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11/07/13

Burro de Carvalho e a guerra que está perdida à nascença

Há uns anos atrás vi um filme sobre um tipo que tinha o sonho de chegar longe na politica mas nunca tinha conseguido ganhar grandes apoios até ao dia em que encontrou uns 'amigos' muito especiais. Com esses 'amigos', o José (peço desculpa mas não me lembro do verdadeiro nome dele) aprendeu a ser politico, a encontrar-se apenas com quem o podia ajudar, começou a vencer eleições, a ser conhecido e chegou ao poder.

Chegou também a altura dos 'amigos' cobrarem por todos os serviços prestados. E o José pagava, e pagava cada vez mais favores politicos. 

Não tinha amigos verdadeiros já que, pelo caminho, tinha sido obrigado a ver-se livre deles. Estava só, chantageado e resolveu revoltar-se contra quem o tinha levado ao poder. Novo erro. Se a ascenção durou alguns anos a queda durou poucas semanas. No final suicidou-se.

Não estou a tentar dizer que Burro de Carvalho se vai suicidar mas vai acabar mal. Entrou no futebol português de paraquedas e nem foi ele que saltou, foi empurrado. Não admira, portanto, que, para começar a pagar o apoio de quem o empurrou tenha imediatamente cortado relações com o FC Porto assim que chegou ao poder. Se o destino dos portistas é vencer, o do Burro de Carvalho éra começar uma guerra com o melhor clube português que está perdida à nascença.

Presidente de um clube na  falência e que nos últimos anos foi obrigado a vender todo o património que possuia para poder pagar aos bancos sem que a divida tivesse diminuido, Burro de Carvalho não devia ser tão arrogante nem entrar em guerra com quem sempre respeitou o Sporting, mesmo quando ficou provado que os seus dirigentes tinham ficheiros secretos de arbitros e familiares e compravam os que não se deixavam intimidar fazendo chantagem depois de depositarem alguns milhares de euros nas suas contas pessoais.

Errou. Não soube escolher os bons amigos, agora terá de assumir as responsabilidades.

11/09/10

Mal habituados

Na época passada, mais ou menos por esta altura, o jornal oficial do Benfica (A Bola) fez uma capa onde se podia ler em letras tamanho XXL que a direcção e a equipa técnica do Benfica prometiam que a partir daquele dia não iam criticar as arbitragens. E, ao contrário do que é normal para aquelas bandas, cumpriram o que prometeram.

Também, verdade se diga que não éra dificil já que os dois melhores jogadores do Benfica na época passada, Herminio Loureiro e Ricardo Costa, estavam em grande forma e resolviam todos os problemas. Basta vermos a quantidade de jogadores adversários que foram expulsos para percebermos que não éra normal o que se estava a passar na arbitragem portuguesa. Assim como também não foi normal quando nos roubaram o Hulk e o Sapunaru durante dezoito jornadas.

No jornal de Notícias saiu uma crónica (peço desculpa mas já não me lembro quem a escreveu) que dizia isto:
O que se passa é que se o Benfica não é campeão esta época, vai ser o descalabro total. Acabou-se a margem de manobra e de outras manobras menos limpas como a produção editorial. O desespero dos seus dirigentes e dos seus credores transmitiu-se aos adeptos e aos amigos da Comunicação Social. Todos serão poucos para levar o Benfica ao colo até ao título e atrevo-me a dizer que escusam de estar descansados, porque parece-me que todos serão impotentes para travar a queda vertiginosa no abismo que tem representado o consulado benfiquista do ex-presidente do Alverca.

E lá venceram o campeonato. No entanto, tal como previa o autor da crónica, as contas continuam a ser péssimas. O que é normal já que o Benfica tem muitos gastos e os favores custam muito dinheiro. E o clube ainda tem de aturar um presidente que de quase nada chegou a um dos homens mais ricos de Portugal. À custa, claro, dos milhões de cinco ou seis transferências de jogadores que foram engavetadas pelo MP de Lisboa e de outros negócios escuros. E por isso não é de admirar que o clube que mais adeptos e fontes de receita tem em Portugal (pelo menos é o que eles dizem), seja ao mesmo tempo, a par do vizinho da segunda circular, o que tem o maior passivo.

Sendo assim, esta época os dirigentes e credores continuam desesperados e a comunicação social e os seus adeptos continuam a sentir isso. E querem continuar a vencer a todo o custo.

O problema é que os dois craques do clube abandonaram a Liga, os corredores do edificio ganharam claridade e os lamps ficaram entregues às leis do jogo. Assim, se esquecermos o jogo da Supertaça onde o roubo do metralha de Setúbal foi de Catedral, vemos que esta época os golos em fora-de-jogo começaram a ser invalidados, as faltas já são castigadas, os cartões amarelos saiem dos bolsos dos árbitros...e apenas a maioria dos cartões vermelhos continuam esquecidos mas o critério que está a ser seguido é o correcto e, mais tarde ou mais cedo, jogadores como David Luís ou Cardoso acabarão por ter o castigo que já andam a merecer à muito tempo.

E eles sabem disso. E não gostam. E por isso andam nervosos, quase histéricos. Mas vão ter de continuar assim porque a Liga portuguesa só poderá ser considerada uma das melhores da europa quando alguns árbitros e dirigentes não fizerem as coisas por outro lado.

16/01/08

O vendedor da banha da cobra


  • Luís Filipe Vieira continua a cumprir com o que anda a prometer há alguns anos. Assim, depois dos vários Dream Teams e a melhor equipa da década, aí está um novo ciclo que promete dar muitas alegrias a todos os portistas.

