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30/05/08

Acabem com o clube e enforquem o seu presidente

  • Alguns juristas dizem que o FC Porto vai ficar de fora da Liga dos Campeões, outros que não pode ser castigado. Eu, como não percebo nada de leis e continuo a acreditar no departamento juridico do nosso clube, prefiro esperar tranquilamente para poder dar a minha opinião. Que, seja qual for a sentença, será de critica à Sad pela forma "macia" como continua a encarar todos os ataques que temos sofrido.

  • Por falar na Sad...

    A FC Porto – Futebol, SAD registou 823 mil euros de prejuízo nos primeiros três meses deste ano, o terceiro trimestre fiscal da sociedade, o que representa uma melhoria de 94,49% face aos -14,9 milhões de euros de um ano antes.

    Os Resultados Operacionais ascendem a 2,1 milhões de Euros, crescendo 13,6 milhões de Euros face ao período homólogo de 2006/07, que fechou com -11,5 milhões de Euros.

    Destaque ainda para o activo total, que cresce 14 por cento face a 30 de Junho de 2007, atingindo um montante global de 134,8 milhões de Euros, e para o Cash-Flow de 14 milhões de euros, claramente superior aos -0,3 milhões de Euros apresentados no 3º trimestre do exercício anterior.

    Clique aqui para ler o comunicado oficial da F.C. Porto – Futebol, SAD.

  • Ainda vou ver a filha a depor contra a mãe

    Na Flash desta semana, Carolina Salgado, junto do seu «novo amor», expunha sem piedade a depressão da sua filha de 10 anos. Não é a primeira vez. Maltratar é isto, sejam os pais colunáveis ou desconhecidos. Não entendo como não foi já chamada a uma Comissão de Protecção de Menores. Não entendo, porque é que ninguém tem coragem de proteger estas crianças. Será porque acham que o dinheiro compensa todas as dores?
    Isabel Stilwell

  • JN

    Gosto do novo visual do jornal.
  • 29/05/08

    Japonês quer alho...

  • O médico do Kawasaki Frontale fez uma transfusão de alho em Kazuki Ganaha, um japonês que joga na J-League, para travar uma gripe que lhe andava a prejudicar o rendimento. Não se faz e por isso Ganaha, 27 anos, foi acusado de se andar a dopar e suspenso seis jogos pela CD lá do sitio. Só que o "minimo" e o clube não aceitaram o castigo e recorreram para o Tribunal arbitral do desporto (TAS), em Lausanne, Suíça. Que deu razão ao jogador já que o alho não faz parte das substâncias proibidas, sem no entanto deixar de condenar o clube ao pagamento de 100 000 francos suíços já que os regulamentos da J-League não permitem transfusões de...alho.

  • Prisioneiros
    Será que os jogadores da selecção Suíça estão prisioneiros de um país que ainda não começou a viver o Euro 08 a 100%?

  • Quem vai atrás de quem?
    No domingo passado, Lisa Dalla Via et Marianne Puglia, duas animatrices do programa «Lucignolo», invadiram o estágio da selecção «Azzurri», tiraram a roupinha e começaram a correr em direcção aos jogadores italianos, sendo depois perseguidas por um segurança. Essa é a versão oficial porque a foto parece mostrar precisamente o contrário. Mistério...
  • 28/05/08

    A equipa de sonho da época 2007/08 para o Eurosport de lingua inglesa

  • Treinador:
    Alex Ferguson.

  • O onze:
    * Julio César - Inter Milan
    * Bosingwa - FC Porto
    * Patrice Evra - Manchester United
    * Carlos Cuellar - Glasgow rangers
    * Rio Ferdinand - Manchester United
    * Daniele De Rossi - AS Rome
    * Lionel Messi - FC Barcelone
    * Cristiano Ronaldo - Manchester United
    * Fernando Torres - Liverpool
    * Luca Toni - Bayern de Munich
    * Franck Ribéry - Bayern de Munich

  • Suplentes:
    * David James (Portsmouth)
    * John Terry (Chelsea)
    * Marcos Senna (Villarreal)
    * Alessandro del Piero (Juventus Turin)
    * Karim Benzema (Lyon).
  • 26/05/08

    Continuando o "Apito Final"

  • Um bom texto de Manuel Queiroz

    Voltando ao "Apito Final", como já tinha prometido, e ainda sem ter acabado de ler todos os acórdãos (são páginas e páginas), três afirmações e quatro perguntas:

    1) Indignemo-nos justamente com muitos dos comportamentos plasmados nos autos. Sobretudo quando um elemento da Comissão de Arbitragem (Júlio Mouco) telefona a um presidente (João Bartolomeu) a dizer quem é o árbitro e a saber se quer este ou aquele árbitro-assistente. Indignemo-nos com o facto de o mesmo presidente de clube ter aparentemente dado um telemóvel a um árbitro-assistente.


    2) Indignemo-nos com o facto de João Loureiro, então presidente do Boavista, pede árbitros-assistentes ao mesmo Júlio Mouco, ou quando pede a um funcionário da Liga que fale com árbitros para que estes mostrem cartões amarelos a determinados jogadores de equipas que vão defrontar o Boavista na jornada seguinte. Ou que Valentim Loureiro faça algo parecido, ou peça aos árbitros que não se esqueçam dos amigos.


    3) Indignemo-nos com o facto de um árbitro visitar um dirigente a dois dias de um jogo - ou um dirigente receber um árbitro (Pinto da Costa e Augusto Duarte, antes do Beira-Mar-FCPorto. Não é um crime, mas no futebol profissional é uma falta grave.

    Mas desculpem lá:

    - O presidente da Comissão Disciplinar, Ricardo Costa, disse que não havia só escutas telefónicas. Do que li até agora, há muito pouca coisa mais - e quase tudo o que há a mais foi porque se soube primeiro pelas escutas. E não é por acaso com certeza que, num dos acórdãos que li, pelo menos 70 das 120 páginas (Leiria-Belenenses) eram a justificar a utilização das escutas num processo disciplinar. Com abundantíssimas citações (70 ou 80) de autores, muitos deles estrangeiros. Não é fácil, de facto, conseguir justificar a utilização das certidões (medida polémica do próprio Ministério Público, segundo alguns pensadores do Direito). Será um dos pontos mais fracos do caso que o podem deitar mesmo por terra?

    - Se havia um sistema, como é que na maior parte dos casos a coacção ou a tentativa de corrupção nunca davam os resultados pretendidos? Dos oito ou nove jogos que já vi, só um (famoso Boavista-Alverca, que teve um prolongamento de sete minutos, durante os quais o Boavista deu a volta ao resultado ganhando 2-1) é que teve um resultado de acordo com o pretendido. Creio que nenhum dos outros teve o resultado que as acções de alguns dirigentes reclamavam. O sistema era fraco ou, como penso, os árbitros são afinal, na esmagadora maioria, sérios?

    - Dá-se como provado que o árbitro Augusto Duarte recebeu 2500 euros de Pinto da Costa. Creio que seria falta suficiente que aquele se deslocasse à casa do presidente do FC Porto dois dias antes do jogo para que houvesse uma sanção (como disse acima). Mas - em mais um jogo em que a tentativa de corrupção não teve efeitos (Beira-Mar-FCPorto, 0-0) -, como é que se chega àquela conclusão apenas por que o diz Carolina Salgado, uma testemunha mais do que duvidosa?

    - É um bocadinho antipático que em quase todos os acórdãos a CD diga que os regulamentos estão mal feitos e assim não permitem punir comportamentos que deviam ser sancionados. Porque, se fosse assim uma coisa tão evidente, a CD já tinha tido tempo, na época passada, para os mudar, não é?


  • E ainda ficaram algumas perguntas por fazer:
    1- Se todos os castigos tiveram a ver, ou com mentiras ditas por Carolina Salgado ou com escutas, porque razão as escutas em que Luís Filipe Vieira e João Rodrigues foram apanhados a pedir árbitros para o Benfica, não foram usadas para que eles e o clube do regime também fossem castigados?
    2- Será que o senhor Ricardo Costa não estava interessado em castigar quem o meteu dentro da Liga?
    3- E porque razão Maria José Morgado fez de conta que essas escutas não existiam quando tinha matéria mais que suficiente para levar os três benfiquistas a tribunal?
    4- A Magistrada de Lisboa recebeu ordens de quem? De Pinto Monteiro? Do marido? Do Correio da Manhã? De Luís Filipe Veira?
  • 24/05/08

    Jorge Valdano: "FC Porto é o reino da organização"

  • Decisões

    A decisão tomada pelo FC Porto de não recorrer da sentença da Comissão Disciplinar no processo Apito Final já fez correr muita tinta. Em poucas palavras, a administração da SAD portista tomou uma decisão racional. É isso que se pede a uma administração: que tome decisões racionais na defesa dos melhores interesses da empresa que, por sinal, neste caso, é um clube. O problema é que quando se tomam decisões racionais, muitas vezes atropelam-se as emoções e um clube de futebol é quase todo emoção. Ora, é legítimo que os adeptos se emocionem e se deixem dominar pelas emoções. Que assobiem os jogadores quando algo corre mal, que queiram despedir o treinador à primeira derrota, que exijam contratações milionárias, que façam e desfaçam a equipa ao sabor dos resultados. Quem dirige não tem esse privilégio. Quem dirige deve decidir de forma sustentada, procurando defender o interesse do clube. Até ver, foi o que a SAD do FC Porto fez. A perda de seis pontos diluiu-se na vantagem que a equipa acumulou no campeonato sem consequências desportivas, quando o recurso poderia ter implicações imprevisíveis na próxima temporada. A honra do clube está defendida no recurso do presidente Pinto da Costa. Sendo o clube e o dirigente comparticipantes nos actos de que foram acusados, o eventual sucesso do recurso de Pinto da Costa ilibará também o clube, embora os seis pontos estejam irremediavelmente perdidos.

    Finalmente, há o capítulo aberto com a polémica da eventual exclusão dos tricampeões na próxima edição da Champions. A esse nível, convém recordar os recentes sucessos alcançados pelo departamento jurídico do FC Porto, com decisões históricas - casos Del Neri e Adriaanse - quer ao nível da UEFA, quer ao nível da FIFA, para admitir que não terá deixado nada ao acaso. Claro que tudo isto é muito racional e nada disto acalma as emoções apaixonadas dos adeptos. Mas é isso que se espera de uma administração.
    O Jogo JORGE MAIA

  • A frase do dia:
    "Não me surpreende que uma boa gestão termine a conseguir bons resultados desportivos. É impossível uma equipa competitiva dentro de um clube desorganizado. O FC Porto é o reino da organização e daí para baixo estão os outros"
  • 22/05/08

    Tomás Costa


    Uns dizem que o novo reforço do FC Porto se parece com Lucho, outros com Lisandro. No entanto, por aquilo que consegui ver pelos poucos videos que ainda existem na net, fiquei com a impressão que Tomás Costa (1,86m, nascido a 30 de Janeiro 1985 em Oliveros, Província de Santa Fé), não se parece com nenhum dos dois nem tem que parecer. O visual fez-me lembrar mais o Raul Meireles e o estilo, o Deco, nos primeiros anos de futebol português. Quanto ao "olho na baliza", penso que o título do jornal O Jogo engana um pouco. Por outro lado, se tivesse lido algo parecido sobre Lisandro no dia em que ele chegou ao FC Porto se calhar não ia acreditar e no entanto...

    Se houvesse um jogador do F.C. Porto que se chamasse Tomás Costa, ou era Tomás ou era Costa. Tomás Costa é que não podia ser.
    Jesualdo Ferreira

    Vou voltar a bater numa tecla antiga para dizer que outro que tenho vontade de ver, neste caso rever, jogar é o Ibson. Mesmo sabendo que para ele e o pai dele, a verdade de hoje é mentira amanhã. Ou também por isso porque está na hora de levarem uma lição e aprenderem de uma vez por todas que não podem brincar com o FC Porto. O empréstimo serviu para o jogador ganhar confiança e provar a todos que a sua contratação não foi um erro, mas continua a ter contrato com o clube e agora só tem de o cumprir e ponto final. Ou então vendam-no como fizeram com Diego.

