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09/05/08

A memória ninguém nos rouba: Os jogos da discórdia e as putas oferecidas a Mr. King

  • Pinto da Costa é culpado, sim senhor. Algumas provas.

  • O FC Porto ia em primeiro lugar, com 48 pontos e cinco de avanço sobre o segundo classificado. É também verdade que o Estrela ia em último lugar, com 11 pontos, aliás lugar no qual terminou o campeonato e destacado. A mesma equipa e a mesma estrutura que ganharam as mais prestigiadas taças europeias não seriam capazes de ganhar ao Estrela em casa? Não me lembro de ninguém, na altura, se ter lembrado de falar em favores de árbitros europeus. Curiosamente, nem é referente ao FC Porto que mais do que um árbitro internacional disseram, e está escrito, que receberam favores de um clube português em jogos europeus.
    Pinto da Costa

  • Os jogos da discórdia

    F. C. Porto-Estrela da Amadora, 2-0

    Data 24 de Janeiro de 2004

    Foi um jogo de triunfo fácil para o F. C. Porto, que defrontava o último classificado, que, até essa 19.ª jornada, não tinha averbado qualquer ponto fora de casa. Sobre este jogo, os peritos convidados pelo Ministério Público (MP), os ex-árbitros, Jorge Coroado, Vítor Pereira e Adelino Antunes, não deram conta de qualquer favorecimento, por parte de Jacinto Paixão, ao F. C. Porto. Detectaram, apenas, a não amostragem de dois cartões amarelos e consequentes livres directos, contra os portistas e o mesmo em relação a estrelistas. Igualmente, a análise do jogo revela que o "árbitro assistente n.º 1 assinala, erradamente, fora-de-jogo a um jogador do F. C. Porto". O observador da partida, inclusive, na sua avaliação, no deve-haver, considera que o F. C. Porto foi prejudicado. O próprio MP reconhece que não houve "uma arbitragem fraudulenta ou tendenciosa", conforme se deduz da análise dos peritos.

    Beira Mar-F. C. Porto, 0-0

    Data 18 de Abril de 2004

    O jogo contava para a 31.ª jornada , a três do final do campeonato, e foi dirigido por Augusto Duarte. Na véspera do jogo, dia 17 de Abril, o Sporting, segundo classificado, perdera , por 2-1, no estádio do Bessa, frente ao Boavista. Com este desfecho, a vitória do F. C. Porto deixava de ser indispensável. Recorde-se que os portistas foram campeões com oito pontos (82) de vantagem sobre o Benfica (74) e nove (73) sobre o Sporting e depois do encontro de Aveiro ficariam a uma vitória do bicampeonato. Segundo o relatório dos árbitros peritos foram apontados quatro erros à equipa de arbitragem, sendo três em beneficio do F. C. Porto e, um, do Beira-Mar. Nenhum teve, porém, influência no empate final (0-0). O cronista do JN comentou, assim, o trabalho do árbitro "Augusto Duarte teve o condão de passar, praticamente, despercebido
    ".
    JN

  • No dia em que Maria José Morgado foi nomeada, Luís Filipe Vieira veio dizer que o processo ia andar para a frente; dois ou três dias depois, foi o marido de Maria José Morgado [Saldanha Sanches] a afirmar que era preciso acabar com a corrupção no futebol e que eu tinha dito em tribunal que ganhava 400 euros, defendendo que não podia fazer a vida que faço com aquele dinheiro. Nunca disse isso, se o fizesse estava a mentir, e era um imbecil, ninguém acreditaria. Mas estes dois pormenores são, para mim, reveladores.
    Pinto da Costa

  • O senhor King

    Howard King, ou "mr King" como já lhe chamou Pinto da Costa, um ex-árbitro internacional inglês que, em 1995, confessou numa entrevista ao jornal "News of the World", reproduzida depois por "A Bola", que recebera favores sexuais em Lisboa, onde esteve para apitar um jogo do Sporting, na década de 80, e outro do Benfica, em 1992. Howard King mencionou ofertas de valor acima do permitido pela UEFA, além da presença de prostitutas no hotel como forma de aliciamento antes desses jogos apitados em Portugal.



  • A minha mãe era de tal maneira inteligente que compreendia o que se estava a passar. Lembro-me de ela dizer o seguinte quando ganhamos a Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1987: "Já ganhaste muita coisa, e não te vão perdoar. Vê se sais." Isto é de uma mulher inteligente. E, realmente, não me perdoam as vitórias.
    Pinto da Costa

    JOGO FCPORTO 2-0 ESTRELA de 25 Janeiro de 2004

    FC Porto-E. Amadora, 2-0: No passeio das estrelas só o dragão sabe brilhar
    CRÓNICA

    McCarthy comandou o batalhão azul e branco, marcando dois golos. Último obstáculo antes do clássico foi superado com naturalidade

    O FC Porto marcou o terreno para a deslocação a Alvalade com um triunfo tranquilo sobre o Estrela da Amadora. Tendo em conta a sequência de vitórias dos dragões nos jogos em casa, e o facto de o conjunto da Reboleira nunca ter pontuado fora esta época, o sucesso poderia ser uma fria fatalidade estatística. No entanto, a exibição portista acabou por transformar um passeio de estrelas num factor de motivação para o importante duelo de Alvalade.

    O engodo finalizador de McCarthy fez estragos, mas a noite de nevoeiro foi animada pelo samba de Deco e Carlos Alberto, que fizeram, por via do seu tecnicismo, o contraponto com a raça e acutilância de Maciel e Sérgio Conceição.

    Carlos Alberto até tinha ficado no banco, mas a lesão de Costinha obrigou a uma mudança de planos. O herói do triunfo da época passada, na casa do Sporting, teve azar num lance dividido com Jordão, ainda na fase inicial da partida, e ficou lesionado. Coube a Maniche recuar para trinco, função que cumpriu com rigor defensivo, sem deixar de arriscar no passe.

    Cunho mortífero

    Para arrumar a questão Estrela da Amadora, José Mourinho não hesitou em manter o 4x3x3 que tinha apresentado contra o Vilafranquense. Desde a partida com o Nacional, a 30 de Outubro, que não utilizava esta táctica nas Antas. Sérgio Conceição e Maciel sucederam a Marco Ferreira e Derlei como escudeiros de McCarthy, confirmando a reposição qualitativa do leque de opções tácticas dos dragões.

    No que deve ter sido o último jogo oficial disputado no mítico palco azul e branco, o sul-africano mostrou pressa de marcar logo no primeiro minuto, servido por Conceição. Era o primeiro sinal de um caudal ofensivo intenso do FC Porto, que acabou por não ter a tradução que se esperaria na quantidade de remates, mas que bastou e sobrou para vencer, mantendo o cunho mortífero. O trio da dianteira prometia muito, até porque Maciel tinha sublinhado intenções com um segundo disparo. Porém, a lesão de Costinha acabou por ajudar o Estrela da Amadora a ganhar algum fôlego na linha defensiva. Mourinho mandou Carlos Alberto entrar, mas a equipa demorou algum tempo a recuperar o ritmo. O deserto rematador foi-se prolongando por vinte minutos, até que floresceu um remate de Nuno Valente, perigoso, em lance de bola parada.

    Era o prenúncio do primeiro golo de McCarthy, que deixava o Estrela da Amadora desnorteado, agarrado a uma postura ultradefensiva, e sem soluções viáveis para tentar contrariar o compressor ascendente do FC Porto.

    Miguel Quaresma apresentou a sua formação com uma disposição difícil de interpretar com eficácia contra o sistema de jogo do FC Porto. Os três centrais sobravam perante apenas um ponta-de-lança dos dragões. Os rapazes da Reboleira porfiavam na defeaa, e procuravam soltar rapidamente bolas para a dianteira, na esperança de que Júlio César conseguisse iludir os centrais azuis e brancos, ou que Semedo tivesse ensejo de se lançar em velocidade.

    Por muito que se procure uma abordagem positiva à exibição do Estrela da Amadora, a verdade é que jogou pouco futebol, conseguindo o feito de terminar o primeiro tempo sem qualquer remate registado, e evitando o escândalo com dois toques para a baliza no segundo tempo, por graça de Júlio César e Rogério. Afasta os estrelistas do "Guinness" o facto de o Marítimo, na época passada, ter efectuado apenas um remate na visita às Antas, em jogo lembrado pelo grande golo de Deco.

    A segunda festa da noite, de McCarthy, não resultou de um esforço individual comparável ao do "mágico", nessa altura, mas o entendimento entre Carlos Alberto e Maciel foi notável, e deixou meio caminho andado para o sul-africano resolver. Seguiu-se o apito para o intervalo e a certeza de que a segunda parte seria, antes de mais, um exercício de gestão.

