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03/07/13

A co-propriedade dos passes de jogadores: uma ferramenta transparente para o sucesso desportivo

O professor António Samagaio escreveu um texto de opinião neste jornal sobre o que chama "face menos transparente do negócio", relativo à partilha de direitos económicos de jogadores e em que, a par de algumas interrogações, lança uma série de insinuações sobre o FC Porto e a SAD do FC Porto. Com estas linhas não pretendo polemizar, mas sim esclarecer o autor e os leitores.
Não há em Portugal, e, sem grande risco de errar, atrevo-me mesmo a acrescentar, em toda a Europa, clube ou sociedade anónima de futebol que preste tanta e tão pormenorizada informação ao mercado e ao público como o FC Porto. Isso não tem, no entanto, impedido jornalistas, analistas e outros de ditarem sentenças sem nexo e sem verdade.
O professor António Samagaio parte de premissas erradas para chegar, naturalmente, a conclusões erradas, e demonstra um profundo desconhecimento do negócio futebol. Afirma não ser plausível que as motivações do FC Porto para a cedência parcial de direitos económicos de jogadores sejam a redução do custo e risco de investimento ou a existência de dificuldades de tesouraria. Caro professor, a verdade é que não há outras motivações a não ser precisamente a redução do custo e risco de investimento e as dificuldades pontuais de tesouraria.
Como é sabido, há bancos que cortaram o financiamento a sectores de actividade como a construção civil, as associações religiosas ou os clubes de futebol. Apesar de o FC Porto ter um histórico perfeito de cumpridor, também está a ser afectado pela dificuldade de acesso a crédito que assegure capacidade de investimento, tanto mais que a indústria do futebol exige uma enorme capacidade de capital. Infelizmente, já não é possível recorrer ao financiamento bancário para suprir todas as necessidades financeiras para o desenvolvimento da actividade e a associação de participação económica com investidores é a alternativa para mantermos um modelo que nos tem assegurado um apreciável sucesso desportivo, sem nunca ter posto em causa a sobrevivência económica - só para reforçar esta ideia, gostaria de lembrar que o FC Porto é o clube europeu com mais troféus conquistados no séc. XXI e apenas é batido pelo FC Barcelona e pelo Milan no total de troféus internacionais neste mesmo século.
Às vezes mais vale não ver fantasmas onde eles não existem e, pelo menos no caso do FC Porto, a transparência e o detalhe com que informamos o mercado deveriam ajudar o professor António Samagaio a tirar outras conclusões.
O FC Porto informa o mercado das associações de participação económica quando elas estão formalmente constituídas, como está legalmente obrigado. É claro que essas associações foram estabelecidas aquando da efectivação da aquisição do passe de um atleta. Pegando, por exemplo, no caso de João Moutinho: o FC Porto acordou com o MamersBV/Soccer Invest Fund a cedência de 37,5% do passe do atleta aquando do acordo para a transferência do Sporting para o FC Porto, tendo-o comunicado ao mercado quando todas as formalidades relacionadas com o negócio estavam concluídas. E por que o fez? Porque só desta forma conseguiu reunir os fundos necessários para garantir um jogador que, do nosso ponto de vista, nos garantia sucesso desportivo e eventualmente algum retorno financeiro. É claro que se tivéssemos os fundos do Manchester United ou do Real Madrid, clubes de dimensão global, com estrutura de receitas baseada em direitos televisivos e comerciais, não precisaríamos dos investidores para nada...
Importa também esclarecer que nestas associações de participação económica não há qualquer menos-valia para o FC Porto. Quando o FC Porto comunica uma determinada aquisição, inclui o valor do passe e os outros encargos associados, como são direitos de imagem do atleta, prémios de fidelidade ou comissões de intermediação. Se à terceira parte é razoável, como fazemos, repercutir os custos das comissões, já não o são os direitos de imagem, que revertem totalmente para o FC Porto, ou os prémios de fidelidade.
Conseguiram estes investidores elevadas rendibilidades com as transferências de João Moutinho e James Rodríguez? Conseguiram, sim senhor, o que muito nos orgulha, porque só ilustra como normalmente é bom para qualquer investidor partilhar custo e risco com o FC Porto, mas convém esclarecer que as contas do professor António Samagaio estão hipervalorizadas, porque esquecem os custos de capital, os custos de estrutura e os impostos sobre os rendimentos financeiros (entre os 15 e os 25 por cento).
De repente, parece que se tornou moda diabolizar a partilha de direitos económicos, servindo desta forma os interesses dos clubes das ligas financeiramente mais fortes. A verdade é que no FC Porto temos conseguido com recursos imensamente mais parcos ter mais sucesso desportivo do que todos os clubes franceses ou ingleses e iremos continuar a lutar pela defesa de todas as formas de financiamento que nos permitam ser competitivos e acrescentar valor aos accionistas da sociedade, como temos sido mesmo no plano internacional.
É verdade que este modelo de associação de participação económica pode e deve ser melhorado, mas só agora começa a haver massa crítica e experiência para melhorar a que tem sido uma ferramenta essencial à competitividade dos clubes portugueses.
Os investidores têm ganho dinheiro connosco? Têm e esperemos que assim continue a ser, porque a marca FC Porto é uma garantia importante de bom investimento, mas convém não esquecer que a partilha de custos e risco nem sempre corre bem, como se vê actualmente noutros clubes portugueses e não só.
Nota Caro professor António Samagaio, a aquisição de James Rodríguez foi considerada investimento a 30 de Junho de 2010, porque foi nesse dia que efectivamente foram assinados os contratos, em Buenos Aires, na Argentina. Foi comunicada à CMVM a 6 de Julho porque foi nesse dia que nos chegou ao Porto toda a documentação relativa à transferência e foi nesse dia que o atleta realizou, no Porto, os exames médicos que validaram a transferência. E é na posse de toda a documentação que o mercado deve ser informado, sem risco de qualquer volte-face em que às vezes o futebol é pródigo, e não só dentro do campo. Mais transparência é impossível.

Angelino Ferreira, Administrador da FC Porto, Futebol SAD

22/05/13

As vitórias e os negócios

O "texto dos outros" de hoje é do benfiquista Carlos Daniel. Não estou de acordo em tudo o que diz mas aqui fica:

E o vencedor é...Vítor Pereira. Ganhou por ter a equipa mais consistente e por nunca ter desistido, antes resistido até ao limite e quando tudo prenunciava fracasso. E mais ainda por ter apostado na identidade da equipa como resposta à saída de Hulk, o jogador mais determinante dos campeonatos anteriores. Com os pseudorreforços que lhe deram em janeiro não dava para muito mais na Europa, pelo que ganhou o mais importante que tinha ao alcance. E pela segunda vez, e sem derrotas. Outros - Mourinho, Villas Boas - fizeram melhor, mas ele fez bem e provou que é competente. Quantos o negaram e hoje mordem a língua?

Jorge Jesus é o maior derrotado, mesmo se a época esteve longe de ser má. Num primeiro ano no clube até seria honroso e promissor o que conseguiu: lutar pelo título até ao fim e chegar às finais da Liga Europa (mesmo desprezando a prova) e da Taça de Portugal. Ao quarto ano é curto, e a derrota no campeonato, com a meta à vista e repetindo os erros anteriores (má gestão do grupo e deficientes definição e comunicação de objetivos), é pouco menos que inaceitável. Passado este tempo, Jesus mantém todas as qualidades, e são muitas. O problema é que mantém também os defeitos todos.

Curioso é o facto de o treinador que ganhou poder partir, sem que ninguém exiba um só cartaz na bancada do Dragão a pedir "Vítor fica!", e o que perdeu surja como o redentor indispensável aos olhos de um estádio que na hora da derrota continua a gritar "Glorioso SLB", como se da orquestra do Titanic se tratasse. Em grande parte, os clubes são os seus adeptos, e é a cultura de cada um que aqui se espelha: habituados a grandes vitórias, os do FC Porto são exigentes ao máximo e não se satisfazem em reinar internamente; os do Benfica vivem os traumas de quando os campeonatos acabavam em dezembro e têm o grau de exigência ao nível da indigência. Os do FC Porto consideram que ganham com qualquer um como ganharam com Vítor Pereira. Os do Benfica consideram que só Jorge Jesus lhes permite perder com tanta honra.