    20/05/08

    Algumas frases do melhor jogador do mundo de todos os tempos


    Quando ele [Pelé] fala, fala negociando. E creio que o carinho das pessoas não se negoceia. Ele já foi. Tinha de estar mais perto dos jogadores, e não de [Joseph] Blatter [presidente da Fifa], e [do brasileiro João] Havelange. Quando Pelé fala de mim, não respondo, porque ele não tem dignidade para falar de mim.

    Ronaldinho é muito bom jogador. Ronaldinho deu tudo ao Barcelona. Não se pode criticá-lo do modo que estão fazendo. Por isso peço ao Barcelona que mantenham o Ronaldinho. Não façam o mesmo que fizeram com o Rivaldo, Ronaldo, Romário, Figo e um monte de jogadores que levaram o Barcelona aos céus. Quem perde são as pessoas.

    Quantas mulheres beijei na vida? Muitas. A minha mãe, minha irmã, minhas filhas…. Tive muitas na minha vida. Tenho uma família de cinco irmãs, duas filhas, tive uma mulher, tenho uma namorada. Beijei muito, também a minha avó, que tem o beijo mais lindo.

    18/05/08

    Isto só com terramotos ou atentados

    Existem três novidades para o futuro da taça do regime.
    A primeira é uma boa notícia para os clubes que assim terão uma receita extra já que as meias finais serão disputadas a duas mãos. A entrada dos clubes da Liga principal na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal é a segunda novidade e a terceira volta a mexer com as receitas já que, segundo o JN, a "proposta consagra ainda a possibilidade de poder distribuir-se, no início de cada temporada, verbas resultantes de um patrocinador oficial da prova, além das receitas que possam ser geradas pelas transmissões televisivas." Nada mau e tudo isto seria aplaudido se também não tivesse ficado garantida, no minimo para os próximos cento e noventa anos, a final da taça no estádio do regime. Admitindo que possa ser indicado outro local apenas "por motivos de força maior". Como, por exemplo, Lisboa e os arredores serem arrasados por um novo terramoto ou acontecer algum atentado que abra várias saídas para que os adeptos não se misturem? Não, claro que não, a "força maior" a que se refere o presidente da Liga deve ter a ver com a região a que pertencem os clubes finalistas. Se forem ambos do norte ainda se pode pensar no assunto, mas no caso de um deles ser de Lisboa o local da final não tem discussão. E ponto final.

    15/05/08

    General sem medo

    Que termine o medo. Que não haja mais medo”.

    Esta frase foi dita no dia 14 de Maio de 1958 por Humberto Delgado, diante de mais de 200 mil pessoas que de forma espontânea sairam à rua para defrontarem o regime fascista de Salazar. “Eis-me nesta Invicta cidade. A resposta a Salazar está dada nesta manifestação prestada por vós”. Disse ainda o general sem medo que, sete anos depois, seria assassinado pela policia politica (PIDE).

    Oficialmente, a PIDE deslocou-se a Badajoz, em Espanha, não para matar mas para prender o general naquele fatídico dia de 13 de Fevereiro de 1965. “É tudo um novelo de mentiras”, continua a afirmar o neto do general. “Os portugueses merecem saber a verdade, merecem saber que a PIDE foi a Espanha para o matar e não para o prender”. E também que, ao contrário do que ficou provado em tribunal, que Humberto Delgado foi barbaramente espancado e não morto a tiro. “os juízes tinham uma afinidade política pró-salazarista e, portanto, não eram imparciais. Interessava-lhes passar a ideia de que Delgado foi morto a tiro porque isso permitiu fazer do autor material do alegado disparo, Casimiro Monteiro, o único bode expiatório do homicídio”.

    E por isso o Governo Civil, a Câmara Municipal e a Fundação Humberto Delgado organizaram, ontem, um conjunto de celebrações e de actividades para recordarem o 14 de Maio de 1958.

    Ainda não éra nascido mas sempre ouvi dizer, pela boca de quem esteve presente, que naquele dia podia aparecer toda a policia do mundo que nenhuma conseguia parar o povo do Porto, tal éra a fome de democracia que aquelas gentes tinham. E por isso foram para a rua lutar, sem medo, como tinha pedido Humberto Delgado.

    Hoje, 50 anos depois, o Porto volta a ter medo, desta vez da actual PIDE, agora conhecida por MP, mas, ao contrário do que aconteceu no passado, o povo já não sai à rua para se manifestar embora continue a ter um general sem medo para ovacionar. Prefere ficar em casa a ver os telejornais do regime, o Trio d'Ataque, o Dia seguinte...E nos tempos livres ainda assiste a jogos de futebol no estádio preferido de Salazar. Com o general nas bancadas por estar proibido de se sentar na tribuna de honra. Até quando?

    Para finalizar, mais uma frase de Humberto Delgado:
    Não tenheis medo porque se não o tiveres será o tirano que terá medo

    14/05/08

    Assim não, obrigado

  • (In)justiça desportiva

    "Os lugares na Liga são mais importantes que os bons jogadores"

    Compreendo que os adeptos sintam que o clube não está a fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar a honra. Mas a verdade é que continuo a pensar que seria puro masoquismo se perdessemos tempo e dinheiro com quem está ao serviço de Luís Filipe Vieira. A Sad tem coisas mais importantes em que pensar, como a construção do próximo plantel.

  • Secretaria

    Quando não os podes vencer no campo, usa a secretaria, continua a ser o lema de Luís Filipe Vieira. Sendo assim, não é de estranhar que ele esteja a pensar eliminar o FC Porto da Champions sem se preocupar com o futuro do futebol português. O problema, para ele, é que os juízes da Uefa não recebem ordens de terroristas nem de traficantes de droga e por isso vão analisar a participação do FC Porto de maneira isenta. E esse é um ponto a nosso favor.

  • Paineleiros

    Mesmo eu, que vou seguindo toda esta palhaçada com alguma atenção, sempre que ouço os representantes do FC Porto falarem na televisão, fico com a impressão que as acusações são justas e só nos resta pedir desculpa pelos trinta anos de vitórias. Agora imaginem como fica quem, nos tribunais, vai ter de julgar o Apito Dourado sem perceber nada de futebol. Por isso, que ninguém duvide, enquanto o nosso clube estiver tão mal representado (o palhaço do Trio D'Ataque lê as crónicas do Zé Luís mas nem assim aprende), a justiça nunca estará do nosso lado.
    A Sad não tem interferência nas escolhas? Acredito que não, mas pode desligar-se dessa gente com um comunicado no site.

  • Armas

    Se os nossos inimigos têm metrelhadoras, será um suicidio se os tentarmos combater com fisgas. Precisamos é de armas ainda mais poderosas. E de ter alguém que fale em nome da Sad e explique, senão todos, pelos menos alguns dos ataques que temos sofrido nos últimos tempos. Como este que, por mais que tente, ainda não consegui perceber:
    A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa.
    Luís Paixão Martins

  • Tribunais

    Já todos sabemos que o tribunal vai condenar Pinto da Costa. É a (in)justiça da segunda circular no seu melhor e ponto final. Ou se quiserem, ponto e virgula, porque outros tribunais se seguirão, tanto em Portugal como no estrangeiro, até que exista uma sentença justa e que não tenha o lápis vermeho dos PIDES, Pinto Monteiro e Maria José Morgado. Até lá convinha que estivessemos todos unidos.

  • Recordistas da mentira

    Anda muita gentinha a gozar com o nosso clube sem que sofra as devidas consequências. Liberdade de imprensa sim, ataques mafiosos não, obrigado. Vem isto a propósito de uma conversa que tive ontem na net com um amigo portista. Disse-me ele que os jornais que mais gosta de ler são A Bola e o Correio da Manhã. Como é possível? Se a biblia do Benfica ainda posso compreender, o pasquim que paga a Carolina Salgado dois mil euros por cada artigo que o Pedro Rita e a Leonor Pinhão escrevem, como se fosse ela a autora, nem para limpar o cú serve quanto mais para ser lido e pago por um portista.

  • Estádio do regime

    Numa altura em que o FC Porto tem sido atacado, como nunca, pela máfia lisboeta, a equipa principal prepara-se para disputar mais uma final da taça do regime. Quanto mais me bates mais eu gosto de ti. Para quando um murro na mesa para dizerem BASTA como fizeram no passado? Uma taça que acaba sempre no antigo campo de treinos do clube do regime pode ter todos os nomes possíveis e imagináveis mas nunca de Portugal e se continuarmos a comparecer com o melhor onze e a lotar metade do estádio como vai acontecer este fim-de-semana, estamos a mentir-nos a nós mesmos.
  • 13/05/08

    Mentira dita mil vezes...

    Pois é, há um ditado popular que reza que por vezes as mentiras repetidas até à exaustão, acabam por se tornar verdades.

    Mas tal só acontece por ignorância, cegueira, ou falta de quem tenha capacidade e sagacidade para repôr a verdade.

    Isto vem a propósito do que vimos vendo a assistir nos últimos tempos, mais precisamente desde que determinada força foi criada para procurar a qualquer preço e custo incriminar o melhor clube português de futebol. Mais recentemente, após mfinalização de mais uma encomenda, desta feita a um órgão não judicial/criminal. Ora, por assim ser, mais fácil acabou por se tornar o objectivo final de quem buscava atingir os objectivos que todos conhecemos. Manobradas as marionetas, resultados divulgados à moda de Hollywood (tirando obviamente a parte de antes da entrega das "estatuetas", já todos saberem quem eram os "vencedores"), e eis que o tom da choradeira aumenta exponencialmente.

    Assistimos a uma corja de coitadinhos a reclamar que todos estes anos de futebol foram uma mentira, e que os seus clubes foram as reais vítimas (haja lata para falar em passado). Alguns chegam ao cúmulo de afirmar que de todas as vezes que os seus clubes conseguiram vencer alguma coisa em Portugal, tal terá sido por distração do melhor clube português... que incompetência!!

    A propósito desta situação e relativamente aos campeões do choro, os tais que são perseguidos desde pequeninos; que fazem lutos e manifestos; mas que "no tempo da outra senhora", não só manobravam em partilha a FPF, como ainda detinham dirigentes, que não só entravam nas cabines dos árbitros de pistola em punho quando os resultados não lhes agradavam, como estavam ainda nos mais altos cargos da ditadura que governou Portugal, e que durante todos esses anos fez questão que Lisboa fosse Portugal, e o resto paisagem; a propósito desses, gostaria de aqui deixar um texto retirado de um fórum que nos ajuda a que esta mentira não venha a ser tornada verdade, por mais alto que berrem, por mais convulsivamente que chorem:

    « "Apita o comboio..."




    (Bom senso, 7 pontos (Bem Escrito) , ontem às 16:49)


    Ora até que enfim que a nossa cara Susana Valente decide escrever um artigo sobre o "Apito Final". Já tinha tido o prazer de ler uma crónica do Prozac sobre a lotaria que foi a sentença do "Apito Final", como sempre bem fundamentada, a crónica claro, não a sentença. Pena que o caro Prozac, com o rigor e boa disposição que sempre o caracteriza, só tenha tido em conta a "lotaria", eu chamar-lhe-ia "falcatrua", da decisão da Comissão de Disciplina da Liga e, tal como a imprensa, se tenha preocupado menos com outros aspectos de lotaria que todo o processo representa em termos formais. Não li, por manifesta falta de tempo e de paciência, uma crónica do relax sobre corrupção e não sei que mais. Apesar de todas as diferenças que nos separam, fui obrigado a aceitar a opinião do Catota sobre o relax. O rapaz é mesmo cretino e lê-lo é um consumo desnecessário de energia nesta época em que os neurónios tanto rareiam.
    Já o disse aqui há uns tempos atrás: o "Apito Dourado/Final" é uma questão demasiado importante que envolve garantias e liberdades e que acho que só deve ser tema de imprensa ou de debate quando estiverem concluídos todos os trâmites processuais e, em sede própria, a decisão transite em julgado.

