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09/05/08

A memória ninguém nos rouba: Os jogos da discórdia e as putas oferecidas a Mr. King

  • Pinto da Costa é culpado, sim senhor. Algumas provas.

  • O FC Porto ia em primeiro lugar, com 48 pontos e cinco de avanço sobre o segundo classificado. É também verdade que o Estrela ia em último lugar, com 11 pontos, aliás lugar no qual terminou o campeonato e destacado. A mesma equipa e a mesma estrutura que ganharam as mais prestigiadas taças europeias não seriam capazes de ganhar ao Estrela em casa? Não me lembro de ninguém, na altura, se ter lembrado de falar em favores de árbitros europeus. Curiosamente, nem é referente ao FC Porto que mais do que um árbitro internacional disseram, e está escrito, que receberam favores de um clube português em jogos europeus.
    Pinto da Costa

  • Os jogos da discórdia

    F. C. Porto-Estrela da Amadora, 2-0

    Data 24 de Janeiro de 2004

    Foi um jogo de triunfo fácil para o F. C. Porto, que defrontava o último classificado, que, até essa 19.ª jornada, não tinha averbado qualquer ponto fora de casa. Sobre este jogo, os peritos convidados pelo Ministério Público (MP), os ex-árbitros, Jorge Coroado, Vítor Pereira e Adelino Antunes, não deram conta de qualquer favorecimento, por parte de Jacinto Paixão, ao F. C. Porto. Detectaram, apenas, a não amostragem de dois cartões amarelos e consequentes livres directos, contra os portistas e o mesmo em relação a estrelistas. Igualmente, a análise do jogo revela que o "árbitro assistente n.º 1 assinala, erradamente, fora-de-jogo a um jogador do F. C. Porto". O observador da partida, inclusive, na sua avaliação, no deve-haver, considera que o F. C. Porto foi prejudicado. O próprio MP reconhece que não houve "uma arbitragem fraudulenta ou tendenciosa", conforme se deduz da análise dos peritos.

    Beira Mar-F. C. Porto, 0-0

    Data 18 de Abril de 2004

    O jogo contava para a 31.ª jornada , a três do final do campeonato, e foi dirigido por Augusto Duarte. Na véspera do jogo, dia 17 de Abril, o Sporting, segundo classificado, perdera , por 2-1, no estádio do Bessa, frente ao Boavista. Com este desfecho, a vitória do F. C. Porto deixava de ser indispensável. Recorde-se que os portistas foram campeões com oito pontos (82) de vantagem sobre o Benfica (74) e nove (73) sobre o Sporting e depois do encontro de Aveiro ficariam a uma vitória do bicampeonato. Segundo o relatório dos árbitros peritos foram apontados quatro erros à equipa de arbitragem, sendo três em beneficio do F. C. Porto e, um, do Beira-Mar. Nenhum teve, porém, influência no empate final (0-0). O cronista do JN comentou, assim, o trabalho do árbitro "Augusto Duarte teve o condão de passar, praticamente, despercebido
    ".
    JN

  • No dia em que Maria José Morgado foi nomeada, Luís Filipe Vieira veio dizer que o processo ia andar para a frente; dois ou três dias depois, foi o marido de Maria José Morgado [Saldanha Sanches] a afirmar que era preciso acabar com a corrupção no futebol e que eu tinha dito em tribunal que ganhava 400 euros, defendendo que não podia fazer a vida que faço com aquele dinheiro. Nunca disse isso, se o fizesse estava a mentir, e era um imbecil, ninguém acreditaria. Mas estes dois pormenores são, para mim, reveladores.
    Pinto da Costa

  • O senhor King

    Howard King, ou "mr King" como já lhe chamou Pinto da Costa, um ex-árbitro internacional inglês que, em 1995, confessou numa entrevista ao jornal "News of the World", reproduzida depois por "A Bola", que recebera favores sexuais em Lisboa, onde esteve para apitar um jogo do Sporting, na década de 80, e outro do Benfica, em 1992. Howard King mencionou ofertas de valor acima do permitido pela UEFA, além da presença de prostitutas no hotel como forma de aliciamento antes desses jogos apitados em Portugal.



