Ainda não se sabe se o FC Porto pode ser batido, mas já se sabia que pode ser travado. Tanto o jogo de Guimarães como o de Alvalade o tinham demonstrado, mas o jogo com o Setúbal fez soar outro tipo de alarme no Dragão - afinal, o FC Porto não é inesgotável. Tinha ficado a ideia de que talvez o fosse depois de bater o Benfica por 5-0 pouco mais de 48 horas após o empate com o Besiktas, mas o jogo com o Setúbal mostrou um FC Porto com duas caras: uma durante a primeira parte, enquanto as pernas ajudaram a cabeça a funcionar e o futebol foi tão envolvente como é costume; outra durante a etapa complementar, quando o cansaço acumulado a fazer patinagem artística em Viena lhe roubou intensidade, colocando a baliza de Helton ao alcance do modesto ataque do Setúbal (só dois golos marcados fora). Manter sempre o mesmo nível de concentração, motivação e intensidade ao longo dos nove meses de uma época resistindo às lesões, aos castigos, ao cansaço e à rotina não é fácil. E é por isso que os campeões são as equipas que ganham mais vezes porque jogam melhor, mas também as que ganham mais vezes mesmo quando jogam mal.
JORGE MAIA
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08/12/10
05/12/10
A máfia lisboeta no seu melhor
Sobre o roubo no último Sporting-FC Porto:
Se a nota dada ao arbitro é positiva, é ridículo. Como é que alguém pode ter uma nota positiva com uma exibição tão má como aquela, com influência directa no resultado nos mais variados sentidos... Obviamente que a vossa opinião pode ser diferente, mas, na minha óptica, se é positiva, roça o ridículo. A pessoa que a atribuiu devia ter um pouco mais de bom senso e de critério
André Villas-Boas
Do jornal Público, outro jogo mafioso que não merece comentários:
Foi ele [Moretto] que deixou entrar o cabeceamento frouxo de Óscar Cardozo que abriu caminho ao triunfo do Benfica por 1-0 frente ao Olhanense.
Nos minutos que se seguiram ao golo de Cardozo, aos 42", os adeptos "encarnados" gritaram "Moretto! Moretto!" como se de um dos seus se tratasse. Aos seus olhos era a redenção do brasileiro, mas foi uma traição para o emblema que estava a defender. Porque, até então, o Olhanense estava a dar luta ao campeão nacional e até tinha dado mais trabalho ao guarda-redes Roberto do que os avançados benfiquistas ao próprio Moretto.
Se a nota dada ao arbitro é positiva, é ridículo. Como é que alguém pode ter uma nota positiva com uma exibição tão má como aquela, com influência directa no resultado nos mais variados sentidos... Obviamente que a vossa opinião pode ser diferente, mas, na minha óptica, se é positiva, roça o ridículo. A pessoa que a atribuiu devia ter um pouco mais de bom senso e de critério
André Villas-Boas
Do jornal Público, outro jogo mafioso que não merece comentários:
Foi ele [Moretto] que deixou entrar o cabeceamento frouxo de Óscar Cardozo que abriu caminho ao triunfo do Benfica por 1-0 frente ao Olhanense.
Nos minutos que se seguiram ao golo de Cardozo, aos 42", os adeptos "encarnados" gritaram "Moretto! Moretto!" como se de um dos seus se tratasse. Aos seus olhos era a redenção do brasileiro, mas foi uma traição para o emblema que estava a defender. Porque, até então, o Olhanense estava a dar luta ao campeão nacional e até tinha dado mais trabalho ao guarda-redes Roberto do que os avançados benfiquistas ao próprio Moretto.
Porque ontem foi sábado...uma mensagem que recebi por e-mail
Manuel Monteiro Matos
Rua da Gandra, 90 hab 24-G
4445-122 Alfena
Bilhete de Identidade nrº 5810608
Contribuinte nrº 158608232
Assunto: Pagamento de Passagens na Ex-SCUT de Alfena
Exmos. Senhores,
Sendo morador em Alfena e trabalhando no Porto, utilizo, como sempre utilizei, o seguinte trajecto: Porto-VCI-A3-A42-Alfena, sendo o regresso feito em sentido inverso utilizando as mesmas vias.
Não vou dissertar agora no facto de que Vas. Exas. me estão a cobrar a utilização de uma via que foi construída com os meus impostos e com as verbas provenientes da União Europeia, porque esse infelizmente é assunto ultrapassado pelas Leis abusivas deste País.
Vas. Exas. em conluio com os (des)governantes deste País, não prestam nenhum serviço... disponibilizam uma determinada estrutura (estradas) que caso queiramos utilizar terão que ser pagas, mas como vocês, pobrezinhos, ganham pouco e não têm dinheiro para criar postos de trabalho, não disponibilizam nenhum funcionário para receber o que devo no fim da utilização desses serviços...
Assim, de acordo com a leitura sobre as diversas formas de pagamento, cheguei à conclusão de que não vou comprar nenhum dos dispositivos que Vas. Exas. têm(??) à venda, nomeadamente o DECP, o DEM ou o DT, uma vez que tal não faz sentido!
Desgraçadamente, mesmo que quisesse adquirir uma dessas máquinas registradoras, as mesmas encontram-se esgotadíssimas.... porque se calhar vos dá jeito cobrar os "serviços administrativos" que são um autêntico roubo.
Então EU é que compro o dispositivo da v/ cobrança?? Isso tem tanta lógica como ir a um café, pedir umas águas que custam 0,80¤ e cobrarem-me 0,90¤ sendo que os 10 cêntimos a mais são como contribuição para o café ter comprado a sua máquina registadora..... NÃO FAZ SENTIDO!!!
Atentem nesta "JÓIA" exemplificativa de autêntica extorsão: No trajecto A3-Alfena, utilizando cerca de um quilómetro da A42.... o valor da passagem são 0,20¤ e o valor do serviço administrativo são.... 0,30¤ !!!!!! É para RIR???? então o custo administrativo é superior ao custo do Serviço??? Vão gozar com o c..........lho!!!!!!
Posso realmente fazer o pagamento postecipado, conforme foi divulgado por Vas. Exas., mas.... dou o exemplo concreto de um pagamento que efectuei e do qual junto cópia: No passado dia 21-10-2010 fui a uma Payshop e o recibo total foi de 5,02 Euros... sendo que esta verba diz respeito às parcelas de 2,60¤ de custos de portagem e... 2,42¤ de CUSTOS ADMINISTRATIVOS!!!!! 93% de aumento!!!!!
AINDA POR CIMA, O REFERIDO RECIBO NÃO IDENTIFICA OS LOCAIS EXACTOS DAS PASSAGENS NEM AS HORAS... NADA! Como eu utilizo uma viatura da Empresa onde trabalho, acabo por não ter forma de justificar se os recibos são referentes a utilizações particulares ou em serviço da Empresa....
Verifico ainda que, quando termino a passagem das Ex-Scut, no respectivo local, não tendo ninguém para me cobrar a passagem, nem sequer tenho UM LIVRO DE RECLAMAÇÕES!!!!!
Não me venham dizer que tal livro está ao meu dispôr na VIA VERDE ou em qualquer uma das Lojas existentes neste País..... Porque qualquer Empresa onde eu vá, tem Livro de Reclamações nas suas filiais, não me mandam para a SEDE a reclamar....
Tenho o Direito de reclamar no local onde me foi prestado o Serviço, não sou obrigado a deslocar-me para o fazer!!!!!
Ainda por cima, com tantos nomes nas estradas, nem sei se estou a utilizar um serviço da Ascendi, da Brisa ou de qualquer um dos outros Exploradores de cidadãos deste País.... pelo que nesses casos podiam sempre dizer "Ah! coisa e tal.... a sua reclamação não é para a Brisa... é para a Ascendi.... ou é para não sei quem.... olhe, pague e não bufe...."
Face ao exposto, considerando que a inexistência do Livro de Reclamações no Local onde o Serviço me é prestado; considerando tambérm que não tenho que suportar os custos das v/ máquinas de registos; considerando ainda um abuso que seja eu a pagar uma comissão de 93% ao payshop que se substitui a vocês para efectuarem a v/ cobrança que, lembro, não fizeram porque não estavam presentes no respectivo local quando eu passei e quis pagar....
Vou continuar a utilizar a ex-scut em questão, sendo certo que aguardarei que no respectivo local esteja alguém da v/ Empresa! se isso não acontecer, QUERO utilizar o respectivo Livro de Reclamações (podem pendurar no último poste antes da saída para Alfena, é uma sugestão...). CERTO mesmo, é que não pagarei mais multas (custos administrativos, comissão do Payshop, ou outro nome que lhe queiram dar), por não efectuar o pagamento atempadamente por CULPA VOSSA!!!
MALDITOS PORTUGUESES, REBANHO DE CORDEIROS: NINGUÉM TEM UNS PNEUS QUE ME EMPRESTE PARA QUEIMAR NA SAÍDA DAS SCUT'S????? NINGUÉM RECLAMA? TODOS FALAM E NO ENTANTO PAGAM E CALAM??? PORTUGAL TEM MESMO O QUE MERECE...
Dava-lhes os meus cumprimentos, mas só se fosse ao murro seus f.p.
Manuel Monteiro Matos
Rua da Gandra, 90 hab 24-G
4445-122 Alfena
Bilhete de Identidade nrº 5810608
Contribuinte nrº 158608232
Assunto: Pagamento de Passagens na Ex-SCUT de Alfena
Exmos. Senhores,
Sendo morador em Alfena e trabalhando no Porto, utilizo, como sempre utilizei, o seguinte trajecto: Porto-VCI-A3-A42-Alfena, sendo o regresso feito em sentido inverso utilizando as mesmas vias.
Não vou dissertar agora no facto de que Vas. Exas. me estão a cobrar a utilização de uma via que foi construída com os meus impostos e com as verbas provenientes da União Europeia, porque esse infelizmente é assunto ultrapassado pelas Leis abusivas deste País.
Vas. Exas. em conluio com os (des)governantes deste País, não prestam nenhum serviço... disponibilizam uma determinada estrutura (estradas) que caso queiramos utilizar terão que ser pagas, mas como vocês, pobrezinhos, ganham pouco e não têm dinheiro para criar postos de trabalho, não disponibilizam nenhum funcionário para receber o que devo no fim da utilização desses serviços...
Assim, de acordo com a leitura sobre as diversas formas de pagamento, cheguei à conclusão de que não vou comprar nenhum dos dispositivos que Vas. Exas. têm(??) à venda, nomeadamente o DECP, o DEM ou o DT, uma vez que tal não faz sentido!
Desgraçadamente, mesmo que quisesse adquirir uma dessas máquinas registradoras, as mesmas encontram-se esgotadíssimas.... porque se calhar vos dá jeito cobrar os "serviços administrativos" que são um autêntico roubo.
Então EU é que compro o dispositivo da v/ cobrança?? Isso tem tanta lógica como ir a um café, pedir umas águas que custam 0,80¤ e cobrarem-me 0,90¤ sendo que os 10 cêntimos a mais são como contribuição para o café ter comprado a sua máquina registadora..... NÃO FAZ SENTIDO!!!
Atentem nesta "JÓIA" exemplificativa de autêntica extorsão: No trajecto A3-Alfena, utilizando cerca de um quilómetro da A42.... o valor da passagem são 0,20¤ e o valor do serviço administrativo são.... 0,30¤ !!!!!! É para RIR???? então o custo administrativo é superior ao custo do Serviço??? Vão gozar com o c..........lho!!!!!!
Posso realmente fazer o pagamento postecipado, conforme foi divulgado por Vas. Exas., mas.... dou o exemplo concreto de um pagamento que efectuei e do qual junto cópia: No passado dia 21-10-2010 fui a uma Payshop e o recibo total foi de 5,02 Euros... sendo que esta verba diz respeito às parcelas de 2,60¤ de custos de portagem e... 2,42¤ de CUSTOS ADMINISTRATIVOS!!!!! 93% de aumento!!!!!
AINDA POR CIMA, O REFERIDO RECIBO NÃO IDENTIFICA OS LOCAIS EXACTOS DAS PASSAGENS NEM AS HORAS... NADA! Como eu utilizo uma viatura da Empresa onde trabalho, acabo por não ter forma de justificar se os recibos são referentes a utilizações particulares ou em serviço da Empresa....
Verifico ainda que, quando termino a passagem das Ex-Scut, no respectivo local, não tendo ninguém para me cobrar a passagem, nem sequer tenho UM LIVRO DE RECLAMAÇÕES!!!!!
Não me venham dizer que tal livro está ao meu dispôr na VIA VERDE ou em qualquer uma das Lojas existentes neste País..... Porque qualquer Empresa onde eu vá, tem Livro de Reclamações nas suas filiais, não me mandam para a SEDE a reclamar....
Tenho o Direito de reclamar no local onde me foi prestado o Serviço, não sou obrigado a deslocar-me para o fazer!!!!!
Ainda por cima, com tantos nomes nas estradas, nem sei se estou a utilizar um serviço da Ascendi, da Brisa ou de qualquer um dos outros Exploradores de cidadãos deste País.... pelo que nesses casos podiam sempre dizer "Ah! coisa e tal.... a sua reclamação não é para a Brisa... é para a Ascendi.... ou é para não sei quem.... olhe, pague e não bufe...."
Face ao exposto, considerando que a inexistência do Livro de Reclamações no Local onde o Serviço me é prestado; considerando tambérm que não tenho que suportar os custos das v/ máquinas de registos; considerando ainda um abuso que seja eu a pagar uma comissão de 93% ao payshop que se substitui a vocês para efectuarem a v/ cobrança que, lembro, não fizeram porque não estavam presentes no respectivo local quando eu passei e quis pagar....
Vou continuar a utilizar a ex-scut em questão, sendo certo que aguardarei que no respectivo local esteja alguém da v/ Empresa! se isso não acontecer, QUERO utilizar o respectivo Livro de Reclamações (podem pendurar no último poste antes da saída para Alfena, é uma sugestão...). CERTO mesmo, é que não pagarei mais multas (custos administrativos, comissão do Payshop, ou outro nome que lhe queiram dar), por não efectuar o pagamento atempadamente por CULPA VOSSA!!!
MALDITOS PORTUGUESES, REBANHO DE CORDEIROS: NINGUÉM TEM UNS PNEUS QUE ME EMPRESTE PARA QUEIMAR NA SAÍDA DAS SCUT'S????? NINGUÉM RECLAMA? TODOS FALAM E NO ENTANTO PAGAM E CALAM??? PORTUGAL TEM MESMO O QUE MERECE...
Dava-lhes os meus cumprimentos, mas só se fosse ao murro seus f.p.
Manuel Monteiro Matos
03/12/10
Perfeita definição
Aqui está um comentário muito interessante sobre Falcao que acebei de ver no site Mais Futebol:

Falcao, 1.77m e 72Kg... não tem a altura que se espera de um ponta-de-lança, mas cabeceia e marca como um... não tem a massa muscular para se impor ao físico dos "matulões" dos centrais, mas ganha muitos duelos físicos a estes... não tem a habilidade para fintar 10 jogadores numa cabine telefónica, mas finta facilmente 2 defesas e mantém a posse da bola para finalizar ou passar a um colega... não tem a velocidade para passar toda a defesa a pé coxinho, mas tem a velocidade para passar pelo defesa que lhe interessa... não tem o pontapé potente para rematar do meio campo, mas tem a força necessária para finalizar de fora da grande-área. EM SUMA, NÃO TEM ALTURA DE LLORENTE, A FORÇA DE DROGBA, A VELOCIDADE DE C RONALDO, A HABILIDADE DE MESSI, O REMATE DE HULK... mas tem a inteligência e tenacidade para resolver os problemas que se lhe deparam... e só tem 24 anos...