    Até lá fico à espera para ver como correm as modas.
    Por essa razão, ainda não é desta vez que vou dizer o que penso sobre esta matéria.

    Estive, contudo, hoje de manhã a pôr em dia as minhas leituras atrasadas do Relvado. Eis senão quando vou cair na leitura de um post com uma pontuação altíssima do Rasputine onde ele dá uma das mais delirantes explicações que ouvi até agora para explicar a carreira do Sporting. Para situar a questão, vou recordar o seguinte excerto:

    “De qualquer das formas, nem que retirassem todos os titulos ganhos pelo FC Porto ao longo destas quase 3 decadas, poderião ressarcir aqueles que viveram epoca atras de epoca de roubo, conluio, compadrio e falsificação. Nada que se faça agora me vai devolver os anos de juventude em que acompanhei de muito de perto e apaixonadamente um desporto que estava pura e simplesmente transformado num enorme teatro de marionetas. Nada me vai devolver a alegria das vitórias sonegadas. NADA! Pergunto: que direito teve Pinto da Costa de interferir na minha vida privada e na de milhoes de outros cidadaos? Quem ele julga que é para ter retirado ao desporto favorito de tanta gente o seu fascinio principal: a imprevisibilidade?”

    Tal como disse, e repito, fica para mais tarde o meu comentário sobre todo o processo. Considero, porém, que este texto é uma deturpação tão grande da realidade que não pude fdeixar de ficar indignado. Foi essa indignação que me levou a sair da minha reserva.

    Qualquer povo, qualquer clube que seja incapaz de fazer uma auto-análise racional e que enverede pela catarse mística como explicação última e final será sempre um projecto falhado, como clube e como povo. Existe um síndrome, que em sociologia política se poderia chamar de “síndrome árabe”, que consiste em assentar todo o edifício ideológico e cultural do país numa pragmática do “ressentimento”. As pessoas ou culturas movidas pelo ressentimento procuram sempre explicar os seus fracassos atribuindo-os a culpas alheias. Se lhe chamei síndrome árabe é porque, nos nossos dias, a política dos países árabes é o mais fiel espelho desta forma de agir e de pensar. Com uma classe dirigente que explora em proveito próprio os mais importantes recursos energéticos do mundo, a miséria não pára de aumentar em todo o mundo árabo-muçulmano. Porém, e os que lidam com pessoas árabes de vários quadrantes, como é o caso deste vosso criado, sabem-no muito bem, é uma pura perda de tempo, na maioria dos casos, pôr o dedo na ferida e chamar a atenção para o fartar vilanagem que é a prática comum dos agentes políticos árabes. Para o árabe comum, os culpados de toda a miséria árabe são o Ocidente em geral e os Estados Unidos em particular. Para dar a este culpado um rosto mais diabólico aí está Israel e o sionismo. Em nome desta mística propagandeada pelos meios mais influentes de comunicação e interiorizada por uma juventude sem rumo, têm-se cometido os maiores crimes contra inocentes cuja única culpa é viver no lado do inimigo.

    Vem isto a propósito de um texto escrito por um relva Rasputin que mereceu rasgados elogios. De todo o texto, e pondo de parte o tom patético com que ele foi redigido, retirei apenas a ideia fundamental que foi obviamente aquela que terá levado a imensa maioria dos participantes no fórum a pontuar tão positivamente o post.
    O texto do Rasputin é um bom exemplo de como o discurso místico-religioso-patético tem boa imprensa no nosso país. Não espanta, por isso, os 15 pontos ou mais de prestígio. Antes do Rasputine, já o Berlusconi em Itália, e a Teresa Guilherme e a Endemol em Portugal, tinham percebido que a melhor forma de fazer receita e ganhar pecúlio é explorar a infelicidade humana, o lado irracional do ser humano e a falta de afectos que a dureza da vida a muitos condena.

    Lido assim na diagonal o discurso inflamado do Rasputin explica de uma assentada todo o historial recente do seu clube, o Sporting, e as razões supranaturais, exteriores ou adversas que impediram este clube de ter sido um clube ganhador. Os dados estavam viciados à partida. Segundo o Raputin, este viciamento da competição era já um facto antes de o ser. O processo “Apito Final” veio apenas dar-lhe razão. Reconfortado por ter tido razão acima de todos e antes de todos, qual pastor da Igreja do Reino de Deus, o Rasputine revela aos relvas a verdade eterna agora confirmada e identifica mesmo o diabo que ao longo de décadas tem falseado essa verdade: Pinto da Costa.
    Foi este diabo que aterrorizou as longas noites da sua infância e que impediu que o rebento tivesse desabrochado em todo o seu esplendor e felicidade suprema. Isso, segundo o mesmo, não tem perdão. Consequentemente, o Rasputine dita a condenação não só do mafarrico como de todo o clube, na impossibilidade do Tarrafal e de autos-da-fé, ao limbo do esquecimento. A partir de agora, sempre que a equipa do Porto entre em campo, fica a saber que algures há um Rasputine que faz como um dos três macacos: NÃO VÊ!

    Numa cultura tribal ou de cariz religioso, este discurso não só teria sentido como seria transformado em dogma de fé a todos imposto. Infelizmente, para os rasputines deste mundo, não vivemos numa tribo africana nem num regime de tipo iraniano. Para grande desgraça dos países árabes e africanos que nunca o tiveram, mas para grande sorte de todos nós ocidentais, ocorreu no Ocidente, no século XVIII, uma revolução ideológica e cultural chamada Iluminismo. Por muito que custe aos salazarentos que de tempos a tempos se manifestam, vivemos numa época das “Luzes” em que a razão e a ciência ganharam definitivamente a batalha.

    Ora, é exactamente ao crivo das Luzes que vou sujeitar o texto patético do Rasputine
    (O processo “Apito Dourado”, ao contrário do que por aí se diz e escreve, está ainda na sua fase preliminar e só me pronunciarei, como já aqui o disse, quando ele estiver concluído no local onde em democracia se dirimem os litígios: os tribunais, não a imprensa nem os fóruns):

    E para responder ao Rasputine vou pura e simplesmente servir-me dos próprios argumentos que ele utiliza. Ora vamos lá sujeitar as ideias contidas naquilo a que chamarei a seguir o “teorema de Rasputine” a uma verificação lógica. O teorema de Rasputine é, expressamente ou subentendido, mais ou menos o seguinte:

    Numa competicão desportiva, em condições de equidade, ganham os melhores.

    O Sporting Clube de Portugal é o melhor clube

    Logo, se o Sporting não ganha é porque os dados foram falseados e não foram respeitadas as condições de equidade.


    Corolário 1: Em condições de equidade, o Sporting, por ser melhor, ganharia sempre.
    Corolário 2: Em Portugal há um clube, o Futebol Clube do Porto, que ganha mais vezes que o Sporting.
    Corolário 3: O FCP ganha porque o seu presidente falseia as regras da concorrência e a imprevisibilidade do jogo.

    Logo:
    Em situação de concorrência perfeita, sem a influência do Presidente do FCP, o Sporting, por ser melhor em essência e substância, ganharia com frequência (sempre?)

    No mundo das Ciências da Natureza, para verificar a veracidade desta asserção, teríamos de a sujeitar a uma experiência de laboratório.
    Como estamos no domínio do social, a única possibilidade de comprovarmos a veracidade ou falsidade da declaração é experimentá-la numa situação em que sejam eliminados os factores aleatórios, ou seja, neste caso, a influência maléfica do Presidente do FCP sobre as condições de leal e sã competitividade.

    Ora, sabendo que o campeonato ou Liga de Futebol em Portugal estão há décadas falseados por factores e influências externos, o Bom Senso teve de examinar uma situação em que tais factores aleatórios estavam eliminados. Felizmente para o analista do fenómeno desportivo, essa condições de concorrência leal e imprevisibilidade, inexistentes em Portugal, existem no estrangeiro.

    A tarefa que se colocava ao Bom Senso era esta:
    Verificar como se comportava um clube, o Sporting Clube de Portugal, em condições de competição onde não havia a interferência de factores externos como presidentes ou árbitros portugueses, por outras palavras, nas competições organizadas pela UEFA e em que os jogos do Sporting nunca tiveram um árbitro português.

    Consultados os dados oficiais das competições da UEFA, foi possível ao Bom Senso retirar as seguintes conclusões:
    No período de mais intenso domínio do futebol em Portugal por parte do FCP, nos últimos vinte anos, o Sporting esteve normalmente presente nas competições europeias, principalmente na Taça UEFA, competição em que, em condições de lealdade e insuspeita imprevisibilidade foi eliminado logo na primeira eliminatória por 6 vezes: 1989/90, 1991/92, 1992/93,1994/95,1998/99 e 1999/2000.
    Eliminado da Liga dos Campeões, foi relegado para a UEFA em 2002/2003 e 2005/2006, anos em que foi igualmente eliminado na primeira e única eliminatória da Taça UEFA em que participou. Ainda na Taça UEFA, foi eliminado na segunda eliminatória em 1995/96, 1996/97 e 2003/2004. Ou seja por onze vezes, e em condições de concorrência saudável, o Sporting o melhor que conseguiu foi, por três vezes, passar a primeira eliminatória.

    Apesar de irrelevante para o caso, e já para não falar na carreira internacional do FCP nos anos oitenta, com presenças e vitórias em finais, os dados da UEFA indicam que, durante o mesmo período, o Futebol Clube do Porto, nas condições de concorrência leal e com uma previsibilidade que deve ter deixado roído de inveja o Rasputine, chegou por 5 vezes aos quartos de final da Taça/Liga dos Campeões (90/91, 94/95, 96/97, 99/00 e 2001/02). No novo figurino, passou a primeira fase de grupos por quatro vezes (2001/02, 2004/05, 2006/07 e 2007/08). Chegou às meias-finais da Taça dos Campeões em 1993/94, ano em que a meia-final teve um único jogo, em casa do Barcelona), tendo chegado e ganho a final em 2003/2004. Por ser cliente habitual da Liga dos Campeões, e pelas classificações obtidas na fase preliminar de grupos, raramente o Porto teve possibilidade de participar na difícil Taça UEFA onde o Sporting dificilmente consegue passar a primeira eliminatória. Só a título de mera curiosidade, cabe referir que, numa das poucas participações que teve na Taça UEFA, o Futebol Clube do Porto ganhou a final de Sevilha contra o Celtic.

    Como o texto já vai longo, queria apenas assinalar que o que aqui está exposto são dados frios do site da UEFA em que o Bom Senso pouco ou nada fez a não ser ter de traduzir palavras inglesas, nomeadamente, no caso do Sporting, a expressão 1st Round por primeira eliminatória, que foi a que mais trabalho me deu pelo número de vezes que surge no site.

    Já agora, aconselho os relvas que pontuam posts aqui no Relvado com interessantes, bem escrito, etc., que, em vez de cair em esparrelas e lugares comuns facilmente desmentíveis como as do Rasputine, tenham a curiosidade de ir investigar fontes. Aprende-se muito neste trabalho de pesquisa. Querem um exemplo a que achei muita graça? Só por curiosidade, para acicatar o ódio atávico que o Rasputine tem ao Futebol Clube do Porto, sabem por acaso os relvas quais foram os anos em que o Sporting teve um melhor desempenho na Europa. Ora, agarrem-se bem à cadeira, calculem que foi em 1990/91, ano em que o Sporting chegou às meias-finais da Taça UEFA, e em 2004/05, ano em que todos muito bem recordam a final perdida em casa contra o CSKA. E sabem que, embora, ao contrário do Rasputine, não acredite no diabo nem em bruxas mas… que las hay, las hay… já viram a figura que o Rasputine tinha evitado fazer se se informasse antes de mandar postas de pescada. Imaginem que, nos dois únicos anos em que o Sporting comprovou a grande qualidade da sua equipa com um desempenho memorável na Europa, o campeão nacional, foi… foi… foi … (ai que riso!) o imprevisível BENFICA.
    Ora, bolas, lá se foi toda a teoria dos malefícios do FCP para a saúde mental e a felicidade dos sportinguistas …»

    Seguramente muito mais haveria para dizer, mas será que vale a pena bater mais no ceguinho (neste caso nos chorões)??


