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18/03/08

Atenção que as rosinhas andam maradas

  • Quando conheceram o castigo de seis jogos de suspensão imposto pela UEFA ao futebolista Binya, devido a uma entrada considerada violenta sobre um jogador do Celtic, em jogo da Liga dos Campeões, os dirigentes do Benfica ficaram pior que estragados e resolveram contestar o castigo. Por uma única razão: Estavam mal habituados.

    Como Luís Filipe Vieira chegou a dizer, para o Benfica "são mais importantes os lugares na Liga que os bons jogadores". E por isso ninguém ficou admirado quando jogadores como o Petit, Simão, Leo, Nuno Gomes, Luisão, David Luís, Katsouranis ou Cardoso, entre outros, não foram castigados, depois de entradas assassinas, pelos trio de arbitragem nem pela CD da Liga. Do outro lado da segunda circular idem, idem, aspas, aspas...

    "Em Portugal é assim..." E assim se justificavam as injustiças.

    No entanto, mal um jogador do FC Porto teve um acto agressivo, as rosinhas depressa esqueceram o passado para pedirem a sua cabeça. E nem foi preciso Bruno Alves ter partido a perna ao melhor jogador da equipa adversária, para eu acreditar que ele vai ser castigado com um processo sumarissimo. A razão é simples, se nas últimas épocas fomos sempre castigados pelos vários juízes que passaram pela CD da Liga, porque razão nesta haveria de ser diferente? McCarthy, Pedro Emanuel, Luís Fabiano, Seitaridis ou Ricardo Quaresma sabem que eu tenho razão.

    Aliás, muitos dos sumarissimos do futebol português aconteceram na época 2004/05 e ajudaram o Benfica a vencer o campeonato mais vergonhoso dos últimos vinte anos. Foram as Cunhas Leais da altura, as mesmas que inventaram o famoso jogo do Algarve...Não é o caso actual porque o nojento dirigente já foi metido numa prateleira dourada e, mesmo que nos castigassem todos os titulares e nos obrigassem a jogar com os suplentes, o FC Porto seria na mesma Tri-Campeão Nacional tal é a qualidade dos nossos adversários.

  • Um pequeno episódio que descredibiliza a justiça

    A desconfiança dos cidadãos na Justiça é alimentada pelo acumular de pequenos episódios como o ocorrido este fim--de-semana com o taxista do Porto, motorista profissional há 20 anos, que ao início da noite foi posto em liberdade, com a carta de condução na carteira, apesar de algumas horas antes se ter posto em fuga após ter atropelado quatro crianças na passadeira.
    Esta história é triste vista de qualquer ângulo.
    Há duas crianças no hospital, uma das quais entre a vida e a morte e com a sua identidade devassada - um canal de televisão não se inibiu de mostrar, sem qualquer pudor, uma fotografia dela contorcendo-se no chão da passadeira.
    Há um taxista em liberdade, depois de ter passado na esquadra da PSP de Campanhã a cumprir as formalidades: foi identificado, pagou uma multa de 500 euros e submeteu-se a um teste da alcoolemia, tendo ainda a sua privacidade respeitada pela Comunicação Social, que não revelou a sua identidade.
    Não há dúvida de que a lei foi cumprida. Mas não podemos deixar de nos interrogar sobre que justiça é esta em que o motorista que atropelou na véspera quatro crianças na passadeira pode andar, no dia a seguir, ao volante do seu carro de praça.
    DN
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    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!

    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!
    Hulk e Sapunaru foram castigados com apenas 3 e 4 jogos.
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