Falcao, 1.77m e 72Kg... não tem a altura que se espera de um ponta-de-lança, mas cabeceia e marca como um... não tem a massa muscular para se impor ao físico dos "matulões" dos centrais, mas ganha muitos duelos físicos a estes... não tem a habilidade para fintar 10 jogadores numa cabine telefónica, mas finta facilmente 2 defesas e mantém a posse da bola para finalizar ou passar a um colega... não tem a velocidade para passar toda a defesa a pé coxinho, mas tem a velocidade para passar pelo defesa que lhe interessa... não tem o pontapé potente para rematar do meio campo, mas tem a força necessária para finalizar de fora da grande-área. EM SUMA, NÃO TEM ALTURA DE LLORENTE, A FORÇA DE DROGBA, A VELOCIDADE DE C RONALDO, A HABILIDADE DE MESSI, O REMATE DE HULK... mas tem a inteligência e tenacidade para resolver os problemas que se lhe deparam... e só tem 24 anos...
21/11/10
Porque hoje é sábado, entrevista a José Mourinho nos textos dos outros
Fui e ainda sou um grande admirador do treinador José Mourinho pela maneira como ele monta as suas equipas e defende os seus jogadores. Não tenho, portanto, dúvidas que é o verdadeiro Special One.
Já o homem José Mourinho não consigo elogiar por mais que tente. É verdade que, como diria Pinto da Costa, nunca me foi apresentado e por isso não o conheço pessoalmente, mas nunca lhe perdoarei o facto de não ter festejado no Porto a conquista da segunda Taça dos Campeões ganha pelo nosso clube, a primeira que ele venceu e de ter comparado a cidade do Porto a Palermo quando já éra treinador do Chelsea. Também não gostei de o ver afastar-se de todo o processo Apito Dourado mas neste caso compreendo-o porque o melhor treinador do mundo não tinha de provar nada a ninguém. Como também não tinha de dar provas o melhor Presidente do mundo embora tenha sido obrigado.

O texto dos outros de hoje é uma entrevista que o treinador do Real Madrid deu ao jornal Record em Agosto se não estou enganado, e onde diz que o FC Porto tinha errado ao contratar André Villas-Boas. O Motivo: falta de experiência. Ao contrário do que aconteceu comigo, o Special One não tinha dúvidas. Mas enganou-se. Ou foi enganado pela azia.
R – Tem tido tempo para espreitar o que se passa no futebol português?
JM – Não tenho visto muito, confesso, mas quero enaltecer o facto de a época passada ter sido muito competitiva. Até ao fim do campeonato não se sabia quem ia ser o campeão. E isso é bom, embora nós, treinadores, queiramos ser campeões com 20 pontos de avanço. É o que se quer a bem da competição. Foi o Braga a lutar com o Benfica até ao fim, como este ano pode ser outra vez o Braga, o FC Porto ou mesmo o Sporting.
E o Benfica a lutar com o Braga e o Sporting pelo segundo lugar náo é uma possibilidade?
R – Vê com naturalidade o Benfica novamente campeão?
JM – Não me surpreendia nada ver o Benfica de novo campeão. Se o FC Porto foi bi ou tri, porque não há de o Benfica ser também? Será perfeitamente normal. Tem equipa para isso, fez uma aposta clara em manter a estrutura do seu plantel, porque tem legítimas aspirações. Quer voltar a ser campeão e quer regressar à ribalta do futebol europeu, lutando pela Liga dos Campeões. Mas, repito, não tenho grandes condições para poder avaliar as equipas. O que eu gostava de dizer é que acho que era merecido para o Braga jogar a fase de grupos da Liga dos Campeões.
O FC Porto não foi apenas Bi ou Tri, já foi Penta e antes do campeonato ganho nos túneis pelo senhor Ricardo Costa éra Tetra Campeão
R – Que comentário lhe merece o facto de o seu antigo adjunto, André Villas-Boas, ser o novo treinador do FC Porto?
JM – Costumo dizer que no futebol já nada me surpreende. Se o FC Porto achou que ele era o treinador indicado, porque não há de ser? Os resultados é que determinam sempre se as decisões tomadas são as mais ou as menos corretas. Muitos podem perguntar porque é que escolheram alguém que nunca foi treinador na vida, a não ser nestes dois ou três meses na Académica. Tudo vai depender dos jogos e dos resultados. Se ganhar tudo é o treinador perfeito. Agora não venham fazer comparações comigo, porque eu quando fui para o FC Porto já tinha trabalho de campo feito, o que é bastante diferente. E ainda assim puseram-me muitos pontos de interrogação. Os resultados que consegui é que acabaram por dar razão à opção feita pelo presidente do FC Porto.
Não sei quantos jogos ele fez antes de chegar ao FC Porto, mas se não temos os mesmos, ele tem mais quatro ou cinco
Resposta de André Villas-Boas
Na verdade o treinador do FC Porto até exagerou. Existe apenas um jogo de diferença no percurso que ambos fizeram como treinadores principais até chegarem ao clube português com mais titulos: entre Benfica e União de Leiria, José Mourinho somou 31 jogos; na Académica, André Villas-Boas fez 30.
Frase dos últimos meses:
Ambicionei esta cadeira muito tempo, é a minha cadeira de sonho e não vou abdicar dela por qualquer coisa.
André Villas-Boas
Já o homem José Mourinho não consigo elogiar por mais que tente. É verdade que, como diria Pinto da Costa, nunca me foi apresentado e por isso não o conheço pessoalmente, mas nunca lhe perdoarei o facto de não ter festejado no Porto a conquista da segunda Taça dos Campeões ganha pelo nosso clube, a primeira que ele venceu e de ter comparado a cidade do Porto a Palermo quando já éra treinador do Chelsea. Também não gostei de o ver afastar-se de todo o processo Apito Dourado mas neste caso compreendo-o porque o melhor treinador do mundo não tinha de provar nada a ninguém. Como também não tinha de dar provas o melhor Presidente do mundo embora tenha sido obrigado.

O texto dos outros de hoje é uma entrevista que o treinador do Real Madrid deu ao jornal Record em Agosto se não estou enganado, e onde diz que o FC Porto tinha errado ao contratar André Villas-Boas. O Motivo: falta de experiência. Ao contrário do que aconteceu comigo, o Special One não tinha dúvidas. Mas enganou-se. Ou foi enganado pela azia.
R – Tem tido tempo para espreitar o que se passa no futebol português?
JM – Não tenho visto muito, confesso, mas quero enaltecer o facto de a época passada ter sido muito competitiva. Até ao fim do campeonato não se sabia quem ia ser o campeão. E isso é bom, embora nós, treinadores, queiramos ser campeões com 20 pontos de avanço. É o que se quer a bem da competição. Foi o Braga a lutar com o Benfica até ao fim, como este ano pode ser outra vez o Braga, o FC Porto ou mesmo o Sporting.
E o Benfica a lutar com o Braga e o Sporting pelo segundo lugar náo é uma possibilidade?
R – Vê com naturalidade o Benfica novamente campeão?
JM – Não me surpreendia nada ver o Benfica de novo campeão. Se o FC Porto foi bi ou tri, porque não há de o Benfica ser também? Será perfeitamente normal. Tem equipa para isso, fez uma aposta clara em manter a estrutura do seu plantel, porque tem legítimas aspirações. Quer voltar a ser campeão e quer regressar à ribalta do futebol europeu, lutando pela Liga dos Campeões. Mas, repito, não tenho grandes condições para poder avaliar as equipas. O que eu gostava de dizer é que acho que era merecido para o Braga jogar a fase de grupos da Liga dos Campeões.
O FC Porto não foi apenas Bi ou Tri, já foi Penta e antes do campeonato ganho nos túneis pelo senhor Ricardo Costa éra Tetra Campeão
R – Que comentário lhe merece o facto de o seu antigo adjunto, André Villas-Boas, ser o novo treinador do FC Porto?
JM – Costumo dizer que no futebol já nada me surpreende. Se o FC Porto achou que ele era o treinador indicado, porque não há de ser? Os resultados é que determinam sempre se as decisões tomadas são as mais ou as menos corretas. Muitos podem perguntar porque é que escolheram alguém que nunca foi treinador na vida, a não ser nestes dois ou três meses na Académica. Tudo vai depender dos jogos e dos resultados. Se ganhar tudo é o treinador perfeito. Agora não venham fazer comparações comigo, porque eu quando fui para o FC Porto já tinha trabalho de campo feito, o que é bastante diferente. E ainda assim puseram-me muitos pontos de interrogação. Os resultados que consegui é que acabaram por dar razão à opção feita pelo presidente do FC Porto.
Não sei quantos jogos ele fez antes de chegar ao FC Porto, mas se não temos os mesmos, ele tem mais quatro ou cinco
Resposta de André Villas-Boas
Na verdade o treinador do FC Porto até exagerou. Existe apenas um jogo de diferença no percurso que ambos fizeram como treinadores principais até chegarem ao clube português com mais titulos: entre Benfica e União de Leiria, José Mourinho somou 31 jogos; na Académica, André Villas-Boas fez 30.
Frase dos últimos meses:
Ambicionei esta cadeira muito tempo, é a minha cadeira de sonho e não vou abdicar dela por qualquer coisa.
André Villas-Boas
13/11/10
Porque hoje é sábado...e porque Belluschi merece.
A metamorfose de Belluschi, um "oito" que vale mais do que um "dez"
Há jogadores que têm o condão de se reinventar e de contrariar ideias feitas. Belluschi parece ser um desses casos de metamorfose radical, tendo passado a fazer parte de um reduzido lote de exemplos capazes de surpreender boa parte dos críticos (grupo em que, de resto, nos incluímos). Reconhecê-lo acaba por ser o mais justo elogio que se pode fazer a uma unidade a quem todos reconheciam muitos méritos, mas que só esta época ganhou o estatuto de fundamental e talvez até de imprescindível.

Qual libélula que de um dia para o outro ganhou asas, o argentino desenvolveu-se e deixou de ser um "dez" que, por força do desenho táctico (4x3x3), tinha de jogar a "sete" ou a "oito", com tudo o que isso acarretava em termos de prejuízo para a equipa como para ele próprio. Hoje, Belluschi conserva o que já o distinguia - classe pura, técnica, remate e visão de jogo. Mas acrescentou-lhe, por exemplo, sentido posicional raro e capacidade guerreira, tudo qualidades que os analistas consideravam não integrar o seu ADN. Sabe-se agora que elas estavam lá, só que camufladas e por revelar.
Não por acaso, Belluschi foi o jogador do FC Porto que mais nos surpreendeu frente ao Benfica, mesmo que a sua exibição tenha surgido na sequência de outras muito meritórias realizadas esta época. Claro que - é mais do que evidente - Hulk foi o homem do jogo, pelos golos e pelo poder desequilibrante que já lhe é reconhecido até pelos seus mais antigos detractores. Mas, independentemente dos tiros nos pés que acabaram por representar para o Benfica e para alguns dos seus principais jogadores (David Luiz, Coentrão, Aimar e, por exclusão, Saviola) as opções tácticas e o discurso de Jorge Jesus, a verdade é que Hulk limitou-se a valorizar boa parte das características que há muito o consagram como um jogador fenomenal, uma autêntica ave ara.
O mesmo se poderia dizer de Falcao, sempre eficaz e ainda mais letal quando encontra pela frente o primeiro clube português que o tentou contratar. E, obviamente, não deve ser desprezado também o mérito de André Villas-Boas, que tem contrariado os temores em torno da sua juventude com um trabalho de qualidade, uma sagacidade táctica assinalável e um discurso em que impera a confiança e a frontalidade. Tudo com uns pingos de arrogância que, pelo menos por enquanto, até contribuem para a aura mediática e vencedora.
Belluschi sempre foi visto como um médio-ofensivo, alguém que rendia claramente mais nas costas dos avançados, servindo de interface entre o miolo e o ataque. Foi assim no Newells"s Old Boys, onde deu os primeiros passos como profissional, ganhou os seus primeiros títulos e somou as suas duas primeiras e, até ao momento, únicas internacionalizações. E continuou a ser assim quando, quatro anos depois, foi chamado a ajudar a substituir Gallardo e Lucho (que se havia mudado precisamente para o FC Porto) no River Plate. As boas exibições levaram o Olympiakos a pagar por ele 7,4 milhões de euros (por metade do passe), na reabertura do mercado em 2008. Na Grécia, continuou a vender talento, mesmo que com várias intermitências exibicionais, jogando a "dez". Foi também no Pireu que teve a sua primeira experiência feliz frente ao Benfica, derrotado por 5-1, em 2008/09. Essa tendência manteve-se na época passada, quando contribuiu com um golo e duas assistências para impedir que os benfiquistas fizessem a festa do título no Dragão.
As suas qualidades agradaram a Jesualdo Ferreira, que há um ano deu o aval à sua contratação como potencial substituto de Lucho, vendido ao Marselha por 17 milhões de euros. Belluschi custou cinco milhões, mas por apenas metade do passe, continuando o restante a pertencer ao empresário israelita Pina Zahavi. Ficou com uma cláusula de rescisão de 30 milhões e uma outra que prolonga automaticamente o contrato em mais um ano (até 2014) caso realizasse um determinado número de jogos, entretanto já cumpridos. Refira-se que uma eventual transferência pode ser um pouco prejudicada por ainda não possuir o estatuto de comunitário.
Na época passada, Belluschi alinhou em 27 das 30 jornadas do campeonato, quase sempre a titular. Marcou quatro golos, mas esteve longe de conseguir afastar o sentimento de orfandade pelo compatriota Lucho. Essa foi, de resto, uma das razões apontadas para o menor rendimento e para a época fracassada que levou à saída de Jesualdo. Durante o defeso, alguns jornais chegaram a aventar a possibilidade de Belluschi receber uma guia de marcha idêntica às que tinham sido entregues a Tomás Costa e Valeri.
Até por isso, não deixou de ser sintomático que Villas-Boas tenha apostado em Belluschi desde a primeira hora. Fê-lo mesmo contra a expectativa dos adeptos, crentes de que esta seria a época da afirmação definitiva de Rúben Micael. E continuou a fazê-lo mesmo depois de Pinto da Costa ter provado por que há muito dizia que Moutinho era um jogador à FC Porto... Aqui há que dar mérito ao técnico portista. Ele percebeu, melhor e mais rápido do que todos nós, que Belluschi tinha predicados que estavam ocultos e à espera de serem desvendados.
Outro exemplo possível da capacidade de aproveitamento dos recursos disponíveis é o romeno Sapunaru. De totalmente desacreditado, o romeno passou num ápice a aposta principal nos jogos de maior grau de dificuldade, numa rotação com Fucile que é um dos exemplos possíveis da inteligente gestão que André Villas-Boas tem sabido fazer.
A transfiguração de Belluschi já tinha sido patente em Coimbra. O pantanal em que se tinha transformado o relvado não impediu o argentino de se manter à tona da água e de terminar como um dos melhores em campo. De resto, Belluschi segue surpreendentemente como o portista que conseguiu mais recuperações de bola (81) nas dez jornadas do campeonato, claramente à frente de João Moutinho (65). Esta sua nova faceta já tinha começado a ser notória no termo da época passada, quando foi quem mais correu na final da Taça de Portugal.
Os jogadores sul-americanos melhoram substancialmente o rendimento após o segundo ano na Europa. Belluschi chegou a Portugal após vários anos na Grécia, mas pode também estar a beneficiar de uma primeira fase de adaptação às singularidades do futebol português. Mas, mais importante do que isso, foi certamente o facto de ter passado a jogar ao lado de Moutinho, cuja inteligência táctica e posicional contribui para que tudo funcione com maior harmonia em seu redor.