    Outra bomba

    Confortável por sentir as rédeas bem seguras, o FC Porto foi deixando correr o marfim no segundo tempo, até que McCarthy voltou a revelar-se incómodo para quem pretendia passar pelas brasas. Um remate de longe embateu com estrondo na trave, impedindo a concretização do primeiro "hat-trick" do sul-africano.

    Para entreter os espectadores, as cortinas subiram e a escola de magia entrou em funcionamento. Ao ritmo do samba, o "aluno" Carlos Alberto confirmou-se um intérprete promissor, mas o "professor" Deco não quis deixar os créditos por mãos alheias, alimentando os "olés" dos associados portistas. Enquanto se ouviam palmas da bancada, Mourinho torcia o nariz, pouco agradado. Para Alvalade, os jogadores sabem perfeitamente que a música será outra.

    Árbitro

    JACINTO PAIXÃO (1). Ausência de critério disciplinar agravada pelo auxílio irregular dos assistentes. No segundo golo do FC Porto, McCarthy, qual Jardel, estava deslocado no início do lance, mas legal quando partiu o passe de Maciel. Para além da confusão com as deslocações, faltaram cartões em situações inadmissíveis, como quando Deco foi agarrado por Jordão, junto à área.
    Record


  • Há uma coisa: não quero que o assunto seja arquivado pelo facto de não existirem provas. Quero é que o assunto siga para a frente e seja tudo provado, sobretudo depois de se ouvirem as pessoas que estão dentro do assunto - e não é só a irmã dessa senhora [Carolina Salgado] - e que já testemunharam sobre o que viram e ouviram. Não tenho dúvidas de que há pessoas que tramaram tudo. Andaram anos a investigar a minha vida: via verde, os restaurantes onde ia, o meu cartão de crédito, as minhas chamadas... Andaram anos a fazer isto tudo para descobrir que há um árbitro que foi apitar o FC Porto quando já era campeão, num jogo que não nos interessava para nada - até poupámos meia equipa -, só porque esse árbitro foi a minha casa, não a meu pedido, mas por um terceiro indivíduo, para tratar de um assunto que não estava relacionado com um jogo de futebol. Mas há mais: a Polícia Judiciária descobriu os apitos dourados, mas havia lá facturas ainda mais valiosas de relógios oferecidos por outros clubes. Mas isso não interessava. Nem sequer foram levadas cópias.
    Pinto da Costa

  • Campeões no Mundo, suspeitos nos arredores

    Interrogado no final do Porto-Chelsea sobre o envolvimento de Pinto da Costa no Apito Dourado, José Mourinho limitou-se a dizer que seguia a coisa à distância, como se isso lhe fosse totalmente alheio. Fez mal. Primeiro porque o presidente do FC Porto era ainda o seu patrão há poucos meses atrás e, embora o clube muito deva a Mourinho, ele também deve a Pinto da Costa e ao clube a sua rápida projecção internacional. Segundo porque, a fazer fé nas notícias, o que está em causa são suspeitas que recaem sobre jogos do Porto quando Mourinho era o seu treinador. Ou seja, o que o país futebolístico faz por acreditar é que não foi graças à organização do clube, à gestão de Pinto da Costa, à categoria de Mourinho ou à classe dos jogadores que o FC Porto registou os êxitos dos últimos anos: tudo terá sido devido a umas meninas de alterne, intermediadas por um empresário de Avintes e a favor de uns árbitros do Alentejo. José Mourinho não se sentirá atingido também?
    Miguel Sousa Tavares n'A Bola

  • "Vou continuar a levar o FC Porto à conquista de títulos nacionais e internacionais. E quem não assistir a isso é porque não vai durar muito tempo"
    Pinto da Costa
  • Pinto da Costa é culpado, sim senhor. Algumas provas.


  • "O F. C. Porto é visto como um símbolo da região. Representa as gentes do Norte. Tem responsabilidades acrescidas, pois, enquanto que os governantes deixaram a regionalização na gaveta, o F. C. Porto não capitulou. Continua a resistir e a representar o Norte"
    Pinto da Costa

  • A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa
    Luís Paixão Martins

  • Distracções judiciárias

    Na véspera do atentado da ETA com matrícula portuguesa, o porta-voz da Polícia Judiciária estava ocupado a fazer publicar no "Crime" uma entrevista em que se me refere. Não mereço tantas atenções.

    Diz no essencial duas coisas. Em primeiro lugar, anuncia que SLB e FCP têm agências de comunicação. Ora, como é do domínio público, SLB recorre aos serviços de uma agência de comunicação há mais de 2 anos e só agora FCP decidiu proceder do mesmo modo. E só agora é que o porta-voz da PJ parece preocupado com o assunto.

    Em segundo lugar, avisa que "não é por muito dizer mal do processo que ele é desacreditado, isto da parte do FCP", acrescentando: "O que constatamos é que se criou um caso nacional em redor do Apito Dourado e que essa discussão acalorada está a deixar marcas no processo".

    Como dizia um amigo que me telefonou preocupado, o porta-voz da PJ esforça-se por me posicionar como uma espécie de Maria José Morgado ao contrário. A procuradora consegue fazer do nada um processo terrível. Eu conseguiria (na visão PJ) tornar em nada um processo terrível. Haja paciência.

    Blogue de LPM



  • É O QUE SE CHAMA ALTERNAR:-)

    Só agora tive tempo de analisar este Filme de Ficção:

    TAKE 1

    No primeiro depoimento que Carolina faz à Justiça, em 2006, Augusto Duarte passa a ter visitado a casa apenas uma vez e o envelope entra na história. A ex-companheira de Pinto da Costa afirmou então desconhecer o valor que teria dentro, mas palpitando que seriam entre 2500 e 3000 euros - destinados a "comprar" um... FC Porto-Benfica.

    TAKE 2

    O jogo é corrigido para Beira Mar-FC Porto na segunda declaração, em que conta ter perguntado ao companheiro quanto estava no envelope e obtido a resposta "2500 euros".

    TAKE 3

    Por último, no terceiro depoimento, afirma ter visto o dinheiro e ouvido a conversa entre Pinto da Costa e o árbitro (que antes não escutara).

    END

    Do processo constava já uma declaração da irmã, Ana Salgado, a quem Carolina teria admitido nada ter visto ou ouvido.

    Textos in O Jogo

    Sou portista com muito orgulho

  • «Fez-se uma chacina numa figura pública [Pinto da Costa] com base num livro [Eu, Carolina] sem credibilidade nenhuma»
    "Jornal Nacional" da TVI, 16.12.2006
    Felícia Cabrita (jornalista)

  • Carolina esqueceu-se dos detalhes

    Carolina Salgado prestou declarações no tribunal de Gondomar, revelando várias conversas envolvendo Pinto da Costa, Valentim Loureiro e Pinto de Sousa sobre alegados favorecimentos ao Gondomar. No entanto, não conseguiu pormenorizar para que jogos concretos.

    "Em concreto, não lhe posso responder", disse Carolina Salgado, em resposta a uma questão de Carlos Alhinho, o advogado de Castro Neves.

    "Sei que falavam do Gondomar, mas não posso precisar se foi o jogo Beira Mar-Gondomar", afirmou noutra altura, a perguntas do juiz-presidente, Carneiro da Silva, revelando desconhecer que Beira Mar e Gondomar jogavam em divisões diferentes à época dos factos, em 2003/2004.

    Record



  • "Este processo foi direccionado para mim, João Loureiro, Pinto da Costa e João Bartolomeu. Há no processo muitas situações que poderiam envolver outras pessoas que não foram envolvidas e, se o foram, acabaram por naturalmente ser excluídas"
    Valentim Loureiro



  • Pinto da Costa ataca sistema de Maria José Morgado e Luís Filipe Vieira - OS VIDEOS

  • "Não pode haver dois critérios: testemunha credível quando diz mal de mim e não credível quando confessa crimes"
    Pinto da Costa

  • Estado absolvido no processo de Pinto da Costa

  • «...depois de Carolina [Salgado] ter assumido a sua rebeldia, ao esbofetear em público a filha do companheiro, Pinto da Costa decidiu pôr um ponto final na relação
    in NOVA GENTE, 30.10.2006
    Diana Wong Cascalho (jornalista)

  • Negócios de Pinto da Costa investigados por mais três anos

    Sem suspeitos, nem prazos

    Apesar de o depoimento de Carolina se referir expressamente a Pinto da Costa, a equipa do "Apito", coordenada por Maria José Morgado, também directora do DIAP de Lisboa, optou por fazer o inquérito correr contra desconhecidos, não tendo Pinto da Costa ainda sido constituído arguido.