Não é só um problema de adeptos, que são diferentes construções de identidade dos próprios clubes: o FC Porto quer sempre ser o melhor, acabar em primeiro, a qualquer custo; o Benfica satisfaz-se em ser o "maior", em número de sócios, nas audiências, nas receitas. Em Janeiro, o FC Porto contrata jogadores, e se não melhora a equipa pelo menos demonstra ambição; já o Benfica dispensa jogadores e não preenche as lacunas evidentes no plantel. Nos últimos anos, e sem tirar mérito à boa gestão de Luís Filipe Vieira (que tem dado ao treinador um plantel que permite lutar com o rival), há uma diferença que resume tudo e explica muito: o negócio do FC Porto são as vitórias e as vitórias do Benfica são os negócios.
In DN

21/05/13

Porque Vítor Pereira deve sair de qualquer maneira


Este texto é de António Norberto Queiroz, e foi escrito no Facebook antes do jogo de Paços de Ferreira:
Porque Vítor Pereira deve sair de qualquer maneira

Escrevo propositadamente antes do jogo decisivo em Paços de Ferreira já que quero deixar bem claro que a minha opinião nadea tem a ver com o resultado de hoje ou a vitória no Campeonato. Para mim Vítor Pereira deve mesmo sair aconteça o que acontecer basicamente porque o FC Porto precisa de um treinador melhor, capaz de aproveitar o material humano que tem à sua disposição e que consiga aumentrar o prestígio europeu do clube em vez de o desperdiçar com actuações fracas. Mas eis aqui as razões que me levam a fazer esta afirmaçãoL:

1 - Vítor Pereira tem uma concepção de futebol que está totalmente errada e que faz com que a equipa tenha um futebol de baixa qualidade e pouco eficaz. Para o treinador do Porto o jogo tem de ser feito devagar e a posse de bola é um objectivo em si mesmo e não um meio para chegar ao golo. Daí o ficar feliz quando a equipa tem 70 % de posse de bola mesmo que não tenha feito mais de 3 ou 4 remates à baliza adversária. A outra carcaterística dominante é a entreada sistemática, em diagonal, dos alas o que faz afunilar o jogo da equipa e fracilita, e de que maneira, o trabalho das defesas adversárias. Como os alas têm de se juntar ao meio, o ataque acaba por ter de viver demasiado do avanço dos laterais mas Alex Sandro nem sempre o pode fazer devido ás carcaterísticas dos alas contrários e Danilo regrediu em vez de progredir e é hoje um jogador que não vale metade do que o Porto pagou por ele. A lentidão de processos dos dragões faz com que os oponentes tenham sempre tempo de recuperar as posições sem que o Poreto consiga criar perigo.

2 - Péssima organização na defesa de bolas paradsas cruzadas. Tem sido uma constanhte, ainda que começada já por Jesualdo Ferreira, a defesa destas situações à zona mas com os jogadores do Porto muito mjunto à baliza. Esta forma de defender é demasiado vulnerável a cantos (poor ex.) marcados para a zona da marca de penalty com um contrário, bom cabeceador, a entrar de trás porque os defesas não têm espaço para embalarem além de, frequentemente, ficar um jogador mau no jogo aéreo a ter de defender um bom atacante. Exemplo claro foi o do golo mque ditou a eliminação frente ao Maiorca em que Jasmes apareceu a tert de se opôr a Roque Santa Cruz com o resultado que se sabe. Curiosamente, para o final da época, Jorge Jesus copiopu o sistema com o golo que ditou a perda da Liga Europa a ser sofrido da mesma maneira.

3 - Incapacidade de sair em contra-ataque - O Porto, ou por se encontrar a ganhar ou por opção táctica, erm muitas ocasiões defendeu muito atrás, com os alas a recuarem para junto dos laterais no sentido de ajudar estes. Com isso, os dragões têm de partir demasiado de trás e o contra-ataque nunca saiu. Apesar de dispor de jogadores talhados para contra-atacar perigosamente, por serem rápidos e de grande técnica, não sairam nunca os contras sobretudo na Europa onde fizeram muita falta. Curiosamente, Jorge Jesus fez o mesmo no Dragão e com os mesmos resultados como seria de esperar.

4 - Fraco aproveitamento das bolas paradas. Seja lá qual for o tipo de lance que se considere, a sensação é que faltou sempre trabalho de preparação essencial para se tirar proveito destas jogadas que são hoje muito importantes para qualquer equipa de topo. Até nas grandes penalidades o aproveitamento foi muito baixo

5 - Muito fraca intervenção nos jogos. Ainda que o essencial do trabalho dum treinador se concentre na preparação dos jogos, a sua intervenção durante os mesmos pode garantir pontos preciosos. Mas com Vítor Pereira, apesar da intervenção miraculosamente vitoriosa no Porto-Benfica, as suas mexidas são tardias e geralmente levam a piorar o futebol da equipa. Custou-me ver perder pontos com Sporting, Marítimo e Olhanense ou ser eliminado pelo Málaga, sem tentar jogar, sem tentar um "forcing" mesmo em desespero.

6 - Falta de alternativas tácticas - O Porto, com mais ou menos pressão, com os alas mais subidos ou menos, joga sempre da mesma maneira. E joga do primeiro ao último minuto. Falta mais imaginação e mais variabilidade táctica que obrigue os adversários a terem de se adaptar.

7 - Péssima gestão do plantel. Para Vítor Pereira há efectivos e suplentes. Desde que os pprimeiros estejam disponíveis jogfam esses, depois entram os suplentes principais e só depois os secundários. Não houve nunca competição entre os jogadores. Toda a gente sabe que o nº1 foi Helton que o quarteto defensivo foi formado com Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro, sendo que o 1º suplente é Maicon e o 2º Abdoulaye. Quiñones por exemplo fez um belo jogo quando não havia mais ninguém mas nunca mais foi chamado. No meio campo, quando havia uma falta era Defour que entrava fosse qual fosse a posição e Castro, apesar das boas exiubições sempre que entrou, apenas era chamado se não houvesswe mais ninguém. Na frente, apesar de alguns bons jogos de Atsu, Varela entrava sempre mesmo com exibições seguidas a rondar o péssimo e Liedson, por exemplo, nunca foi uma alternativa a Jackson mesmo para este descansar. Resumindo: não houve qualquer gestão do plantel e os jogadores foram-se acomodando. Para além dos suplentes não estarem preparados p+ara entrar quando era necessário, houve alguns efectivos (Danilo, Varela por ex) que se acomodaram e renderam muito pouco.

8 - Maus resultados - Para quem, como eu, quer um Porto que se afirma na Europa e que está para além da rivalidadezinha com o Benfica que tem de evoluir muito antes de estar à altura do Porto, os resultados de Vírtor Pereira são péssimos. Foi duas vezes cabeça de série nº1 na Liga dos Campeões e na primeira foi eliminado caindo para a Liga Europa onde perdeu de imediato e na segunda passou em 2º do Grupo para cair logo frente ao Málaga. Juntemos duas eliminações vergonhosas na Taça de Portugal, duas derrotas na Taça da Liga e duas vitórias sem brilho na Supertaça e teremos o perfil de Vítor Pereira.

9 - Baixas assistências. Como consequência do mau futebol e sobretudo de entrar em campo sempre a dormir, dandfo 45 minutos aos contrários, as assistências no Dragão foram as mais baixas de sempre. Na maioria dos encontros nem sequer uma plateia próxima dos detentores de lugar anual conseguiu reunir. Muita gente não vai ao estádio poara ver mau futebol e isso tem resultados negativos para a SAD.

10 - Desvalorização ddos activos (jogadores). Hoje, a esmagadora maioria dos futebolistas do FC Porto vale menos que há dois anos e até algo menos que há um ano. Isso obrigou a vender Hulk no defeso passado e vai provocar sérias dificuldades à SAD este ano já que ela necessita de fazer dinheiro com vendas. O caso mais extremo é o de Danilo que não vale hoje nem metade do que o clube pagou, mas há mais casos semelhantes. A excepção será porventura Mangala e a pergunta é até que ponto V.P. é responsável por isso.

Com tudo o que atrás fica escrito, só posso defender a saída de Vítor Pereira quer ganhe ou perca o campeonato. Penso que a estrutura do Porto é tão boa que qualquer treinador consegue ganhar. Mas quando tem um bom líder, o Porto impóe-se na Europa. É o que quero ver!

António Norberto Queiroz
 

 
Como se esperava depois do "menino" ter marcado um mágnifico golo no Dragão aos 92 minutos, o FC Porto lá venceu mais uma vez o campeonato. Perdão, o Tri-Campeonato.
Esta vida de Dragão só dá Campeão...Não é por acaso que nos últimos noventa (90!) jogos para o campeonato apenas perdemos uma vez num roubo de capela cometido pelo mafioso Bruno Paixão. É obra! E o treinador esteve em todos eles, primeiro como adjunto e depois como treinador principal. Merece, portanto, os nossos aplausos.
O problema são as taças onde ele inventa em demasia. Vence supertaças como vence campeonatos, mas não chega. Queremos mais. Queremos, por exemplo, sonhar conquistar a Liga dos Campeões no nosso salão de festas e com Vitor Pereira será missão impossivel.
 