Belluschi já foi deixando algumas explicações para a sua metamorfose. Por um lado, reconhece ser "mérito da equipa e do treinador", que o libertou e lhe deu confiança. Nesse ponto, vale a pena acrescentar uma passagem de uma outra entrevista em que diz que o FC Porto é agora uma equipa mais parecida com o Barcelona na forma de jogar, o que, depreende-se, beneficia as suas características. Mas onde Belluschi deve mesmo ter acertado na mouche foi quando afirmou: "É mérito meu também, que me propus estar melhor e trabalhar mais do que na época passada". Nota-se
Bruno Prata no Público
Há jogadores que têm o condão de se reinventar e de contrariar ideias feitas. Belluschi parece ser um desses casos de metamorfose radical, tendo passado a fazer parte de um reduzido lote de exemplos capazes de surpreender boa parte dos críticos (grupo em que, de resto, nos incluímos). Reconhecê-lo acaba por ser o mais justo elogio que se pode fazer a uma unidade a quem todos reconheciam muitos méritos, mas que só esta época ganhou o estatuto de fundamental e talvez até de imprescindível.

Qual libélula que de um dia para o outro ganhou asas, o argentino desenvolveu-se e deixou de ser um "dez" que, por força do desenho táctico (4x3x3), tinha de jogar a "sete" ou a "oito", com tudo o que isso acarretava em termos de prejuízo para a equipa como para ele próprio. Hoje, Belluschi conserva o que já o distinguia - classe pura, técnica, remate e visão de jogo. Mas acrescentou-lhe, por exemplo, sentido posicional raro e capacidade guerreira, tudo qualidades que os analistas consideravam não integrar o seu ADN. Sabe-se agora que elas estavam lá, só que camufladas e por revelar.
Não por acaso, Belluschi foi o jogador do FC Porto que mais nos surpreendeu frente ao Benfica, mesmo que a sua exibição tenha surgido na sequência de outras muito meritórias realizadas esta época. Claro que - é mais do que evidente - Hulk foi o homem do jogo, pelos golos e pelo poder desequilibrante que já lhe é reconhecido até pelos seus mais antigos detractores. Mas, independentemente dos tiros nos pés que acabaram por representar para o Benfica e para alguns dos seus principais jogadores (David Luiz, Coentrão, Aimar e, por exclusão, Saviola) as opções tácticas e o discurso de Jorge Jesus, a verdade é que Hulk limitou-se a valorizar boa parte das características que há muito o consagram como um jogador fenomenal, uma autêntica ave ara.
O mesmo se poderia dizer de Falcao, sempre eficaz e ainda mais letal quando encontra pela frente o primeiro clube português que o tentou contratar. E, obviamente, não deve ser desprezado também o mérito de André Villas-Boas, que tem contrariado os temores em torno da sua juventude com um trabalho de qualidade, uma sagacidade táctica assinalável e um discurso em que impera a confiança e a frontalidade. Tudo com uns pingos de arrogância que, pelo menos por enquanto, até contribuem para a aura mediática e vencedora.
Belluschi sempre foi visto como um médio-ofensivo, alguém que rendia claramente mais nas costas dos avançados, servindo de interface entre o miolo e o ataque. Foi assim no Newells"s Old Boys, onde deu os primeiros passos como profissional, ganhou os seus primeiros títulos e somou as suas duas primeiras e, até ao momento, únicas internacionalizações. E continuou a ser assim quando, quatro anos depois, foi chamado a ajudar a substituir Gallardo e Lucho (que se havia mudado precisamente para o FC Porto) no River Plate. As boas exibições levaram o Olympiakos a pagar por ele 7,4 milhões de euros (por metade do passe), na reabertura do mercado em 2008. Na Grécia, continuou a vender talento, mesmo que com várias intermitências exibicionais, jogando a "dez". Foi também no Pireu que teve a sua primeira experiência feliz frente ao Benfica, derrotado por 5-1, em 2008/09. Essa tendência manteve-se na época passada, quando contribuiu com um golo e duas assistências para impedir que os benfiquistas fizessem a festa do título no Dragão.
As suas qualidades agradaram a Jesualdo Ferreira, que há um ano deu o aval à sua contratação como potencial substituto de Lucho, vendido ao Marselha por 17 milhões de euros. Belluschi custou cinco milhões, mas por apenas metade do passe, continuando o restante a pertencer ao empresário israelita Pina Zahavi. Ficou com uma cláusula de rescisão de 30 milhões e uma outra que prolonga automaticamente o contrato em mais um ano (até 2014) caso realizasse um determinado número de jogos, entretanto já cumpridos. Refira-se que uma eventual transferência pode ser um pouco prejudicada por ainda não possuir o estatuto de comunitário.
Na época passada, Belluschi alinhou em 27 das 30 jornadas do campeonato, quase sempre a titular. Marcou quatro golos, mas esteve longe de conseguir afastar o sentimento de orfandade pelo compatriota Lucho. Essa foi, de resto, uma das razões apontadas para o menor rendimento e para a época fracassada que levou à saída de Jesualdo. Durante o defeso, alguns jornais chegaram a aventar a possibilidade de Belluschi receber uma guia de marcha idêntica às que tinham sido entregues a Tomás Costa e Valeri.
Até por isso, não deixou de ser sintomático que Villas-Boas tenha apostado em Belluschi desde a primeira hora. Fê-lo mesmo contra a expectativa dos adeptos, crentes de que esta seria a época da afirmação definitiva de Rúben Micael. E continuou a fazê-lo mesmo depois de Pinto da Costa ter provado por que há muito dizia que Moutinho era um jogador à FC Porto... Aqui há que dar mérito ao técnico portista. Ele percebeu, melhor e mais rápido do que todos nós, que Belluschi tinha predicados que estavam ocultos e à espera de serem desvendados.
Outro exemplo possível da capacidade de aproveitamento dos recursos disponíveis é o romeno Sapunaru. De totalmente desacreditado, o romeno passou num ápice a aposta principal nos jogos de maior grau de dificuldade, numa rotação com Fucile que é um dos exemplos possíveis da inteligente gestão que André Villas-Boas tem sabido fazer.
A transfiguração de Belluschi já tinha sido patente em Coimbra. O pantanal em que se tinha transformado o relvado não impediu o argentino de se manter à tona da água e de terminar como um dos melhores em campo. De resto, Belluschi segue surpreendentemente como o portista que conseguiu mais recuperações de bola (81) nas dez jornadas do campeonato, claramente à frente de João Moutinho (65). Esta sua nova faceta já tinha começado a ser notória no termo da época passada, quando foi quem mais correu na final da Taça de Portugal.
Os jogadores sul-americanos melhoram substancialmente o rendimento após o segundo ano na Europa. Belluschi chegou a Portugal após vários anos na Grécia, mas pode também estar a beneficiar de uma primeira fase de adaptação às singularidades do futebol português. Mas, mais importante do que isso, foi certamente o facto de ter passado a jogar ao lado de Moutinho, cuja inteligência táctica e posicional contribui para que tudo funcione com maior harmonia em seu redor.
Belluschi já foi deixando algumas explicações para a sua metamorfose. Por um lado, reconhece ser "mérito da equipa e do treinador", que o libertou e lhe deu confiança. Nesse ponto, vale a pena acrescentar uma passagem de uma outra entrevista em que diz que o FC Porto é agora uma equipa mais parecida com o Barcelona na forma de jogar, o que, depreende-se, beneficia as suas características. Mas onde Belluschi deve mesmo ter acertado na mouche foi quando afirmou: "É mérito meu também, que me propus estar melhor e trabalhar mais do que na época passada". Nota-se
Bruno Prata no Público
11/11/10
Stupify, o Labaredas também não acredita em coincidências. ;)
Finalmente com piada!
Ora aí está algo que dá vontade de rir. Finalmente! Poucas horas depois de a sua equipa mega estratosférica ter sido goleada no Estádio do Dragão, os jornais anunciam que Ricardo Araújo Pereira vai deixar de espalhar veneno nas páginas de A Bola. E não vai sozinho. A Travessa da Queimada perde também José Diogo Quintela, o fedorento verde, parceiro na falta de humor. Será que os 5-0 os deixaram sem «inspiração»?
O Labaredas acredita que sim. A «azia» tem destas coisas. Recupera o decoro, por mais ínfimo que seja. Resta-lhes agora os dividendos da publicidade televisiva. Muito bem paga, por sinal, e igualmente desprovida de interesse.
Ora aí está algo que dá vontade de rir. Finalmente! Poucas horas depois de a sua equipa mega estratosférica ter sido goleada no Estádio do Dragão, os jornais anunciam que Ricardo Araújo Pereira vai deixar de espalhar veneno nas páginas de A Bola. E não vai sozinho. A Travessa da Queimada perde também José Diogo Quintela, o fedorento verde, parceiro na falta de humor. Será que os 5-0 os deixaram sem «inspiração»?
O Labaredas acredita que sim. A «azia» tem destas coisas. Recupera o decoro, por mais ínfimo que seja. Resta-lhes agora os dividendos da publicidade televisiva. Muito bem paga, por sinal, e igualmente desprovida de interesse.
O julgamento de Rio
Já aqui o afirmei e volto a repetir-me. Por vezes tenho a impressão que muitos portistas e portuenses gostam de sofrer. Por exemplo, quando assistem, todas as semanas, aos programas desportivos que não são mais do que agentes de propaganda benfiquista e anti-portista ou quando elegem Rui Rio, um dos muitos inimigos do FC Porto. Vem este pequeno desabafo a propósito de uma notícia que teve pouco ou nenhum impacto em alguma imprensa e da crónica de Manuel Tavares no jornal O Jogo de hoje onde o jornalista comenta a notícia. Aqui está ela:
O julgamento de Rio
Já poucos se recordarão que o processo ontem concluído em tribunal com uma sentença que iliba o FC Porto e o antigo presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, de qualquer ilícito penal, ou outro, no chamado Plano de Pormenor das Antas, teve origem na campanha política que Rui Rio liderou.
Percebe-se, agora, que mais do que dúvidas reais sobre os termos em que foram feitas permutas de terrenos ou se avaliou volumetrias, o que conduziu Rio foi evidentemente uma linha de política que visava afrontar e também afirmar-se contra Pinto da Costa e contra o PS de Fernando Gomes, que o presidente do FC Porto apoiou.
Hoje, em tempos de vacas magras para o país e mais ainda para a região Norte, volta a ouvir-se o discurso da necessidade de trazer à boca de cena as marcas mais valiosas como a do FC Porto ou a do Vinho do Porto, como condição indispensável para impedir que a cidade se afunde no marasmo da imobilidade de várias raízes e matizes.
E esta realidade terá, mais cedo ou mais tarde, de ter também o seu julgamento, não em tribunal mas nas urnas. Porque, na verdade, para além de ter objectivamente denegrido uma instituição enorme da cidade, o que Rui Rio mostrou até agora é que não teve alternativa credível para o desenvolvimento sustentável do Porto. É verdade que as contas estarão contabilisticamente mais equilibradas, mas, se virmos bem, não há obra nova mais visível no Porto que justamente a nova Antas, em torno do Dragão.
O julgamento de Rio
Já poucos se recordarão que o processo ontem concluído em tribunal com uma sentença que iliba o FC Porto e o antigo presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, de qualquer ilícito penal, ou outro, no chamado Plano de Pormenor das Antas, teve origem na campanha política que Rui Rio liderou.
Percebe-se, agora, que mais do que dúvidas reais sobre os termos em que foram feitas permutas de terrenos ou se avaliou volumetrias, o que conduziu Rio foi evidentemente uma linha de política que visava afrontar e também afirmar-se contra Pinto da Costa e contra o PS de Fernando Gomes, que o presidente do FC Porto apoiou.
Hoje, em tempos de vacas magras para o país e mais ainda para a região Norte, volta a ouvir-se o discurso da necessidade de trazer à boca de cena as marcas mais valiosas como a do FC Porto ou a do Vinho do Porto, como condição indispensável para impedir que a cidade se afunde no marasmo da imobilidade de várias raízes e matizes.
E esta realidade terá, mais cedo ou mais tarde, de ter também o seu julgamento, não em tribunal mas nas urnas. Porque, na verdade, para além de ter objectivamente denegrido uma instituição enorme da cidade, o que Rui Rio mostrou até agora é que não teve alternativa credível para o desenvolvimento sustentável do Porto. É verdade que as contas estarão contabilisticamente mais equilibradas, mas, se virmos bem, não há obra nova mais visível no Porto que justamente a nova Antas, em torno do Dragão.
30/10/10
Sugestão a Carolina Salgado para fazer 300 horas de trabalho comunitário numa tarde
Não sei que tipo de trabalho comunitário estará Carolina Salgado preparada para realizar. Mas tendo em conta a única profissão que publicamente lhe foi conhecida - a de dançarina num bar de strip-tease (porque suponho que ter sido esposa de alguém ainda não possa ser considerado uma profissão, embora muita gente viva disto), fica a ideia para um trabalho que a Sra. Carolina possa vir a desenvolver de forma profissional e em prol da comunidade (pelo menos parte dela). Não perdia tempo com recursos, poupava no advogado e resolvia tudo numa tarde. Isto se os juízes concordarem com o exposto e proposto, obviamente.
A solução passaria por instalar um varão gigante no centro da Avenida da Liberdade, com aproximadamente 20 metros de altura, e durante a megamanifestação que os sindicatos estão a preparar para o próximo dia 24 de Novembro, Carolina podia actuar como nos bons velhos tempos, não no Calor da Noite, mas quem sabe numa tardinha de sol morno e com cheirinho a castanhas assadas no ar.
Os manifestantes, enquanto protestavam contra as medidas do governo, tiravam as medidas a Carolina. E seria bonito vê-la no varão com João Proença da UGT e Carvalho da Silva da CGTP a gritarem palavras de ordem ao som de "You can leave your hat on" do Joe Cocker. Até porque não é muito comum vê-los unidos por uma causa.
Assim, e enquanto todos faziam a greve geral, Carolina fazia uma espécie de geral na greve.
Tudo isto porque me assustei ao ler aqui no Expresso a seguinte noticia: "Ela mostrou-se receptiva a trabalhar num lar de crianças ou idosos, ou em qualquer tipo de associação de beneficência, desde que em horário compatível com as suas responsabilidades de mãe e as que vier a assumir num emprego futuro"
Deixai por favor os velhinhos, os pobres e as crianças em paz. Só faltava agora terem de levar com a Carolina Salgado. Não são eles os mais frágeis e indefesos? Porque judiais deles desta maneira cobarde?
Carolina pode ainda, no final do evento, editar novo livro. Quiçá com a ajuda da sua grande amiga e conselheira, a jornalista Leonor Pinhão, o poço de isenção com quem partilhou tantas mágoas, e cujo testemunho o tribunal achou tão importante e credível para este processo que decidiu nem sequer se dar ao trabalho de ouvir. Elucidativo.
Deixo até sugestões de títulos para o manuscrito: "Carolina, a 300 horas da liberdade" ou até "Eu Carolina: as minhas 300 horas no varão da Avenida". O prefácio podia ser de Jorge Nuno Pinto da Costa. Qualquer coisa do género "na minha altura não foi 300 carago. Foi menos". Ou até de Luís Filipe Vieira: "gostava que o livro tivesse mais imagens e menos letras, Mas está bonito".
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
A solução passaria por instalar um varão gigante no centro da Avenida da Liberdade, com aproximadamente 20 metros de altura, e durante a megamanifestação que os sindicatos estão a preparar para o próximo dia 24 de Novembro, Carolina podia actuar como nos bons velhos tempos, não no Calor da Noite, mas quem sabe numa tardinha de sol morno e com cheirinho a castanhas assadas no ar.