  • A minha mãe era de tal maneira inteligente que compreendia o que se estava a passar. Lembro-me de ela dizer o seguinte quando ganhamos a Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1987: "Já ganhaste muita coisa, e não te vão perdoar. Vê se sais." Isto é de uma mulher inteligente. E, realmente, não me perdoam as vitórias.
    Pinto da Costa

    JOGO FCPORTO 2-0 ESTRELA de 25 Janeiro de 2004

    FC Porto-E. Amadora, 2-0: No passeio das estrelas só o dragão sabe brilhar
    CRÓNICA

    McCarthy comandou o batalhão azul e branco, marcando dois golos. Último obstáculo antes do clássico foi superado com naturalidade

    O FC Porto marcou o terreno para a deslocação a Alvalade com um triunfo tranquilo sobre o Estrela da Amadora. Tendo em conta a sequência de vitórias dos dragões nos jogos em casa, e o facto de o conjunto da Reboleira nunca ter pontuado fora esta época, o sucesso poderia ser uma fria fatalidade estatística. No entanto, a exibição portista acabou por transformar um passeio de estrelas num factor de motivação para o importante duelo de Alvalade.

    O engodo finalizador de McCarthy fez estragos, mas a noite de nevoeiro foi animada pelo samba de Deco e Carlos Alberto, que fizeram, por via do seu tecnicismo, o contraponto com a raça e acutilância de Maciel e Sérgio Conceição.

    Carlos Alberto até tinha ficado no banco, mas a lesão de Costinha obrigou a uma mudança de planos. O herói do triunfo da época passada, na casa do Sporting, teve azar num lance dividido com Jordão, ainda na fase inicial da partida, e ficou lesionado. Coube a Maniche recuar para trinco, função que cumpriu com rigor defensivo, sem deixar de arriscar no passe.

    Cunho mortífero

    Para arrumar a questão Estrela da Amadora, José Mourinho não hesitou em manter o 4x3x3 que tinha apresentado contra o Vilafranquense. Desde a partida com o Nacional, a 30 de Outubro, que não utilizava esta táctica nas Antas. Sérgio Conceição e Maciel sucederam a Marco Ferreira e Derlei como escudeiros de McCarthy, confirmando a reposição qualitativa do leque de opções tácticas dos dragões.

    No que deve ter sido o último jogo oficial disputado no mítico palco azul e branco, o sul-africano mostrou pressa de marcar logo no primeiro minuto, servido por Conceição. Era o primeiro sinal de um caudal ofensivo intenso do FC Porto, que acabou por não ter a tradução que se esperaria na quantidade de remates, mas que bastou e sobrou para vencer, mantendo o cunho mortífero. O trio da dianteira prometia muito, até porque Maciel tinha sublinhado intenções com um segundo disparo. Porém, a lesão de Costinha acabou por ajudar o Estrela da Amadora a ganhar algum fôlego na linha defensiva. Mourinho mandou Carlos Alberto entrar, mas a equipa demorou algum tempo a recuperar o ritmo. O deserto rematador foi-se prolongando por vinte minutos, até que floresceu um remate de Nuno Valente, perigoso, em lance de bola parada.

    Era o prenúncio do primeiro golo de McCarthy, que deixava o Estrela da Amadora desnorteado, agarrado a uma postura ultradefensiva, e sem soluções viáveis para tentar contrariar o compressor ascendente do FC Porto.

    Miguel Quaresma apresentou a sua formação com uma disposição difícil de interpretar com eficácia contra o sistema de jogo do FC Porto. Os três centrais sobravam perante apenas um ponta-de-lança dos dragões. Os rapazes da Reboleira porfiavam na defeaa, e procuravam soltar rapidamente bolas para a dianteira, na esperança de que Júlio César conseguisse iludir os centrais azuis e brancos, ou que Semedo tivesse ensejo de se lançar em velocidade.

    Por muito que se procure uma abordagem positiva à exibição do Estrela da Amadora, a verdade é que jogou pouco futebol, conseguindo o feito de terminar o primeiro tempo sem qualquer remate registado, e evitando o escândalo com dois toques para a baliza no segundo tempo, por graça de Júlio César e Rogério. Afasta os estrelistas do "Guinness" o facto de o Marítimo, na época passada, ter efectuado apenas um remate na visita às Antas, em jogo lembrado pelo grande golo de Deco.