03/05/13

UM LEGADO DE TRANSPARÊNCIA E VERDADE


"Caro Eduardo Barroso
Carta recebida, carta respondida.
Aqui vai, pois.
...

Primeiro de tudo,retribuo o que é sincero: a estima e admiração, a tal «amizade à distância» e as cordiais discordâncias desportivas ou desencontros de paixões antagónicas. E, a seguir, declaro que sei que partilharmos algumas outras paixões, essas não antagónicas: o amor pela Baía de Lagos e Ria de Alvor, na parte ainda a salvo dos piratas, pelo peixe grelhado, pelos livros e pela música, pelo futebol como arte irracional, por um puro fumado ao final da tarde, com os olhos magoados de sal e de azul, nesses dias de tréguas de Verão, sem vencedores nem vencidos, a que chamam «defeso», e onde nada é mais importante do que ver a felicidade a desaparecer devagar no horizonte em todos os finais de dia, sabendo que estará de volta na manha seguinte. Pensando nisso, nesse teu gosto pela beleza das coisas, tenho pena de ti, cujo clube joga no horrendo Estádio de Alvalade, enquanto que o meu joga no mais bonito estádio que conheço. (Toma isto como um indicador, mais um, da desgraça que se abateu sobre o teu clube nas últimas décadas, comparada com a glória que levou o nome do meu aos quatro cantos do mundo).

Sobre a minha última crónica aqui, tu dizes, e com razão, que o que mais me indignou no que fizeram ao teu Sporting na Luz foi o que disso sobrou para o meu FC Porto. Pois claro que sim! É que, desculpar-me-ás que te diga, quem se quis atingir não foi o Sporting (vegetando num 7ºlugar a 37 pontos do Benfica!), mas, obviamente o FC Porto, disputando com o Benfica um campeonato ponto a ponto. E, se dúvidas restassem, bastaria atentar nos comentários dos benfiquistas à capelada da Luz: o alvo deles não eram vocês, mas nós. Assim, enquanto que uns, assobiando para o ar, diziam coisas piedosas tais como «não há derby sem casos» ou «tirando as polémicas, o Sporting não teve nenhuma oportunidade de golo» (pudera, se o árbitro negou todas!), os outros, os institucionais, lá vieram com o Apito Dourado e o «Papa» e o passado - na versão deles e com o condão de desculpar todo o presente e qualquer futuro. Vocês, desculpa que te diga, foram apenas um peão na engrenagem, como a Académica e outros neste campeonato, colocados no caminho do «legado de transparência e verdade».




E agora que o novo presidente do teu clube me parece tão ansioso por encontrar uma fórmula de amizade e vassalagem com o campeão da verdade e transparência, deixa apenas que te recorde coisas de um passado recente de tal campeão:

- todos os clubes tem claques pouco recomendáveis, mas o único clube que tem claques condenadas em tribunal criminal, enquanto organização, é o SLB. O único cuja claque matou um adepto adversário em pleno estádio foi o SLB (numa final da Taça contra o Sporting). O único cuja claque atacou um autocarro de um clube adversário no seu estádio, deixando um jogador em coma, e nem um pedido de desculpas apresentou, foi o SLB (num Benfica-Porto em hóquei em patins, na Luz);


 

- o único clube cujo treinador insultou, com gestos de uma ordinarice inimaginável, os adeptos adversários em pleno pavilhão destes e nada lhe sucedeu, foi o SLB (no último jogo do campeonato de basquete do ano passado).

- o único clube que disputou a primeira Liga com um director de futebol que era simultaneamente presidente de outro clube da primeira Liga, foi o SLB, com José Veiga.


 


- o único clube que, em consequência do facto anterior, convenceu o adversário a transferir um jogo em sua casa para campo neutro e onde o jogo lhe era mais favorável, foi o SLB, num decisivo jogo contra o Estoril, transferido para o Algarve;





- o único clube que compra, ou anuncia o seu interesse em comprar, jogadores de um clube adversário nas vésperas de o ir defrontar, é o SLB (o último consumado foi o Jardel, do Olhanense, comprado na manhã do próprio jogo e logo impedido de o disputar);

 


- o único clube que tem um presidente na cadeia (e só depois de ter perdido a reeleição e se ter apurado que roubara o proprio clube) é o SLB;

 

 

 




- o único clube que montou toda uma operação engendrada ao pormenor e com cumplicidades no topo para retirar da competição o melhor jogador do adversário principal, foi o SLB (com o vergonhoso episódio do túnel da Luz, através do qual o Hulk foi afastado do campeonato num momento decisivo);



— o único clube cujo presidente foi apanhado nas célebres escutas do Apito Dourado a escolher literalmente um árbitro para um jogo junto do presidente da Liga, foi o SLB;




— o único clube cujo presidente ousou afirmar que era mais importante ter os homens certos nos lugares certos da estrutura da Liga do que ter uma boa equipe, foi o SLB;




- o único clube que, tendo ficado em terceiro lugar no campeonato, montou uma estrangeirinha para afastar o campeão (que lhe ganhara com mais de 20 pontos de avanço) e assim tentar conquistar um lugar de acesso à Champions, foi o SLB;
 



— o único clube que vos conquistou uma Taça da Liga através de uma arbitragem tão transparente e verdadeira que a Taça ficou para sempre conhecida pelo nome do árbitro, foi o SLB;





— o único clube que o Fisco e a Comissão de Acompanhamento das Dividas dos Clubes se esqueceram de controlar,permitindo que durante anos estivesse na ilegalidade e em condições de concorrência desleal, foi o SLB;




- o único clube cuja direcção, precisando de favores do governo, compareceu a um acto público de campanha eleitoral de um partido politico que as sondagens davam como vencedor (e veio a sé-lo), foi o SLB, na campanha de Durão Barroso.



 Porque, meu caro Eduardo Barroso, há uma diferença abissal entre nós e eles, entre os portistas e os benfiquistas. Eles são incapazes de jamais reconhecerem mérito aos adversários, e nós sim (ainda há três semanas aqui o fiz). Eles não se importam de ganhar nem que seja por decreto-lei e nós importamo-nos. Eles têm a imprensa desportiva a cortejá-los, temê-los, branqueá-los, reverenciá-los, e nós não. Não encontrarás um portista que não reconheça que, de facto, o golo do Maicon na Luz, na época passada. foi em obtido em off-side, mas não encontraste um só benfiquista capaz de reconhecer, ao menos, um dos penalties que o Sr. Capela não viu. Assim como não viste um único a reconhecer que também o segundo golo do Benfica, no jogo da época passada contra o Porto, nasceu de um livre que não existiu, que talvez tenha havido um penalty por marcar contra o Benfica ou que, sobretudo, foi o Porto que fez por merecer ganhar o jogo. Eles são arrogantes e acham-se donos do futebol indígena, por direito divino, e nós não. Nós respeitámos e respeitamos o Benfica do Eusébio e as suas conquistas europeias da década de sessenta, mas eles vivem a repetir que tudo o que nos ganhámos, na Europa e no mundo, foi com batota - como ainda agora o voltou a dizer o seu presidente. Mas é por isso mesmo que o SLB é hoje dono de um estatuto, um triste estatuto, que eu devo confessar que também já foi nosso; o de ser o clube que, fora do universo dos seus adeptos, é o mais desprezado de todos.



 Quanto a vocês, Eduardo, o que eu digo e repito há anos é isto: que, quando, acumulando uma dívida de 500 milhões de euros, se consegue ficar habitualmente a 20,30 ou mais pontos de distância do campeão, tentar explicar isso com as arbitragens é tapar o sol com uma peneira. Mais, até: em minha opinião, o constante choradinho do Sporting com os árbitros tem tido o efeito de auto-desresponsabilização, com os resultados à vista. Até porque certamente não irás ver nenhum correligionário a reconhecer, por exemplo, que acabam de ganhar dois pontos ao Nacional com um golo exactamente igual ao tal do Maicon na Luz ou que ganharam um ao Guimarães graças a um penalty evidente perdoado no último minuto, em Alvalade. Mas é evidente que vocês não beneficiam de arbitragens à Capela. Nem vocês nem nós. Porque o sistema tem um nome e é SLB".
(Miguel Sousa Tavares no Jornal oficial do Benfica)
 



Boa crónica do MST. Mas muito mais havia para dizer.  Deixo por isso alguns videos e fotos que provam a transparência e verdade do clube do presidente cadastrado:



 
 
 
 

 
 
 

28/04/13

Depois de Capela, o roubo pode chegar de Mota?