Os manifestantes, enquanto protestavam contra as medidas do governo, tiravam as medidas a Carolina. E seria bonito vê-la no varão com João Proença da UGT e Carvalho da Silva da CGTP a gritarem palavras de ordem ao som de "You can leave your hat on" do Joe Cocker. Até porque não é muito comum vê-los unidos por uma causa.
Assim, e enquanto todos faziam a greve geral, Carolina fazia uma espécie de geral na greve.
Tudo isto porque me assustei ao ler aqui no Expresso a seguinte noticia: "Ela mostrou-se receptiva a trabalhar num lar de crianças ou idosos, ou em qualquer tipo de associação de beneficência, desde que em horário compatível com as suas responsabilidades de mãe e as que vier a assumir num emprego futuro"
Deixai por favor os velhinhos, os pobres e as crianças em paz. Só faltava agora terem de levar com a Carolina Salgado. Não são eles os mais frágeis e indefesos? Porque judiais deles desta maneira cobarde?
Carolina pode ainda, no final do evento, editar novo livro. Quiçá com a ajuda da sua grande amiga e conselheira, a jornalista Leonor Pinhão, o poço de isenção com quem partilhou tantas mágoas, e cujo testemunho o tribunal achou tão importante e credível para este processo que decidiu nem sequer se dar ao trabalho de ouvir. Elucidativo.
Deixo até sugestões de títulos para o manuscrito: "Carolina, a 300 horas da liberdade" ou até "Eu Carolina: as minhas 300 horas no varão da Avenida". O prefácio podia ser de Jorge Nuno Pinto da Costa. Qualquer coisa do género "na minha altura não foi 300 carago. Foi menos". Ou até de Luís Filipe Vieira: "gostava que o livro tivesse mais imagens e menos letras, Mas está bonito".
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
24/10/10
A frase do dia é uma crónica do grande Jorge Maia
Uma questão de peso
Vítor Baía sentiu necessidade de se esclarecer ontem, depois de ter sido "descontextualizado" na véspera. Para não haver confusões desta vez, explicou, como quem faz um desenho a um miúdo, que há quem use pesos e medidas diferentes para avaliar aquilo que se consegue no FC Porto e aquilo que se consegue nos clubes da capital. Nada de novo. E nada de velho, também. Tome-se como exemplo esta jornada europeia, até porque ainda está fresca na memória. Imaginem-se as loas que não se teriam tecido se uma equipa da capital do império tivesse ganho por 3-1 num dos estádios mais complicados do mundo, em (dupla) inferioridade numérica, e contra uma arbitragem fora-da-lei. Que génio não seria o seu treinador? Que artistas os seus jogadores? Que sonhos não estariam ao seu alcance? E depois, imagine-se o que não se teria escrito se o FC Porto tivesse perdido contra o 14º classificado do campeonato francês por 2-0 sem ter conseguido criar uma única oportunidade de golo. Estão a perceber? É disso que Vítor Baía falava.
JORGE MAIA n`O Jogo
Vítor Baía sentiu necessidade de se esclarecer ontem, depois de ter sido "descontextualizado" na véspera. Para não haver confusões desta vez, explicou, como quem faz um desenho a um miúdo, que há quem use pesos e medidas diferentes para avaliar aquilo que se consegue no FC Porto e aquilo que se consegue nos clubes da capital. Nada de novo. E nada de velho, também. Tome-se como exemplo esta jornada europeia, até porque ainda está fresca na memória. Imaginem-se as loas que não se teriam tecido se uma equipa da capital do império tivesse ganho por 3-1 num dos estádios mais complicados do mundo, em (dupla) inferioridade numérica, e contra uma arbitragem fora-da-lei. Que génio não seria o seu treinador? Que artistas os seus jogadores? Que sonhos não estariam ao seu alcance? E depois, imagine-se o que não se teria escrito se o FC Porto tivesse perdido contra o 14º classificado do campeonato francês por 2-0 sem ter conseguido criar uma única oportunidade de golo. Estão a perceber? É disso que Vítor Baía falava.
JORGE MAIA n`O Jogo
21/05/10
Golo à Falcao no texto dos outros
Nenhum de nós esqueceu este golo mágico que o Falcao marcou ao Maritimo. E como são golos como este que levam os adeptos aos estádios, o texto dos outros desta semana explica como nasceu e quem foi o autor do pontapé de bicicleta, também chamado golo de chilena:
O inventor do pontapé de bicicleta

São inúmeros os livros especializados em futebol que teimam em atribuir a invenção do pontapé de bicicleta ao genial avançado brasileiro Leónidas. O Diamante Negro que brilhou com a selecção brasileira (na sua fase pré-canarinha) no Mundial de França em 1938 foi, de facto, um jogador de uma técnica excepcional capaz de momentos únicos e começou a popularizar o complexo movimento.
1. Ramón Unzaga Asla
Mas o seu inventor já então tinha deixado os relvados caindo no esquecimento apesar de, ainda hoje, no mundo hispânico o golpe tenha ainda um nome que evoca a sua real origem: chamam-lhe a “chilena”. Ramón Unzaga Asla é o verdadeiro inventor de um dos movimentos mais apreciados pelos adeptos. Ao contrário do genial brasileiro, Unzaga não passou para a história muito por culpa de sempre se ter recusado a sair do clube onde actuou ao largo da sua carreira, o modesto Club Atlético no Chile, onde vivia desde os 12 anos.
Unzaga nascera em Bilbao em 1894, mas aos 12 anos foi forçado a seguir a família que emigrara do País Basco para o país sul-americano. Aí Unzaga começou a praticar regularmente o jogo que acabara de se tornar num fenómeno de popularidade e na universidade deu de tal forma nas vistas que se tornou na estrela do clube local de Talcahuano. Trocou a cidadania espanhola pela chilena e começou igualmente a disputar encontros pelo seu país de acolhida. Mas, reza a lenda, foi no estádio da pequena cidade onde vivia que imortalizou definitivamente o seu nome ao ensaiar pela primeira vez um pontapé acrobático no ar.
2. A origem da Chilena
Num jogo disputado em 1914 no El Morro o jogador ensaiou o golpe e deixou estupefacta a bancada. Semana após semana repetia o movimento que foi rapidamente baptizado como “la chorera” em nome da Escuela Chorera que se dava à formação local, a grande base da selecção chilena da época. Em 1920 o jogador apresentou ao mundo o movimento na Copa América disputada no Chile num desafio contra a Argentina. Maravilhados, os jornalistas argentinos rebaptizaram o golpe como “la chilena”, expressão que é a que, ainda hoje, se utiliza em Espanha e na América do Sul, incluindo o sul do Brasil. Unzaga recebeu vários convites de clubes argentinos e uruguaios, mas nunca saiu do seu país de adopção, passando assim desapercebido o seu invento.
3. O mundo descobre o pontapé de bicicleta
Sete anos depois um compatriota, David Arellano, aproveitou uma digressão do Colo Colo pela Europa para apresentar o movimento aos europeus. Mas só onze depois, naquele inesquecível mundial onde pela primeira vez o Brasil fez parar o Mundo, se tornou mundialmente famoso o pontapé de bicicleta de Leónidas. O Brasil até terminou em terceiro e a carreira de Leónidas ficou congelada pelo irromper da II Guerra Mundial, mas desde então o nascimento do golpe tem sido atribuído à sua autoria. Enquanto isso Unzaga caiu de tal forma no esquecimento que nem na sua terra natal nem na sua cidade de acolhida há um memorial que recorde quem primeiro decidiu desafiar a gravidade para desenhar uma verdadeira obra de arte com os pés.
futebolmagazine.com
04/05/10
O Adeus a Pedroto
Esta tarde estive a fazer uma limpeza geral ao computador e reparei numa crónica antiga que «roubei» há uns anitos ao blog Terceiro Anel. Aqui está ela com uma foto escolhida por mim:
Memórias do Clássico (IX)
Categoria: O Último Clássico das Antas

Setembro 1984 .
O Adeus a Pedroto
A época de 1984/1985 começara com um Benfica bi-campeão, a ver partir o seu treinador Eriksson, e com ele Stromberg e Fernando Chalana, estrela do Euro 1984. A sucessão de Svennis foi complicada, apesar do sueco ter indicado Toni para seu sucessor, mas Fernando Martins demorou a tomar uma decisão, que começou por passar por Tomislav Ivic, que depois de assinar contrato, despediu-se, prometendo "voltar um dia", acabando por ser contratado Pal Csernai, conhecido por ser um dos treinadores mais duros do Mundo, o verdadeiro "treinador de chicote na mão". No FC Porto também havia novidades: Artur Jorge era o escolhido para suceder a Pedroto ; Fernando Gomes é impedido de se transferir para o AC Milan ; Jaime Pacheco e Sousa rumavam a Alvalade, alegando salários em atraso ; Pinto da Costa, em manobra vingativa, "rouba" Futre ao Sporting, que rescinde por "falta de condições psicológicas", depois de conhecer a vontade dos dirigentes do seu anterior clube em emprestarem-no à Académica.
Depois de uma derrota no Bessa, a contestação à opção por Artur Jorge para substituir Pedroto começava a sentir-se, só que a resposta do treinador portista foi dada em campo, numa vitória por 2-0 frente ao Benfica, na semana seguinte, com Fernando Gomes, aos 16 e 18 minutos, a apontar os dois golos frente a um conjunto encarnado decepcionante, numa antevisão do que viria a ser o Benfica de Csernai.
O técnico húngaro, no final do jogo, queixou-se de falta de sorte: "O Benfica teve algum azar. O Veloso teve que ser substituido muito cedo, o que me obrigou a uma alteração no sistema de jogo. Foi nessa altura que o FC Porto apontou os dois golos. Admirei a vontade de vencer dos nossos adversários, mas os seus jogadores abusam, por vezes, da agressividade, que chegou a ser violência". Artur Jorge, bem diferente dos dias de hoje, não se refugiou em lugares-comuns: "Foi um bom jogo de futebol, com o FC Porto a vencer com inteira justiça. Dominamos o jogo totalmente, criamos inúmeras oportunidades para dilatar o marcador e o Benfica não criou uma única oportunidade de golo. Penso que está tudo dito."
Um mês depois o FC Porto acabaria por ser eliminado da Taça das Taças pelo modestíssimo Wrexham, um conjunto galês, que actuava na 4ªdivisão inglesa. A partir daí, o caminho foi feito de êxitos, mas, pelo meio, a perda de José Maria Pedroto, que, em Janeiro de 1985, morre, em casa, vítima de cancro. Este FC Porto-Benfica acabou por ter o significado de ser o último com Pedroto vivo. E acabou com a vitória do seu clube contra o clube que odiava, mas que teve perto de orientar, em 1981, depois de ter sido "corrido" do FC Porto, no Verão de 1980, por Américo de Sá. O seu nome foi "vetado" por alguns dirigentes "encarnados" e acabou no Vitória de Guimarães, onde Pinto da Costa era conselheiro do jovem António Pimenta Machado, depois de rejeitar um convite do Sporting, que virar-se-ia para o britânico Malcolm "Big Mal" Allison. Baroti, que acabara de se sagrear campeão, ficava mais um ano na Luz, que viria a ser dominado pelos leões de "Big Mal", que conquistavam Campeonato e Taça. Pedroto regressaria em 1982, com Pinto da Costa, às Antas, mas acabou por não voltar a ser campeão.
José Maria Pedroto, segundo se sabe, terá indicado Artur Jorge para seu sucessor, e foi ele que acabou por criar as bases do FC Porto que viria a ganhar tudo - a nível interno e externo - ainda na década de 80. Triunfos que não chegou a viver, pois faleceu a 8 de Janeiro de 1985, depois de fazer três pedidos: um cálice de whisky, que bebeu com o auxílio de uma colher ; um cigarro, que não conseguiu fumar ; e, por fim, um sumo de laranja, que não chegou a beber. Morria assim, o homem que Fernando Vaz definiu como "a figura mais fascinante que conheci entre os homens do futebol do nosso tempo, apesar de ser amado por uns e detestado por outros".
Detestado por Mário Wilson, que dois dias antes da morte de Pedroto, ainda disparou: "Os lacaios que me fazem guerra são maus discipulos de um grande mestre, que procurou sempre guerras, mas quando o fez, avançou sempre na primeira linha, nunca buscou a rectaguarda, nunca deu homem por si. Pedroto é um sacarneirista, um verdadeiro mestre na arte da actuação em conflito". Pinto da Costa é que não gostou do que ouviu, e após a morte de Pedroto, em Assembleia Geral do clube das Antas, decretou a proibição de entrada nas instalações do clube de Wilson, ainda acrescentando: "Pedroto, para o fim, não era mais do que um leão moribundo. Pena foi que tenha levado um coice de um burro, que se aproveitou da sua incapacidade definitiva. Mas Pedroto, mesmo longe de nós, era grande de mais para ser atingindo por um coice de um burro qualquer".
Pedroto, também conhecido por "Zé do Boné", nasceu em Penafiel, a 21 de Outubro de 1928, iniciando a sua carreira de treinador nas escolas do FC Porto, de onde seguiu para técnico principal da Académica. Passou depois por Leixões e Varzim, até à primeira passagem pelas Antas, onde, em três anos, não ganhou qualquer título. Esteve cinco anos em Setúbal, conseguindo um segundo lugar, e dois anos no Boavista, onde voltou a conseguir ser segundo. Regressou às Antas, sagrando-se bi-campeão nacional, em 77/78 e 78/79, numa passagem entre 76 e 80, interrompida pelo "Verão Quente", que o levaria a Guimarães, de onde regressou ao FC Porto, para os dois últimos anos da sua carreira como treinador, o último dos quais, interrompido à 10ª Jornada, pois, a doença obrigou-o a tratamentos delicados, em Inglaterra, e apesar de orientar tecnicamente a equipa, dia após dia, estava impossibilitado de comparecer nas Antas, onde o seu adjunto António Morais colocava as suas ordens em prática.
Para além dos dois títulos de campeão, Pedroto venceu quatro Taças de Portugal - 3 pelo FC Porto e 1 pelo Boavista - uma Supertaça - pelo FC Porto frente ao Benfica - e foi finalista vencido da Taça das Taças, no seu último ano como treinador. Ao todo, em competições de clubes, terá feito cerca de 767 jogos como treinador principal, contando com perto de 57,5% de vitórias nas partidas que disputou, sem um único despedimento no decorrer da(s) temporada(s).
Memórias do Clássico (IX)
Categoria: O Último Clássico das Antas

Setembro 1984 .
O Adeus a Pedroto
A época de 1984/1985 começara com um Benfica bi-campeão, a ver partir o seu treinador Eriksson, e com ele Stromberg e Fernando Chalana, estrela do Euro 1984. A sucessão de Svennis foi complicada, apesar do sueco ter indicado Toni para seu sucessor, mas Fernando Martins demorou a tomar uma decisão, que começou por passar por Tomislav Ivic, que depois de assinar contrato, despediu-se, prometendo "voltar um dia", acabando por ser contratado Pal Csernai, conhecido por ser um dos treinadores mais duros do Mundo, o verdadeiro "treinador de chicote na mão". No FC Porto também havia novidades: Artur Jorge era o escolhido para suceder a Pedroto ; Fernando Gomes é impedido de se transferir para o AC Milan ; Jaime Pacheco e Sousa rumavam a Alvalade, alegando salários em atraso ; Pinto da Costa, em manobra vingativa, "rouba" Futre ao Sporting, que rescinde por "falta de condições psicológicas", depois de conhecer a vontade dos dirigentes do seu anterior clube em emprestarem-no à Académica.