    Este texto pode ser encontrado aqui, como resposta a uma carpideira que verte as suas lágrimas aqui

    11/05/08

    José Mourinho

  • Pinto da Costa é culpado, sim senhor. Algumas provas.

  • A memória ninguém nos rouba: Os jogos da discórdia e as putas oferecidas a Mr. King

  • Se o FC Porto recorrer está a entrar no jogo dos mafiosos da segunda circular

  • Este fim-de-semana fiz uma pequena sondagem entre alguns lampiões cá do sitio e não existem dúvidas que, para eles, José Mourinho continua a ser o Number One e todos com quem falei recebiam-no de braços abertos se, na póxima época, ele quisesse treinar o Benfica. Porque, dizem eles, Mourinho não tem nada a ver com o Apito Dourado.

    Incrivel. Estes adeptos festejaram o castigo ao FC Porto e a Pinto da Costa mas continuam a acreditar que José Mourinho venceu, em Portugal e na Europa, porque é o melhor de todos. Se alguém compreender isto que me explique porque eu tenho muitas dificuldades.

    Até porque José Mourinho está enterrado neste processo até ao pescoço embora nenhuma imprensa fale disso, mesmo depois de Ana Salgado ter dito em declarações prestadas no DIAP do Porto que o treinador terá sido alvo de extorsão para que fosse retirado do livro “Eu, Carolina” um capítulo com referências a pormenores da sua vida particular. E que só depois de Mourinho ter pago é que a editora teve ordem para retirar o capitulo do livro.

    Aliás, posso ter perdido um ou outro episódio e se for o caso peço desculpa mas tenho a impressão que sempre que perguntaram a José Mourinho o que pensava do processo Apito Dourado limitou-se a dizer que conhecia o trabalho que tinha feito no FC Porto. Muito pouco e por menos, Jesualdo Ferreira que é mais calmo e muito mais respeituoso, já deu um murro na mesa e levantou a voz em público.

    Se nós, simples adeptos, nos sentimos atacados por sabermos que isto é uma enorme injustiça porque razão um treinador como José Mourinho que sempre viveu da sua imagem e está a ver que ela foi, na Europa e no Mundo, ferida com bastante gravidade, faz de conta que não se passa nada? Será que para além de ter pago para que a sua vida particular não seja relatada em livro também ficou proibido de defender a honra, dele, mas também do FC Porto, clube que lhe pagou uma pequena fortuna e, ao contrário de outros por onde tinha andado antes, lhe deu todos os jogadores que ele pediu, para fazer o que melhor sabe?

  • Luís Figo, acusado de morte

    "Figo mataste um gato preto. Hoje o mundo inteiro te repudia" ou
    "Figo, vergonha para o Inter, justiça para o gato", são duas das faixas que se podem ver junto à sede do Inter de Milão e do centro de estágios do clube, contra o jogador português Luís Figo, por este ter supostamente morto um gato, simplesmente por ser negro e dar azar ao clube. Pelo menos é o que dizem as poderosas associações de defesa dos animais italianos, que não costumam ser meigas com quem acusam.

    Entretanto o jogador já se defendeu das acusações dizendo que «Não é verdade. Exijo que me seja apresentado um pedido de desculpas, caso contrário serei obrigado a recorrer às vias legais». Será que vai ser suficientemente rápido para fazer queixa à policia antes das associações? Se correr como o tem feito ao serviço do Inter, não terá hipóteses.

    Mas, ontem, Luís Figo, o peseteiro que tem o hábito de assinar vários contratos ao mesmo tempo, falou sobre o Apito Dourado:
    «Se há processos é porque há indícios. Mas parece haver sempre medo de atingir certas e determinadas pessoas. Quem comete erros e crimes deve pagar por isso»

    Como já dizia a minha avó, pimenta no cú dos outros é refresco.
  • 10/05/08

    Não aceitar as derrotas, nunca!!

    Sou portista desde que me conheço, e, por assim ser, nunca na vida aceitei uma derrota, por mais justa que ela seja.

    Não reconheço a decisão da SAD do FCP em aceitar a punição de derrota nos dois jogos do campeonato de 2003/2004, como uma decisão à Porto, pois um portista não se deixa abater, sem lutar até à última gota de suor e sangue pela vitória!!

    Esta decisão da SAD é, não só uma facada nos adeptos, como uma gigantesca facada na mística criada no clube ao longo dos anos. Como reagirão atletas que vêm a direcção que os governa darem-se como vencidos, apenas porque tal decisão não afecta o resultado final?? Será que devemos aceitar jogos como o último a que assistimos frente ao Nacional?? É que, no seguimento desta decisão, parece que a última exibição portista é aceitável, pois já não conta para o campeonato!! Assim, corremos o risco de ver o nosso clube seguir o exemplo dos restantes clubes, os pequenos que competem no nosso campeonato. Até parece que uma derrota é uma coisa aceitável... no FCP não o é, não o pode ser!!

    Ainda no outro dia, um recluso Norte Americano que se encontrava no corredor da morte há mais de 20 anos, acabou absolvido por provas de ADN que demonstravam a sua inocência. Ao que parece há uns tempos atrás tinha-lhe sido proposto que admitisse a culpa, pois, caso o fizesse, a pena de morte seria revogada e poderia até ter direito a liberdade condicional. Quando lhe perguntaram porque rejeitou, e preferiu arriscar a morte, revelou que a dignidade humana não tem preço, e a sabendo que era inocente, jamais poderia reconhecer uma culpa que não tinha.

    É isto que o FCP tem de fazer, não ter medo de ver 6 pontos retirados noutra qualquer temporada. Pinto da Costa irá fazê-lo e o clube por todos os motivos deve fazê-lo também.

    Aliás, repare-se no que os abutres frustrado lisboetas começam desde logo a dizer, hoje no jornal "A Bola", um acéfalo na última página, afirma que o FCP assumiu a culpa, quando tal nunca foi admitido. Propositadamente mentem, tirando ilações impossíveis de serem retiradas. Aliás, se o FCP admitisse a culpa, de nada valeria o recurso do presidente, já que os factos imputados são rigorosamente os mesmos. Mas, os "jornalistas", porque lhes dá jeito mentem e induzem os leitores mais ignorantes no sentido da mentira. Porque só um analfabeto, ou um anti-portista primário, não consegue perceber que o que o presidente do FCP afirmou, foi precisamente que o clube irá ser defendido através da sua defesa, precisamente por não aceitarem a decisão da punição: «Não vamos recorrer da penalização dos pontos retirados à equipa, sobretudo porque ponho, como sempre pus, acima dos meus interesses os do F.C. Porto. Neste caso, a honra do clube ficará salvaguardada porque vou apresentar recurso.Se não sentíssemos a razão do nosso lado, obviamente não recorreríamos da decisão. Quando as pessoas tiverem conhecimento das razões e da forma como fomos penalizados, perceberão que nada disto vai beliscar a imagem do clube».

    Mas nisto de "jornalistas" e "jornalismo", nada de novo, quando reparamos que supostos encontros casuais em hotéis lisboetas, são abafados pela imprensa, encontros entre quem promete e quem exige punições. Encontros que, apesar de filmados, nunca ninguém pôde ter acesso às imagens. Encontros que, apesar de terem ocasionado agressões nunca foram referidos em telejornais, ao contrário do que vimos hoje na RTP, em que não perderam um segundo para noticiar a agressão a 2 jornalistas de outra imprensa no Dragão, mas que sobre o seu repórter de imagem agredido nada noticiaram!!

    O FCP não pode fazer de conta que a cabala montada não existe, e que todo este processo foi fruto do acaso.

    Há que levar o "jogo" até ao fim!!

    Se o FC Porto recorrer está a entrar no jogo dos mafiosos da segunda circular

  • Pinto da Costa é culpado, sim senhor. Algumas provas.

  • A memória ninguém nos rouba: Os jogos da discórdia e as putas oferecidas a Mr. King

    A SAD do F.C. Porto reagiu esta sexta-feira, pela voz do seu presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, aos processos disciplinares instaurados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O líder dos Dragões aproveitou para agradecer o apoio recebido e prometeu «continuar a trabalhar para que o nome do clube, da cidade e da região seja respeitado».

    «Não vamos recorrer da penalização dos pontos retirados à equipa, sobretudo porque ponho, como sempre pus, acima dos meus interesses os do F.C. Porto. Neste caso, a honra do clube ficará salvaguardada porque vou apresentar recurso. Para tal, já solicitei aos advogados do departamento jurídico para avançarem com o recurso da decisão da Liga em torno da minha suspensão para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. Se não sentíssemos a razão do nosso lado, obviamente não recorreríamos da decisão. Quando as pessoas tiverem conhecimento das razões e da forma como fomos penalizados, perceberão que nada disto vai beliscar a imagem do clube».

    Todos, os portistas e os anti-portistas, já perceberam que isto é tudo uma palhaçada. O problema é que 2/3 de Portugal esperou por este circo mais de trinta anos e agora ninguém os vai conseguir parar com falinhas mansas. É que Luís Filipe Vieira tem uma equipa de futebol fraquissima mas várias equipas na Liga, na justiça e no governo, capazes de vencer qualquer campeonato, tal como sempre quiz. E ainda conta com a ajuda dos vizinhos. É o sistema Salazarista no seu melhor. Sendo assim, só podemos atacar o polvo da segunda circular com vitórias dentro do campo mas para que isso aconteça não podemos começar o próximo campeonato com seis pontos negativos. Isso é o que eles querem porque sabem que acabariamos por os perder na secretaria e, por tabela, também o próximo campeonato podia ir parar às mãos dos nossos inimigos.
    Por isso, caros amigos portistas, não entrem na conversa de quem detesta o FC Porto. Nem acreditem quando eles dizem que, sem Pinto da Costa, teriam respeito pelo nosso clube porque bastava entrar um outro presidente vencedor e que não estivesse disposto a vender-se para tudo voltar ao mesmo. Até porque, se os anti-portistas vibraram com os campeonatos dos gloriosos tempos do fascista Salazar e com os dois últimos, o do Sporting (recorde de pénaltis a favor e roubo ao FC Porto em Campomaior) e o do Benfica (vários jogos ganhos com golos marcados por livres e pénaltis inventados e a vergonha que foi o jogo do Algarve com o Estoril), está mais que provado que nem pelos clubes deles têm respeito. Aliás, não é por acaso que o maior clube português é o Anti-Porto.

    «O F.C. Porto vai ver subtraídos seis pontos aos muitos que já ganhou e tenho mágoa por passarmos a ter apenas 14 de avanço. Relembro que, ainda para mais, fomos penalizados por resultados registados numa época em que conquistámos o título nacional, fomos Campeões da Europa e Campeões do Mundo. (...) A honra do clube vai ficar salvaguardada, porque eu vou recorrer como presidente e como cidadão».
    Pinto da Costa
  • 09/05/08

    A memória ninguém nos rouba: Os jogos da discórdia e as putas oferecidas a Mr. King

  • Pinto da Costa é culpado, sim senhor. Algumas provas.

  • O FC Porto ia em primeiro lugar, com 48 pontos e cinco de avanço sobre o segundo classificado. É também verdade que o Estrela ia em último lugar, com 11 pontos, aliás lugar no qual terminou o campeonato e destacado. A mesma equipa e a mesma estrutura que ganharam as mais prestigiadas taças europeias não seriam capazes de ganhar ao Estrela em casa? Não me lembro de ninguém, na altura, se ter lembrado de falar em favores de árbitros europeus. Curiosamente, nem é referente ao FC Porto que mais do que um árbitro internacional disseram, e está escrito, que receberam favores de um clube português em jogos europeus.
    Pinto da Costa

  • Os jogos da discórdia

    F. C. Porto-Estrela da Amadora, 2-0

    Data 24 de Janeiro de 2004

    Foi um jogo de triunfo fácil para o F. C. Porto, que defrontava o último classificado, que, até essa 19.ª jornada, não tinha averbado qualquer ponto fora de casa. Sobre este jogo, os peritos convidados pelo Ministério Público (MP), os ex-árbitros, Jorge Coroado, Vítor Pereira e Adelino Antunes, não deram conta de qualquer favorecimento, por parte de Jacinto Paixão, ao F. C. Porto. Detectaram, apenas, a não amostragem de dois cartões amarelos e consequentes livres directos, contra os portistas e o mesmo em relação a estrelistas. Igualmente, a análise do jogo revela que o "árbitro assistente n.º 1 assinala, erradamente, fora-de-jogo a um jogador do F. C. Porto". O observador da partida, inclusive, na sua avaliação, no deve-haver, considera que o F. C. Porto foi prejudicado. O próprio MP reconhece que não houve "uma arbitragem fraudulenta ou tendenciosa", conforme se deduz da análise dos peritos.