    Fontes judiciais explicam que este facto pode dever-se ao entendimento de que, enquanto não houver suspeitos formais, o processo não terá de obedecer aos prazos rígidos previstos no novo Código de Processo Penal, podendo, por isso, prosseguir em segredo de justiça durante os referidos três anos. Em paralelo, no âmbito desse processo (1992/06), foram pedidas informações a autoridades estrangeiras (Suíça, por exemplo), através de cartas rogatórias, a fim de averiguar os dados fornecidos por Carolina.

    Processo terá de esperar

    Quanto à queixa por denúncia caluniosa, o MP entende que apenas no final de todos os processos em curso será possível saber se existe razão para que Carolina responda por aquele crime.

    JN

  • O inspector Sérgio Bagulho treinava a Carolina para prestar depoimento, chegando ao ponto de fazer referência sobre quem tinha bebido Coca-Cola e cerveja e sobre quem tinha comido filetes e linguado
    Ana Salgado

  • Ana Salgado tem sido pressionada por Carolina

    Ana Maria Salgado, gémea de Carolina Salgado, garante que a irmã tem estabelecido contactos consigo para lhe propor uma "alteração de depoimento" nos processos em que tem sido testemunha contando uma versão favorável a Pinto da Costa. Às alegadas conversas entre as duas irmãs agora desavindas, somam-se trocas de palavras também com duas amigas de Carolina. Pedro Alhinho, advogado de Ana Salgado, confirmou, ao JN, esta tentativa de aproximação por parte de Carolina, mas sublinha não ter havido qualquer alteração de depoimento.

    Da parte de Carolina, a tentativa de aproximação com a irmã é negada por fonte próxima. Ao JN, porém, o advogado José Dantas diz não ter qualquer comentário a fazer sobre assuntos que envolvam Ana Salgado.

    De acordo com o advogado Pedro Alhinho - que defendeu o ex- -líder do Benfica, Vale e Azevedo, no julgamento em Guimarães em que foi absolvido de crimes de falsificação -, estas "pressões" terão contribuído para um internamento recente de Ana Maria Salgado numa clínica, em consequência de uma ingestão de comprimidos para problemas nervosos, que lhe terão causado problemas de estômago.

    JN

  • «Carolina Salgado é inqualificável»
    "24horas", 13 Dez 2006
    Fernando Gomes (ex-futebolista)



  • Apito Dourado: Queixa contra Luís Filipe Vieira, José Veiga e João Rodrigues, na CD da Liga

    Vai com certeza causar algum impacto na Liga a participação à respectativa Comissão Disciplinar, por parte de um clube da I Liga, de um dossiê contendo uma exposição e diversos recortes da imprensa escrita onde são reveladas algumas escutas telefónicas envolvendo Luís Filipe Vieira, José Veiga e João Rodrigues, e se pergunta por que razão eles não estão a ser investigados. Num desses recortes (do “Público” de 8 de Setembro 2006) pode ler-se inclusive em título: “Apito Dourado/Escutas apanharam Vieira a escolher árbitros para o Benfica”, acrescentando aliás a autora dessa peça – Tânia Laranjo – o seguinte: “Presidente dos encarnados recusou quatro árbitros para apitar as meias-finais da Taça de Portugal na época 2003-2004, no ano em que o Benfica ganhou a final ao FC Porto. Vieira protestou com Valentim Loureiro por não designarem Paulo Paraty, conforme havia sido garantido ao clube semanas antes. Mas, depois de muito reclamar e de recusar árbitros por não lhe darem ‘garantias’ ou por estarem próximos do FC Porto, acabou por avalizar João Ferreira. As conversas estão transcritas no processo principal do Apito Dourado, mas o presidente do Benfica nega a sua existência”. E, com efeito, com alguma aparente razão, porque foi como se essas conversas não tivessem existido uma vez que, pelo menos que se saiba, ele nunca foi incomodado por isso…

    Vieira, Rodrigues, Veiga e Mouco

    … Mas também João Rodrigues teve uma intervenção muito interessante neste e noutros casos. Porque, segundo o “Correio da Manhã” de 22 Junho 2007, “os árbitros do Benfica eram combinados com ele”, já que “Pinto de Sousa lhe telefonava regularmente para que fosse ele a contactar Vieira no sentido de acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no Apito Dourado da existência dessas conversas abundam”. Mas o “Record” de 23 Junho 2007 vai pelo mesmo caminho, ao titular: “Benfica também pedia árbitros”. E em seguida: “Vieira falava com João Rodrigues e este pressionava Pinto de Sousa”. Quanto a José Veiga: esse (segundo o mesmo “Record”) “pedia ‘favorzinhos’ para o Estoril”. E no entanto também ao que parece nunca ninguém (a ele e a João Rodrigues) os incomodou… Vamos porém ver como reagirá a Comissão Disciplinar a tudo isto.

    PS.: Quem, ao que O PATO julga saber está da disposição de contar tudo o que sabe se for chamado a depôs é o ex-membro da CA da Liga, Júlio Mouco. Deverá ser muito instrutivo ouvi-lo…
    O Jogo

  • Felícia Cabrita critica Maria José Morgado

    Jornalista insurge-se contra «atentado à liberdade de expressão»

    A advogada das jornalistas Felícia Cabrita e Ana Sofia Fonseca solicitou esta sexta-feira uma audiência ao Procurador-Geral da República «depois de ter tomado conhecimento pelo jornal Correio da Manhã» de que as repórteres tinham sido acusadas por ofensa agravada ao Ministério Público.

    Em causa estão as declarações do líder portista na sua biografia «Luzes e Sombras de um Dragão», redigido pelas jornalistas. No referido livro, Pinto da Costa compara o Ministério Público à PIDE, lançando insinuações sobre uma actuação parcial e persecutória da instituição dirigida por Pinto Monteiro.

    «Não estou para viver num país onde a revolução de Abril acabou com a PIDE para agora a ver substituída pelo Ministério Público», referiu.

    Felícia lamenta «perseguição» de Morgado

    Felícia Cabrita que não questiona a veracidade da notícia, considera que a acusação representa «um atentado à liberdade de expressão» já que «após 50 anos de fascismo, é normal e corrente que diante de qualquer coisa mais ofensiva as pessoas digam que até parece o tempo da PIDE».

    «O fiscalista Saldanha Sanches (marido de Morgado) diz que todos os autarcas são corruptos e que eu saiba ninguém lhe moveu um processo por causa disso», referiu ainda Felícia Cabrita.


  • «[Carolina Salgado] fala como se fosse uma criança irresponsável»
    "Jornal Nacional" da TVI, 16.12.2006
    Felícia Cabrita (jornalista)

  • APITO ENCRAVADO

    Se Maria José Morgado estiver realmente interessada em apurar o que se passa nesse mundo submerso das transacções com jogadores, não deve haver clube ou presidente algum que não mereça ser investigado. E devia fazê-lo, porque, de outro modo, fica a suspeita de que este é apenas um processo «ad hominem», a caça a um homem só.

    Milhares de diligências processuais, de interrogatórios a testemunhas e de perícias feitas, milhares e milhares de euros depois, parece bem que ao desígnio traçado para o «Apito Dourado» nada mais resta do que as acusações de Carolina Salgado. Mais uma vez, é pouco, muito pouco, quando tudo assenta na credibilidade de uma testemunha cujo curriculum só regista dois factos notáveis: ter trabalhado numa casa de alterne e ter gasto os últimos anos a vingar-se do homem que de lá a tirou, a levou ao Papa e a entronizou no inadmissível estatuto de «Primeira Dama» do FCP, e que depois a deixou. Como já aqui o escrevi, qualquer advogado estagiário tem obrigação de estilhaçar as acusações em tribunal.

    Entretanto, das célebres «revelações» do «livro» de Carolina Salgado, uma havia que parecia a mais fácil e mais urgente de investigar: a de que fora ela própria, por inspiração de Pinto da Costa, quem organizara e comandara o pelotão de linchamento que agrediu violentamente o vereador de Gondomar, Ricardo Bexiga. Era fácil de investigar porque, inadvertidamente, a testemunha fatal se incriminara a si própria, na ânsia de incriminar Pinto da Costa; e urgente, porque se tratava do mais grave dos crimes arrolados em todo o processo. É verdade que, ao entrar nos detalhes da operação, a história dela começava logo a não bater certa: disse que, por precaução, haviam destruído previamente as câmaras de vigilância do parque de estacionamento onde a agressão teve lugar, mas não teve o cuidado de confirmar se o parque tinha câmaras de vigilância — não tinha. Mas, mesmo que desta mentira circunstancial resultasse a crença na mentira de toda a história, não se compreende como é que o Ministério Público não a acusou por crime de falsas declarações e denúncia caluniosa.