Ora vejamos o que fez o Português de Braga (da Freguesia de Freiriz) nestes ultimos 6 meses em que apitou o Benfica, já no ano 2013.
3ª Jornada da Taça da Liga 9 de Janeiro de 2013: Benfica 3 Académica 2.
Casos do jogo:
Lima faz o 1º golo do Benfica em posição irregular!
Nolito empurra Saleiro dentro de area, GP não assinalada, que a ser concretizada daria o 2-1 para a Aacdémica!
Lima faz o 2-2, num lance precedido de falta de Lima sobre o lateral direito do Braga!
21ª Jornada da I Liga 3 de Março de 2013: Beira-Mar 0 Benfica 1
Casos do jogo:
Penalty a favorecer o Benfica, Hogo salta de costa para a bola, e de forma imprudente abre os braços, e toca a bola com a mão, após cabeçeamento de Cardozo, ao aumentar a volumetria ou amplitude, impede a bola de seguir o seu rumo, Decisão discutivel mas critério aceitável!
Aos 41 minutos Luisão toca a bola com o braço dentro de area, mas não seguiu Manuel Mota o mesmo critérios seguido na area do Beira-Mar e não marcou a respectiva GP!
http://videos.sapo.pt/TPAQzHdnGBU9vJBpZmpm#share
E eis que este jovem Português de Braga, com 2 anos de I Liga, é nomeado "estranhamente" para o jogo mais importante desta Jornada, jogo esse que poderá decidir o acesso à Europa ou o título!
Se os árbitros Internacionais são supostamente os mais capazes, mais experientes, e com estofo para suportar tal pressão, se há 10 árbitros Internacionais nos quadros da Liga Profissional, se 5 deles estavam excluidos, porque haviam apitado Maritimo e Benfica nas 3 ultimas Jornadas/Jogos, havia portanto 5 árbitro Internacionais para ser nomeado um deles para este jogo de capital importancia, qual o espanto de tudo e de todos, o Cardeal Vitor Cerejeira Neto Pereira o ilustre Presidente do CA faz esta "estranha" nomeação (terá sido ele?), e uma semana depois da VERGONHOSA arbitragem de Capela na Luz, no tal ROUBO DE CATEDRAL!
Texto publicado por Bruxoempatafada no Relvado

 

Depois deste roubo, o novo presidente do Sporting veio dizer que estava na hora do clube reatar relações com o Benfica...incrivel! É caso para dizer, quanto mais me roubas mais eu gosto de ti.

16/01/13

Porque é que o Benfica não ganha ao FC Porto?

Entre outras coisas, Carlos Daniel diz que o Benfica não ganha ao FC Porto porque o Benfica faz de cada posse de bola um ataque, o FC Porto quase faz de cada ataque uma posse de bola. O Benfica só se sente confortável quando domina, o FC Porto sente-se sempre cómodo quando controla, mesmo não dominando.

Nestes jogos, o FC Porto é mais igual a si próprio, o seu modelo não é tão arrasador contra equipas mais pequenas mas, pelo equilíbrio, adapta-se facilmente a jogos de maior exigência. O Benfica sai da zona de conforto quando não tem a iniciativa permanente e os jogadores acusam a mudança de chip se lhes pede que reparem na cara do adversário, para "marcar" Xavi ou Messi, Moutinho ou Lucho, habituados que estão a ignorar anónimos do Moreirense ou do Olhanense. Em suma, o FC Porto mantém o modelo, os princípios de jogo, mesmo quando altera o sistema, enquanto o Benfica mantém o sistema mas acaba, forçado ou deliberado, a jogar segundo princípios diferentes.

Estou de acordo. Mas no lugar do Carlos Daniel não complicava tanto e dizia apenas que o Benfica não ganha ao FC Porto porque o FC Porto é melhor. E por isso vence mais vezes em Portugal e no estrangeiro. Até porque não é apenas melhor que o Benfica. Também é melhor que os jornalistas que metem o clube do presidente cadastrado no alto mesmo sabendo que ele não merece lá estar, melhor que os comentadores anti-portistas que tentam esconder os apitos encarnados, melhor que o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, melhor que João "pode ser" Ferreira e todos os apitos encarnados, melhor que o presidente da Liga e melhor que a wTVision.
.
Queríamos ganhar, conquistar os três pontos. Fizemos um grande jogo e mereciamos mais. Para alguns um ponto é um resultado positivo, mas para nós não, porque queriamos ganhar. Não ficámos satisfeitos com o empate.
Lucho

19/12/12

Sobre o Porto Canal

Não nos podem ver de camisa lavada
Manuel Serrão

A entrevista de Passos Coelho a Júlio Magalhães, que o Porto Canal transmitiu no passado domingo à hora do sermão habitual do professor Marcelo na TVI , tem muito que se lhe diga, para além do muito que lá disse o primeiro-ministro.

Desde logo não consegui confirmar que tenha sido a primeira entrevista de um primeiro-ministro português a um canal do cabo, mas foi seguramente a primeira entrevista que um chefe de Governo português concedeu a uma televisão regional de um clube desportivo. Com tudo o que isso significa para o Porto Canal.

Em segundo lugar, se Passos Coelho aceitou dar uma entrevista substantiva a um canal não generalista, é porque ele próprio já reparou que o Porto Canal mudou e está convencido da utilidade em veicular mensagens através dele.

Diga-se em abono da verdade que não foi Passos Coelho o primeiro a chegar a esta conclusão, até porque têm sido cada vez mais as personalidades das várias áreas de atividade que têm comparecido em programas, noticiários e debates promovidos no Porto Canal.

Já aqui escrevi que o país tem lugar para várias televisões regionais e só não existem mais porque as próprias forças vivas dessas regiões tendem a não acreditar no sucesso e na premência destas questões. O que tem sido o calvário de muitos projetos e faço votos, e faço o que está ao meu alcance, para que neste caso e nesta iniciativa não voltemos a poder lamentar-nos do mesmo daqui a pouco tempo.

Nesta viragem do Porto Canal estão de parabéns várias pessoas e entidades. A começar pelo meu amigo Juan e a sua Media Pro, que nunca desistiram de ver o Porto Canal em mãos regionais que o soubessem guindar ao lugar que tem por direito próprio. Para além de continuarem a emprestar ao dia a dia do canal toda a sua competência tecnológica.

Depois, o F. C. Porto, que em boa hora decidiu atravessar-se no projeto de fazer um canal de televisão sem se deixar cegar pela ideia de fazer um canal fechado e menor (como aquela aberração da Benfica TV ) que só falasse do clube e das suas gentes. Assumindo-se como parceiro fiel nos conteúdos desportivos e leal nos restantes aspetos da programação.

Nunca como agora a existência na região de projetos jornalísticos com grande influência na área da imprensa escrita mas também no audiovisual foi tão urgente e necessária.

Alembrá-lo com um grito de óbvio ululante aí está o anúncio de que a RTP se prepara para "roubar" ao Porto e ao Norte a sua mais famosa casa de visitas. Segundo o que se vai sabendo, parece que a televisão pública se prepara para mudar de "armas e bagagens" para Lisboa o "Praça da Alegria". Um programa que se produz no Porto há 18 anos. Com muitas coisas merecedoras dos maiores encómios e com a particularidade cada vez mais rara de dar antena e voz a muitos agentes e instituições do Norte, quando em Lisboa só estamos habituados a ver desfilar sempre as mesmas caras e cromos, que se vão sucedendo e cumprimentando, como quem já se sente em família.

Mais uma vez aqui impera a lógica de que sendo preciso cortar, corta-se no Norte, que se corta melhor. E os berros são mais longínquos...

Dá ideia que por cá ninguém nos pode ver com uma camisa lavada, quanto mais nova. É uma coincidência muito estranha que este ataque à "Praça da Alegria" e à RTP do Porto venha na mesma altura em que o Porto Canal, com a entrada em cena da primeira grelha gizada por Júlio Magalhães e Domingos Andrade (sob a égide do FCP), começa a registar níveis de notoriedade e audiência que devem ter feito soar alguns alarmes por terras da capital.

08/12/12

Faltam peças ao FC Porto

Pelo menos nos próximos dias, o treinador do FC Porto está livre da maré de elogios de que ainda na semana passada se mostrou desconfiado. Mas o estado de graça é, provavelmente, o que menos incomoda Vítor Pereira, tal como ele próprio não tem de ser o protagonista automático das duas primeiras nódoas no currículo portista desta época. Tanto no holocausto algo surrealista da Taça como em Paris, a prioridade é a constatação, para lá de qualquer dúvida razoável, de que a equipa não chega. Em particular, Kléber não atinge os requisitos mínimos. O FC Porto agoniza por um segundo avançado que acoberte algum azar de Jackson Martinez e, ao mesmo tempo, complemente, com novas habilidades, o atual painel de atacantes para que as alternativas de banco não sejam apenas a previsível e repetitiva troca de jogadores da mesma posição.
José Manuel Ribeiro

Sempre acreditei que Kléber podia ser um bom avançado. Tem caracteristicas mais que suficientes para isso acontecer mas nunca mais dá o "salto" e o FC Porto não pode esperar mais tempo. Vender? Emprestar? Preferia o empréstimo no próximo mercato a um clube estrangeiro que pudesse pagar o seu salário na integralidade.