    Beira Mar-F. C. Porto, 0-0

    Data 18 de Abril de 2004

    O jogo contava para a 31.ª jornada , a três do final do campeonato, e foi dirigido por Augusto Duarte. Na véspera do jogo, dia 17 de Abril, o Sporting, segundo classificado, perdera , por 2-1, no estádio do Bessa, frente ao Boavista. Com este desfecho, a vitória do F. C. Porto deixava de ser indispensável. Recorde-se que os portistas foram campeões com oito pontos (82) de vantagem sobre o Benfica (74) e nove (73) sobre o Sporting e depois do encontro de Aveiro ficariam a uma vitória do bicampeonato. Segundo o relatório dos árbitros peritos foram apontados quatro erros à equipa de arbitragem, sendo três em beneficio do F. C. Porto e, um, do Beira-Mar. Nenhum teve, porém, influência no empate final (0-0). O cronista do JN comentou, assim, o trabalho do árbitro "Augusto Duarte teve o condão de passar, praticamente, despercebido
    ".
    JN

  • No dia em que Maria José Morgado foi nomeada, Luís Filipe Vieira veio dizer que o processo ia andar para a frente; dois ou três dias depois, foi o marido de Maria José Morgado [Saldanha Sanches] a afirmar que era preciso acabar com a corrupção no futebol e que eu tinha dito em tribunal que ganhava 400 euros, defendendo que não podia fazer a vida que faço com aquele dinheiro. Nunca disse isso, se o fizesse estava a mentir, e era um imbecil, ninguém acreditaria. Mas estes dois pormenores são, para mim, reveladores.
    Pinto da Costa

  • O senhor King

    Howard King, ou "mr King" como já lhe chamou Pinto da Costa, um ex-árbitro internacional inglês que, em 1995, confessou numa entrevista ao jornal "News of the World", reproduzida depois por "A Bola", que recebera favores sexuais em Lisboa, onde esteve para apitar um jogo do Sporting, na década de 80, e outro do Benfica, em 1992. Howard King mencionou ofertas de valor acima do permitido pela UEFA, além da presença de prostitutas no hotel como forma de aliciamento antes desses jogos apitados em Portugal.



  • A minha mãe era de tal maneira inteligente que compreendia o que se estava a passar. Lembro-me de ela dizer o seguinte quando ganhamos a Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1987: "Já ganhaste muita coisa, e não te vão perdoar. Vê se sais." Isto é de uma mulher inteligente. E, realmente, não me perdoam as vitórias.
    Pinto da Costa

    JOGO FCPORTO 2-0 ESTRELA de 25 Janeiro de 2004

    FC Porto-E. Amadora, 2-0: No passeio das estrelas só o dragão sabe brilhar
    CRÓNICA

    McCarthy comandou o batalhão azul e branco, marcando dois golos. Último obstáculo antes do clássico foi superado com naturalidade

    O FC Porto marcou o terreno para a deslocação a Alvalade com um triunfo tranquilo sobre o Estrela da Amadora. Tendo em conta a sequência de vitórias dos dragões nos jogos em casa, e o facto de o conjunto da Reboleira nunca ter pontuado fora esta época, o sucesso poderia ser uma fria fatalidade estatística. No entanto, a exibição portista acabou por transformar um passeio de estrelas num factor de motivação para o importante duelo de Alvalade.

    O engodo finalizador de McCarthy fez estragos, mas a noite de nevoeiro foi animada pelo samba de Deco e Carlos Alberto, que fizeram, por via do seu tecnicismo, o contraponto com a raça e acutilância de Maciel e Sérgio Conceição.

    Carlos Alberto até tinha ficado no banco, mas a lesão de Costinha obrigou a uma mudança de planos. O herói do triunfo da época passada, na casa do Sporting, teve azar num lance dividido com Jordão, ainda na fase inicial da partida, e ficou lesionado. Coube a Maniche recuar para trinco, função que cumpriu com rigor defensivo, sem deixar de arriscar no passe.

    Cunho mortífero

    Para arrumar a questão Estrela da Amadora, José Mourinho não hesitou em manter o 4x3x3 que tinha apresentado contra o Vilafranquense. Desde a partida com o Nacional, a 30 de Outubro, que não utilizava esta táctica nas Antas. Sérgio Conceição e Maciel sucederam a Marco Ferreira e Derlei como escudeiros de McCarthy, confirmando a reposição qualitativa do leque de opções tácticas dos dragões.

    No que deve ter sido o último jogo oficial disputado no mítico palco azul e branco, o sul-africano mostrou pressa de marcar logo no primeiro minuto, servido por Conceição. Era o primeiro sinal de um caudal ofensivo intenso do FC Porto, que acabou por não ter a tradução que se esperaria na quantidade de remates, mas que bastou e sobrou para vencer, mantendo o cunho mortífero. O trio da dianteira prometia muito, até porque Maciel tinha sublinhado intenções com um segundo disparo. Porém, a lesão de Costinha acabou por ajudar o Estrela da Amadora a ganhar algum fôlego na linha defensiva. Mourinho mandou Carlos Alberto entrar, mas a equipa demorou algum tempo a recuperar o ritmo. O deserto rematador foi-se prolongando por vinte minutos, até que floresceu um remate de Nuno Valente, perigoso, em lance de bola parada.

    Era o prenúncio do primeiro golo de McCarthy, que deixava o Estrela da Amadora desnorteado, agarrado a uma postura ultradefensiva, e sem soluções viáveis para tentar contrariar o compressor ascendente do FC Porto.

    Miguel Quaresma apresentou a sua formação com uma disposição difícil de interpretar com eficácia contra o sistema de jogo do FC Porto. Os três centrais sobravam perante apenas um ponta-de-lança dos dragões. Os rapazes da Reboleira porfiavam na defeaa, e procuravam soltar rapidamente bolas para a dianteira, na esperança de que Júlio César conseguisse iludir os centrais azuis e brancos, ou que Semedo tivesse ensejo de se lançar em velocidade.

    Por muito que se procure uma abordagem positiva à exibição do Estrela da Amadora, a verdade é que jogou pouco futebol, conseguindo o feito de terminar o primeiro tempo sem qualquer remate registado, e evitando o escândalo com dois toques para a baliza no segundo tempo, por graça de Júlio César e Rogério. Afasta os estrelistas do "Guinness" o facto de o Marítimo, na época passada, ter efectuado apenas um remate na visita às Antas, em jogo lembrado pelo grande golo de Deco.

    A segunda festa da noite, de McCarthy, não resultou de um esforço individual comparável ao do "mágico", nessa altura, mas o entendimento entre Carlos Alberto e Maciel foi notável, e deixou meio caminho andado para o sul-africano resolver. Seguiu-se o apito para o intervalo e a certeza de que a segunda parte seria, antes de mais, um exercício de gestão.

    Outra bomba

    Confortável por sentir as rédeas bem seguras, o FC Porto foi deixando correr o marfim no segundo tempo, até que McCarthy voltou a revelar-se incómodo para quem pretendia passar pelas brasas. Um remate de longe embateu com estrondo na trave, impedindo a concretização do primeiro "hat-trick" do sul-africano.

    Para entreter os espectadores, as cortinas subiram e a escola de magia entrou em funcionamento. Ao ritmo do samba, o "aluno" Carlos Alberto confirmou-se um intérprete promissor, mas o "professor" Deco não quis deixar os créditos por mãos alheias, alimentando os "olés" dos associados portistas. Enquanto se ouviam palmas da bancada, Mourinho torcia o nariz, pouco agradado. Para Alvalade, os jogadores sabem perfeitamente que a música será outra.

    Árbitro

    JACINTO PAIXÃO (1). Ausência de critério disciplinar agravada pelo auxílio irregular dos assistentes. No segundo golo do FC Porto, McCarthy, qual Jardel, estava deslocado no início do lance, mas legal quando partiu o passe de Maciel. Para além da confusão com as deslocações, faltaram cartões em situações inadmissíveis, como quando Deco foi agarrado por Jordão, junto à área.
    Record


  • Há uma coisa: não quero que o assunto seja arquivado pelo facto de não existirem provas. Quero é que o assunto siga para a frente e seja tudo provado, sobretudo depois de se ouvirem as pessoas que estão dentro do assunto - e não é só a irmã dessa senhora [Carolina Salgado] - e que já testemunharam sobre o que viram e ouviram. Não tenho dúvidas de que há pessoas que tramaram tudo. Andaram anos a investigar a minha vida: via verde, os restaurantes onde ia, o meu cartão de crédito, as minhas chamadas... Andaram anos a fazer isto tudo para descobrir que há um árbitro que foi apitar o FC Porto quando já era campeão, num jogo que não nos interessava para nada - até poupámos meia equipa -, só porque esse árbitro foi a minha casa, não a meu pedido, mas por um terceiro indivíduo, para tratar de um assunto que não estava relacionado com um jogo de futebol. Mas há mais: a Polícia Judiciária descobriu os apitos dourados, mas havia lá facturas ainda mais valiosas de relógios oferecidos por outros clubes. Mas isso não interessava. Nem sequer foram levadas cópias.
    Pinto da Costa

  • Campeões no Mundo, suspeitos nos arredores

    Interrogado no final do Porto-Chelsea sobre o envolvimento de Pinto da Costa no Apito Dourado, José Mourinho limitou-se a dizer que seguia a coisa à distância, como se isso lhe fosse totalmente alheio. Fez mal. Primeiro porque o presidente do FC Porto era ainda o seu patrão há poucos meses atrás e, embora o clube muito deva a Mourinho, ele também deve a Pinto da Costa e ao clube a sua rápida projecção internacional. Segundo porque, a fazer fé nas notícias, o que está em causa são suspeitas que recaem sobre jogos do Porto quando Mourinho era o seu treinador. Ou seja, o que o país futebolístico faz por acreditar é que não foi graças à organização do clube, à gestão de Pinto da Costa, à categoria de Mourinho ou à classe dos jogadores que o FC Porto registou os êxitos dos últimos anos: tudo terá sido devido a umas meninas de alterne, intermediadas por um empresário de Avintes e a favor de uns árbitros do Alentejo. José Mourinho não se sentirá atingido também?
    Miguel Sousa Tavares n'A Bola

  • "Vou continuar a levar o FC Porto à conquista de títulos nacionais e internacionais. E quem não assistir a isso é porque não vai durar muito tempo"
    Pinto da Costa
  • Pinto da Costa é culpado, sim senhor. Algumas provas.


  • "O F. C. Porto é visto como um símbolo da região. Representa as gentes do Norte. Tem responsabilidades acrescidas, pois, enquanto que os governantes deixaram a regionalização na gaveta, o F. C. Porto não capitulou. Continua a resistir e a representar o Norte"
    Pinto da Costa

  • A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa
    Luís Paixão Martins

  • Distracções judiciárias

    Na véspera do atentado da ETA com matrícula portuguesa, o porta-voz da Polícia Judiciária estava ocupado a fazer publicar no "Crime" uma entrevista em que se me refere. Não mereço tantas atenções.

    Diz no essencial duas coisas. Em primeiro lugar, anuncia que SLB e FCP têm agências de comunicação. Ora, como é do domínio público, SLB recorre aos serviços de uma agência de comunicação há mais de 2 anos e só agora FCP decidiu proceder do mesmo modo. E só agora é que o porta-voz da PJ parece preocupado com o assunto.