    Pelo contrário, o Ministério Público, escudando-se na falta de provas, acaba de determinar o arquivamento do processo. Ou seja: a testemunha-chave do Ministério Público merece credibilidade quando acusa Pinto da Costa, mas já não a merece quando se acusa a si própria. E assim se resolve o problema de poder manter como testemunha-chave alguém que deveria figurar como arguida num outro processo e por crime mais grave.

    MST n'A Bola

  • DIAP/Lisboa arquiva queixa de Pinto da Costa

    Uma queixa de Pinto da Costa contra Carolina Salgado, por alegado falso testemunho e denúncia caluniosa, foi arquivada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) de Lisboa.

    A participação do presidente do F. C. Porto estava relacionada com depoimentos prestados pela ex-companheira na Polícia Judiciária e perante a equipa especial de investigação do Apito Dourado, segundo as quais Pinto da Costa seria detentor de uma empresa imobiliária e várias contas unicamente com o alegado objectivo de branqueamento de capitais provenientes de negócios ilícitos, e que, por outro lado, depositava no estrangeiro dinheiros provenientes de comissões por transferências de futebolistas com o objectivo de fugir ao Fisco.
    JN

  • "Há uns anos, a predominância clubística tinha a ver com a cor das cadeiras deste auditório (vermelhas), agora tem mais a ver com as cores da bandeira de Freamunde (azul)"
    Pinto da Costa

  • Carolina Salgado: ex cortou relações por causa de Vieira

    Paulo Lemos diz que presenciou encontro com presidente do Benfica

    O montador de sistemas de segurança, Paulo Lemos, com quem Carolina Salgado manteve uma relação afectiva após a separação de Pinto da Costa, referiu esta sexta-feira, durante a instrução do processo Beira-Mar-FCP, em que Pinto da Costa está acusado por corrupção desportiva activa, que cortou relações com a antiga namorada em Setembro de 2006, após a deslocação a Lisboa em que presenciou um jantar desta com o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

    O encontro, explica, ocorreu num restaurante, da namorada de um empresário de futebol. «Quando (durante o jantar) ouvi o senhor Luís Filipe Vieira perguntar-lhe o que é que ela tinha para ele e o que é que ela queria, levantei-me e fui-me embora», recordou.

    Intrigada com a explicação, a procuradora quis conhecer melhor as razões da fúria de Paulo Lemos, tanto mais que a testemunha desconhecia aquilo a que o presidente do Benfica se referia. «Não sabia que íamos jantar com o senhor Luís Filipe Vieira. Além disso, prosseguiu, «no decurso da conversa apercebi-me de que a Carolina já falava com o Luís Filipe Vieira há muito tempo». A procuradora não insistiu.

    Portugal Diário

  • «(...) o que temos em termos desportivos? Pouca coisa: acusações de uma senhora [Carolina Salgado] claramente ressabiada, que tanto pode falar verdade como... mentir
    "Expresso" online, 24 Dez 2006
    Alexandre Pais (director do jornal 'Record')



  • Eu, Carolina: «Escrevi o livro até à página 99»

    «Outra pessoa com experiência de escrita» redigiu o resto, diz docente

    A professora que assina o livro «Eu, Carolina» com a antiga companheira de Pinto da Costa reiterou esta tarde em tribunal que apenas redigiu a obra «até à página 99», isto é, «até à entrada de José Mourinho» como treinador do FCP. «A partir daí, não fui que o escrevi».

    Maria Fernanda de Freitas, que prestava declarações na fase instrutória do processo Beira-Mar/FCP em que Pinto da Costa está acusado por um crime de corrupção desportiva activa, explicou que nada sabe sobre os pagamentos aos árbitros desconhecendo quem escreveu o último terço do livro.

    Questionada pela juíza Anabela Tenreiro sobre os antecedentes do livro, a professora recordou as dificuldades financeiras que Carolina atravessou após a separação de Pinto da Costa, atribuindo a ideia do livro à ex-companheira do presidente portista.

    «Faltava-me ainda a última parte, o pós Pinto da Costa e era uma tarefa completamente inviável». Nessa altura Carolina ter-lhe-á dito que «tinha arranjado uma pessoa que já tinha experiência de escrita e que podia levar a tarefa a bom porto». Quem é essa pessoa?, quis saber a juíza, ao que a testemunha respondeu: «Não sei».

    «Falaram-lhe sobre os pagamentos aos árbitros?, questionou ainda Anabela Tenreiro, ao que a professora ripostou: «Nada. Essa parte não me foi minimamente relatada», acrescentando que as conversas com Carolina «era mais do foro íntimo».

  • «Carolina [Salgado] andou na farra com Amigos do Benfica»
    Título de capa da edição de 8.Jan.2007
    Jornal "24horas"

  • FC Porto - Estrela: Juiz vai ver jogo de futebol à lupa

    Juiz vai ver jogo de futebol à lupa

    Artur Guimarães, o juiz do Tribunal de Instrução Criminal do Porto a quem foi distribuído o denominado "caso da fruta", vai ver o vídeo do jogo F. C. Porto-Estrela da Amadora (realizado em 24 de Janeiro de 2004), que deu origem a uma das situações pelas quais Pinto da Costa está acusado. O magistrado já requisitou meios audiovisuais para ver o jogo, mas ainda não respondeu ao pedido formalizado por dois dos acusados. Os fiscais-de-linha José Chilrito e Manuel Quadrado - que, a par do árbitro principal Jacinto Paixão, terá passado uma noite com prostitutas, alegadamente oferecidas, segundo a acusação, pelo clube portista - sugeriram que uma das diligências de instrução fosse colocar os três peritos que colaboraram com a investigação (os ex-árbitros Jorge Coroado, Vítor Pereira e Adelino Antunes) a analisar outra vez o jogo. Os dois juízes de partida consideraram ainda que esse visionamento deveria acontecer num gabinete do tribunal e perante o juiz. O objectivo será verificar se os referidos árbitros detectam os mesmos erros técnicos apontados numa anterior análise à arbitragem na partida.
    JN



  • Apito Dourado: MP investiga possível extorsão a José Mourinho

    José Mourinho terá sido alvo de extorsão para que fosse retirado do livro “Eu, Carolina” um capítulo com referências a pormenores da sua vida particular, segundo divulgou o site “PortugalDiário”. Tal suspeita já levou mesmo o Ministério Público, através da equipa que coordena o caso “Apito Dourado”, a iniciar uma investigação.

    A denúncia partiu da irmã gémea de Carolina Salgado, Ana Maria, em declarações prestadas no DIAP do Porto no Verão. Segundo a mesma, o ex-treinador do Chelsea terá pago uma quantia indeterminada para que o referido capítulo fosse retirado.

    O MP já contactou a editora do livro, a D. Quixote, que confirmou a retirada do capítulo, por este não se enquadrar no “contexto editorial” da obra.
    Record



  • A Prostituta de Luís Filipe Vieira com carta branca para atacar sem provas: DIAP arquiva queixas por difamação

    O DIAP/Porto arquivou duas queixas contra Carolina Salgado, por difamação, apresentadas por Afonso Ribeiro e Nuno Santos, respectivamente motorista e alegado guarda-costas de Pinto da Costa.

    Os dois queixosos consideraram-se ofendidos com a publicação do livro «Eu, Carolina», no qual a ex-companheira de Pinto da Costa escreve que «ambos terão participado nas agressões» de que alegadamente foi alvo por parte de Pinto da Costa, à porta de um apartamento em Vila Nova de Gaia.

    O DIAP/Porto tinha já arquivado uma queixa por difamação, contra Carolina, apresentada pelo médico Fernando Póvoas.


  • Bem prega Saldanha Sanches

    José Luís Saldanha Sanches, fiscalista, comentador de rádio, televisão e jornais, marido de Maria José Morgado e também recentemente um responsável da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa falou aqui há tempos dos problemas que havia com o Ministério Público e autarquias de província.

    Cito: "Nas autarquias da província há casos frequentíssimos da captura do Ministério Público (MP) pela estrutura autárquica". "Há ali uma relação de amizade e cumplicidade, no aspecto bom e mau do termo, que põe em causa a independência do poder judicial", disse Saldanha Sanches.

    Na altura critiquei, num artigo no CM, as declarações de SS. O Manuel Serrão também, no JN. Até porque ele se referia à província do Norte
    Pois ontem ficámos a saber, pela voz de Ferro Rodrigues, coisas interessantes de cumplicidade, ou amizade, nobom ou mau sentido.