21/10/12

Porque hoje é domingo...

E porque não me apetece escrever sobre futebol, aproveito para editar um texto que roubei no facebook:



Passou-se numa Rádio do Porto,

Locutor: - Quem ligar agora e fizer uma frase com uma palavra que não exista no dicionário ganha duas entradas para o cinema.
Estooou! Quem fala?

Ouvinte: - Sérgio, de Gaia.
Locutor: - Olá Sérgio... Já conhece a brincadeira? Qual a sua palavra?
Ouvinte: - Ah! A palavra é baita!
Locutor: - Baita? Como se escreve?
Ouvinte: - B - A - I - T - A.
Locutor: - Espere um pouco... Deixe-me consultar o dicionário... É
realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa
palavra, e se a frase fizer sentido e descobrirmos o que significa a
palavra, o Sr. ganha!
Ouvinte: - Ok, lá vai.... BAITA f*der !
E nesse momento desliga a ligação.......
Locutor: - Que é isto?... Vamos colaborar... Afinal existem crianças a
ouvir... Vamos tentar outra ligação. Estou?! quem fala?
Ouvinte: - Ramalho, de Avintes!
Locutor: - Olá Ramalho... já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra?
Ouvinte: - Eude!
Locutor: - Eude? Como se escreve?
Ouvinte: - E - U - D - E.
O Locutor pede ao ouvinte para esperar...
Locutor: - Deixe-me consultar o dicionário... Deixe-me ver...
Deixe-me ver... Eudesma... eudesmol... eudésmia...
eudiapneustia...eudiapnêustico... É! Realmente esta palavra não
existe. Agora faça uma frase com essa palavra e se a frase fizer
sentido e descobrirmos o que significa, ganha o prémio!
Ouvinte: -Ok, lá vai... Sou EUDE novo e BAITA f*der!

10/09/12

Negócio entre Benfica e Sporting acaba em condenação para todos.

Sempre que Pinto da Costa foi absolvido (e foi sempre, em todos os tribunais de norte a sul do país e mesmo em Lausanne, Suiça!), as desculpas dos fundamentalistas do clube mafioso foram sempre as mesmas: a justiça em Portugal não funciona. Sobre o TAS nem uma palavra.

No entanto, os fundamentalistas não deixam de ter razão até porque sabem o que se passa na casa deles. O actual presidente do Benfica já foi condenado por roubo mas desde que tomou o poder do clube do regime a justiça começou a fechar os olhos e nunca mais foi justa com esse mafioso.

Agora rouba à vontade e enriquece todos os dias porque sabe que não sentará o cú num tribunal enquanto não largar o poder. No dia em que isso acontecer será condenado outra vez como foi Vale e Azevedo e outros anteriores dirigentes do Benfica.

Porque provas contra ele não faltam. No caso Mantorras, por exemplo, a investigação da PJ estava numa fase bastante adiantada quando o MP de Lisboa parou com a...investigação.

Enfim, bastava a Mizé Tung ter gasto um por cento do que gastou com Pinto da Costa para que Luís Filipe Vieira fosse condenado por crimes fiscais e comissões paralelas nas transferências de jogadores entre o Benfica e o At. Madrid e Malaga. Mas tudo bem, o presidente cadastrado não vai ficar para sempre no clube mafioso e quando sair vai ter a mesma sorte que estes artistas:

João Pinto, Duque e Veiga condenados por fraude fiscal

O Tribunal Criminal de Lisboa condenou o antigo jogador João Vieira Pinto, o empresário José Veiga, o administrador da Sporting SAD Luís Duque e o antigo dirigente do clube Rui Meireles pela autoria de um crime de fraude fiscal. Os arguidos foram sentenciados com pena suspensa e condenados ao pagamento de uma multa de 169.629 euros.

José Veiga, avança a Lusa, foi ainda condenado pela 6.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa a um crime de branqueamento de capitais. Os restantes arguidos foram absolvidos desse crime.

O antigo empresário foi quem recebeu a sentença mais pesada: foi condenado a dois anos e dois meses de prisão pelo crime de fraude fiscal e a três anos e nove meses pelo branqueamento de capitais. O tribunal declarou pena única suspensa por quatro anos e meio, além de uma multa de 169.629 euros, a liquidar em quatro prestações.
João Pinto teve a pena mais leve, tendo-lhe sido aplicado um ano de prisão por crime de fraude fiscal, suspensa por igual período.

Luís Duque e Rui Meireles, antigo responsável pelo departamento financeiro do Sporting, foram condenados a dois anos de prisão por evasão fiscal, com suspensão por quatro anos e três meses.

O tribunal considerou provado que os quatro arguidos «desoneraram-se da responsabilidade» de pagamento de impostos no prémio de assinatura de contrato de 4,2 milhões de euros pago pelo Sporting a João Vieira Pinto, no verão de 2000. Esse valor foi pago ao jogador através da empresa Goodstone.

«Todos os arguidos sabiam e queriam omitir o pagamento ao Estado de impostos com o prémio de assinatura de João Vieira Pinto, pago de comum acordo através da empresa Goodstone», referiu a presidente do coletivo de juízes, Helena Susano, sublinhando que houve «dolo específico» e que os quatro arguidos causaram «um dano patrimonial ao Estado».

Luís Duque foi o único dos quatro arguidos presente na leitura da sentença. João Vieira Pinto, atual diretor da Federação Portuguesa de Futebol com a responsabilidade da seleção, pediu dispensa por se encontrar em estágio com a equipa nacional, que defronta nesta terça-feira o Azerbaijão na corrida ao Mundial 2014. Rui Meireles está em Angola, onde exerce a sua atividade profissional, e José Veiga comprovou a realização de uma viagem ao estrangeiro.

Mais Futebol

08/09/12

As 10 maiores transferências deste mercato segundo o jornal L`Equipe

1° HULK, 55 millions d'euros
Du FC Porto au Zénith Saint-Petersbourg
C'est le plus gros transfert de ce mercato d'été, le Brésilien Givanildo Vieira de Souza, surnommé Hulk, 26 ans, rejoint le Zénith Saint-Petersbourg après cinq saisons passées au Portugal. Le triple champion du Portugal (2009, 2011, 2012) et vainqueur de la Ligue Europa 2011 quitte le FC Porto après avoir inscrit 54 buts en 89 matches de Championnat.

THIAGO SILVA, 42 millions d'euros
De l'AC Milan au PSG
Le PSG s'offre les services du Brésilien de 27 ans, Thiago Silva, considéré comme l'un des meilleurs défenseurs au monde.

EDEN HAZARD, 40 millions d'euros
De Lille à Chelsea
Après cinq saisons à Lille, le meilleur joueur de L1 en 2011 et 2012, rejoint le champion d'Europe en titre Chelsea. Titulaire à trois reprises depuis le début du Championnat, le Belge réalise des débuts encourageants, il est impliqué sur sept des huit réalisations des Londoniens.

LUCAS MOURA, 40 millions d'euros
De Sao Paulo au PSG
Convoité un temps par Manchester United, le milieu de terrain offensif de Sao Paulo (20 ans) rejoindra finalement le club de la capitale en janvier.

JAVI MARTINEZ, 40 millions d'euros
De l'Athletic Bilbao au Bayern Munich
Le défenseur espagnol a mis du temps pour finaliser son arrivée au Bayern Munich et pour cause, en s'engageant avec le club bavarois pour 40 millions d'euros, il devient le joueur le plus cher de l'histoire de la Bundesliga.

AXEL WITSEL, 40 millions d'euros
Du Benfica Lisbonne au Zénith Saint-Petersbourg
Dans les dernières heures de ce mercato estival, le Zenith Saint-Petersbourg s'attache les services du milieu de terrain de 23 ans. Recruté en 2011 par Benfica, le transfert de l'international belge vers la Russie représente une très bonne opération financière pour le club portugais.

OSCAR, 32 millions d'euros
De l'Internacional-RS à Chelsea
De son vrai nom Oscar dos Santos Emboaba Junior, le Brésilien, champion du monde des moins de 20 ans et médaille d'argent aux JO de Londres, rejoint Chelsea, tombé sous le charme du jeune prodige de 20 ans.

LUKA MODRIC, 30 millions d'euros
De Tottenham au Real Madrid
Dépositaire du jeu croate lors de l'Euro 2012, il était une des priorités de José Mourinho. Après quatre saisons aux Spurs, le milieu de terrain offensif franchit un nouveau palier en signant avec l'une des meilleures formations européennes.