    Em segundo lugar, avisa que "não é por muito dizer mal do processo que ele é desacreditado, isto da parte do FCP", acrescentando: "O que constatamos é que se criou um caso nacional em redor do Apito Dourado e que essa discussão acalorada está a deixar marcas no processo".

    Como dizia um amigo que me telefonou preocupado, o porta-voz da PJ esforça-se por me posicionar como uma espécie de Maria José Morgado ao contrário. A procuradora consegue fazer do nada um processo terrível. Eu conseguiria (na visão PJ) tornar em nada um processo terrível. Haja paciência.

    Blogue de LPM



  • É O QUE SE CHAMA ALTERNAR:-)

    Só agora tive tempo de analisar este Filme de Ficção:

    TAKE 1

    No primeiro depoimento que Carolina faz à Justiça, em 2006, Augusto Duarte passa a ter visitado a casa apenas uma vez e o envelope entra na história. A ex-companheira de Pinto da Costa afirmou então desconhecer o valor que teria dentro, mas palpitando que seriam entre 2500 e 3000 euros - destinados a "comprar" um... FC Porto-Benfica.

    TAKE 2

    O jogo é corrigido para Beira Mar-FC Porto na segunda declaração, em que conta ter perguntado ao companheiro quanto estava no envelope e obtido a resposta "2500 euros".

    TAKE 3

    Por último, no terceiro depoimento, afirma ter visto o dinheiro e ouvido a conversa entre Pinto da Costa e o árbitro (que antes não escutara).

    END

    Do processo constava já uma declaração da irmã, Ana Salgado, a quem Carolina teria admitido nada ter visto ou ouvido.

    Textos in O Jogo

    Sou portista com muito orgulho

  • «Fez-se uma chacina numa figura pública [Pinto da Costa] com base num livro [Eu, Carolina] sem credibilidade nenhuma»
    "Jornal Nacional" da TVI, 16.12.2006
    Felícia Cabrita (jornalista)

  • Carolina esqueceu-se dos detalhes

    Carolina Salgado prestou declarações no tribunal de Gondomar, revelando várias conversas envolvendo Pinto da Costa, Valentim Loureiro e Pinto de Sousa sobre alegados favorecimentos ao Gondomar. No entanto, não conseguiu pormenorizar para que jogos concretos.

    "Em concreto, não lhe posso responder", disse Carolina Salgado, em resposta a uma questão de Carlos Alhinho, o advogado de Castro Neves.

    "Sei que falavam do Gondomar, mas não posso precisar se foi o jogo Beira Mar-Gondomar", afirmou noutra altura, a perguntas do juiz-presidente, Carneiro da Silva, revelando desconhecer que Beira Mar e Gondomar jogavam em divisões diferentes à época dos factos, em 2003/2004.

    Record



  • "Este processo foi direccionado para mim, João Loureiro, Pinto da Costa e João Bartolomeu. Há no processo muitas situações que poderiam envolver outras pessoas que não foram envolvidas e, se o foram, acabaram por naturalmente ser excluídas"
    Valentim Loureiro



  • Pinto da Costa ataca sistema de Maria José Morgado e Luís Filipe Vieira - OS VIDEOS

  • "Não pode haver dois critérios: testemunha credível quando diz mal de mim e não credível quando confessa crimes"
    Pinto da Costa

  • Estado absolvido no processo de Pinto da Costa

  • «...depois de Carolina [Salgado] ter assumido a sua rebeldia, ao esbofetear em público a filha do companheiro, Pinto da Costa decidiu pôr um ponto final na relação
    in NOVA GENTE, 30.10.2006
    Diana Wong Cascalho (jornalista)

  • Negócios de Pinto da Costa investigados por mais três anos

    Sem suspeitos, nem prazos

    Apesar de o depoimento de Carolina se referir expressamente a Pinto da Costa, a equipa do "Apito", coordenada por Maria José Morgado, também directora do DIAP de Lisboa, optou por fazer o inquérito correr contra desconhecidos, não tendo Pinto da Costa ainda sido constituído arguido.

    Fontes judiciais explicam que este facto pode dever-se ao entendimento de que, enquanto não houver suspeitos formais, o processo não terá de obedecer aos prazos rígidos previstos no novo Código de Processo Penal, podendo, por isso, prosseguir em segredo de justiça durante os referidos três anos. Em paralelo, no âmbito desse processo (1992/06), foram pedidas informações a autoridades estrangeiras (Suíça, por exemplo), através de cartas rogatórias, a fim de averiguar os dados fornecidos por Carolina.

    Processo terá de esperar

    Quanto à queixa por denúncia caluniosa, o MP entende que apenas no final de todos os processos em curso será possível saber se existe razão para que Carolina responda por aquele crime.

    JN

  • O inspector Sérgio Bagulho treinava a Carolina para prestar depoimento, chegando ao ponto de fazer referência sobre quem tinha bebido Coca-Cola e cerveja e sobre quem tinha comido filetes e linguado
    Ana Salgado

  • Ana Salgado tem sido pressionada por Carolina

    Ana Maria Salgado, gémea de Carolina Salgado, garante que a irmã tem estabelecido contactos consigo para lhe propor uma "alteração de depoimento" nos processos em que tem sido testemunha contando uma versão favorável a Pinto da Costa. Às alegadas conversas entre as duas irmãs agora desavindas, somam-se trocas de palavras também com duas amigas de Carolina. Pedro Alhinho, advogado de Ana Salgado, confirmou, ao JN, esta tentativa de aproximação por parte de Carolina, mas sublinha não ter havido qualquer alteração de depoimento.

    Da parte de Carolina, a tentativa de aproximação com a irmã é negada por fonte próxima. Ao JN, porém, o advogado José Dantas diz não ter qualquer comentário a fazer sobre assuntos que envolvam Ana Salgado.

    De acordo com o advogado Pedro Alhinho - que defendeu o ex- -líder do Benfica, Vale e Azevedo, no julgamento em Guimarães em que foi absolvido de crimes de falsificação -, estas "pressões" terão contribuído para um internamento recente de Ana Maria Salgado numa clínica, em consequência de uma ingestão de comprimidos para problemas nervosos, que lhe terão causado problemas de estômago.

    JN

  • «Carolina Salgado é inqualificável»
    "24horas", 13 Dez 2006
    Fernando Gomes (ex-futebolista)



  • Apito Dourado: Queixa contra Luís Filipe Vieira, José Veiga e João Rodrigues, na CD da Liga

    Vai com certeza causar algum impacto na Liga a participação à respectativa Comissão Disciplinar, por parte de um clube da I Liga, de um dossiê contendo uma exposição e diversos recortes da imprensa escrita onde são reveladas algumas escutas telefónicas envolvendo Luís Filipe Vieira, José Veiga e João Rodrigues, e se pergunta por que razão eles não estão a ser investigados. Num desses recortes (do “Público” de 8 de Setembro 2006) pode ler-se inclusive em título: “Apito Dourado/Escutas apanharam Vieira a escolher árbitros para o Benfica”, acrescentando aliás a autora dessa peça – Tânia Laranjo – o seguinte: “Presidente dos encarnados recusou quatro árbitros para apitar as meias-finais da Taça de Portugal na época 2003-2004, no ano em que o Benfica ganhou a final ao FC Porto. Vieira protestou com Valentim Loureiro por não designarem Paulo Paraty, conforme havia sido garantido ao clube semanas antes. Mas, depois de muito reclamar e de recusar árbitros por não lhe darem ‘garantias’ ou por estarem próximos do FC Porto, acabou por avalizar João Ferreira. As conversas estão transcritas no processo principal do Apito Dourado, mas o presidente do Benfica nega a sua existência”. E, com efeito, com alguma aparente razão, porque foi como se essas conversas não tivessem existido uma vez que, pelo menos que se saiba, ele nunca foi incomodado por isso…

    Vieira, Rodrigues, Veiga e Mouco

    … Mas também João Rodrigues teve uma intervenção muito interessante neste e noutros casos. Porque, segundo o “Correio da Manhã” de 22 Junho 2007, “os árbitros do Benfica eram combinados com ele”, já que “Pinto de Sousa lhe telefonava regularmente para que fosse ele a contactar Vieira no sentido de acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no Apito Dourado da existência dessas conversas abundam”. Mas o “Record” de 23 Junho 2007 vai pelo mesmo caminho, ao titular: “Benfica também pedia árbitros”. E em seguida: “Vieira falava com João Rodrigues e este pressionava Pinto de Sousa”. Quanto a José Veiga: esse (segundo o mesmo “Record”) “pedia ‘favorzinhos’ para o Estoril”. E no entanto também ao que parece nunca ninguém (a ele e a João Rodrigues) os incomodou… Vamos porém ver como reagirá a Comissão Disciplinar a tudo isto.

    PS.: Quem, ao que O PATO julga saber está da disposição de contar tudo o que sabe se for chamado a depôs é o ex-membro da CA da Liga, Júlio Mouco. Deverá ser muito instrutivo ouvi-lo…
    O Jogo

  • Felícia Cabrita critica Maria José Morgado

    Jornalista insurge-se contra «atentado à liberdade de expressão»

    A advogada das jornalistas Felícia Cabrita e Ana Sofia Fonseca solicitou esta sexta-feira uma audiência ao Procurador-Geral da República «depois de ter tomado conhecimento pelo jornal Correio da Manhã» de que as repórteres tinham sido acusadas por ofensa agravada ao Ministério Público.

    Em causa estão as declarações do líder portista na sua biografia «Luzes e Sombras de um Dragão», redigido pelas jornalistas. No referido livro, Pinto da Costa compara o Ministério Público à PIDE, lançando insinuações sobre uma actuação parcial e persecutória da instituição dirigida por Pinto Monteiro.

    «Não estou para viver num país onde a revolução de Abril acabou com a PIDE para agora a ver substituída pelo Ministério Público», referiu.

    Felícia lamenta «perseguição» de Morgado

    Felícia Cabrita que não questiona a veracidade da notícia, considera que a acusação representa «um atentado à liberdade de expressão» já que «após 50 anos de fascismo, é normal e corrente que diante de qualquer coisa mais ofensiva as pessoas digam que até parece o tempo da PIDE».

    «O fiscalista Saldanha Sanches (marido de Morgado) diz que todos os autarcas são corruptos e que eu saiba ninguém lhe moveu um processo por causa disso», referiu ainda Felícia Cabrita.


  • «[Carolina Salgado] fala como se fosse uma criança irresponsável»
    "Jornal Nacional" da TVI, 16.12.2006
    Felícia Cabrita (jornalista)

  • APITO ENCRAVADO

    Se Maria José Morgado estiver realmente interessada em apurar o que se passa nesse mundo submerso das transacções com jogadores, não deve haver clube ou presidente algum que não mereça ser investigado. E devia fazê-lo, porque, de outro modo, fica a suspeita de que este é apenas um processo «ad hominem», a caça a um homem só.

    Milhares de diligências processuais, de interrogatórios a testemunhas e de perícias feitas, milhares e milhares de euros depois, parece bem que ao desígnio traçado para o «Apito Dourado» nada mais resta do que as acusações de Carolina Salgado. Mais uma vez, é pouco, muito pouco, quando tudo assenta na credibilidade de uma testemunha cujo curriculum só regista dois factos notáveis: ter trabalhado numa casa de alterne e ter gasto os últimos anos a vingar-se do homem que de lá a tirou, a levou ao Papa e a entronizou no inadmissível estatuto de «Primeira Dama» do FCP, e que depois a deixou. Como já aqui o escrevi, qualquer advogado estagiário tem obrigação de estilhaçar as acusações em tribunal.