    O antigo lider do PS, em tribunal, depondo no âmbito do Caso Casa Pia, disse a propósito do envolvimento do seu nome no caso, que houve várias pessoas que lhe falaram disso antes de tal ser público. "Mas Ferro Rodrigues disse só ter ficado 'preocupado' quando foi contactado pelo fiscalista Saldanha Sanches: 'Ele tinha a certeza de que o meu nome estava a ser plantado'". (In Público de hoje).

    SS tinha certezas através de quem? Leu nas estrelas? Foi o travesseiro? Ou trata-se aqui do "aspecto bom do termo" para ficar nas palavras do homem que foi incompreendido no seu exame de agregação e foi chumbado? Ou este será um caso de captura do MP pela estrutura socialista?

    O grande educador da classe política, empresarial e não só, fê-lo com certeza pela amizade que tem com FR. Mas é capaz de ter que ser aberta alguma investigação no MP para saber como é que obteve as informações protegidas pelo segredo de justiça.

    O moralismo é sempre bonito, mas convém às vezes olhar para nossa casa.

    Bússola - Manuel Queiroz

  • «Carolina Salgado andou numa roda-viva, na capital, com adeptos do Benfica»
    24HORAS, 8.Jan.2007
    João Bénard Garcia (jornalista)

  • Maria José Morgado: Importa-se de repetir?

    Há uma semana, a magistrada Maria José Morgado teve uma frase que, que eu desse conta, passou em claro aos analistas: "Os tribunais julgam os casos, mas os casos também julgam os tribunais".

    Mizé Morgado falou assim numa longa entrevista ao Diário de Notícias em que até disse que era do Norte e o seu pai era um adepto fanático do FC Porto. As opções clubísticas são de cada um e ninguém tem nada com isso.

    Mas aquela frase surge num contexto do Apito Dourado e das suas investigações. E como me parece que os tribunais plenários acabaram há mais de trinta anos, uma magistrada, mesmo do Ministério Público, dizer o que disse Maria José Morgado é altamente discutível, para dizer o mínimo.

    O que a dra. Morgado está a deixar entender é que se não houver condenações no caso, os seus colegas juizes que vierem a fazer parte do colectivo não terão feito bem o seu trabalho. Eu, simples jornalista, posso dizê-lo; ela, magistrada, mesmo que do MP. e ainda mais parte interessada no caso porque trabalhou nele, não pode. Ou pelo menos não deveria dizê-lo porque deveria observar um dever de reserva. Porque o que eu entendo do que ela diz é que não se pode ter inteira confiança na Justiça.

    A dra. Maria José Morgado é, hoje por hoje, a magistrada mais mediática do país e a que melhor utiliza os jornais. Mas não tenho dúvidas que se outro magistrado qualquer, de província por exemplo, se permitisse dizer algo assim, iria ser chamado à pedra.

    Bussola - Manuel Queiroz

  • «Carolina Salgado conseguiu mais do que desejava. Ela queria deixar Pinto da Costa engasgado - e acabou a engasgar o País inteiro»
    in "Diário de Notícias", citado pelo "24horas", 9 Dez 2006
    Pedro Rolo Duarte (jornalista)

  • Ministério Público recusa queixas de Pinto da Costa contra Carolina Salgado e Leonor Pinhão

    Presidente do FC Porto acusa ex-companheira de difamação

    O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) do Porto recusou apreciar duas queixas de Jorge Nuno Pinto da Costa contra Carolina Salgado, por causa de declarações incriminatórias prestadas à Polícia Judiciária em Lisboa e, noutro caso, pela elaboração do livro "Eu, Carolina". Nesta segunda participação, efectuada em Julho passado, a jornalista e adepta do Benfica Leonor Pinhão era também alvo do presidente do F. C. Porto.

    De acordo com informações recolhidas pelo JN, na primeira situação está em causa o depoimento da ex-namorada do dirigente que contribuiu para a reabertura de processos já arquivados e motivou ainda outra investigação, por suposta fraude fiscal e branqueamento de capitais a propósito de transferências de futebolistas.

    A outra queixa de Pinto da Costa recusada pelo DIAP do Porto nasceu a partir do conhecimento público do teor do depoimento da professora que ajudou a escrever o livro de Carolina. Maria Fernanda Freitas garantiu que o texto que escreveu não é igual ao que foi publicado. A participação criminal do presidente do F. C. Porto foi apresentada em Julho, após publicação de uma notícia sobre o depoimento às autoridades da mulher que ajudou Carolina. A professora explicou não ser responsável pela versão final do livro e deu a entender que a ex-namorada do dirigente terá sido ajudada por Leonor Pinhão. Mais recentemente, juntou a processos cópia do texto por si escrito, que não inclui os episódios de corrupção desportiva relativos ao caso Apito Dourado. A queixa de Pinto da Costa foi arquivada, com o argumento de ter sido apresentada fora do prazo legal de seis meses.

    JN

  • Carolina Salgado acusada no processo dos incêndios dos escritórios de Pinto da Costa e Lourenço Pinto e agressão ao médico Fernando Póvoas

  • PGR obriga procuradores a defender Morgado

    Sempre que os juízes dos diferentes processos do Apito Dourado proferirem decisões contrárias às teses defendidas nas acusações subscritas pela equipa de Maria José Morgado, os procuradores do Ministério Público (MP) agora encarregues dos casos terão obrigatoriamente de recorrer para os tribunais superiores. A ordem interna foi dada pelo procurador-geral da República (PGR) e comunicada oficialmente a todas as procuradorias distritais do país.

    De acordo com informações recolhidas pelo JN, Fernando Pinto Monteiro faz menção concreta aos inquéritos trabalhados pela equipa especial de investigação do Apito Dourado, nomeada a 14 de Dezembro do ano passado. Fora do alcance da decisão do responsável máximo do MP estarão os restantes processos oriundos do inquérito principal do Tribunal de Gondomar, que originou 81 certidões.

    Contactada pelo JN, a Procuradoria Geral da República apenas confirmou a existência da directiva interna, recusando avançar justificações para a mesma.

    FCPorto-Amadora

    Foi o primeiro processo reaberto pela equipa de Maria José Morgado com base nas declarações da ex-namorada do líder do F. C. Porto. Tinha sido arquivado pelo DIAP do Porto e, com o novo testemunho, terminou em acusação. Está em fase de instrução no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

    Beira Mar- F. C. Porto

    Segundo processo reaberto e acusado pela equipa especial, também com o contributo de Carolina Salgado. Está em fase de instrução no TIC do Porto
    .
    JN



  • A carta a que se refere o Expresso

    Mais uma vez, um amigo anónimo chamou-me a atenção através de um comentário neste blog, para uma notícia do Expresso que ainda não conhecia. Essa notícia tinha a ver com a Agência de comunicação de Luís Paixão Martins (LPM) e a rescisão do contrato que a ligava ao FC Porto. Fui então à procura de mais informação e encontrei o que procurava no blog profissional do próprio Luís Paixão Martins. Nem queria acreditar no que estava a ler. Óra vejam lá:

    A carta a que se refere o Expresso

    Eis o teor integral da carta a que se refere o Expresso de hoje e que enviámos, em data recente, ao Futebol Clube do Porto:

    Pela circunstância de estarmos ligados ao Futebol Clube do Porto por um contrato de prestação de serviços de Conselho em Comunicação e Assessoria Mediática temos sofrido, nas últimas semanas, uma lamentável sucessão de pressões ilegítimas.

    Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido.

    Tememos que a continuação do contrato que nos liga ao FCP possa colocar em risco a normal actividade da LPM em prejuízo dos cerca de 70 colaboradores que empregamos e das cerca de 50 instituições que representamos.

    Estas circunstâncias levam-nos a solicitar a rescisão amigável do contrato.

    No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

    A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa.

    Nas últimas semanas, porque ocorreram episódios mediáticos (a maior parte sem qualquer intervenção nem do FCP nem da LPM) que mostram quão frágil é o guião construído por esses interesses, foram sendo utilizados sobre a nossa empresa meios, públicos e privados, que relevam sobremaneira o desespero dessas entidades e a falta de consideração pelos princípios éticos que deviam respeitar.

    Neste contexto, estamos certos de que compreenderão melhor do que ninguém esta nossa decisão.