ROBIN VAN PERSIE, 27 millions d'euros
D'Arsenal à Manchester United
Après huit saisons passées avec les Gunners d'Arsenal, l'international néerlandais n'a pas mis beaucoup de temps à s'intégrer dans l'effectif des Red Devils. L'attaquant en est déjà à quatre buts en trois rencontres dont un triplé lors de la dernière journée face à Southampton.

10° EZEQUIEL LAVEZZI, 26 millions d'euros
De Naples au PSG
L'international argentin est la première recrue majeure du mercato estival du PSG. Il quitte Naples après cinq saisons où il aura inscrit 38 buts en 156 matches de Championnat.

06/09/12

Mariazinha deixa-me ir à cozinha...



Lembrei-me desta musica quando li no JN que "o DIAP de Lisboa arquivou o inquérito em que Pinto da Costa era arguido por suspeita de branqueamento e crimes fiscais com comissões paralelas na venda de jogadores.." A investigação decorria há seis anos!

Seis anos gastos com mais um processo em que a Mariazinha, também conhecida por Maria José Morgado para o grande público e Mizé Tung para os camaradas do MRPP, por estar sempre pronta para a pancada, tentou por todos os meios (mesmo todos!) encontrar algo, por mais pequeno que fosse, que desse para incriminar o Presidente do FC Porto. Mais uma vez ficou muito mal na fotografia! Também com a cara de terrorista não se esperava outra coisa.

Porque Portugal é assim. Gastam-se milhões com apenas um homem só porque em 1982 cometeu o crime de se candidatar a Presidente do FC Porto e nunca mais parou de vencer, e deixam-se os verdadeiros mafiosos à solta e sem perseguição.

Enfim, bastava gastarem 1/3 do dinheiro que foi gasto com as perseguições a Pinto da Costa para Portugal ser um país mais limpo, mas isso não interessa a Mizé Tung e a sua triste e corrupta equipa especial.

PS- Nem o Iturbe compreende...

30/06/12

Porque hoje é sábado...A carta que envergonha Alice Rios

(Este texto foi escrito antes do Portugal-Espanha)

A carta que me envergonha

(..) O que me envergonha, em termos de Euro 2012, são aspetos de uma campanha publicitária ignóbil, lançada no âmbito da operação “Vamos lá, Portugal”. Refiro-me à “Carta à Seleção“, cujo teor demonstra bem até que ponto chegou a desordem de valores.

Um adolescente, que dá pelo nome de Guilherme, lê aos jogadores a sua carta, em que diz o seguinte:
“Eu quero ser médico ou biólogo e gostava de trabalhar em Portugal, mas só fico se valer a pena. É ai que vocês entram. Vocês têm nos pés uma oportunidade que os nossos médicos, advogados e políticos nunca terão nas mãos. Vocês têm a possibilidade de mudar em campo a opinião que o mundo tem de nós. De mostrar que não somos fracos e preguiçosos, mas que sempre fomos e continuamos a ser um povo honesto e trabalhador (…)”

Num outro capítulo da campanha, assente nos mesmos pressupostos, são atores e cientistas que se dirigem à seleção, incumbindo-os da mesma tarefa: limpar a imagem de Portugal no exterior e recuperar o respeito internacional.

Como cidadã portuguesa, fere-me fundo o oportunismo saloio desta estratégia de marketing.

É óbvio que processos como os da pedofilia, da Euroárea e Face Oculta não projetam boa imagem do pais no exterior e o mesmo acontece quando se fala de corrupção na esfera do poder e de negócios ruinosos como os do BPN e parcerias público-privadas, com que já hipotecámos as gerações dos nossos filhos e dos nossos netos. E o que dirão os estrangeiros de um país paupérrimo cuja Presidência apresenta contas superiores à da Coroa espanhola? E da impunidade reinante?

Não restam dúvidas de que somos mal-vistos no estrangeiro, mas os craques da seleção não são tira-nódoas, nem detergente. Peçam-no aos responsáveis pela situação. Por exemplo, a Dias Loureiro, que deixaram fugir e que vem agora contar, despudoradamente, num canal televisivo, o quanto “ganhou” nos 4 anos de BPN.

Eu sinto vergonha pelo envolvimento oportunista da seleção, num momento em que o mundo está de olhos postos nela.

Alice Rios escreve segundo o novo acordo ortográfico

Alice Rios

Nasceu em 1951 em Santa Maria de Lamas. É jornalista, tendo-se destacado no "Jornal de Notícias" e no jornalismo de moda. Publica os primeiros textos (crónicas, poemas) na década de 1970 em jornais e revistas. "Famílias Tradicionais do Porto" (2008) é a sua primeira obra literária. Em Junho de 2009, estreia-se na escrita para a infância, com "Os Borlububos e os Sem-Abrigo" e, no final do ano, publica o segundo tomo de "Famílias Tradicionais do Porto". Em 2010, apresenta uma nova história para a infância: "Os Borlububos e a Dança das Letras". Vive no Porto.
http://porto24.pt/

09/06/12

No país dos cristianos



  • Esta é a história verídica do Cristiano, um menino de 11 anos – um menino que era Cristiano mas provavelmente nunca será Ronaldo. Foi roubada ao diário dum adulto que escreve sobre a matéria de que se compõe o mundo hiper-realista das crianças.

    “Há 3 dias o Cristiano apanhou provavelmente a maior desilusão da sua ainda curta vida: foi dispensado do lote de jogadores que vão integrar os infantis do Futebolense para disputar o campeonato da Associação de Futebol do Porto. Desde 15 de Setembro, dia em que começou a época para os 20 escolhidos a partir do imenso grupo que joga nas escolinhas do Futebolense, que estava a treinar 3 vezes por semana. O treinador avisara-os de que no final seriam dispensados dois, que regressariam às escolinhas.
    Preparei-o para a possibilidade de ser um desses dois, pois sobre alguém tinha de recair a exclusão e devemos sempre prever o cenário mais desfavorável. Mas é autoconfiante e achava que não seria um desses. Afinal foi, e derramou as primeiras lágrimas realmente amargas que lhe vi chorar. Confortámo-lo – e creio que hoje percebeu também que a sua casa é o seu porto seguro. Declarou solenemente que não regressa às escolinhas. Seria dar o braço a torcer, que não é uma coisa que lhe assente com facilidade.”

    Salto quase uma página e continua assim o diário:

    “Já de há muito que percebi que o mundo do futebol está cheio de pessoas deste género. Este episódio mostra como se tratam crianças de 11 anos: acena-se com o sonho e depois, cruamente, sem preparação, aponta-se o dedo e diz-se “tu não serves”. Por que não ficaram logo em 15 de Setembro com os 18 que iriam competir? Foi para manterem o clima de motivação, a relação competitiva entre os coleguinhas? Sabemos que o futebol profissional é assim. Mas começa-se a incentivar este funcionamento logo nestas idades? É por isso que estamos rodeados de adultos tão interessantes… Estranho traço este o de nos irmos estragando convictos de que estamos a promover qualidades!
    Por mim, o Cristiano abandonava o futebol. É um mundo de básicos, uma roleta de tontos, uma máquina de exclusões. Mas está montado no registo circence e ao espetador só chega o brilho das estrelas. Os bastidores do futebol só podem ser sítios cheios de histórias de desilusões, de sonhos desfeitos, de percursos interrompidos – mas o circo brilha e não nos deixa pensar. Os meios de comunicação encarregam-se de nos atualizar diariamente sobre a vida dos Cristianos Ronaldos – contada assim, parece realmente fabulosa. E lá vão as crianças em romaria aos Custóias, aos Padroenses, aos Lavras, aos Boavistas, aos Salgueiros, aos Vilanovenses, aos Coimbrões, aos Oliveiras do Douro, lá vão com a religiosidade com que dantes se ia às procissões à espera de salvar a alma. Por que é que os adultos têm tão pouco juízo?”

    Este trecho de diário pôs-me atrás desta realidade. Descobri que só as escolinhas do FC Porto, Benfica e Sporting têm espalhados pelo país vários milhares de crianças sonhando aos Cristianos Ronaldos. E o AC Milan já abriu sucursal no Porto, e o Real Madrid vai abrir em Gaia. Estes são os grandes. E depois há uma miríade dos pequenos, um cardume de clubes cada um com cardumes de jogadores. Em Amarante como na Feira, em S. João da Madeira como na Póvoa. E os pais aos berros nas bancadas, apostando nos pequenos cristianos à espera que um golpe da fortuna os transforme em ronaldos – para que entre então a fortuna que nos arranque da mediania.