    Entretanto, das célebres «revelações» do «livro» de Carolina Salgado, uma havia que parecia a mais fácil e mais urgente de investigar: a de que fora ela própria, por inspiração de Pinto da Costa, quem organizara e comandara o pelotão de linchamento que agrediu violentamente o vereador de Gondomar, Ricardo Bexiga. Era fácil de investigar porque, inadvertidamente, a testemunha fatal se incriminara a si própria, na ânsia de incriminar Pinto da Costa; e urgente, porque se tratava do mais grave dos crimes arrolados em todo o processo. É verdade que, ao entrar nos detalhes da operação, a história dela começava logo a não bater certa: disse que, por precaução, haviam destruído previamente as câmaras de vigilância do parque de estacionamento onde a agressão teve lugar, mas não teve o cuidado de confirmar se o parque tinha câmaras de vigilância — não tinha. Mas, mesmo que desta mentira circunstancial resultasse a crença na mentira de toda a história, não se compreende como é que o Ministério Público não a acusou por crime de falsas declarações e denúncia caluniosa.

    Pelo contrário, o Ministério Público, escudando-se na falta de provas, acaba de determinar o arquivamento do processo. Ou seja: a testemunha-chave do Ministério Público merece credibilidade quando acusa Pinto da Costa, mas já não a merece quando se acusa a si própria. E assim se resolve o problema de poder manter como testemunha-chave alguém que deveria figurar como arguida num outro processo e por crime mais grave.

    MST n'A Bola

  • DIAP/Lisboa arquiva queixa de Pinto da Costa

    Uma queixa de Pinto da Costa contra Carolina Salgado, por alegado falso testemunho e denúncia caluniosa, foi arquivada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) de Lisboa.

    A participação do presidente do F. C. Porto estava relacionada com depoimentos prestados pela ex-companheira na Polícia Judiciária e perante a equipa especial de investigação do Apito Dourado, segundo as quais Pinto da Costa seria detentor de uma empresa imobiliária e várias contas unicamente com o alegado objectivo de branqueamento de capitais provenientes de negócios ilícitos, e que, por outro lado, depositava no estrangeiro dinheiros provenientes de comissões por transferências de futebolistas com o objectivo de fugir ao Fisco.
    JN

  • "Há uns anos, a predominância clubística tinha a ver com a cor das cadeiras deste auditório (vermelhas), agora tem mais a ver com as cores da bandeira de Freamunde (azul)"
    Pinto da Costa

  • Carolina Salgado: ex cortou relações por causa de Vieira

    Paulo Lemos diz que presenciou encontro com presidente do Benfica

    O montador de sistemas de segurança, Paulo Lemos, com quem Carolina Salgado manteve uma relação afectiva após a separação de Pinto da Costa, referiu esta sexta-feira, durante a instrução do processo Beira-Mar-FCP, em que Pinto da Costa está acusado por corrupção desportiva activa, que cortou relações com a antiga namorada em Setembro de 2006, após a deslocação a Lisboa em que presenciou um jantar desta com o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

    O encontro, explica, ocorreu num restaurante, da namorada de um empresário de futebol. «Quando (durante o jantar) ouvi o senhor Luís Filipe Vieira perguntar-lhe o que é que ela tinha para ele e o que é que ela queria, levantei-me e fui-me embora», recordou.

    Intrigada com a explicação, a procuradora quis conhecer melhor as razões da fúria de Paulo Lemos, tanto mais que a testemunha desconhecia aquilo a que o presidente do Benfica se referia. «Não sabia que íamos jantar com o senhor Luís Filipe Vieira. Além disso, prosseguiu, «no decurso da conversa apercebi-me de que a Carolina já falava com o Luís Filipe Vieira há muito tempo». A procuradora não insistiu.

    Portugal Diário

  • «(...) o que temos em termos desportivos? Pouca coisa: acusações de uma senhora [Carolina Salgado] claramente ressabiada, que tanto pode falar verdade como... mentir
    "Expresso" online, 24 Dez 2006
    Alexandre Pais (director do jornal 'Record')



  • Eu, Carolina: «Escrevi o livro até à página 99»

    «Outra pessoa com experiência de escrita» redigiu o resto, diz docente

    A professora que assina o livro «Eu, Carolina» com a antiga companheira de Pinto da Costa reiterou esta tarde em tribunal que apenas redigiu a obra «até à página 99», isto é, «até à entrada de José Mourinho» como treinador do FCP. «A partir daí, não fui que o escrevi».

    Maria Fernanda de Freitas, que prestava declarações na fase instrutória do processo Beira-Mar/FCP em que Pinto da Costa está acusado por um crime de corrupção desportiva activa, explicou que nada sabe sobre os pagamentos aos árbitros desconhecendo quem escreveu o último terço do livro.

    Questionada pela juíza Anabela Tenreiro sobre os antecedentes do livro, a professora recordou as dificuldades financeiras que Carolina atravessou após a separação de Pinto da Costa, atribuindo a ideia do livro à ex-companheira do presidente portista.

    «Faltava-me ainda a última parte, o pós Pinto da Costa e era uma tarefa completamente inviável». Nessa altura Carolina ter-lhe-á dito que «tinha arranjado uma pessoa que já tinha experiência de escrita e que podia levar a tarefa a bom porto». Quem é essa pessoa?, quis saber a juíza, ao que a testemunha respondeu: «Não sei».

    «Falaram-lhe sobre os pagamentos aos árbitros?, questionou ainda Anabela Tenreiro, ao que a professora ripostou: «Nada. Essa parte não me foi minimamente relatada», acrescentando que as conversas com Carolina «era mais do foro íntimo».

  • «Carolina [Salgado] andou na farra com Amigos do Benfica»
    Título de capa da edição de 8.Jan.2007
    Jornal "24horas"

  • FC Porto - Estrela: Juiz vai ver jogo de futebol à lupa

    Juiz vai ver jogo de futebol à lupa

    Artur Guimarães, o juiz do Tribunal de Instrução Criminal do Porto a quem foi distribuído o denominado "caso da fruta", vai ver o vídeo do jogo F. C. Porto-Estrela da Amadora (realizado em 24 de Janeiro de 2004), que deu origem a uma das situações pelas quais Pinto da Costa está acusado. O magistrado já requisitou meios audiovisuais para ver o jogo, mas ainda não respondeu ao pedido formalizado por dois dos acusados. Os fiscais-de-linha José Chilrito e Manuel Quadrado - que, a par do árbitro principal Jacinto Paixão, terá passado uma noite com prostitutas, alegadamente oferecidas, segundo a acusação, pelo clube portista - sugeriram que uma das diligências de instrução fosse colocar os três peritos que colaboraram com a investigação (os ex-árbitros Jorge Coroado, Vítor Pereira e Adelino Antunes) a analisar outra vez o jogo. Os dois juízes de partida consideraram ainda que esse visionamento deveria acontecer num gabinete do tribunal e perante o juiz. O objectivo será verificar se os referidos árbitros detectam os mesmos erros técnicos apontados numa anterior análise à arbitragem na partida.
    JN



  • Apito Dourado: MP investiga possível extorsão a José Mourinho

    José Mourinho terá sido alvo de extorsão para que fosse retirado do livro “Eu, Carolina” um capítulo com referências a pormenores da sua vida particular, segundo divulgou o site “PortugalDiário”. Tal suspeita já levou mesmo o Ministério Público, através da equipa que coordena o caso “Apito Dourado”, a iniciar uma investigação.

    A denúncia partiu da irmã gémea de Carolina Salgado, Ana Maria, em declarações prestadas no DIAP do Porto no Verão. Segundo a mesma, o ex-treinador do Chelsea terá pago uma quantia indeterminada para que o referido capítulo fosse retirado.

    O MP já contactou a editora do livro, a D. Quixote, que confirmou a retirada do capítulo, por este não se enquadrar no “contexto editorial” da obra.
    Record



  • A Prostituta de Luís Filipe Vieira com carta branca para atacar sem provas: DIAP arquiva queixas por difamação

    O DIAP/Porto arquivou duas queixas contra Carolina Salgado, por difamação, apresentadas por Afonso Ribeiro e Nuno Santos, respectivamente motorista e alegado guarda-costas de Pinto da Costa.

    Os dois queixosos consideraram-se ofendidos com a publicação do livro «Eu, Carolina», no qual a ex-companheira de Pinto da Costa escreve que «ambos terão participado nas agressões» de que alegadamente foi alvo por parte de Pinto da Costa, à porta de um apartamento em Vila Nova de Gaia.

    O DIAP/Porto tinha já arquivado uma queixa por difamação, contra Carolina, apresentada pelo médico Fernando Póvoas.


  • Bem prega Saldanha Sanches

    José Luís Saldanha Sanches, fiscalista, comentador de rádio, televisão e jornais, marido de Maria José Morgado e também recentemente um responsável da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa falou aqui há tempos dos problemas que havia com o Ministério Público e autarquias de província.

    Cito: "Nas autarquias da província há casos frequentíssimos da captura do Ministério Público (MP) pela estrutura autárquica". "Há ali uma relação de amizade e cumplicidade, no aspecto bom e mau do termo, que põe em causa a independência do poder judicial", disse Saldanha Sanches.

    Na altura critiquei, num artigo no CM, as declarações de SS. O Manuel Serrão também, no JN. Até porque ele se referia à província do Norte
    Pois ontem ficámos a saber, pela voz de Ferro Rodrigues, coisas interessantes de cumplicidade, ou amizade, nobom ou mau sentido.

    O antigo lider do PS, em tribunal, depondo no âmbito do Caso Casa Pia, disse a propósito do envolvimento do seu nome no caso, que houve várias pessoas que lhe falaram disso antes de tal ser público. "Mas Ferro Rodrigues disse só ter ficado 'preocupado' quando foi contactado pelo fiscalista Saldanha Sanches: 'Ele tinha a certeza de que o meu nome estava a ser plantado'". (In Público de hoje).

    SS tinha certezas através de quem? Leu nas estrelas? Foi o travesseiro? Ou trata-se aqui do "aspecto bom do termo" para ficar nas palavras do homem que foi incompreendido no seu exame de agregação e foi chumbado? Ou este será um caso de captura do MP pela estrutura socialista?

    O grande educador da classe política, empresarial e não só, fê-lo com certeza pela amizade que tem com FR. Mas é capaz de ter que ser aberta alguma investigação no MP para saber como é que obteve as informações protegidas pelo segredo de justiça.

    O moralismo é sempre bonito, mas convém às vezes olhar para nossa casa.

    Bússola - Manuel Queiroz

  • «Carolina Salgado andou numa roda-viva, na capital, com adeptos do Benfica»
    24HORAS, 8.Jan.2007
    João Bénard Garcia (jornalista)

  • Maria José Morgado: Importa-se de repetir?

    Há uma semana, a magistrada Maria José Morgado teve uma frase que, que eu desse conta, passou em claro aos analistas: "Os tribunais julgam os casos, mas os casos também julgam os tribunais".

    Mizé Morgado falou assim numa longa entrevista ao Diário de Notícias em que até disse que era do Norte e o seu pai era um adepto fanático do FC Porto. As opções clubísticas são de cada um e ninguém tem nada com isso.

    Mas aquela frase surge num contexto do Apito Dourado e das suas investigações. E como me parece que os tribunais plenários acabaram há mais de trinta anos, uma magistrada, mesmo do Ministério Público, dizer o que disse Maria José Morgado é altamente discutível, para dizer o mínimo.

    O que a dra. Morgado está a deixar entender é que se não houver condenações no caso, os seus colegas juizes que vierem a fazer parte do colectivo não terão feito bem o seu trabalho. Eu, simples jornalista, posso dizê-lo; ela, magistrada, mesmo que do MP. e ainda mais parte interessada no caso porque trabalhou nele, não pode. Ou pelo menos não deveria dizê-lo porque deveria observar um dever de reserva. Porque o que eu entendo do que ela diz é que não se pode ter inteira confiança na Justiça.

    A dra. Maria José Morgado é, hoje por hoje, a magistrada mais mediática do país e a que melhor utiliza os jornais. Mas não tenho dúvidas que se outro magistrado qualquer, de província por exemplo, se permitisse dizer algo assim, iria ser chamado à pedra.