    LPM, 25-08-2007


    -------------------

    PS - Se Portugal fosse um país justo e livre, esta carta dava panos para mangas e muita gente haveria de sentar o cú no tribunal, mas todos sabemos que não vai acontecer nada disso porque, infelizmente, a PIDE continua bem viva e recomendada pelos dois clubes da segunda circular. Isso não invalida que, depois de ter conhecimento de todas as pressões que a LPM sofreu, a Sad do FC Porto tenha o direito e a obrigação de fazer uma queixa crime para denúnciar a "lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País".

    Luís Paixão Martins:

    Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido

    No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

    A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa
    .

    Portogal

  • «Não li nem me apetece ler a confissão ressabiada e vingativa da ex-namorada de Pinto da Costa
    "24horas", 21 De Dezembro 2006
    Vicente Jorge Silva (jornalista)

  • Árbitros para Benfica escolhidos por João Rodrigues

    Rodrigues, Vieira ou Veiga nunca estiveram sob escuta

    Os árbitros para o Benfica eram combinados com João Rodrigues, ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e conhecido benfiquista. Pinto de Sousa telefonava regularmente àquele dirigente para que fosse ele a contactar Luís Filipe Vieira no sentido de se acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no processo 'Apito Dourado' da existência dessas conversas abundam. O que os dois diziam entre si é que não está documentado, por João Rodrigues e Luís Filipe Vieira nunca terem tido o telefone sob escuta.

    José Veiga, ex-director-geral do Benfica mas ainda hoje o homem forte do futebol, foi também uma personagem central no 'Apito Dourado'. A sua relação com Pinto de Sousa e Valentim Loureiro era aparentemente boa e os pedidos são inúmeros. Desde a resolução de situações ligadas ao Benfica até árbitros para o Estoril ou casos envolvendo a sua vida pessoal (como a situação onde foi apanhado em excesso de velocidade e que o levou e pedir a Valentim que evitasse a apreensão da sua carta de condução)
    .



    JOSÉ VEIGA:

    Sr.presidente está ocupado?
    Fala Veiga[...] Era um favorzinho...
    Como você é muito amigo..., a ver se podia dar-lhe uma chamadinha, para ver se corre bem.
    [...] É contra o União da Madeira, mas nunca se sabe.

    JOÃO RODRIGUES:

    " Nomeie o Devesa Neto que o acalma logo [Pinto de Sousa queixava-se que Veiga estava zangado]

    PINTO DE SOUSA:

    Eu precisava de uma ajudinha.
    Amanhã, ao meio-dia tenho de escolher os árbitros internacionais para a Taça.[...]
    Precisava de dois nomes de árbitros que o Benfica considerasse.

    JOÃO RODRIGUES:

    Eu vou ligar ao Luis Filipe.[...]
    Já lhe ligo.

    João Rodrigues fazia os contactos com o Benfica, a pedido de Pinto de Sousa.

    OH, MORGADINHA, AONDE ESTÁS TU?

    CONTRA A CORJA MARCHAR MARCHAR...COMO BOM PORTISTA...ASSINA CONTRA ESSES FILHOS DA PUTA

    Sou portista com muito orgulho



  • Apito Dourado: escutas apanharam Luís Filipe Vieira a escolher árbitros para o Benfica

    As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados. Nessa conversa, Luís Filipe Vieira começa por se queixar pelo facto de o árbitro nomeado para o jogo já não ser Paulo Paraty, conforme havia sido anunciado por Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a um advogado com ligações ao Benfica.

    A discussão foi acesa, com Valentim a esforçar-se por apaziguar os ânimos do dirigente e sugerir-lhe nomes de árbitros para substituir Paraty. Vieira, que diz não ter "preferência" por "ninguém", acaba por recusar o nome de quatro internacionais - "não me dá garantias", disse de alguns deles. A solução acabou por ser João Ferreira, o árbitro que amanhã estará no arranque do campeonato para os da Luz, quando defrontarem o Boavista no Bessa
    .
    Público

  • A mulher triste

    Maria José Morgado deu uma entrevista ao EXPRESSO na qual se confessa. É um depoimento pessoal, de uma mulher profundamente triste que afirma nunca se ter interessado pela vida porque sempre se interessou pela utopia. É um retrato de alguém que se consagrou a essa abstracção chamada partido.

    Nasceu em África, Angola, mas «a minha infância não tem nenhuma importância objectiva». Se tivesse nascido em Lisboa era igual. «A terra encarnada ou os pôres-do-sol de fogo são memórias fúteis, muito boas para romances e notavelmente aproveitadas pelo Lobo Antunes». Mas «tudo isso é dispensável, não me traz saudades». «As recordações tristes para mim são boas porque são as mais intensas». «Em Luanda havia bailes, ia-se à praia, nada disso me agradava».

    A relação com o MRPP, para onde recrutou Durão Barroso, é definida como uma relação exclusiva, que considera o amor uma «fraqueza», onde o romantismo «era contra a moral proletária», o sentimento pelo marido (outro militante) como «fazendo parte da militância e não como uma paixão tradicional» e os sentimentos como «coisas que se constroem». O amor era um desvio pequeno-burguês. O corpo era «uma fraqueza» e tinha de ser abandonado. Lia-se obrigatoriamente Marx, Lenine, Estaline, Mao Tsé-Tung e Engels. «Aquilo tinha uma mística!».

    Ela era conhecida por Mizé Tung, sempre pronta para a pancada. A coragem era uma consequência do sentido de missão, «uma obrigação», e não são admitidas vacilações. Só falavam «dos assuntos da revolução e do partido». O quotidiano da relação com o actual marido era sem tempo e por isso ficavam na mesma casa sendo era raro encontrarem-se. Porque «tínhamos ambos tarefas a cumprir».

    Quando ela rompeu com o partido, por causa do marido, Saldanha Sanches, ter rompido, diz: «o mundo abateu-se sobre mim». «O partido era a única razão de ser da minha existência. Não tinha outros interesses nem outros valores. Tive de renascer depois disso». Atirou-se ao jogging «para não enlouquecer». Agora também pratica natação, que ela acha «hedonista». Antes disso, a dedicação ao partido deu-lhe, confessa, os anos mais felizes da vida dela.

    Tendo eu tido 20 anos como Maria José Morgado, e não dizendo como ela que foi a mais bela idade da minha vida, pasmo ao ler estas palavras desta mulher. Nenhum pensamento me repele mais do que este, esta negação da vida e da beleza, esta negação do pensamento e da inteligência, esta negação da sensibilidade e da arte. Esta negação da vida e da falha humana. Isto, para mim, é a apologia do fascismo intelectual, do kitsch histórico. A matriz do Gulag, de Auschwitz e dos campos de Pol Pot.

    Pessoas como Maria José Morgado faziam-me, naquela altura, muita impressão e muita pena. E continuam a fazer, apesar de ela dizer que mudou. Há outra coisa que estas pessoas me fazem: medo. Muito medo. Ainda bem que a revolução deles não venceu.

    A propósito, eu não acredito que as pessoas mudem assim tanto
    .”.
    Diário Digital - Clara Ferreira Alves
  • 24/04/08

    É só rir no reino de Maria José Morgado e Carolina Salgado

    Pinto da Costa e a prostituta dos lamps vão-se emcontrar frente-a-frente em pleno tribunal de Gondomar. Segundo o JN, "a diligência servirá para os juízes do processo Apito Dourado averiguarem quem, afinal, estará a mentir quanto à existência, ou não, de jantares com a presença do presidente do F. C. Porto em que Valentim Loureiro pressionaria Pinto de Sousa a nomear árbitros favoráveis ao Gondomar SC, da II Divisão B, em 2003/04".

    Incrivel. Uma diz que existiram jantares e o outro jura que não. Já as empregadas do restaurante também garantem nunca ter visto a prostituta dos lampiões a não ser na televisão. Mas, segundo quem persegue o FC Porto, jantavam os quatro para ajudarem o Gondomar a vencer. Incrivel pois é?
    Depois disto vão estar face a face, para voltarem a repetir o mesmo que sempre disseram.

    De um lado uma pessoa que já foi dada como doida em tribunal depois de garantir que tinha mandado dar porrada no Ricardo Bexiga e ter mandado partir câmaras de vigilância que nunca existiram, e do outro, todos os outros. O tribunal, claro, a mando de Maria José Morgado e Pinto Monteiro, apenas acredita na Carolina e tenta calar quem diz o contrário.

    Mas mesmo que Pinto da Costa tivesse jantado com Pinto Monteiro ou Valentim Loureiro, isso não queria dizer que estava a comprar árbitros ou a tentar apanhar terroristas como disse o Presidente do FC Porto. Até porque Luís Filipe Vieira também janta com o Presidente da Liga nos hóteis de Lisboa, tem imensas reuniões privadas com ele e o presidente da arbitragem, convidou várias vezes Cunha Leal para passar férias no Algarve quando este mandava na CD da Liga, escolhe árbitros para os jogos do Benfica e é amigo intimo de Saldanha Sanches e Maria José Morgado. E ninguém se chateia com isso.