    Esta história podia bem passar-se apenas no mundo do futebol. Mas limita-se a ser a metáfora de processos sociais bem mais generalizados. Faça cada um o exercício de notar as semelhanças com os mundos laborais que conhece. Ou de notar como vivemos na linha do trabalho em série entretendo-nos nas horas livres com a quimera dos que chegaram alto. Chegue você também: seja empreendedor, aposte nas suas qualidades, sobretudo nas que lhe permitem ir à frente na corrida, abra os cotovelos e afaste os outros para o lado. Conseguiu? Você é bom. Não conseguiu? Lute, aguente, vá outra vez à luta, humilhe-se mas não desista – não seja Cristiano, não vale a pena ser Cristiano se não for também Ronaldo. Não há emprego? Esse tempo acabou, descubra qualquer coisa para vender, uma coisa que seja precisa, uma que não seja precisa, tanto faz, invente uma coisa, uma coisa qualquer. Porque tudo se vende, depende apenas da sua capacidade de empreendedorismo. Seja competitivo e venderá, seja inovador e inventará, corra e suba e subirá. Olhe como ficaram tantos lá em baixo, está a ver? São os cristianos, pois. Estão agora no intervalo da fadiga, estiram-se um pouco a distrair o espírito, leem a Lux e soletram a marca da nova bomba de Cristiano. O Ronaldo, claro.
    Luís Fernandes no Porto24

  • "Aproveito para pedir que respeitem esse nome e peço que não me chamem assim, não porque tenha receio da pressão que isso me pode trazer, mas porque me chamo Christian Atsu e não Messi (...) Fiquei muito excitado, porque foi o meu primeiro golo pela seleção. A sério, nem tenho palavras. Só agradeço a Deus. É bom para reforçar a minha motivação e dar continuidade ao que estou a fazer"
    Christian Atsu

    "Há muito que não via um jogador como ele na nossa seleção, com tanta capacidade nos duelos e tanto poder de explosão. Desde Mohammed Polo, Abedi Pelé, ou Odartey Lamptey, que não tínhamos ninguém assim. Fiquei impressionado e muito contente por ver o Atsu. (...) É isto que pretendemos para a nossa equipa."
    Kuffour, antigo internacional ganês e central do Bayern Munique
  • 01/05/12

    Este post foi "roubado" a um benfiquista


    Números
    VIEIRA
    9 anos de mandato- 2 Ligas; 4 Taças da Liga; 1 Taça de Portugal

    JESUS
    ... 3 anos de treino- 1 Liga; 1 Meia final UEFA; 1 Quarto de final UEFA; 1 Quarto de final Champions; 3 Taças da Liga.

    Jogos decisivos para o Campeonato ganhos: 1(Braga).

    Derrota na final da Supertaca;
    derrota em casa nas meias finais da TP, quando tinha vantagem de dois golos;
    derrota no Dragão por 5-0;
    Título festejado por um rival na nossa casa;
    Perda de um título, quando se tinha 5 pontos de vantagem e o calendário mais favorável até final.

    Não me fodam...são poucos títulos e muitas humilhações. Ainda perguntam porque acho Vieira o pior presidente do clube? Sempre achei que ele não era muito diferente de Vale e Azevedo. E Jesus, ainda há benfiquistas com argumentos para o defender?

    Ja agora, o Benfica foi jogar a Vila do Conde, enquanto o presidente estava no estrangeiro, o director desportivo estava em Lisboa numa prova de atletismo e o conselheiro do treinador estava a dar entrevistas ao zerozero a confirmar que o treinador sai no fim da época. Isto é profissionalismo? A mim parece-me gozar com os adeptos!

    PS - para esclarecer, a minha revolta é para com os que ainda andam de olhos fechados a dizer que o Jesus nos pôs a jogar o melhor futebol etc. Atentem aos factos, quais os feitos do Jesus antes de chegar ao Benfica? Qual a diferença para Domingos ou Jardim?
    Ricardo Chaves

    02/04/12

    Porque razão o Benfica e os benfiquistas fazem lavagem ao cérebro das criancinhas?

    Está provado. Não foi uma professora nem duas nem três, foram várias e obrigaram as crianças a cantarem vivas ao Benfica em vários distritos do país. Porquê? Porque razão várias escolas do centro e sul do país copiaram Salazar, Hitler e mais uma centena de ditadores que em Portugal e por esse mundo fora lavaram e, infelizmente, continuam a lavar o cérebro a milhões de crianças?

    As razões para o que actualmente acontece em Portugal são conhecidas de todos sendo que o principal culpado é o...25 de Abril.

    O Benfica nunca gostou da democracia nem a democracia gostou do Benfica. O clube do regime ganhou imensos titulos nos gloriosos tempos do fascismo mas depois viu o FC Porto vencer mais em democracia.

    E como todas as crianças gostam de quem joga bem, é melhor e ganha, muitos pais viram-se impotentes para darem a "educação" que eles gostavam que os filhos tivessem.

    Um problema! Não bastava andarem cheios de azia por verem o melhor clube português humilhar o clube deles, ainda tinham de ser humilhados pela escolha inteligente dos filhos. Só havia uma solução: Pedir ajuda à escola. Se deu os resultados que todos conhecemos antes do 25 de Abril, também daria os mesmos nos dias de hoje...

    Mas estamos em democracia. É verdade que Portugal não vive uma democracia verdadeira, é verdade que há quem enriqueça à custa da droga que trafica, é verdade que há mafiosos que roubam milhões e continuam soltos a cantar de galinha, é verdade que os jornalistas não são isentos, é verdade que alguns clubes são favorecidos enquanto outros são prejudicados, é verdade que para alguns dirigentes os lugares na Liga são mais importantes que os bons jogadores, é verdade que o MP parece a PIDE, é verdade que existe uma (in)justiça à moda da segunda circular que envergonha os portugueses...Tudo isso é verdade. Mas também é verdade que, actualmente, as pessoas ainda podem falar. Ainda. E isso é um problema.

    Ocorrência no JI de Santo Isidoro – Agrupamento de Escolas António Bento Franco (Ericeira)
    Exmo. Senhor, Considerando que a Lei de Bases do Sistema Educativo estabelece um conjunto de princípios gerais, reconhecendo o direito à liberdade de aprender e ensinar, com tolerância para com as escolhas possíveis, não podendo o Estado atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas; Não posso deixar de reportar, enquanto encarregado de educação, uma ocorrência no JI de Santo Isidoro, pertencente ao Agrupamento de Escolas António Bento Franco – Ericeira, solicitando que essa Direção Regional de Educação apure a verdade dos factos e atue, com todos os meios ao seu alcance, no sentido de responsabilizar os intervenientes. Assim, desde o início do presente ano letivo, diária e repetidamente, as crianças do referido estabelecimento de educação, entoam a cantiga popular “atirei o pau ao gato”, adicionando, no final, um slogan clubístico que consiste em “batata frita, viva o Benfica.” Perante isto, e em termos práticos, a minha Educanda, que simpatiza com o Porto, sente-se inibida e acossada, rejeitando até ir à escola pois os colegas, no recreio, chegavam a empurra-la por não ser simpatizante do mesmo clube. Quando tentei explicar as razões pelas quais não se deveria fomentar este tipo de comportamentos num Jardim de Infância, a Sra. Educadora apelidou-me de “fanático” e convidou-me a tirar a minha Educanda daquilo a que chamou a “sua escola,” tendo argumentado que “a maioria é benfiquista”; “a música é assim” e “em todas as escolas em Mafra cantam a música desta forma.” A partir daquele momento, as crianças foram proibidas de cantar a referida cantiga, na sua totalidade, em vez de passarem a cantá-la devidamente. Mais, a Sra. Educadora referiu na sala de atividades que ‘não cantamos porque o pai da Nicole não deixa’Nestes termos, e face à gravidade da ocorrência em si e da forma como a Sra. Educadora e a Direção do Agrupamento de Escolas diligenciaram no sentido, não da sua resolução mas da agudização da mesma, reveladora de um sentimento de impunidade e apropriação de espaço público, solicito a V. Exa. que providencie as diligências necessárias ao apuramento de responsabilidades, a fim de que situações semelhantes não se repitam Sr. Diretor, concordará comigo que se deve promover o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao diálogo e à livre troca de opiniões. O que se pretende quando se promove a intolerância, o desrespeito pelas instituições e pela livre opinião? Estas práticas são um incentivo ao bullying, algo que todos pretendemos abolir dos nossos estabelecimentos de ensino. Insatisfeito com tal argumentação, dirigi-me à sede do Agrupamento de Escolas para, em conjunto com a Direção, marcar uma reunião com os restantes Encarregados de Educação e a Sra. Educadora. Nesta sequência, a Sra. Subdiretora do Agrupamento de Escolas dirigiu-se ao JI de Santo Isidoro para me pressionar a aceitar e calar, fazendo crer de que quem estava mal era eu e, sem sentido ou justificação, foi inclusivamente chamada a Guarda Nacional Republicana (GNR), como forma de intimidação

    07/03/12

    Há um ano éra assim...