    A segunda festa da noite, de McCarthy, não resultou de um esforço individual comparável ao do "mágico", nessa altura, mas o entendimento entre Carlos Alberto e Maciel foi notável, e deixou meio caminho andado para o sul-africano resolver. Seguiu-se o apito para o intervalo e a certeza de que a segunda parte seria, antes de mais, um exercício de gestão.

    Outra bomba

    Confortável por sentir as rédeas bem seguras, o FC Porto foi deixando correr o marfim no segundo tempo, até que McCarthy voltou a revelar-se incómodo para quem pretendia passar pelas brasas. Um remate de longe embateu com estrondo na trave, impedindo a concretização do primeiro "hat-trick" do sul-africano.

    Para entreter os espectadores, as cortinas subiram e a escola de magia entrou em funcionamento. Ao ritmo do samba, o "aluno" Carlos Alberto confirmou-se um intérprete promissor, mas o "professor" Deco não quis deixar os créditos por mãos alheias, alimentando os "olés" dos associados portistas. Enquanto se ouviam palmas da bancada, Mourinho torcia o nariz, pouco agradado. Para Alvalade, os jogadores sabem perfeitamente que a música será outra.

    Árbitro

    JACINTO PAIXÃO (1). Ausência de critério disciplinar agravada pelo auxílio irregular dos assistentes. No segundo golo do FC Porto, McCarthy, qual Jardel, estava deslocado no início do lance, mas legal quando partiu o passe de Maciel. Para além da confusão com as deslocações, faltaram cartões em situações inadmissíveis, como quando Deco foi agarrado por Jordão, junto à área.
    Record


  • Há uma coisa: não quero que o assunto seja arquivado pelo facto de não existirem provas. Quero é que o assunto siga para a frente e seja tudo provado, sobretudo depois de se ouvirem as pessoas que estão dentro do assunto - e não é só a irmã dessa senhora [Carolina Salgado] - e que já testemunharam sobre o que viram e ouviram. Não tenho dúvidas de que há pessoas que tramaram tudo. Andaram anos a investigar a minha vida: via verde, os restaurantes onde ia, o meu cartão de crédito, as minhas chamadas... Andaram anos a fazer isto tudo para descobrir que há um árbitro que foi apitar o FC Porto quando já era campeão, num jogo que não nos interessava para nada - até poupámos meia equipa -, só porque esse árbitro foi a minha casa, não a meu pedido, mas por um terceiro indivíduo, para tratar de um assunto que não estava relacionado com um jogo de futebol. Mas há mais: a Polícia Judiciária descobriu os apitos dourados, mas havia lá facturas ainda mais valiosas de relógios oferecidos por outros clubes. Mas isso não interessava. Nem sequer foram levadas cópias.
    Pinto da Costa

  • Campeões no Mundo, suspeitos nos arredores

    Interrogado no final do Porto-Chelsea sobre o envolvimento de Pinto da Costa no Apito Dourado, José Mourinho limitou-se a dizer que seguia a coisa à distância, como se isso lhe fosse totalmente alheio. Fez mal. Primeiro porque o presidente do FC Porto era ainda o seu patrão há poucos meses atrás e, embora o clube muito deva a Mourinho, ele também deve a Pinto da Costa e ao clube a sua rápida projecção internacional. Segundo porque, a fazer fé nas notícias, o que está em causa são suspeitas que recaem sobre jogos do Porto quando Mourinho era o seu treinador. Ou seja, o que o país futebolístico faz por acreditar é que não foi graças à organização do clube, à gestão de Pinto da Costa, à categoria de Mourinho ou à classe dos jogadores que o FC Porto registou os êxitos dos últimos anos: tudo terá sido devido a umas meninas de alterne, intermediadas por um empresário de Avintes e a favor de uns árbitros do Alentejo. José Mourinho não se sentirá atingido também?
    Miguel Sousa Tavares n'A Bola

  • "Vou continuar a levar o FC Porto à conquista de títulos nacionais e internacionais. E quem não assistir a isso é porque não vai durar muito tempo"
    Pinto da Costa
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