  • Perseguição a Pinto da Costa e ao FC Porto

    Continua em força. E Pinto da Costa não transporta pó branco nos pneus nem passou, no espaço de poucos anos, de um Luís Ninguém a um dos 100 portugueses mais ricos.

  • MP igual à PIDE

    Mudando um pouco de assunto, Felícia Cabrita escreveu há uns dias atrás que "ao contrário do que tem vindo a ser noticiado, não está apenas a citação de Pinto da Costa em que este compara o Ministério Público à PIDE, mas também o facto de a Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado (ECPAD) ter tentado provar que as jornalistas fizeram uma biografia oficial do líder do Futebol Clube do Porto sob as suas orientações." E isso é mentira. Não existiu qualquer biografia oficial como a equipa de Maria José Morgado conseguiu descobrir. Aliás, Pinto da Costa nem sequer esteve presente na apresentação do livro. Mas tudo bem, a perseguição continua e parece estar mais forte que nunca. Até por isto. A não ser que seja normal que um juíz se recuse a ouvir pessoas que podem ajudar a descobrir a verdade. Ou será que Cavaco, Sócrates, Jardim, Guterres ou Henrique Granadeiro, não têm a mesma credibilidade da madame Carolina Salgado?

    É por estas e por muitas outras que Pinto da Costa tinha razão se, como dizem, comparou o Ministério Público à PIDE. Aliás, já existem milhões a pensar o mesmo e o número aumenta a cada perseguição da equipa de Maria José Morgado.
  • 02/04/08

    Aceitar a decisão da Liga para continuar a lutar pela verdade nos tribunais.

  • Há quem diga nos jornais de hoje que o FC Porto poderá ser castigado pela Liga com a perda de seis pontos, três por cada jogo. E também há quem diga que o FC Porto vai aceitar o castigo sem pestanejar.

    Óra bem, todos sabemos que, em Portugal, os jornais e televisões não são isentos e têm um ódio de morte a Pinto da Costa e ao FC Porto. Sendo assim, porque tudo ou quase tudo o que noticiam não é para ser levado a sério, não nos merecem crédito algum.

    No entanto, e como hoje estou bem disposto, vou imaginar que os juízes da Liga fazem de conta que não sabem que o FC Porto foi mais prejudicado que os adversários nesses dois jogos e castigam o clube com a derrota. Devemos aceitar o castigo? Penso que sim. Mas atenção, devemos dizer, com frontalidade, que não estamos de acordo com a decisão da Liga, que estamos apenas a proteger a próxima época e que vamos provar nos tribunais civis que temos razão.

    Muitas vezes, durante um jogo, a nossa equipa tem de "oferecer" a bola ao adversário, o que não quer dizer que oferece os três pontos.

    Assim, ao lado dos processos da Liga vão continuar a decorrer os dos tribunais e nesses teremos de nos defender e atacar os nossos inimigos com todas as nossas forças. E se um tribunal nos condenar podemos e devemos seguir para os tribunais superiores. Até às últimas consequências! Gaste-se o dinheiro que se gastar, o nome de Pinto da Costa e do FC Porto têm de ser limpos dê por onde der, doa a quem doer!

    E nessa altura, quando a verdade vencer o sistema corrupto da segunda circular, voltaremos à Liga para pedir uma indemnização, que nunca será pequena, pelos danos causados.

  • O Presidente

    Quanto a Pinto da Costa o caso é diferente. O Presidente tem de lutar em todas as frentes ao mesmo tempo e nunca se poderá dar por vencido. Não vai ser fácil, é um homem só contra um dos sistemas mais mafiosos que existem na Europa, mas também não será impossível. Principalmente para quem conseguiu fazer de um clube de bairro um dos mais temidos e respeitados no mundo inteiro.

  • Jesualdo renovou

    Alguns, talvez habituados a ver os dirigentes dos seus clube não cumprirem com os contratos que assinam, terão pensado que um aperto de mão entre o Presidente e o Treinador do FC Porto pouco ou nada queria dizer. Estavam mais uma vez enganados.

    Devo dizer algo que muito me sensibilizou. Estávamos há muito a preparar a próxima época sem uma palavra sobre a continuidade, porque a empatia e o entendimento sempre foram totais. Queria realçar que, já há alguns meses, Jesualdo Ferreira disse-me que queria continuar, apertámos a mão e ficou decidido. Nunca foram discutidas questões de verbas, ficou tudo nas minhas mãos

    O mister chegou aqui há dois anos, quase de surpresa, não teve tempo de preparar o plantel, mas venceu o campeonato, voltou a vencer este e há-de vencer mais, por mais que custe a muita gente. Para nós, este é um acto que nos enche de muita alegria. Ninguém pode fugir ao seu destino, e o nosso destino é vencer
    .

    Pinto da Costa
  • 01/04/08

    Está na altura do contra-ataque

  • Na segunda-feira, a administração da F.C. Porto – Futebol, SAD, emitiu um comunicado no site oficial do FC Porto no qual anuncia ter sido notificada pela LPFP de notas de culpa referentes a dois jogos da temporada 2003/04. Depois disso, nada.

    Entretanto, os nossos inimigos continuam a atacar-nos todos os dias na comunicação social. E ameaçam com perdas de pontos, descidas de divisão, suspensão do Presidente...E a Sad, nada. Assim como os adeptos portistas. Parece que se encantaram ao ver as nojentas capas dos recordistas da mentira. Do dia 1 de Abril, diga-se.

    Engraçado que aquilo que a mim me pareceu uma mentira própria deste dia, para muitos portistas foi algo normal e que já estavam à espera. Volto a recordar as notícias do dia: Perda de pontos, descida de divisão e a suspensão do Presidente. Tudo isto e mais alguma coisa que aí virá. E porquê? Porque uma puta foi paga para dizer umas mentiras que entretanto foram escritas por uma vaca e filmadas pelo marido da vaca. Tudo a mando de um presidente de um clube inimigo.

    Rica prova não é? Até parece que estamos no Irão ou na China.

    Meus amigos, já aqui disse e volto a repetir, não acredito nos tribunais portugueses. A maioria dos juízes são corruptos e os que não são andam com medo e nem tentam contrariar quem tem o poder. Também não acredito na CD da Liga. São pessoas que estão a mando de Luís Filipe Vieira e prontas a fazerem o que ele exige. Mas acredito nos tribunais estrangeiros. E na razão. E essa está do nosso lado.

    Sendo assim, estamos com medo de quê?

    - Será normal que alguns adeptos portistas, talvez intoxicados pela propaganda do regime, aceitem as capas dos jornais de hoje?
    - Será normal que a Sad esteja calada enquanto os nossos inimigos vão gritando vitória?
    - Será normal que a mesma Sad não contra-ataque e apresente provas?

    Como já aqui referi, tive a infelicidade de ter nascido lampião. Mudei de clube quando certo dia, ainda puto, fui às Antas ver o Benfica vencer o FC Porto. Aquele estádio, aquele público, aquela vontade de começar a vencer jogos e títulos...Nem imaginam como os fiquei a admirar! Mesmo na hora da derrota foram uns verdadeiros andrades, como se dizia na altura. Lembro-me de ver os humildes adeptos portistas baterem palmas aos seus jogadores no final do jogo.

    Uns dias depois, adoptei definitivamente o FC Porto quando vi, na televisão, Pinto da Costa a discursar qualquer coisa contra o sistema de Lisboa. Enfim alguém que dizia alto o que eu pensava baixo. Muito novo, talvez por ter sofrido com a repressão da Pide, fiquei a detestar as injustiças e as pessoas que se aproveitam delas para vencerem na vida. Não diz com o meu carácter. Por isso aceitei Pinto da Costa como o meu Presidente. Até hoje. Até sempre.

    Posso portanto criticar o seu afastamento (e o da Sad) de toda esta polémica.

    Eu, no lugar de Pinto da Costa, já tinha contra-atacado, não com todas as armas que tivesse à mão porque convém guardar as mais poderosas para apresentar no tribunal, mas com algumas. E dava ordens para que o site oficial do clube fosse o jornal e a televisão que Portugal não tem. Como? Apresentando crónicas e imagens dos jogos em que somos acusados e crónicas e imagens dos jogos em que fomos prejudicados. Assim como as crónicas e imagens dos jogos em que os nossos inimigos foram beneficiados. Todos os jogos seriam comentados por dois ou três ex. árbitros que seriam os peritos da verdade desportiva. O YouTube também podia servir para divulgarem os videos.