Depois de uma derrota no Bessa, a contestação à opção por Artur Jorge para substituir Pedroto começava a sentir-se, só que a resposta do treinador portista foi dada em campo, numa vitória por 2-0 frente ao Benfica, na semana seguinte, com Fernando Gomes, aos 16 e 18 minutos, a apontar os dois golos frente a um conjunto encarnado decepcionante, numa antevisão do que viria a ser o Benfica de Csernai.
O técnico húngaro, no final do jogo, queixou-se de falta de sorte: "O Benfica teve algum azar. O Veloso teve que ser substituido muito cedo, o que me obrigou a uma alteração no sistema de jogo. Foi nessa altura que o FC Porto apontou os dois golos. Admirei a vontade de vencer dos nossos adversários, mas os seus jogadores abusam, por vezes, da agressividade, que chegou a ser violência". Artur Jorge, bem diferente dos dias de hoje, não se refugiou em lugares-comuns: "Foi um bom jogo de futebol, com o FC Porto a vencer com inteira justiça. Dominamos o jogo totalmente, criamos inúmeras oportunidades para dilatar o marcador e o Benfica não criou uma única oportunidade de golo. Penso que está tudo dito."
Um mês depois o FC Porto acabaria por ser eliminado da Taça das Taças pelo modestíssimo Wrexham, um conjunto galês, que actuava na 4ªdivisão inglesa. A partir daí, o caminho foi feito de êxitos, mas, pelo meio, a perda de José Maria Pedroto, que, em Janeiro de 1985, morre, em casa, vítima de cancro. Este FC Porto-Benfica acabou por ter o significado de ser o último com Pedroto vivo. E acabou com a vitória do seu clube contra o clube que odiava, mas que teve perto de orientar, em 1981, depois de ter sido "corrido" do FC Porto, no Verão de 1980, por Américo de Sá. O seu nome foi "vetado" por alguns dirigentes "encarnados" e acabou no Vitória de Guimarães, onde Pinto da Costa era conselheiro do jovem António Pimenta Machado, depois de rejeitar um convite do Sporting, que virar-se-ia para o britânico Malcolm "Big Mal" Allison. Baroti, que acabara de se sagrear campeão, ficava mais um ano na Luz, que viria a ser dominado pelos leões de "Big Mal", que conquistavam Campeonato e Taça. Pedroto regressaria em 1982, com Pinto da Costa, às Antas, mas acabou por não voltar a ser campeão.
José Maria Pedroto, segundo se sabe, terá indicado Artur Jorge para seu sucessor, e foi ele que acabou por criar as bases do FC Porto que viria a ganhar tudo - a nível interno e externo - ainda na década de 80. Triunfos que não chegou a viver, pois faleceu a 8 de Janeiro de 1985, depois de fazer três pedidos: um cálice de whisky, que bebeu com o auxílio de uma colher ; um cigarro, que não conseguiu fumar ; e, por fim, um sumo de laranja, que não chegou a beber. Morria assim, o homem que Fernando Vaz definiu como "a figura mais fascinante que conheci entre os homens do futebol do nosso tempo, apesar de ser amado por uns e detestado por outros".
Detestado por Mário Wilson, que dois dias antes da morte de Pedroto, ainda disparou: "Os lacaios que me fazem guerra são maus discipulos de um grande mestre, que procurou sempre guerras, mas quando o fez, avançou sempre na primeira linha, nunca buscou a rectaguarda, nunca deu homem por si. Pedroto é um sacarneirista, um verdadeiro mestre na arte da actuação em conflito". Pinto da Costa é que não gostou do que ouviu, e após a morte de Pedroto, em Assembleia Geral do clube das Antas, decretou a proibição de entrada nas instalações do clube de Wilson, ainda acrescentando: "Pedroto, para o fim, não era mais do que um leão moribundo. Pena foi que tenha levado um coice de um burro, que se aproveitou da sua incapacidade definitiva. Mas Pedroto, mesmo longe de nós, era grande de mais para ser atingindo por um coice de um burro qualquer".
Pedroto, também conhecido por "Zé do Boné", nasceu em Penafiel, a 21 de Outubro de 1928, iniciando a sua carreira de treinador nas escolas do FC Porto, de onde seguiu para técnico principal da Académica. Passou depois por Leixões e Varzim, até à primeira passagem pelas Antas, onde, em três anos, não ganhou qualquer título. Esteve cinco anos em Setúbal, conseguindo um segundo lugar, e dois anos no Boavista, onde voltou a conseguir ser segundo. Regressou às Antas, sagrando-se bi-campeão nacional, em 77/78 e 78/79, numa passagem entre 76 e 80, interrompida pelo "Verão Quente", que o levaria a Guimarães, de onde regressou ao FC Porto, para os dois últimos anos da sua carreira como treinador, o último dos quais, interrompido à 10ª Jornada, pois, a doença obrigou-o a tratamentos delicados, em Inglaterra, e apesar de orientar tecnicamente a equipa, dia após dia, estava impossibilitado de comparecer nas Antas, onde o seu adjunto António Morais colocava as suas ordens em prática.
Para além dos dois títulos de campeão, Pedroto venceu quatro Taças de Portugal - 3 pelo FC Porto e 1 pelo Boavista - uma Supertaça - pelo FC Porto frente ao Benfica - e foi finalista vencido da Taça das Taças, no seu último ano como treinador. Ao todo, em competições de clubes, terá feito cerca de 767 jogos como treinador principal, contando com perto de 57,5% de vitórias nas partidas que disputou, sem um único despedimento no decorrer da(s) temporada(s).
20/03/10
Onde está a polémica?
Deco
Quando a Suiça foi campeã mundial de Sub17 com 90% dos jogadores com dupla nacionalidade o jornal Le Matin, da Suíça francesa, escreveu que foi um momento histórico quando o presidente da Fifa, Sepp Blatter, do Valais, entregou o troféu aos vencedores suíços. Porque tinham vencido com a camisola helvétiva. No entanto, todos sabiam que esses jovens não éram 100% suíços como o Deco também não é e nunca foi 100% português. Aliás, o Deco, o Pepe ou agora o Liedson são apelidados de luso-brasileiros. E muito bem porque é isso que eles são.
Futebol suíço procura binacionais ou expatriados
Imagem: Zdravko Kuzmanovic, antigo jogador do F.C Basileia e agora no Fiorentina foi formado na Suíça, mas joga agora pela selecção sérvia.
A Associação Suíça de Futebol procura jovens estrangeiros de origem suíça para compensar a partida, para jogar em outras selecções nacionais, dos juniores binacionais formados na Suíça.
Treinadores suíços presentes no Canadá, Brasil ou Argentina colocaram-se voluntariamente à disposição para fazer esse trabalho.
"Cerca de duzentos jovens suíços do estrangeiro já se manifestaram e foram considerados competentes para fazer parte de uma selecção nacional. Agora precisamos julgar a qualidade desses jogadores antes de convocá-los a uma série de treinos", explica Hansruedi Hasler, director técnico da Associação Suíça de Futebol (ASF, na sigla em francês)
Os mais jovens foram solicitados a enviar um vídeo mostrando suas habilidades com a bola. Já os jovens entre 15 e 17 anos serão convidados no outono a reunirem-se durante uma semana de treinos em Tenero, no cantão do Tessin. Este será organizado em cooperação com a Organização dos Suíços do Estrangeiro (OSE).
"Olheiros"
Até agora nenhuma rede de observação composta por treinadores ou "espiões" foi activada nos diversos países onde estão os jovens talentos potencialmente interessantes para as selecções suíças de juniores.
"Os treinadores suíços que estão no Canadá, Brasil ou Argentina dispuseram-se voluntariamente a trabalhar para a ASF", revela Hansruedi Hasler. Porém a boa vontade dos patrícios no exterior não tira a complicação do trabalho. "Como vamos observar um ou dois jogadores no Panamá? E quem vai pagar as despesas?", pergunta o dirigente.
A Associação Suíça de Futebol dá alguns anos para avaliar o projecto antes de determinar se é interessante investir de maneira consequente. A primeira pré-selecção tem valor de teste.
Regras problemáticas
A Suíça precisa de ir ao exterior para encontrar uma ou outra "pérola rara", que carregará um dia a camisola da selecção nacional. Porque outros países não deixam de vir ao país dos Alpes recuperar os jovens binacionais que haviam sido totalmente formados na Suíça, à custa de grandes investimentos de recursos.
A transferência é mais fácil graças às novas regras elaboradas pela FIFA. Desde outubro de 2003, um jovem jogador com dupla-nacionalidade pode, mesmo depois de ter jogado em selecções nacionais de juniores de um país, mudar de opinião e privilegiar a sua outra pátria.
Zdravko Kuzmanovic (Sérvia) ou ainda Eldin Jakupovic (Bosnia-Herzegovina) fizeram essa escolha. Mesmo a perspectiva de disputar o próximo Euro 2008 na Suíça não foi atrativo o suficiente para segurar os dois talentos na equipa helvética.
"Durante os seis últimos anos, a ASF fez todos os esforços para manter Kuzmanovic. Ele custou-nos 25 mil francos por ano, além do investimento de mais de 150 mil francos já realizado pela Federação. E no último momento, preferiu jogar pela Sérvia. Isso não é justo", lamenta Hasler.
"As regras da FIFA prejudicam o país que formou o jogador. É absolutamente necessário diminuir a idade na qual a escolha do futuro país deverá ocorrer. Essa é a única forma de assegurar que um país poderá aproveitar o jogador no final da sua formação".
Hesitações
Felizmente para a Suíça, alguns jogadores binacionais formados no país decidiram continuar a vestir a camisola vermelha com a cruz branca. Esse é o caso de jovens como Johann Djourou, Philippe Senderos, Blerim Dzemaili ou ainda Valon Behrami.
Para eles está fora de cogitação de jogar pelas seleções nacionais da Costa do Marfim, Espanha, Macedônia ou Albânia, depois de terem participado de competições na selecção de juniores da Suíça.
Johann Vonlanthen, que tem os passaportes da Colômbia e da Suíça, hesitou muito tempo, mas terminou por decidir-se pelo país dos Alpes. Dessa forma juntou-se aos outros suíços de origens estrangeiras, na selecção helvética. A mistura é por vezes "explosiva" – como os suíços mostraram no Euro 2004 em Portugal e na Copa do Mundo na Alemanha, em 2006.
No futuro próximo, muitos dos jovens binacionais terão que decidir. Os olheiros estrangeiros estão em cima de Ivan Rakitic, um bom talento da Basileia, e que pode jogar brevemente...pela seleção da Croácia.
swissinfo, Mathias Froidevaux
11/02/10
Gloriosos vendedores da banha da cobra
Como diz este texto do JN o vendedor da banha da cobra existe, não é uma personagem de histórias de ficção. A queixa/reclamação, já antiga mas sempre actual de Elsa Fonseca, é a prova disso mesmo.
Terça-feira, Fevereiro 13, 2007
Elsa Fonseca de Lisboa fez uma queixa ao www.queixas.co.pt contra o Benfica. Incrivel o que os dirigentes desse clube mafioso conseguem fazer!
queixa / reclamação nº: 11059
autor: Elsa Fonseca
entidade visada: Sport Lisboa Benfica
tipo de queixa / reclamação: Publicidade
data: 2006-12-28 08:09:24
Texto da queixa / reclamação:
Exmos. Srs.
Elsa Maria Ferreira de Carvalho Diniz de Sousa Fonseca, vem reclamar do conteúdo e forma de uma acção promocional, ocorrida no dia 12 de Dezembro de 2006, nas instalações da escola EB1 de St. António, pertencente ao agrupamento de Escolas Eugénio dos Santos, Alvalade, Lisboa, que o meu educando de seis anos frequenta e a que foi sujeito.
Por proposta do Sport Lisboa e Benfica, no dia 12 de Dezembro ocorreu uma demonstração de actividades desportivas. De acordo com a docente titular de Turma, o proposto e aceite pelos docentes não sucedeu da forma planeada.
A acção que decorreu na sala de aula, consistiu em solicitar às crianças a identificação das não sócias da entidade promotora e a estas e, apenas a elas, entregue um panfleto de venda dos campos de férias do Benfica e um postal com a imagem do Pai Natal, determinando o facto deste símbolo universal ser vermelho, por ser sócio desta entidade. E caso desejasse a criança receber uma prenda do Pai Natal, deveria enviar o postal, que consistia afinal a subscrição de um Kit de sócio.
No decurso desta acção promocional, não de desporto ou actividades da entidade promotora, mas sim da venda do produto Kit de sócio e campo de férias, um dos elementos procedeu a recolha de fotografias das crianças em questão sem que a tal estivesse autorizado, informando as crianças que seria para o jornal do Benfica.
Uma vez que esta recolha de imagem não autorizada não foi feita em qualquer espaço público, na sequencia de qualquer evento público ou enquadrando qualquer figura pública, foi objecto de procedimento autónomo, visando impedir a utilização ou cedência das mesmas, em conjunto com a C. Executiva do Agrupamento de Escolas Eugénio dos Santos, aguardando a reclamante declaração do Benfica.
Considero que numa sala de aula, destacar as crianças não sócias da entidade promotora, dizer-lhes que o Pai Natal é vermelho porque é sócio do Benfica e colocar a ideia numa criança de seis anos que para ter uma prenda do Pai Natal necessita apenas de mandar o postal, a 12 dias do Natal, num espaço priviligiado como uma sala de aula, constitui uma conduta que viola dos direitos do consumidor.
Tendo em conta a idade dos destinatários, afigura-se-me esta publicidade não identificável, porque pensavam assistir a uma exibição de actividades desportivas.
Violadora do princípio da veracidade, uma vez que para o destinatário a “verdade”, é que o pai natal aparece uma vez por ano, num trenó conduzido por renas voadoras e entra pela chaminé, (quanto muito janela) e é vermelho com barba branca sendo por isso fácil de aceitar a “verdade” que é vermelho por ser sócio de um determinado clube e líquida a vantagem de também passar a ser do “clube do Pai Natal”, receberá uma prenda. Além de que o “Pai Natal” como figura até poderá ser de qualquer colectividade desportiva ou possuir qualquer outro atributo que a imaginação humana lhe entender atribuir. È, a história deste símbolo e o impacto que alcançou como identificador de uma marca acessíveis ao conhecimento de adultos e como tal mais uma vez este conceito viola o princípio da veracidade. Tão inverídica como afirmar que a alface é verde porque é de uma outra colectividade, ao invés de referir a clorofila. Pode a alface ter ambas as características, se assim o entendermos com imaginação atribuir. Tal como o símbolo em questão. Relação causa efeito é que não deve ser utilizada, sob pena de se declarar factos que não correspondem à verdade.
Ao desenvolver esta actividade em recinto escolar, numa sala de aula, explora a confiança do menor no tutor, num espaço seguro, onde são transmitidas informações fantásticas e verídicas, por um docente. Aproveita a sua a vulnerabilidade psicológica do menor, incitando à aquisição de um produto.
Por considerar esta campanha de angariação de sócios em escolas públicas agressiva e não adequada, lesiva dos interesses legalmente protegidos do meu educando, entendi formalizar queixa, nos termos e fundamentos acima expostos.
Ao dispor para qualquer esclarecimento
Lisboa, 27 de Dezembro de 2006
Elsa Fonseca
Entidade visada foi notificada em: 2006-12-28 08:09:24
Obteve resposta da entidade visada : nao
www.queixas.co.pt
Terça-feira, Fevereiro 13, 2007
Elsa Fonseca de Lisboa fez uma queixa ao www.queixas.co.pt contra o Benfica. Incrivel o que os dirigentes desse clube mafioso conseguem fazer!
queixa / reclamação nº: 11059
autor: Elsa Fonseca
entidade visada: Sport Lisboa Benfica
tipo de queixa / reclamação: Publicidade
data: 2006-12-28 08:09:24
Texto da queixa / reclamação:
Exmos. Srs.
