, desde o "nosferatu" ao "sangue-de-cristo". Grupos como os Bauhaus e Marylin Manson fazem parte das suas preferências musicais, mas também vão aos concertos punk.


    Hammerskins - Género de skins surgido depois do filme "The Wall" que se seguiu ao disco homónimo dos Pink Floyd. Tudo por causa da cena (na música "Up Against The Wall") em que centenas de skins marcham pela rua à caça de "pakis" enquanto um convincente grande líder discursa na televisão com um curioso símbolo por cenário: dois martelos sobrepostos, a lembrar a cruz suástica.


    Hippie - A antítese perfeita do skinhead. Cabelo imenso, banho irregular, drogas a granel, carácter tão pacífico que se torna passivo. Pelo menos é assim que os skins os vêem.


    Hooligans - São aqueles jovens ingleses simpáticos que costumam animar os jogos de futebol. Surgiram no final dos anos 70, da união de vários skins literalmente doentes da bola. Especialistas em arraiais. De porrada.


    Mods - A pré-história skinhead. Surgiram no início dos anos 60 entre os jovens operários ingleses e chamavam-se a si próprios "modernistas". Davam uma atenção excessiva à forma de vestir (fato, gravata e cabelo aparado para as festas), deslocavam-se de scooter e gostavam de soul e rythm'n'blues, em detrimento do então emergente rck'n'roll.


    Oi! - A música preferida dos skins. Foi a mais visível herança da "Two Tone". Segundo Gerrard Lindsay, deriva da interjeição cockney "hey!", contracção do grego "oi polloi" (gente comum), e foi a forma que o jornalista inglês Gary Bushell encontrou, nos fins dos anos 70, para designar a música das bandas de rua que tentavam fazer o contraponto do plastic punk em voga na altura.


    Pakis - Paquistaneses. A vaga de emigrantes que chegou a Londres nos anos 60 fez deles o alvo preferido dos skins, nazis e outros. "Pik the pak" (a caça ao paquistanês) era mesmo, até há poucos anos, o desporto preferido dos carecas" ingleses de todas as tendências e cores.


    Psychobillys - Grupo surgido em torno do culto de duas bandas - The Straight Cats e The Cramps - no início da década de 80. São, de acordo com Fred Scarface, um dos "historiadores oficiais" do fenómeno skin, uma mistura de rockers, no aspecto, e punks, na atitude.


    Punk - Nos anos 70 foi a mais criativa de todas as tribos juvenis, tanto em termos visuais como artísticos. Em Portugal, os primeiros skins começaram por ser punks. Ainda hoje, regra geral, convivem bem uns com os outros. À excepção dos bones, claro.


    RAC - Rock Against Communism (rock contra o comunismo). Designação do movimento musical apoiado pela National Front inglesa, surgido em fins da década de 70, e que promoveu vários espectáculos de cariz nazi-fascista. A designação foi inspirada pela de uma iniciativa que lhe está nos antípodas: Rock Against Racism.


    RASH - Red & Anarchsit Skinheads. Junta skins de esquerda, comunistas e anarquistas. É o movimento mais recente implantado em Portugal, onde conta com núcleos nas áreas urbanas do Porto e de Lisboa.


    Redskins - Como o nome indica, reivindicam-se herdeiros do antigo movimento comunista. Anseiam criar a V Internacional. Em Portugal existem desde o final dos anos 80, mas só agora se organizaram na RASH. É também o nome de uma banda inglesa, pioneira nas acções anti-RAC.


    Rudys - Designação genérica dos rude boys e das rude girls, movimento de rua surgido, igualmente em Inglaterra no início dos anos 60 entre os imigrantes jamaicanos. O rudy inspira-se nas figuras dos fora-da-lei tradicionais norte-americanos, como Jesse James, Billy The Kid ou Al Capone. A sua música, o reggae e o ska, foi adoptada desde o início pelos skins.


    Scooter - O meio de locomoção preferido dos mods, foi igualmente adoptado por muitos skins. As clássicas "Vespa" e "Lambretta" são as mais usadas.


    SHARP - Skinheads Against Racial Prejudice (skinheads contra o preconceito racial). Organização não racista, fundada nos Estados Unidos no final dos anos 80 com o objectivo de "informar a opinião pública sobre a verdadeira cultura skinhead, desmarcarar os impostores boneheads e expulsá-los dos bairros por todos os meios necessários". Nos EUA, estas acções foram levadas à letra, com resultados práticos efectivos. A SHARP tem uma secção portuguesa desde 1995.


    Ska - Os ingleses chamam-lhe "jamaican blues". É a música de dança preferida dos skins, como já o foi dos mods. E dos rudys, que a trouxeram para a Europa. Baixo, bateria, guitarra, metais e o velho órgão Hammond são a essência do som ska.


    Skinhead - O "herói" desta história apareceu pela primeira vez em meados da década de 60. Subestimado, mal amado, frequentemente apelidado de "cro-magnon" e outros epítetos ainda piores. Gosta de cerveja, de futebol e de música em dois tons. A cabeça rapada e as botas com biqueira de aço que são a sua imagem de marca têm origem nos trabalhadores das docas, que terão exigido calçado seguro para o trabalho e rapavam a cabeça como prevenção contra os piolhos.


    Spirit of 69 - O ano de 1969 marca o ponto mais alto do movimento skinhead em Inglaterra. A partir daí, os skins repartiram-se por grupos políticos antagónicos, dividiram-se em várias subespécies e muitos dos que tinham estado na "primeira vaga" pura e simplesmente converteram-se à normalidade. Os trads, bem como a SHARP, procuram de alguma forma fazer regressar o movimento a essa "pureza original".


    Teds - Os teddy-boys eram o contraponto "middle class" dos mods no início dos anos 60. Gostavam do rock'n'roll e usavam o cabelo impregnado de brilhantina. Elas, algumas, gostavam.


    Trads - Os skins tradicionais. Não têm conotações políticas ou ideológicas. São skins, e pronto.


    2-tone - Célebre etiqueta musical criada em 1979 com a edição do disco "Gangsters", dos The Specials, teve um papel essencial na divulgação fonográfica do ska. Grupos como os Madness e os Bad Manners passaram por lá.


    White power - O mais conhecido movimento bonehead, prima pela supremacia branca e pela preservação da "raça". Em Portugal existe uma organização congénere, a "Orgulho Branco", com ligações a movimentos "civis" de extrema-direita.

    In O Independente, 16.4.1999

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