    Bussola - Manuel Queiroz

  • «Carolina Salgado conseguiu mais do que desejava. Ela queria deixar Pinto da Costa engasgado - e acabou a engasgar o País inteiro»
    in "Diário de Notícias", citado pelo "24horas", 9 Dez 2006
    Pedro Rolo Duarte (jornalista)

  • Ministério Público recusa queixas de Pinto da Costa contra Carolina Salgado e Leonor Pinhão

    Presidente do FC Porto acusa ex-companheira de difamação

    O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) do Porto recusou apreciar duas queixas de Jorge Nuno Pinto da Costa contra Carolina Salgado, por causa de declarações incriminatórias prestadas à Polícia Judiciária em Lisboa e, noutro caso, pela elaboração do livro "Eu, Carolina". Nesta segunda participação, efectuada em Julho passado, a jornalista e adepta do Benfica Leonor Pinhão era também alvo do presidente do F. C. Porto.

    De acordo com informações recolhidas pelo JN, na primeira situação está em causa o depoimento da ex-namorada do dirigente que contribuiu para a reabertura de processos já arquivados e motivou ainda outra investigação, por suposta fraude fiscal e branqueamento de capitais a propósito de transferências de futebolistas.

    A outra queixa de Pinto da Costa recusada pelo DIAP do Porto nasceu a partir do conhecimento público do teor do depoimento da professora que ajudou a escrever o livro de Carolina. Maria Fernanda Freitas garantiu que o texto que escreveu não é igual ao que foi publicado. A participação criminal do presidente do F. C. Porto foi apresentada em Julho, após publicação de uma notícia sobre o depoimento às autoridades da mulher que ajudou Carolina. A professora explicou não ser responsável pela versão final do livro e deu a entender que a ex-namorada do dirigente terá sido ajudada por Leonor Pinhão. Mais recentemente, juntou a processos cópia do texto por si escrito, que não inclui os episódios de corrupção desportiva relativos ao caso Apito Dourado. A queixa de Pinto da Costa foi arquivada, com o argumento de ter sido apresentada fora do prazo legal de seis meses.

    JN

  • Carolina Salgado acusada no processo dos incêndios dos escritórios de Pinto da Costa e Lourenço Pinto e agressão ao médico Fernando Póvoas

  • PGR obriga procuradores a defender Morgado

    Sempre que os juízes dos diferentes processos do Apito Dourado proferirem decisões contrárias às teses defendidas nas acusações subscritas pela equipa de Maria José Morgado, os procuradores do Ministério Público (MP) agora encarregues dos casos terão obrigatoriamente de recorrer para os tribunais superiores. A ordem interna foi dada pelo procurador-geral da República (PGR) e comunicada oficialmente a todas as procuradorias distritais do país.

    De acordo com informações recolhidas pelo JN, Fernando Pinto Monteiro faz menção concreta aos inquéritos trabalhados pela equipa especial de investigação do Apito Dourado, nomeada a 14 de Dezembro do ano passado. Fora do alcance da decisão do responsável máximo do MP estarão os restantes processos oriundos do inquérito principal do Tribunal de Gondomar, que originou 81 certidões.

    Contactada pelo JN, a Procuradoria Geral da República apenas confirmou a existência da directiva interna, recusando avançar justificações para a mesma.

    FCPorto-Amadora

    Foi o primeiro processo reaberto pela equipa de Maria José Morgado com base nas declarações da ex-namorada do líder do F. C. Porto. Tinha sido arquivado pelo DIAP do Porto e, com o novo testemunho, terminou em acusação. Está em fase de instrução no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

    Beira Mar- F. C. Porto

    Segundo processo reaberto e acusado pela equipa especial, também com o contributo de Carolina Salgado. Está em fase de instrução no TIC do Porto
    .
    JN



  • A carta a que se refere o Expresso

    Mais uma vez, um amigo anónimo chamou-me a atenção através de um comentário neste blog, para uma notícia do Expresso que ainda não conhecia. Essa notícia tinha a ver com a Agência de comunicação de Luís Paixão Martins (LPM) e a rescisão do contrato que a ligava ao FC Porto. Fui então à procura de mais informação e encontrei o que procurava no blog profissional do próprio Luís Paixão Martins. Nem queria acreditar no que estava a ler. Óra vejam lá:

    A carta a que se refere o Expresso

    Eis o teor integral da carta a que se refere o Expresso de hoje e que enviámos, em data recente, ao Futebol Clube do Porto:

    Pela circunstância de estarmos ligados ao Futebol Clube do Porto por um contrato de prestação de serviços de Conselho em Comunicação e Assessoria Mediática temos sofrido, nas últimas semanas, uma lamentável sucessão de pressões ilegítimas.

    Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido.

    Tememos que a continuação do contrato que nos liga ao FCP possa colocar em risco a normal actividade da LPM em prejuízo dos cerca de 70 colaboradores que empregamos e das cerca de 50 instituições que representamos.

    Estas circunstâncias levam-nos a solicitar a rescisão amigável do contrato.

    No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

    A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa.

    Nas últimas semanas, porque ocorreram episódios mediáticos (a maior parte sem qualquer intervenção nem do FCP nem da LPM) que mostram quão frágil é o guião construído por esses interesses, foram sendo utilizados sobre a nossa empresa meios, públicos e privados, que relevam sobremaneira o desespero dessas entidades e a falta de consideração pelos princípios éticos que deviam respeitar.

    Neste contexto, estamos certos de que compreenderão melhor do que ninguém esta nossa decisão.

    LPM, 25-08-2007


    -------------------

    PS - Se Portugal fosse um país justo e livre, esta carta dava panos para mangas e muita gente haveria de sentar o cú no tribunal, mas todos sabemos que não vai acontecer nada disso porque, infelizmente, a PIDE continua bem viva e recomendada pelos dois clubes da segunda circular. Isso não invalida que, depois de ter conhecimento de todas as pressões que a LPM sofreu, a Sad do FC Porto tenha o direito e a obrigação de fazer uma queixa crime para denúnciar a "lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País".

    Luís Paixão Martins:

    Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido

    No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

    A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa
    .

    Portogal

  • «Não li nem me apetece ler a confissão ressabiada e vingativa da ex-namorada de Pinto da Costa
    "24horas", 21 De Dezembro 2006
    Vicente Jorge Silva (jornalista)

  • Árbitros para Benfica escolhidos por João Rodrigues

    Rodrigues, Vieira ou Veiga nunca estiveram sob escuta

    Os árbitros para o Benfica eram combinados com João Rodrigues, ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e conhecido benfiquista. Pinto de Sousa telefonava regularmente àquele dirigente para que fosse ele a contactar Luís Filipe Vieira no sentido de se acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no processo 'Apito Dourado' da existência dessas conversas abundam. O que os dois diziam entre si é que não está documentado, por João Rodrigues e Luís Filipe Vieira nunca terem tido o telefone sob escuta.

    José Veiga, ex-director-geral do Benfica mas ainda hoje o homem forte do futebol, foi também uma personagem central no 'Apito Dourado'. A sua relação com Pinto de Sousa e Valentim Loureiro era aparentemente boa e os pedidos são inúmeros. Desde a resolução de situações ligadas ao Benfica até árbitros para o Estoril ou casos envolvendo a sua vida pessoal (como a situação onde foi apanhado em excesso de velocidade e que o levou e pedir a Valentim que evitasse a apreensão da sua carta de condução)
    .



    JOSÉ VEIGA:

    Sr.presidente está ocupado?
    Fala Veiga[...] Era um favorzinho...
    Como você é muito amigo..., a ver se podia dar-lhe uma chamadinha, para ver se corre bem.
    [...] É contra o União da Madeira, mas nunca se sabe.

    JOÃO RODRIGUES:

    " Nomeie o Devesa Neto que o acalma logo [Pinto de Sousa queixava-se que Veiga estava zangado]

    PINTO DE SOUSA:

    Eu precisava de uma ajudinha.
    Amanhã, ao meio-dia tenho de escolher os árbitros internacionais para a Taça.[...]
    Precisava de dois nomes de árbitros que o Benfica considerasse.

    JOÃO RODRIGUES:

    Eu vou ligar ao Luis Filipe.[...]
    Já lhe ligo.

    João Rodrigues fazia os contactos com o Benfica, a pedido de Pinto de Sousa.

    OH, MORGADINHA, AONDE ESTÁS TU?

    CONTRA A CORJA MARCHAR MARCHAR...COMO BOM PORTISTA...ASSINA CONTRA ESSES FILHOS DA PUTA

    Sou portista com muito orgulho



  • Apito Dourado: escutas apanharam Luís Filipe Vieira a escolher árbitros para o Benfica

    As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados. Nessa conversa, Luís Filipe Vieira começa por se queixar pelo facto de o árbitro nomeado para o jogo já não ser Paulo Paraty, conforme havia sido anunciado por Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a um advogado com ligações ao Benfica.

    A discussão foi acesa, com Valentim a esforçar-se por apaziguar os ânimos do dirigente e sugerir-lhe nomes de árbitros para substituir Paraty. Vieira, que diz não ter "preferência" por "ninguém", acaba por recusar o nome de quatro internacionais - "não me dá garantias", disse de alguns deles. A solução acabou por ser João Ferreira, o árbitro que amanhã estará no arranque do campeonato para os da Luz, quando defrontarem o Boavista no Bessa
    .
    Público

  • A mulher triste

    Maria José Morgado deu uma entrevista ao EXPRESSO na qual se confessa. É um depoimento pessoal, de uma mulher profundamente triste que afirma nunca se ter interessado pela vida porque sempre se interessou pela utopia. É um retrato de alguém que se consagrou a essa abstracção chamada partido.

    Nasceu em África, Angola, mas «a minha infância não tem nenhuma importância objectiva». Se tivesse nascido em Lisboa era igual. «A terra encarnada ou os pôres-do-sol de fogo são memórias fúteis, muito boas para romances e notavelmente aproveitadas pelo Lobo Antunes». Mas «tudo isso é dispensável, não me traz saudades». «As recordações tristes para mim são boas porque são as mais intensas». «Em Luanda havia bailes, ia-se à praia, nada disso me agradava».

    A relação com o MRPP, para onde recrutou Durão Barroso, é definida como uma relação exclusiva, que considera o amor uma «fraqueza», onde o romantismo «era contra a moral proletária», o sentimento pelo marido (outro militante) como «fazendo parte da militância e não como uma paixão tradicional» e os sentimentos como «coisas que se constroem». O amor era um desvio pequeno-burguês. O corpo era «uma fraqueza» e tinha de ser abandonado. Lia-se obrigatoriamente Marx, Lenine, Estaline, Mao Tsé-Tung e Engels. «Aquilo tinha uma mística!».

    Ela era conhecida por Mizé Tung, sempre pronta para a pancada. A coragem era uma consequência do sentido de missão, «uma obrigação», e não são admitidas vacilações. Só falavam «dos assuntos da revolução e do partido». O quotidiano da relação com o actual marido era sem tempo e por isso ficavam na mesma casa sendo era raro encontrarem-se. Porque «tínhamos ambos tarefas a cumprir».

    Quando ela rompeu com o partido, por causa do marido, Saldanha Sanches, ter rompido, diz: «o mundo abateu-se sobre mim». «O partido era a única razão de ser da minha existência. Não tinha outros interesses nem outros valores. Tive de renascer depois disso». Atirou-se ao jogging «para não enlouquecer». Agora também pratica natação, que ela acha «hedonista». Antes disso, a dedicação ao partido deu-lhe, confessa, os anos mais felizes da vida dela.

    Tendo eu tido 20 anos como Maria José Morgado, e não dizendo como ela que foi a mais bela idade da minha vida, pasmo ao ler estas palavras desta mulher. Nenhum pensamento me repele mais do que este, esta negação da vida e da beleza, esta negação do pensamento e da inteligência, esta negação da sensibilidade e da arte. Esta negação da vida e da falha humana. Isto, para mim, é a apologia do fascismo intelectual, do kitsch histórico. A matriz do Gulag, de Auschwitz e dos campos de Pol Pot.

    Pessoas como Maria José Morgado faziam-me, naquela altura, muita impressão e muita pena. E continuam a fazer, apesar de ela dizer que mudou. Há outra coisa que estas pessoas me fazem: medo. Muito medo. Ainda bem que a revolução deles não venceu.

    A propósito, eu não acredito que as pessoas mudem assim tanto
    .”.
    Diário Digital - Clara Ferreira Alves
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