Elsa Maria Ferreira de Carvalho Diniz de Sousa Fonseca, vem reclamar do conteúdo e forma de uma acção promocional, ocorrida no dia 12 de Dezembro de 2006, nas instalações da escola EB1 de St. António, pertencente ao agrupamento de Escolas Eugénio dos Santos, Alvalade, Lisboa, que o meu educando de seis anos frequenta e a que foi sujeito.
Por proposta do Sport Lisboa e Benfica, no dia 12 de Dezembro ocorreu uma demonstração de actividades desportivas. De acordo com a docente titular de Turma, o proposto e aceite pelos docentes não sucedeu da forma planeada.
A acção que decorreu na sala de aula, consistiu em solicitar às crianças a identificação das não sócias da entidade promotora e a estas e, apenas a elas, entregue um panfleto de venda dos campos de férias do Benfica e um postal com a imagem do Pai Natal, determinando o facto deste símbolo universal ser vermelho, por ser sócio desta entidade. E caso desejasse a criança receber uma prenda do Pai Natal, deveria enviar o postal, que consistia afinal a subscrição de um Kit de sócio.
No decurso desta acção promocional, não de desporto ou actividades da entidade promotora, mas sim da venda do produto Kit de sócio e campo de férias, um dos elementos procedeu a recolha de fotografias das crianças em questão sem que a tal estivesse autorizado, informando as crianças que seria para o jornal do Benfica.
Uma vez que esta recolha de imagem não autorizada não foi feita em qualquer espaço público, na sequencia de qualquer evento público ou enquadrando qualquer figura pública, foi objecto de procedimento autónomo, visando impedir a utilização ou cedência das mesmas, em conjunto com a C. Executiva do Agrupamento de Escolas Eugénio dos Santos, aguardando a reclamante declaração do Benfica.
Considero que numa sala de aula, destacar as crianças não sócias da entidade promotora, dizer-lhes que o Pai Natal é vermelho porque é sócio do Benfica e colocar a ideia numa criança de seis anos que para ter uma prenda do Pai Natal necessita apenas de mandar o postal, a 12 dias do Natal, num espaço priviligiado como uma sala de aula, constitui uma conduta que viola dos direitos do consumidor.
Tendo em conta a idade dos destinatários, afigura-se-me esta publicidade não identificável, porque pensavam assistir a uma exibição de actividades desportivas.
Violadora do princípio da veracidade, uma vez que para o destinatário a “verdade”, é que o pai natal aparece uma vez por ano, num trenó conduzido por renas voadoras e entra pela chaminé, (quanto muito janela) e é vermelho com barba branca sendo por isso fácil de aceitar a “verdade” que é vermelho por ser sócio de um determinado clube e líquida a vantagem de também passar a ser do “clube do Pai Natal”, receberá uma prenda. Além de que o “Pai Natal” como figura até poderá ser de qualquer colectividade desportiva ou possuir qualquer outro atributo que a imaginação humana lhe entender atribuir. È, a história deste símbolo e o impacto que alcançou como identificador de uma marca acessíveis ao conhecimento de adultos e como tal mais uma vez este conceito viola o princípio da veracidade. Tão inverídica como afirmar que a alface é verde porque é de uma outra colectividade, ao invés de referir a clorofila. Pode a alface ter ambas as características, se assim o entendermos com imaginação atribuir. Tal como o símbolo em questão. Relação causa efeito é que não deve ser utilizada, sob pena de se declarar factos que não correspondem à verdade.
Ao desenvolver esta actividade em recinto escolar, numa sala de aula, explora a confiança do menor no tutor, num espaço seguro, onde são transmitidas informações fantásticas e verídicas, por um docente. Aproveita a sua a vulnerabilidade psicológica do menor, incitando à aquisição de um produto.
Por considerar esta campanha de angariação de sócios em escolas públicas agressiva e não adequada, lesiva dos interesses legalmente protegidos do meu educando, entendi formalizar queixa, nos termos e fundamentos acima expostos.
Ao dispor para qualquer esclarecimento
Lisboa, 27 de Dezembro de 2006
Elsa Fonseca
Entidade visada foi notificada em: 2006-12-28 08:09:24
Obteve resposta da entidade visada : nao
www.queixas.co.pt
18/12/09
Há um ano foi assim...

Penso que todos se recordam deste encontro. Estava em jogo o primeiro lugar no grupo G e o FC Porto não o deixou escapar. Bruno Alves e Lisandro Lopez marcaram os golos, mas ainda ficaram alguns por marcar. No entanto, como as vitórias do FC Porto nunca são valorizadas neste Portugal dos pequeninos, apareceram muitas vozes a dizer que o Arsenal perdeu porque jogou sem os melhores jogadores. Tinham alguma razão já que Van Persie, Adebayor, Fàbregas e Nasri não jogaram no Dragão. No entanto, todos sabemos que o Arsenal não é apenas onze jogadores e os que jogaram tinham lugar cativo no onze das duas equipas da segunda circular. Para além disso, essas mesmas vozes esqueceram-se que no jogo de Londres, que, verdade seja dita, o Arsenal dominou, o FC Porto também jogou desfalcado já que Fucile, Lucho e Hulk não foram titulares.
Equipa do FC Porto:
Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Lucho Gonzalez (T. Costa 77), Fernando, Raul Meireles, Lopez, Hulk (Guarin 88), Rodriguez (Mariano Gonzalez 78).
Golos: Bruno Alves 39, Lisandro Lopez 54.
Equipa do Arsenal:
Almunia, Eboue, Gallas, Silvestre, Djourou, Ramsey (Wilshere 59), Diaby (Gibbs 59), Song Billong (Randall 78), Denilson, Vela, Bendtner.
Depois do jogo, Jesualdo Ferreira disse que a equipa éra a menos experiente das 16 que ainda estavam em prova. Alguns não concordaram mas o treinador do FC Porto tinha razão como Pedro Marques da Costa escreveu no jornal O Jogo:
11 menos rodado
Jesualdo Ferreira não se enganou: o FC Porto tem mesmo o onze menos experimente dos 16 que resistiram na Liga dos Campeões e é também a quarta equipa com a média de idades mais baixa (25,5). Inferior, considerando os onzes mais utilizados nesta primeira fase da competição, só Arsenal (24,7), Barcelona (25,1) e Manchester United (25,3), que, curiosamente, não se atravessarão no caminho do FC Porto nos oitavos-de-final.
Os portistas, como Jesualdo Ferreira referiu, são mesmo uma equipa jovem, mais ainda no campeonato do que na Champions, onde Fucile (24) substitui Pedro Emanuel (33) entre os habituais titulares.
Mais importante do que a idade é, muitas vezes, a experiência adquirida através da competição. E, aqui, não há dúvidas: o FC Porto tem os jogadores menos experientes dos 16 clubes que continuam na Liga dos Campeões. De longe. Em média, cada um dos titulares portistas da primeira fase da prova tem apenas 23 jogos disputados nas competições europeias, surgindo no segundo lugar o Atlético de Madrid e o Sporting, com 31 jogos por jogador. Dos possíveis adversários, a equipa de Madrid é mesmo a mais inexperiente, seguindo-se Villarreal (33 jogos) e Lyon (35). Em contrapartida, no lote de equipas mais rodadas estão Inter de Milão (49), Chelsea (59) e Real Madrid (64).
Apesar da teórica falta de experiência dos portistas - têm cinco jogadores dos habituais titulares com menos de 20 jogos nas competições europeias -, os factos mostram outra realidade: o FC Porto voltou a apurar-se, pela segunda vez consecutiva, no primeiro lugar. Também por isso, Jesualdo afirmou que a equipa "cresceu uns anos de futebol" pelo jogo que realizou com o Arsenal. Vão precisar deles...
Também se destaca no campeonato nacional
O FC Porto tem o plantel com a média de idades mais baixa da Liga Sagres, contabilizando apenas 22 anos. O Sporting tem, em média, mais dois anos (24), e o Benfica mais três (25), enquanto o Trofense é a equipa mais velha, com uma média de 28 anos. Para além do onze mais utilizado na Liga dos Campeões (25,5 de média) ser dos mais novos da prova, os portistas têm também, a nível interno, o plantel mais jovem do campeonato. Convém, no entanto, referir que nas contas entram também vários jogadores da formação que estão inscritos na Liga e que não são usados. Candeias (na foto) foi o portista mais jovem a entrar nas opções.
12/12/09
"Nem tão maus antes nem tão bons agora"
Temos de ser o FC Porto: nos processos, nas competências, na intensidade e na exigência. Normalmente, os jogos que se seguem a outro a meio da semana, mais importante do ponto de vista da motivação e do mediatismo, como foi o de Madrid, tornam-se mais difíceis de preparar. A nossa preocupação centra-se no Setúbal. Queremos fazer sentir que não éramos tão maus quando as coisas não nos correram bem, ou quando estávamos numa fase menos boa, nem somos agora tão bons pelo facto de termos ganhos os últimos jogos. Não é porque ganhámos e fizemos três bons jogos que tudo se torna fantástico.
Jesualdo Ferreira
Já comparei várias vezes o FC Porto desta época com o mesmo FC Porto da época passada. E comparei porque as semelhanças são imensas. É que, tal como aconteceu na época passada, esta época a equipa começou mal o campeonato. Os motivos foram vários: a maioria dos jogadores não renderam imediatamente o que todos esperavamos deles, alguns começaram a época lesionados, outros lesionaram-se quando estavam a subir de rendimento, os profissionais do assobio, sempre com boa imprensa e com os améns dos paineleiros, enervavam a equipa e por causa deles perdemos pontos no Dragão, os jornalistas usaram o mau começo para enterrarem o FC Porto na lama e foram valorizando, cada vez mais, o clube deles que todos sabem qual é.
Mas de repente a preparação e o profissionalismo começaram a dar frutos, os lesionados regressaram, a equipa começou a jogar melhor futebol e os resultados foram aparecendo. Foi assim na época passada, está a ser assim esta época.
Mesmo a frase do dia que tirei do (jornal O Jogo) é uma cópia do que Jesualdo Ferreira já tinha dito na época passada, ao mesmo jornal, mais ou menos por esta altura como podem ver:
"Não éramos tão maus antes nem somos tão bons agora"
Com a devida licença da Académica, ainda havia muito que esgravatar na vitória arrancada na Turquia. Jesualdo Ferreira aproveitou as entrelinhas das perguntas para lançar alfinetadas a críticos e a críticas que foi armazenando nos últimos tempos. Sem as especificar, deixou implícito nuns casos e explícito noutros que as achou injustas e precipitadas. Agora, também acha que os elogios dos últimos dias são algo prematuros, porque este FC Porto, apesar de apurado para os oitavos-de-final da Champions, tem muito por onde espremer. Contradições.
Depois do sucesso europeu, sente a equipa mais confiante?
O FC Porto chegou aos oitavos numa altura em que ninguém acreditava. Só nós acreditávamos. Diziam que estávamos enterrados, que a equipa não prestava, que os reforços eram maus, que a equipa não jogava. Vocês sabem o que foi escrito. Nem éramos tão maus naquela altura, nem somos tão bons agora. Temos é de trabalhar para sermos cada vez mais fortes, mas isso leva tempo e tem o seu progresso normal. Os jogadores nunca desacreditaram. Repito: não somos tão bons agora, como querem fazer crer, nem tão maus como foi escrito naquela altura. A auto-estima é melhor; a confiança aumentou; as capacidades dos jogadores aparecem com outra naturalidade e a equipa rola de outra maneira. Estamos num momento extraordinário? Não. Estamos no patamar que devíamos estar neste momento, apesar de alguns resultados maus. Mesmo em crise, empatámos na Luz, ganhámos em Alvalade, eliminámos o Sporting, conquistámos o apuramento na Champions com vitórias em Kiev e na Turquia.
Diz que a equipa também ainda não é tão boa como se escreve. Falta o quê?
Falta trabalho. Esta equipa precisa de muita atenção de todos, de técnicos, administradores e adeptos. Precisa de carinho. Ninguém nasce ensinado. Os que observam e avaliam, fazem-no de forma diferente à avaliação que fazemos internamente: não só os jogadores, mas também quem os contrata e dirige. Por isso é que o futebol tem piada, nessas divisões de opinião.
Sublinhou, no final, que aquele jogo era um manual de instruções. Porquê? Só pela eficácia?
Sobre esse manual podia dizer muitas coisas. Os jogadores foram espertos e concentrados, sabendo o que fazer face à forma como o Fenerbahçe jogava. Conseguiram-no graças às transições. Na primeira parte, houve momentos em que foi necessário ter os jogadores posicionados de maneira a garantir a ocupação dos espaços. Mas, o FC Porto não deve ser reduzido ao que fez na primeira parte, nem ao que fez na segunda. Há factores que não permitiram que o tal manual tenha sido constante: fizemos dois golos em lances que nada tiveram que ver com os processos; com o nosso método e preparação aconteceram os "quase" golos. Para mim, foi um jogo conseguido porque a equipa teve capacidade de pôr em campo um plano de jogo.
Ajoelhou-se porque já não dá cambalhotas
Pergunta. "Ajoelhou-se no final do jogo com o Fenerbahçe, num gesto instintivo. Sentiu-se aliviado ou vingado?" Jesualdo respondeu com humor. "Se estou de pé, é porque deveria estar sentado; se estou sentado, deveria estar de pé. Se falo, não devia falar; se não falo, devia falar. Se me ponho de joelhos… Cada um manifesta-se da forma que entender. Todas as pessoas têm emoções, de diferentes formas. Foi apenas um gesto que senti. Não consigo dar cambalhotas, porque já tenho alguma idade e podia partir alguma coisa. Foi uma manifestação pessoal de grande emoção e de grande gozo, acima de tudo. Os jogadores ganharam com todo o mérito, ainda que não tenham feito uma exibição do outro mundo. Longe disso."
"É fantástico ter duas equipas nos oitavos"
O Sporting já tinha garantido o apuramento na jornada anterior, o FC Porto conseguiu-o agora. Resultado: haverá duas equipas portuguesas no sorteio da próxima etapa Liga dos Campeões. O problema da semana foi que, excluindo a vitória portista, os resultados acabaram por ser desastrosos. Convidado a comentar esses acidentes de percurso, Jesualdo preferiu olhar para o outro lado da questão. Literalmente, sublinhando o feito histórico que é ter duas equipas nos oitavos. Aliás, criticou mesmo o ângulo de abordagem da pergunta. "Às vezes, passamos ao lado das coisas importantes", disse, embalando depois para um elogio generalizado. "O futebol português conseguiu uma coisa inédita: qualificou duas equipas para os oitavos da Champions. Um mercado pobre, de um país com escassos recursos financeiros, de uma Liga que se diz ser fraca. Qualificou-se duas equipas e isso é que deveria ser relevante", lembrou. E tratou de acrescentar uma reflexão. "Quando é que nós começamos a discutir o que é importante? Quando deixaremos de ser negativos? Temos de ser mais inteligentes nas análises que fazemos ao nosso comportamento. Para mim, foi fantástico que o futebol português tenha conseguido duas equipas nos oitavos-de-final, a uma jornada do fim."
