É todas as épocas a mesma treta. Quando o FC Porto é roubado está tudo bem e não se passa nada de anormal para os fundamentalistas da imprensa da segunda circular, mas se o árbitro é honesto e respeita as leis, cai o carmo e a trindade e é imediatamente tratado de corrupto nas primeiras páginas dos jornais e nos programas desportivos.
Sendo assim, esta época não podia ser diferente. O problema é que ainda estamos no começo e os fundamentalistas estão a dar muito nas vistas. Mas vamos por partes:
Lance de pénalti. Para mim existe e aproveito para dar os parabéns ao árbitro
(O João? Pode ser o João...) por ter aceite a opinião do seu assistente. Mas posso aceitar que exista discussão por ser um lance complicado. Já revolta nem pensar. Porque os revoltados desta jornada ficaram calados quando na semana passada o Xistrema não assinalou um pénalti claro sobre o Hulk.
O que diz o tribunal d'O Jogo sobre o pénalti contra o Nacional:
Momento mais complicado
62'
Há razão para marcar grande penalidade por mão na bola de Cléber depois de um remate de Mariano?
Jorge Coroado +
Objectiva e claramente, sim. Cléber desviou a trajectória da bola com o braço direito quando esta se dirigia para a baliza. O castigo máximo justificou-se e o jogador deveria ter visto o cartão vermelho imediatamente.
Rosa Santos +
Cléber joga-se ostensivamente para a frente e estende o braço direito, acabando por jogar a bola com ele. Como tal, a decisão foi acertada e o jogador do Nacional merecia ter visto o cartão vermelho directo.
António Rola +
É um lance de difícil julgamento. A partir do momento em que interpreta que o jogador jogou intencionalmente a bola, desviando-a da baliza, actuou em conformidade. Dou o benefício da dúvida em relação à sua decisão. O mesmo se passa em relação às expulsões. Até posso aceitar a discussão mas nunca a revolta de quem está no jornalismo apenas para atacar o FC Porto. Porque não vi os fundamentalistas revoltados quando o Hulk foi expulso injustamente e, mais grave ainda, o árbitro resolveu inventar uns casos extras que complicaram toda a gente, inclusive o responsável pelo site da Liga que chegou a mudar de opinião por quatro vezes no espaço de poucas horas.
Bem sei que um roubo praticado contra o FC Porto, no terreno de jogo ou na secretaria, é sempre legal para os fundamentalistas dos jornais e televisões, mas Salazar já morreu há muitos anos e está na altura dessa gentinha ganhar juízo.
Estão a ser pagos, sejam profissionais, por favor!
O que diz o tribunal d'O Jogo sobre as expulsões:
Os cartões amarelos e vermelhos exibidos a jogadores do Nacional são justificativos?
Jorge Coroado +
Atendendo à atitude dos jogadores, e sabendo das instruções dos juízes, o árbitro esteve cinco estrelas. Se tivesse sido mais rigoroso, outros poderiam ter sido expulsos.
Rosa Santos +
Fica a ideia de que terá existido comportamento incorrecto por parte dos jogadores. Assim sendo, o árbitro esteve bem ao agir disciplinarmente.
António Rola -
Os árbitros receberam instruções rigorosas para que os atletas sejam advertidos quando protestam. Por isso terei de dar o benefício da dúvida pelos cartões. Já agora, o que diz o tribunal d'O Jogo sobre a expulsão do jogador do Guimarães:
Momento mais complicado
61'
É bem exibido o segundo amarelo a Flávio Meireles na grande penalidade por si cometida?
Jorge Coroado -
Não havia necessidade de exibir cartão amarelo. Não cortou uma jogada de perigo iminente, uma linha de passe, tão-pouco foi sub-reptício no gesto, pois, se abrisse os braços, a bola embater-lhe-ia no tronco.
Rosa Santos -
Para mim, é mal exibido, porque não há qualquer intenção por parte do jogador. Ele joga com a mão, mas não vejo intenção para merecer o segundo cartão amarelo.
António Rola +
Sim. Dado que o jogador cortou uma linha de passe indevidamente, é falta para amarelo e respectivo vermelho. Parece que o senhor António Rola não mudou. É verdade que deixou os relvados há algum tempo para ajuizar nos jornais, mas o amor pelo Benfica e o ódio pelo FC Porto são os mesmos de sempre.