  • Porque será?

    Meia duzia de semanas depois de alguns jornais portugueses terem dado como certa a entrada do Benfica no G14, grupo que reunia alguns dos mais importantes clubes europeus, entre os quais o FC Porto, Pinto da Costa, Paiva Brandão e os representantes dos outros clubes decidiram, em conjunto com os presidentes da FIFA e da UEFA, Joseph Blatter e Michel Platini, extinguir o grupo.

  • O vendedor da banha da cobra

    Há cerca de um ano, mais dia menos dia, José Silva Peneda, escreveu no JN um artigo interessante onde retratou muito bem os actuais vendedores da banha da cobra. Vale a pena ler:

    O vendedor da banha da cobra não é uma personagem de histórias de ficção. O vendedor de banha da cobra existe, evoluiu, continua por aí e é muito hábil e astuto.
    Todos sabemos que a banha da cobra não serve para nada mas a convicção que esse vendedor transmite, através duma oratória bem estudada e estruturada, convence muita gente sobre as capacidades infinitas do milagroso medicamento. Impigens, mau-olhado, torcicolos, urticária, febre dos fenos, dentes, nervos, escleroses, artroses, entorses, diarreias, sarampo, escarlatina, espinhela caída, dores das cruzes, doenças do miolo, treçolho, verrugas, cravos e desmanchos são alguns dos males que a banha da cobra afastava a quem a quisesse comprar.
    Ainda tenho no ouvido partes dessa oratória "Não custa nem 20, nem 15, nem dez! Custa apenas cinco, e quem levar dois leva um totalmente de graça. Um para aquele senhor, outro para aquela menina... e enquanto eu vou lá à frente receber o dinheiro, a minha mulher vai lá atrás distribuir o pacote..."
    E o povo lá ia comprando e o vendedor da banha da cobra lá se ia governando.
    Este era o autêntico vendedor da banha da cobra que até seria capaz, se não de pagar impostos, pelo menos de pagar a licença municipal para utilização do espaço das feiras, onde afirmava que trabalhava honestamente porque não estava ali para enganar ninguém.
    Porventura, o vendedor da banha da cobra existe há séculos e, se é seguramente certo que a banha da cobra não cura, também não consta que daí tenha saído algum mal para a saúde pública e para o Mundo.

    Se calhar, também por causa da globalização e das mudanças que por todo o lado vêm acontecendo a um ritmo colossal, alguém pode pensar que o vendedor da banha da cobra desapareceu. Ora, isso não é verdade. O que sucedeu foi que o vendedor da banha da cobra sofreu uma transformação e adaptou-se aos novos tempos. Digamos que não desapareceu, antes evoluiu para um estádio mais sofisticado.
    Trata-se assim de mais um caso típico onde de uma estratégia assente na base de mão-de--obra barata e pouco qualificada, se passa para outra, onde o conhecimento e a inovação permitem alcançar níveis de competitividade mais elevados e o que é certo é que o nosso vendedor da banha da cobra continua a sua actividade de sempre, mas agora, em vez da banha da cobra, vende outro tipo de ilusões.
    Abandonou a linguagem vernácula para passar a utilizar formas mais subtis e sofisticadas de comunicação, muitas graças às novas tecnologias e modernas técnicas de marketing, tudo no sentido de estar mais bem apetrechado para convencer os potenciais compradores das novas ilusões.
    Veste agora de forma muito mais elegante e usa um corte de cabelo moderno.
    Exibe uma grande autoconfiança que, por vezes, roça a altivez própria dos fracos.
    Dá mostra de intransigência perante grupos isolados, prévia e cuidadosamente seleccionados, para mostrar ao mercado que veio para ficar.
    Cria expectativas muito tentadoras que, a serem concretizadas, só o serão lá para as calendas.
    É capaz de prometer a prosperidade para amanhã, quando a realidade é a dívida crescer dia a dia.
    É um verdadeiro mestre a prometer hoje uma coisa para fazer o oposto amanhã, com toda a tranquilidade e impunidade.
    Facilmente cria a ilusão de que o mal está a ser fortemente atacado, quando os sintomas se agravam de forma persistente.
    Aparenta uma simpatia face aos clientes para, nas costas, desdenhar da sua ingenuidade.
    É exímio em levar os clientes a acreditar que vão ganhar o euromilhões.
    Perante a descoberta da trapaça feita, não dá sinais de atrapalhação e chega ao ponto de pedir à vítima um pedido de desculpas.
    Fala muito de rigor e jura tratar todos por igual mas, às escondidas, faz descontos aos mais poderosos.

    Com um passo de mágica, convence muitos clientes que a felicidade se atinge sem qualquer tipo de esforço.
    Quando surpreendido por uma observação de um cliente mais lúcido, é notável a forma como atribui sempre a culpa aos fornecedores do passado.
    Exibe um poder que não é capaz de exercer porque, no fundo, tem medo de perder os clientes.
    Virá o tempo, e mais rapidamente do que se pensa, em que o vendedor da banha da cobra ficará fora do prazo e terá de mudar de vida.
    Quanto aos clientes, para já, parecem satisfeitos.
    Tal como no tempo da banha da cobra, compram sem pensar e sem precisar. Tal como no tempo da banha da cobra, acham graça e simpatizam com o estilo do vendedor de ilusões. Tal como no tempo da banha da cobra, estão contentes, porque estão iludidos.
    Os clientes andam por aí. Até pode ser o povo de um país.
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    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!

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    Hulk e Sapunaru foram castigados com apenas 3 e 4 jogos.
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