Começa a perseguição ao Leixões
Jesualdo elogiou a Académica e Domingos, sem destacar nada de particularmente relevante. O FC Porto regressa ao Dragão para dar continuidade ao objectivo principal, que é "o campeonato", como sublinhou o treinador. O Leixões perdeu pontos e isso servirá de estímulo acrescido. "O jogo será difícil, mas queremos os três pontos. A equipa está mais ligada, mais forte e, independentemente das dificuldades, estou seguro de que o FC Porto dará a resposta necessária para reduzir o avanço do Leixões." Entre outras considerações, destaque para os elogios ao esforço de Fucile, Rodríguez, Pedro Emanuel e Guarín. Isso mesmo, Guarín. "O Freddy tem grande potencial e carácter, mas tem sido afectado pela selecção. Tem passado menos tempo connosco, mas chega sempre com grande força e vai conquistar o seu espaço, seguramente."
Jesualdo Ferreira
Já comparei várias vezes o FC Porto desta época com o mesmo FC Porto da época passada. E comparei porque as semelhanças são imensas. É que, tal como aconteceu na época passada, esta época a equipa começou mal o campeonato. Os motivos foram vários: a maioria dos jogadores não renderam imediatamente o que todos esperavamos deles, alguns começaram a época lesionados, outros lesionaram-se quando estavam a subir de rendimento, os profissionais do assobio, sempre com boa imprensa e com os améns dos paineleiros, enervavam a equipa e por causa deles perdemos pontos no Dragão, os jornalistas usaram o mau começo para enterrarem o FC Porto na lama e foram valorizando, cada vez mais, o clube deles que todos sabem qual é.
Mas de repente a preparação e o profissionalismo começaram a dar frutos, os lesionados regressaram, a equipa começou a jogar melhor futebol e os resultados foram aparecendo. Foi assim na época passada, está a ser assim esta época.
Mesmo a frase do dia que tirei do (jornal O Jogo) é uma cópia do que Jesualdo Ferreira já tinha dito na época passada, ao mesmo jornal, mais ou menos por esta altura como podem ver:
"Não éramos tão maus antes nem somos tão bons agora"
Com a devida licença da Académica, ainda havia muito que esgravatar na vitória arrancada na Turquia. Jesualdo Ferreira aproveitou as entrelinhas das perguntas para lançar alfinetadas a críticos e a críticas que foi armazenando nos últimos tempos. Sem as especificar, deixou implícito nuns casos e explícito noutros que as achou injustas e precipitadas. Agora, também acha que os elogios dos últimos dias são algo prematuros, porque este FC Porto, apesar de apurado para os oitavos-de-final da Champions, tem muito por onde espremer. Contradições.
Depois do sucesso europeu, sente a equipa mais confiante?
O FC Porto chegou aos oitavos numa altura em que ninguém acreditava. Só nós acreditávamos. Diziam que estávamos enterrados, que a equipa não prestava, que os reforços eram maus, que a equipa não jogava. Vocês sabem o que foi escrito. Nem éramos tão maus naquela altura, nem somos tão bons agora. Temos é de trabalhar para sermos cada vez mais fortes, mas isso leva tempo e tem o seu progresso normal. Os jogadores nunca desacreditaram. Repito: não somos tão bons agora, como querem fazer crer, nem tão maus como foi escrito naquela altura. A auto-estima é melhor; a confiança aumentou; as capacidades dos jogadores aparecem com outra naturalidade e a equipa rola de outra maneira. Estamos num momento extraordinário? Não. Estamos no patamar que devíamos estar neste momento, apesar de alguns resultados maus. Mesmo em crise, empatámos na Luz, ganhámos em Alvalade, eliminámos o Sporting, conquistámos o apuramento na Champions com vitórias em Kiev e na Turquia.
Diz que a equipa também ainda não é tão boa como se escreve. Falta o quê?
Falta trabalho. Esta equipa precisa de muita atenção de todos, de técnicos, administradores e adeptos. Precisa de carinho. Ninguém nasce ensinado. Os que observam e avaliam, fazem-no de forma diferente à avaliação que fazemos internamente: não só os jogadores, mas também quem os contrata e dirige. Por isso é que o futebol tem piada, nessas divisões de opinião.
Sublinhou, no final, que aquele jogo era um manual de instruções. Porquê? Só pela eficácia?
Sobre esse manual podia dizer muitas coisas. Os jogadores foram espertos e concentrados, sabendo o que fazer face à forma como o Fenerbahçe jogava. Conseguiram-no graças às transições. Na primeira parte, houve momentos em que foi necessário ter os jogadores posicionados de maneira a garantir a ocupação dos espaços. Mas, o FC Porto não deve ser reduzido ao que fez na primeira parte, nem ao que fez na segunda. Há factores que não permitiram que o tal manual tenha sido constante: fizemos dois golos em lances que nada tiveram que ver com os processos; com o nosso método e preparação aconteceram os "quase" golos. Para mim, foi um jogo conseguido porque a equipa teve capacidade de pôr em campo um plano de jogo.
Ajoelhou-se porque já não dá cambalhotas
Pergunta. "Ajoelhou-se no final do jogo com o Fenerbahçe, num gesto instintivo. Sentiu-se aliviado ou vingado?" Jesualdo respondeu com humor. "Se estou de pé, é porque deveria estar sentado; se estou sentado, deveria estar de pé. Se falo, não devia falar; se não falo, devia falar. Se me ponho de joelhos… Cada um manifesta-se da forma que entender. Todas as pessoas têm emoções, de diferentes formas. Foi apenas um gesto que senti. Não consigo dar cambalhotas, porque já tenho alguma idade e podia partir alguma coisa. Foi uma manifestação pessoal de grande emoção e de grande gozo, acima de tudo. Os jogadores ganharam com todo o mérito, ainda que não tenham feito uma exibição do outro mundo. Longe disso."
"É fantástico ter duas equipas nos oitavos"
O Sporting já tinha garantido o apuramento na jornada anterior, o FC Porto conseguiu-o agora. Resultado: haverá duas equipas portuguesas no sorteio da próxima etapa Liga dos Campeões. O problema da semana foi que, excluindo a vitória portista, os resultados acabaram por ser desastrosos. Convidado a comentar esses acidentes de percurso, Jesualdo preferiu olhar para o outro lado da questão. Literalmente, sublinhando o feito histórico que é ter duas equipas nos oitavos. Aliás, criticou mesmo o ângulo de abordagem da pergunta. "Às vezes, passamos ao lado das coisas importantes", disse, embalando depois para um elogio generalizado. "O futebol português conseguiu uma coisa inédita: qualificou duas equipas para os oitavos da Champions. Um mercado pobre, de um país com escassos recursos financeiros, de uma Liga que se diz ser fraca. Qualificou-se duas equipas e isso é que deveria ser relevante", lembrou. E tratou de acrescentar uma reflexão. "Quando é que nós começamos a discutir o que é importante? Quando deixaremos de ser negativos? Temos de ser mais inteligentes nas análises que fazemos ao nosso comportamento. Para mim, foi fantástico que o futebol português tenha conseguido duas equipas nos oitavos-de-final, a uma jornada do fim."
Começa a perseguição ao Leixões
Jesualdo elogiou a Académica e Domingos, sem destacar nada de particularmente relevante. O FC Porto regressa ao Dragão para dar continuidade ao objectivo principal, que é "o campeonato", como sublinhou o treinador. O Leixões perdeu pontos e isso servirá de estímulo acrescido. "O jogo será difícil, mas queremos os três pontos. A equipa está mais ligada, mais forte e, independentemente das dificuldades, estou seguro de que o FC Porto dará a resposta necessária para reduzir o avanço do Leixões." Entre outras considerações, destaque para os elogios ao esforço de Fucile, Rodríguez, Pedro Emanuel e Guarín. Isso mesmo, Guarín. "O Freddy tem grande potencial e carácter, mas tem sido afectado pela selecção. Tem passado menos tempo connosco, mas chega sempre com grande força e vai conquistar o seu espaço, seguramente."
05/12/09
Há um ano foi assim...
Na época passada o FC Porto começou muito mal. Alguns jogadores não rendiam o que se esperava deles e os profissionais do assobio ainda atrapalhavam mais nos jogos caseiros. Tal como aconteceu esta época.
Não rendiam porque a equipa técnica tinha programado a subida de forma para o final do ano. O primeiro milho seria para os milhafres mas o campeonato estava reservado para o FC Porto. Foi isso que aconteceu.
A época é grande e nenhuma equipa do mundo consegue manter o mesmo ritmo em todos os encontros. É por esse motivo que hoje em dia, mais que nunca, a preparação é programada para que os picos de forma cheguem quando a equipa mais precisa deles. Também foi isso que aconteceu na época passada. E se deu óptimos resultados porque razão a equipa técnica teria de mudar alguma coisa esta época?
Não me lembro o dia exacto mas sei que o texto dos outros de hoje foi escrito por Manuel Tavares no jornal O Jogo no principio de dezembro da época passada. Se não estou errado foi escrito depois da vitória por 3-0 em Setúbal (golos de Bruno Alves, Guarin e Lucho) à 11ª Jornada, arbitragem de Jorge Sousa, mas não posso garantir. Aqui está:
Tanta gritaria e afinal....
A época passada, em circunstâncias particulares relacionada com uma palestra a alunos, em Viana do Castelo, Jesualdo Ferreira garantiu-me que uma das facetas do crescimento de Bruno Alves haveria de ser a sua capacidade de marcar mais golos e golos ainda mais decisivos. Fiquei à espera de verificar essa perspectiva do treinador do FC Porto, obviamente baseada em questões de ordem técnica e de posicionamento táctico, e acho que já estou em condições de, a propósito deste episódio, confirmar aquilo que certamente a generalidade dos analistas não contestará. Ou seja: Jesualdo pode ser mal encarado, pouco vibrante a comunicar e até conservador nas alternâncias de intérpretes que o futebol exige ao mais alto nível. Pode ser tudo isso e o que mais quiserem, mas do que tenho a certeza absoluta é que sabe muito de futebol, mesmo muito.
De resto, só essa sabedoria profunda - certamente partilhada pelo grupo de trabalho e espalhada no desabafo de Antero Henrique quando afirmou que estava a guardar as críticas precoces para "memória futura - permitiu ao Dragão encarar com a tranquilidade suficiente o crescimento de um plantel muito jovem - é mesmo o mais jovem do campeonato português segundo as estatísticas oficiais da Liga -, mesmo quando a gritaria própria da turbamulta se apoderou de vozes geralmente consideradas por pertencerem a mentes brilhantes. Afinal, ao que parece, a SAD do FC Porto não fez assim tão más compras.
Não rendiam porque a equipa técnica tinha programado a subida de forma para o final do ano. O primeiro milho seria para os milhafres mas o campeonato estava reservado para o FC Porto. Foi isso que aconteceu.
A época é grande e nenhuma equipa do mundo consegue manter o mesmo ritmo em todos os encontros. É por esse motivo que hoje em dia, mais que nunca, a preparação é programada para que os picos de forma cheguem quando a equipa mais precisa deles. Também foi isso que aconteceu na época passada. E se deu óptimos resultados porque razão a equipa técnica teria de mudar alguma coisa esta época?
Não me lembro o dia exacto mas sei que o texto dos outros de hoje foi escrito por Manuel Tavares no jornal O Jogo no principio de dezembro da época passada. Se não estou errado foi escrito depois da vitória por 3-0 em Setúbal (golos de Bruno Alves, Guarin e Lucho) à 11ª Jornada, arbitragem de Jorge Sousa, mas não posso garantir. Aqui está:
Tanta gritaria e afinal....
A época passada, em circunstâncias particulares relacionada com uma palestra a alunos, em Viana do Castelo, Jesualdo Ferreira garantiu-me que uma das facetas do crescimento de Bruno Alves haveria de ser a sua capacidade de marcar mais golos e golos ainda mais decisivos. Fiquei à espera de verificar essa perspectiva do treinador do FC Porto, obviamente baseada em questões de ordem técnica e de posicionamento táctico, e acho que já estou em condições de, a propósito deste episódio, confirmar aquilo que certamente a generalidade dos analistas não contestará. Ou seja: Jesualdo pode ser mal encarado, pouco vibrante a comunicar e até conservador nas alternâncias de intérpretes que o futebol exige ao mais alto nível. Pode ser tudo isso e o que mais quiserem, mas do que tenho a certeza absoluta é que sabe muito de futebol, mesmo muito.
De resto, só essa sabedoria profunda - certamente partilhada pelo grupo de trabalho e espalhada no desabafo de Antero Henrique quando afirmou que estava a guardar as críticas precoces para "memória futura - permitiu ao Dragão encarar com a tranquilidade suficiente o crescimento de um plantel muito jovem - é mesmo o mais jovem do campeonato português segundo as estatísticas oficiais da Liga -, mesmo quando a gritaria própria da turbamulta se apoderou de vozes geralmente consideradas por pertencerem a mentes brilhantes. Afinal, ao que parece, a SAD do FC Porto não fez assim tão más compras.
02/12/09
Faz hoje um ano que...
O treinador de futebol Fernando Cunha prometeu modificar o futebol português com o "focusbol", um método que, segundo o autor, éra revolucinário.
Podem recordar a entrevista feita pelo Bruno Pires:
A bíblia do futebol para todos
Projecto inovador. O treinador português Fernando Cunha promete revolucionar o futebol nacional graças a um método a que baptizou de 'focusbol'. A principal linha mestra desta nova forma de pensar a modalidade é dar aos jogadores um papel de maior responsabilidade no planeamento das estratégias da equipa
Resultados, espectáculo, viabilidade financeira. Só falta uma oportunidade
Existe um método, baptizado de focusbol, que promete revolucionar o futebol e cuja autoria é de Fernando Cunha, um treinador português que dedicou os últimos dois anos da sua vida a tentar encontrar respostas para as perguntas difíceis.
Este método inovador assenta em premissas básicas que, no entender do técnico, podem fornecer espectacularidade e resultados; ou seja, o sonho de qualquer clube, de qualquer presidente.
"O focusbol é um método extraordinário, a minha bíblia. O José Mourinho fez a sua bíblia que não mostra, eu fiz uma bíblia para todos e que contou com a ajuda de muitos treinadores do meu curso de IV nível, como o Ulisses Morais, Daúto Faquirá, Vítor Pontes, Luís Castro ou Pedro Barny. O focusbol visa conjugar todas as envolvências; jogadores, treinadores, adeptos. Toda a gente deve envolver-se na construção de uma estratégia. O focusbol reúne o melhor de cada um. A participação é fundamental, nomeadamente dos jogadores", salienta.
"É imprescindível que presidente e treinador definam os objectivos a atingir, em seguida há um processo de identificação. O focusbol ajuda a identificar as deficiências do clube", alerta.
Responsabilizar o jogador
Mas, para Fernando Cunha, o grande segredo do focusbol está na mudança de mentalidade dos jogadores, que devem ter um papel mais activo no planeamento das estratégias da equipa.
"Hoje, os futebolistas estão mais preocupados em colocar em prática o que o treinador lhes enfia na cabeça do que em desfrutar do prazer de ganhar. Muitos jogadores pensam que não percebem nada de futebol e os treinadores quando chegam aos balneários julgam-se os senhores absolutos. Quando um treinador pede ideias para jogar melhor, o jogador retrai-se e se algum fala ainda é olhado de soslaio pelos colegas. No balneário, treinadores e jogadores têm de construir a estratégia. É preciso que todos falem. O técnico é apenas o garante de que aquilo vai funcionar."
Mais pessoas no estádio
Fernando Cunha não tem dúvidas. "O focusbol se for utilizado pela maioria dos clubes da Liga portuguesa tornará o nosso futebol muito mais espectacular e resolverá o problema da falta de espectadores. O focusbol levará a resultados ganhadores, com espectáculo. E isto far-se-á sempre a partir dos jogadores", salienta.
Quando as condições estiverem reunidas, Fernando Cunha é taxativo e garante levar "uma equipa de média dimensão ao título nacional". E quando pegar numa equipa quer tudo menos revoluções. "Na identificação temos de contar com as pessoas que já estavam no clube. Com razias os resultados demoram a chegar."