  • A 6 de março do ano passado o Benfica deslocou-se a Braga e voltou a perder para o campeonato por 2-1. Com esta derrota, a equipa do cadastrado presidente disse adeus ao título, motivo mais que suficiente para o lisboeta Luís Pedro Sousa fazer esta crónica:

    Mais força na Europa

    As posições estão definidas. O FC Porto vai conquistar o título e o Benfica ficará no 2.º lugar da Liga. Para dragões e águias o campeonato está feito, o que lhes dá a possibilidade de atacarem, desde já, outros objetivos.

    A partir de agora, os plantéis podem ser geridos para que a Liga Europa se torne uma prioridade. Face à qualidade das duas equipas portuguesas e tendo em conta os adversários em prova, a maior parte deles preocupado ainda com objetivos internos, FC Porto e Benfica reúnem todas as condições para conseguirem um brilharete nesta competição.

    Com a derrota em Braga e a definitiva despedida do título, os encarnados viram aumentar substancialmente o grau de favoritismo em mais duas provas. Na Taça da Liga, a equipa chegará mais descansada ao confronto com o P. Ferreira. Na Taça de Portugal, há que gerir a importante vantagem averbada no Dragão e discutir o título no Jamor com um adversário teoricamente ao alcance, V. Guimarães ou Académica.
    LUÍS PEDRO SOUSA


  • Este ano foi assim...



    Para além do pénalti clarissimo (o segundo neste jogo), também ficou por mostrar o segundo cartão amarelo a Cardoso já que o avançado do Benfica tinha visto um aos 45 minutos. Pedro Proença roubou? Sim, claro, e não foi pouco mas a isso já estamos habituados.
  • 22/02/12

    Pronúncia de morte

    O 25 de Abril de 1974 foi a nossa verdade colectiva. O caminho percorrido desde então a nossa miserável mentira. Agora que se esfumou o tempo da ilusão, a Nação olha-se ao espelho e não gosta do que vê. Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga. Que fazer? Aperta-se o cinto, emagrece-se as estruturas e centraliza-se a decisão. Em nome da austeridade do momento, da produtividade acrescida e de um futuro que há-de ser risonho. Nada mais errado, tudo menos racional.

    Lisboa continua a pensar e a agir como se o resto do País fosse paisagem. E se há algo que anda a moer a alma de quem mora fora da capital é a gradual perda desse activo intangível, mas tão fundamental como o ar que respiramos, que é a liberdade de expressão e a necessidade de se fazer ouvir. Como amplificar a voz do Porto, por exemplo, por forma a fazer eco a 300 km? Houve um tempo em que o Norte tinha no Porto uma base forte na propriedade da opinião publicada. Era aqui que estavam sediados os jornais diários "O Comércio do Porto", "O Primeiro de Janeiro" e o "Jornal de Notícias".

    O primeiro, que era o mais antigo diário do País, desapareceu; o segundo não existe; e o "JN", perdida a liderança nacional, transformou-se num meio de combate contra o centralismo de Lisboa. Há ainda o diário desportivo "O Jogo".

    Continua-se entretanto a assistir ao esvaziamento das redacções do Porto da comunicação social sediada na capital. No audiovisual, a centralista RTP devolveu a Lisboa todo o poder de decisão sobre o que vai para o ar. Nesta frente, resta o Porto Canal, que partiu agora para um novo ciclo de vida associado ao FC Porto. Já na Rádio, quase todas as estações locais cederam as posições a projectos de âmbito nacional.

    Se o problema é a produtividade, atente-se a isto: os trabalhadores da RTP/Porto garantem que o Centro de Produção do Norte, com 15,5% do pessoal da empresa, consegue garantir, na vertente de TV, 60% dos programas em directo, 23% da informação em antena aberta e 50% da emitida no canal do cabo. Já Júlio Magalhães, que dirigia a informação da TVI, garantiu que a produtividade dos jornalistas da Invicta é muito superior à de Lisboa: "10 jornalistas do Porto faziam 20/23 peças enquanto 100 jornalistas em Lisboa não produziam mais de 25."

    "O Norte é a nossa verdade", disse um dia Miguel Esteves Cardoso. Se assim é, desistir do Porto, que é a capital natural desta região, é desistir de Portugal.
    Rui Neves; Jornal de Negócios

    09/11/11

    Boa crónica do Manuel Serrão

    O regresso da nação
    JN

    Nas últimas semanas, tenho visto e lido muita gente a confundir o momento actual da equipa de futebol profissional do F. C. Porto com o clube que ostenta o mesmo nome. Convém que ninguém esqueça que mais até do que um particular momento, eventualmente menos feliz, a própria equipa de futebol sénior dos dragões, não é a mesma coisa que o F. C. Porto.

    O F. C. Porto é muito mais que um clube e, por maioria de razão, muito mais que uma equipa de futebol.

    Dito isto, imaginem o que penso quando o que se tenta confundir com o F. C. Porto é apenas e só um determinado momento, menos venturoso é certo, da sua equipa de futebol.

    Devo até dizer que o que me levou a escolher o tema desta crónica nada tem a ver com futebol, tendo tudo a ver com o F. C. Porto.

    A imprensa económica de ontem dava grande relevo ao interesse do meu clube em concorrer à anunciada privatização de um dos canais da RTP.

    Como não tenho nenhuma outra informação privilegiada, tomo a notícia como boa e para o meu objectivo nesta crónica até a considero muito boa.

    Vamos admitir que sou um portista exagerado, que exagera no amor ao clube e nesse amor exagerado entram fantasias sobre um clube que é mais do que uma equipa de futebol.

    Vamos dar de barato que o F. C. Porto é mesmo unicamente uma equipa de futebol, ainda assim, uma das melhores do Mundo, que não se pode tratar por menos, quem já tem dois títulos de campeão do Mundo conquistados numa única geração. (Graças a Deus, na minha.)

    Com estes considerandos, a pergunta que se impõe é muito simples: para que é que um clube que é só uma equipa de futebol (mesmo muito boa e triunfante) quer um canal de televisão nacional e generalista, quando até acabou de comprar um por cabo de inspiração regional?

    Os seus adversários troçarão da coisa e já devem estar em curso graçolas várias sobre essa hipótese.

    Também devo dizer que este é o lado para que durmo melhor, porque estas graçolas e os mails piadéticos costumam acabar por volta do Natal, que já está aí ao virar da esquina. Para dar lugar à habitual choradeira que só termina com a chegada do Verão.

    Apesar de nem todos terem capacidade para reconhecer esse atributo, o F. C. Porto tem sido um baluarte de toda a região em que está inserido. É normal que se sinta vocacionado para estender a sua influência e a sua comunicação no espaço, no tempo e nos targets.

    A tomada do poder no Porto Canal já foi um sinal claro, sobretudo desde que se soube que o F. C. Porto não queria o canal para fazer uma Porto TV à imagem da paupérrima Benfica TV. Onde se aplica o velhinho "hit" dos Taxi: quem vê TV sofre mais que no WC...

    É verdade (e é também uma pena...) que nem todos os nortenhos são adeptos do F. C. Porto. Mas neste particular o futebol une mais que a política e é possível encontrar mais disponibilidade para defender em coro as questões da região no quadro do F. C. Porto, do que nos areópagos da política partidária.

    Num tempo em que a instabilidade e a crise vão ditar as suas inexoráveis leis, num momento da vida nacional em que o pretexto da poupança pública tem servido para aumentar a concentração dos poderes de decisão na capital, uma voz como a do F. C. Porto, amplificada por canais de televisão poderosos faz todo o sentido. É até urgente, atrevo-me eu a dizer.

    Com a bênção do senhor presidente da República (por acaso um Dragão de Honra), entrou no léxico quotidiano a questão de saber a diferença entre o que é urgente e o que é importante.

    Em conformidade com essa moda, diria que é urgente pôr a equipa de futebol do F. C. Porto de novo na senda das vitórias e das boas exibições, mas é importante não confundir essa urgência conjuntural com a realidade F. C. Porto, que paira acima, bem acima, de qualquer bola que teima em não entrar.

    Porque o Hulk falha de modo incrível um penálti e a recarga, ou o árbitro escamoteia de uma forma ainda mais incrível outras duas grandes penalidades.

    A Nação, perene, não pode depender de coisas tão efémeras como estas.

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    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!

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    Hulk e Sapunaru foram castigados com apenas 3 e 4 jogos.
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