E para isso conta também com os adeptos, porque todos devem estar envolvidos na dita "estratégia vencedora": "Com o focusbol podemos explicar às claques o que a equipa precisa de fazer. Quando atacamos, precisamos que a claque apupe a equipa adversária. O treino não é só estar no campo a fazer coisas bonitas. Ainda há muitos jogadores que se inibem. Porque não chamamos os adeptos e recriamos essas situações nos treinos? O futebol só existe se houver adeptos."
Diário de Notícias
Podem recordar a entrevista feita pelo Bruno Pires:
A bíblia do futebol para todos
Projecto inovador. O treinador português Fernando Cunha promete revolucionar o futebol nacional graças a um método a que baptizou de 'focusbol'. A principal linha mestra desta nova forma de pensar a modalidade é dar aos jogadores um papel de maior responsabilidade no planeamento das estratégias da equipa
Resultados, espectáculo, viabilidade financeira. Só falta uma oportunidade
Existe um método, baptizado de focusbol, que promete revolucionar o futebol e cuja autoria é de Fernando Cunha, um treinador português que dedicou os últimos dois anos da sua vida a tentar encontrar respostas para as perguntas difíceis.
Este método inovador assenta em premissas básicas que, no entender do técnico, podem fornecer espectacularidade e resultados; ou seja, o sonho de qualquer clube, de qualquer presidente.
"O focusbol é um método extraordinário, a minha bíblia. O José Mourinho fez a sua bíblia que não mostra, eu fiz uma bíblia para todos e que contou com a ajuda de muitos treinadores do meu curso de IV nível, como o Ulisses Morais, Daúto Faquirá, Vítor Pontes, Luís Castro ou Pedro Barny. O focusbol visa conjugar todas as envolvências; jogadores, treinadores, adeptos. Toda a gente deve envolver-se na construção de uma estratégia. O focusbol reúne o melhor de cada um. A participação é fundamental, nomeadamente dos jogadores", salienta.
"É imprescindível que presidente e treinador definam os objectivos a atingir, em seguida há um processo de identificação. O focusbol ajuda a identificar as deficiências do clube", alerta.
Responsabilizar o jogador
Mas, para Fernando Cunha, o grande segredo do focusbol está na mudança de mentalidade dos jogadores, que devem ter um papel mais activo no planeamento das estratégias da equipa.
"Hoje, os futebolistas estão mais preocupados em colocar em prática o que o treinador lhes enfia na cabeça do que em desfrutar do prazer de ganhar. Muitos jogadores pensam que não percebem nada de futebol e os treinadores quando chegam aos balneários julgam-se os senhores absolutos. Quando um treinador pede ideias para jogar melhor, o jogador retrai-se e se algum fala ainda é olhado de soslaio pelos colegas. No balneário, treinadores e jogadores têm de construir a estratégia. É preciso que todos falem. O técnico é apenas o garante de que aquilo vai funcionar."
Mais pessoas no estádio
Fernando Cunha não tem dúvidas. "O focusbol se for utilizado pela maioria dos clubes da Liga portuguesa tornará o nosso futebol muito mais espectacular e resolverá o problema da falta de espectadores. O focusbol levará a resultados ganhadores, com espectáculo. E isto far-se-á sempre a partir dos jogadores", salienta.
Quando as condições estiverem reunidas, Fernando Cunha é taxativo e garante levar "uma equipa de média dimensão ao título nacional". E quando pegar numa equipa quer tudo menos revoluções. "Na identificação temos de contar com as pessoas que já estavam no clube. Com razias os resultados demoram a chegar."
E para isso conta também com os adeptos, porque todos devem estar envolvidos na dita "estratégia vencedora": "Com o focusbol podemos explicar às claques o que a equipa precisa de fazer. Quando atacamos, precisamos que a claque apupe a equipa adversária. O treino não é só estar no campo a fazer coisas bonitas. Ainda há muitos jogadores que se inibem. Porque não chamamos os adeptos e recriamos essas situações nos treinos? O futebol só existe se houver adeptos."
Diário de Notícias
19/11/09
Há 40 anos, Pelé fazia história com um pénalti: o milésimo golo
Foi há quarenta anos que Pelé, para muitos o melhor jogador de futebol de todos os tempos (como nunca o vi jogar, a minha escolha vai para um senhor chamado Diego Maradona), marcou o golo 1000 da sua carreira. O globosport decidiu comemorar a data com um texto muito interessante. Está em português do Brasil mas vale a pena ler:Rei do Futebol admite que 'perna tremeu' antes da cobrança no Maracanã
Quanto tempo dura uma cobrança de pênalti? Entre a corrida do batedor e a conclusão da jogada, alguns poucos segundos. Mas a penalidade que deu a Pelé seu milésimo gol parece eterna. É como se o Rei estivesse batendo aquele pênalti até hoje, dia 19 de novembro de 2009, quando o lance completa 40 anos.

O gol histórico foi marcado com a camisa do Santos no Maracanã, contra o Vasco, em uma partida válida pela Taça de Prata. O jogo estava 1 a 1. Aos 32 minutos do segundo tempo, Pelé é lançado por Clodoaldo, tromba com o zagueiro vascaíno Fernando e cai na área. O árbitro pernambucano Manoel Amaro de Lima aponta a marca do pênalti.
- O cobrador oficial era o Carlos Alberto Torres, mas ali eu bati. Engraçado é que era jogo normal, não era final nem nada. Mas quando eu olhei para trás estava todo mundo na linha do meio de campo. Se houvesse rebote, não ia ter ninguém para pegar - relembra Pelé.
Memória EC: assista ao gol de Pelé e relembre outras histórias do gol mil
Hoje, o Rei lembra com descontração do gol. Mas ele admite que, na hora, suas pernas pesaram demais. Embora já fosse um craque consagrado, com 29 anos, o Rei sentiu a pressão.
- Na hora, a perna tremeu, o joelho também. Eu só pensava: ‘caramba, esse eu não posso perder’. Graças a Deus no fim deu tudo certo - comemora o Rei, como se o gol tivesse sido marcado na véspera.
Clique e ouça o gol mil do Rei do Futebol na narração de Waldir Amaral (Rádio Globo)
O camisa 10 do Santos correu para a bola, deu uma paradinha, mas o goleiro Andrada não caiu. O Rei, então, bateu no canto direito, colocado. O goleiro argentino chegou a resvalar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol histórico. Tivesse defendido a cobrança, talvez Andrada não seria tão lembrado quanto hoje. E, pior, poderia até ter sido vaiado pelas 65 mil pessoas que estavam no Maracanã naquela noite. Foi o que aconteceu com o zagueiro Nildo, do Bahia, que, três dias antes, havia salvado, em cima da linha, um chute de Pelé.
- A busca do milésimo me fez presenciar algo que não daria para imaginar. O zagueiro do Bahia que salvou meu gol em cima da linha recebeu uma vaia do estádio inteiro - diverte-se o Rei.
Clique e confira uma galeria de fotos do milésimo gol de Pelé
Anos após sofrer o gol, Andrada evitava falar no assunto. Gostaria de ser lembrado pelo bom goleiro que foi e não apenas por ter sofrido o milésimo gol do Rei do Futebol. Hoje, em dia, porém, o argentino não liga e se orgulha de fazer parte dessa história.
- Já cruzei com o Andrada em outras ocasiões. Ele diz que não queria ter ficado famoso pelo milésimo gol. Mas se não fosse aquele gol a gente não ia estar falando dele até hoje, 40 anos depois. Até lá na Argentina ele é lembrado por isso. Pô, não foi um frango. Foi o milésimo! - diz Pelé.
Logo após marcar o gol, Pelé correu para dentro da meta, pegou a bola e foi cercado por uma multidão de jornalistas. Nos ombros do goleiro Aguinaldo, Pelé aproveitou o momento para pedir atenção às crianças. Foi taxado de demagogo. Algo que, até hoje, ele não aceita.
- O discurso veio na hora. O jogo era na véspera do aniversário da minha mãe. Poderia ter dedicado o gol a ela, mas nem lembrei. Eu já trabalhava com crianças e falei aquilo. Todo país que quer crescer precisa apostar nas crianças e nos jovens. Por isso insisto até hoje que educação é primordial.
Concorrência
Depois do milésimo, Pelé fez mais 284 gols. Em 20 de maio de 2007, Romário alcançou a marca dos mil gols. Túlio, que ainda joga pelo Brasil afora, também corre atrás do seu. O atacante soma 899 e, apesar de já ter 40 anos, ainda sonha em chegar aos mil. Pelé aceita a concorrência com tranquilidade. Mas duvida que seu recorde de 1.284 gols seja quebrado algum dia:
- Encontrei o Túlio outro dia em um evento em Brasília. Fico na torcida para ele chegar a mil. O Baixinho diz que chegou. Mas a 1.284 gols não vão conseguir.
07/11/09
Gloriosas meninas
Na 1.ª mão o Marselha venceu por 2-1 e por isso o melhor clube da segunda circular precisa de ganhar para se apurar para a final. O sueco Eriksson (sim, o tal que é sempre despedido de todos os clubes e selecções por onde passa) é o treinador de um pantel que tem dois ou três jogadores de classe superior no meio de uma equipa em clara decadência. Salazar já não está cá para os ajudar.
Como acontecia sempre (ainda acontece?) nos jogos europeus dos dois clubes da segunda circular, a equipa de arbitragem foi muito bem recebida em Lisboa. Prendas não faltaram, mas a mais importante de todas tinha a ver com as meninas que os árbitros podiam escolher. Éra sempre material do bom e do melhor. E gratuíto!
Não admira portanto que a melhor equipa em campo tenha sido a de arbitragem. Aliás, se havia equipa que merecia estar na final, éra sem dúvida a que equipava de preto. Como as imagens mostram, o árbitro estava a dois ou três metros de Vata e a olhar para o jogador, tinha portanto de ter visto a mão do diabo que ajudou o Benfica. Mas não apitou para falta. Antes pelo contrário, decidiu como achou que devia decidir e levou à final a equipa que mais fez por a merecer. Se nem o Marselha de Bernard Tapie conseguiu ser mais forte que o Benfica das gloriosas meninas de Lisboa que culpa podia ter o árbitro?
Após o golo, vejam como 120 mil benfiquistas estão orgulhosos! Vata tinha marcado um golo glorioso e o Benfica estava a um passo de mais uma final europeia. Como sempre esteve: à custa da corrupção.
Vata, como é normal no Benfica, clube que nunca ganha com ajudas dos árbitros nem tem dirigentes corruptos, sempre negou tudo. Mesmo uma década depois, na Austrália, país onde tem uma academia de futebol, garantiu que não marcou o golo com mão. No entanto, uns segundos depois a culpa já éra do vento...Enfim, não admira que seja muito bem recebido quando chega a Portugal.
É difícil para mim falar desse lance, porque as pessoas não acreditam em mim. As pessoas dizem que viram, mas fui eu que marquei, que estava lá. (...) Eu digo que não marquei com a mão, mas o lance foi tão rápido, estava tanto vento, que é melhor ficar o ponto de interrogação. Não se pode culpar o árbitro por esse lance. Claro que não, antes pelo contrário.
Blog do Dragão Azul, 28 de dezembro de 1995
Um ex-árbitro internacional falou abertamente da oferta de prostitutas por clubes europeus, entre os quais Sporting e Benfica.
As mulheres que amaram MR. King

Howard King, com 49 anos, era um árbitro de categoria. Costumava ser designado para os grandes choques entre os mais importantes clubes ingleses e entre os principais da Europa nas competições da UEFA. A sua primeira declaração ao referido jornal é esta:
"Quando precisava de uma rapariga dirigia-me a intermediários dos representantes do clube que me parecia mais vulmerável e dizia-lhes:" Este jogo é muito importante para vocês: carecem da qualificação e o árbitro serei eu, a menos que arranjem as coisas de forma a que possa levar a rapariga comigo garanto-vos que a vitória não será vossa ."
Estarrecedor, não é?!
"TEMOS DE VENCER AMANHÃ, MR.KING!"
Essas exigências, segundo MR. King revelou ao News of the worl, só tinham lugar quando os jogos que ia arbitrar envolviam clubes do continente. Uma das mais escândalosas propostas que recebeu verificou-se em Lisboa , antes de um importante encontro entre o Sporting e o Dínamo de Minsk. Confessa King
"Nessa noite levaram-me a um clube, em Lisboa, onde se encontravam muitas raparigas das mais belas e bonitas. O fulano que me acompanhava disse: "Escolha!" Respondi que não compreendia o que aquilo significava, mas ele esclareceu:" "E eu, claro, escolhi uma loira, alta, a mais bela mulher que vi em toda a minha vida."
Isso foi em 1984. O Sporting venceu por 2-0. O árbitro inglês jura a pés juntos que não favoreceu nenhum dos clubes intervenientes. Disse, ainda que, depois do jogo, um delegado do D.Minsk entrou na cabine para entregar-lhe um presente mas encontrou-o abraçado a um antigo amigo português, um dirigente federativo: "As coisas em Lisboa eram boas em demasia!"
"A UEFA sabe perfeitamente o que se passa quanto a hospitalidades de quarto de cama mas nada faz para o impedir. Enviaram-me prostitutas em quase todos os países onde arbitrei: na Rússia, Alemanha, Portugal, holanda, Espanha, Dinamarca. Entre 1983 e 1993 arbitrei jogos que nevolviam clubes como Barcelona, Benfica, Sporting, Ajax, PSV, Hamburgo ou Bayern. Mandaram-me mulheres para os quartos em, pelo menos, 12 ou 15 ocasiões. Tratava-se de raparigas na casa dos 20 anos, quase sempre belas figuras. Não se comportavam directamente como subornadoras mas sabiam muito bem o papel que estavam a representar e, invariavelmente, diziam saber quem eu era. Isso fazia parte de um metódo que os clubes utilizavem na esperança de ganhar vantagens e experiência."
ENTRA O BENFICA
Em 1992 MR. King regressa a Portugal para dirigir o Benfica- Sparta de Praga. Eis as suas afirmações:
"O valor dos presentes que me enviaram excedeu em muito o limite de 40 libras (cerca de 10 contos) a que estamos autorizados. Fui almoçar com o delegado da UEFA a esse encontro, que era, simultaneamente o presidente do Comité de Arbitragem da UEFA, que ao ver as prendas que eu recebera disse imediatamente: " Você está a colocar-se em situação dificil !" Claro que concordei, mas a arbitragem no dia seguinte não deu margens para reparos. Não lhe falei, no entanto, na rapariga que esteve comigo na noite anterior. Ela não me pediu dinheiro e eu , como é natural , nada lhe ofereci."
Isto é o que estão a tentar branquear. Na década de 80 e 90 não havia escutas nem telemóveis? Esta entrevista saiu no jornal A Bola e ninguém quis procurar a verdade talvez porque o campeonato da 2ª circular não interessa-se a muita gente. Foi com esta entrevista que eu percebi porquê que o F. C. Porto andou 19 anos sem ganhar nada. Se isto acontecia para a taça UEFA é porque acontecia o mesmo no campeonato português. Os santinhos e donos da verdade deviam explicar isto e dar o mesmo tratamento que estão a dar ao F. C. Porto. Em Portugal é assim que funciona, o mérito é sempre do 2º e 3º classificado desde não seja o F. C. Porto, se isto fosse PORTOGAL IRIAMOS VER ONDE É QUE ANDAVAM ESSES DONOS DA VERDADE.
“Na fantástica cidade do Porto vive um povo que não verga, um clube que não desiste e um orgulho que pode ser combatido... MAS NUNCA DERRUBADO."
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