    Pinto da Costa já disse que estava a escrever um livro sobre o Apito Dourado para o "lançar" no fim do processo. Se assim for, será um erro. Um livro pode ter efeitos positivos mas apenas se aparecer antes do fim do processo. Depois é tarde.

    Não se esqueçam que a melhor defesa sempre foi o ataque.

  • "Zé do Boné" sempre actual

    As gentes do Porto são ordeiras porque, se não fossem, há muitos anos teriam recorrido à violência perante os enganos dos árbitros que têm decidido da perda de muitos campeonatos e Taças de Portugal.

    É tempo de acabar com a centralização de todos os poderes da capital.

    Jorge Nuno Pinto da Costa, para além de ser um cidadão respeitável, afirmou-se como um competentíssimo dirigente. A ele se deve, em grande parte, a projecção que o FC Porto atingiu, a nível nacional e europeu. O tempo há-de fazer-lhe justiça
    .
  • 27/03/08

    Quatro mil euros

  • "Os ex-árbitros internacionais nomeados peritos receberam, cada um, cerca de quatro mil euros pelas análises aos jogos efectuadas a pedido da Polícia Judiciária e Ministério Público de Gondomar."
    JN

    É estranho que ex. árbitros tenham aceite trabalhar num processo como o Apito Dourado, ainda por cima um deles é presidente da comissão de arbitragem da liga de futebol e tem ligações estreitas com pelo menos um dos árbitros que está a ser julgado pois chegou a ter como assistente Valente Mendes. Até porque os peritos sabem que também erraram imenso quando estavam no activo. Sendo assim, não compreendo como podem dizer que existe um fora-de-jogo mal assinalado ou uma falta merecedora de castigo máximo que a equipa de arbitragem não viu, sabendo que a PJ e o MP podem interpretar isso como um favor ao clube que está a ser investigado.

    "Tudo o que disser será no sentido de esclarecer o tribunal numa área em que sou considerado especialista. Vou apresentar sempre a minha verdade, que se funda na minha opinião e sensibilidade"
    Vítor Pereira

    Por outro lado, também é verdade que no Beira-Mar-FC Porto não existiram erros graves (algo que acontece para aí em apenas 5% dos jogos da Liga portuguesa) como os peritos fizeram questão de referir e no entanto a opinião deles não serviu de nada. Nem mesmo o facto do jogo não ser importante para a discussão do título. Sendo assim, para que pagam 4 mil euros a cada perito se depois não ligam nenhuma ao que eles dizem? Não ficava mais barato chamarem adeptos dos Dragões Sandinenses para avaliarem os jogos do Gondomar e os Diabos Vermelhos ou a Juventude Leonina para os jogos do FC Porto? Davam-lhes umas bejecas e umas gramitas daquilo que faz rir, para eles se entreterem, e o assunto ficava resolvido em meia-dúzia de horas.

  • Tiago? Sim, claro, desde que...

    Parece que a Juventus está disposta a ceder Tiago, médio internacional português, para facilitar a compra de um dos "indiscutíveis" do onze titular do FC Porto desta época. Os jornais italianos falam em Lucho ou Bosingwa. Não é mal pensado, não senhor. E se, a Tiago, a "Juve" juntar uns vinte milhões de euros, penso que é uma boa base para Pinto da Costa começar a negociar.
  • 26/03/08

    Desta vez, não estou de acordo com o presidente do FC Porto

    Não estou preocupado, porque tenho a certeza de que vou ser absolvido. Há uma coisa: não quero que o assunto seja arquivado pelo facto de não existirem provas. Quero é que o assunto siga para a frente e seja tudo provado, sobretudo depois de se ouvirem as pessoas que estão dentro do assunto - e não é só a irmã dessa senhora [Carolina Salgado] - e que já testemunharam sobre o que viram e ouviram. Não tenho dúvidas de que há pessoas que tramaram tudo. Andaram anos a investigar a minha vida: via verde, os restaurantes onde ia, o meu cartão de crédito, as minhas chamadas... Andaram anos a fazer isto tudo para descobrir que há um árbitro que foi apitar o FC Porto quando já era campeão, num jogo que não nos interessava para nada - até poupámos meia equipa -, só porque esse árbitro foi a minha casa, não a meu pedido, mas por um terceiro indivíduo, para tratar de um assunto que não estava relacionado com um jogo de futebol. Mas há mais: a Polícia Judiciária descobriu os apitos dourados, mas havia lá facturas ainda mais valiosas de relógios oferecidos por outros clubes. Mas isso não interessava. Nem sequer foram levadas cópias.
    Pinto da Costa

    Parece que o presidente do FC Porto está confiante demais num final feliz. Francamente não é o meu caso. Espero estar enganado mas uma (in)justiça controlada por Pinto Monteiro (confessa que o Ministério Público é um poder feudal de condes, viscondes, marqueses e duques) e Maria José Morgado (uma ex. terrorista admiradora de Marx, Lenine, Estaline, Mao Tsé-Tung e Engels) não me dá confiança nenhuma. Talvez por ter vivido num tempo em que existia uma PIDE que prendia inocentes e deixava assasssinos em liberdade, onde o Benfica éra glorioso e o único desportivo da altura nunca esteve interessado em denunciar os roubos de igreja (mesmo que quisesse também não podia porque a PIDE não deixava), onde Lisboa éra capital e o resto apenas paisagem e vassalagem. Ou então por viver neste tempo em que o presidente do Benfica rouba milhões e continua em liberdade, manda agredir pessoas à frente das câmaras de televisão e continua em liberdade, inventa OPAS para ganhar mais milhões e continua em liberdade, muda jogos para 300 kms de distância à custa de um dirigente que, na altura, também éra o patrão do Estoril, e continua em liberdade, paga jantares no Sapo a dirigentes da arbitragem e continua em liberdade, escolhe árbitros e continua em liberdade, diz que são mais importantes os lugares na Liga que os bons jogadores e continua em liberdade...

    Diz o presidente do FC Porto que andaram anos a fazer isto tudo para descobrir que há um árbitro que foi apitar o FC Porto quando já era campeão, num jogo que não nos interessava para nada - até poupámos meia equipa.

    Também por isto é fácil percebermos que as cartas estão trocadas. Até porque, qualquer juíz que tivesse interesse e o deixassem descobrir a verdade, teria ainda possibilidade de ler as crónicas do jogo ou os comentários à arbitragem para tirar as dúvidas que ainda tivesse.


    Beira Mar-F. C. Porto, 0-0

    Data 18 de Abril de 2004

    O jogo contava para a 31.ª jornada , a três do final do campeonato, e foi dirigido por Augusto Duarte. Na véspera do jogo, dia 17 de Abril, o Sporting, segundo classificado, perdera , por 2-1, no estádio do Bessa, frente ao Boavista. Com este desfecho, a vitória do F. C. Porto deixava de ser indispensável. Recorde-se que os portistas foram campeões com oito pontos (82) de vantagem sobre o Benfica (74) e nove (73) sobre o Sporting e depois do encontro de Aveiro ficariam a uma vitória do bicampeonato. Segundo o relatório dos árbitros peritos foram apontados quatro erros à equipa de arbitragem, sendo três em beneficio do F. C. Porto e, um, do Beira-Mar. Nenhum teve, porém, influência no empate final (0-0). O cronista do JN comentou, assim, o trabalho do árbitro "Augusto Duarte teve o condão de passar, praticamente, despercebido".


    O problema é que eles, os juízes, têm ordens para condenar sem pestanejar.

    Caro Presidente do FC Porto,

    Neste momento o nosso clube está a ser fortemente atacado. E, acredite, não vai ser fácil vencermos esta guerra nos tribunais. Mas podemos vencê-la atacando os nossos inimigos com as mesmas armas que eles. E usando os podres deles! Se Luís Filipe Vieira investiu alguns milhares num livro de propaganda, nós também podemos e devemos investir nos livros que forem necessários. Se Luís Filipe Vieira comprou o depoimento da prostituta, nós também podemos e devemos comprar os depoimentos que forem necessários.

    O presidente do Benfica cheira a vigarista à distância, a rapidissima forma como entrou na liata dos 100 mais ricos de Portugal, também. O passado e o presente dele deve estar cheios de negócios escuros, com uma boa equipa e alguns milhares de euros, de certeza que vão encontrar alguma coisa com bastante facilidade. E depois podem entregar cópias das provas ao fiscalista dele. Vários jogos podem ser usados para levar o presidente do Benfica a tribunal sem grandes dificuldades. É só uma questão de alguém fazer as perguntas certas às pessoas certas. O da batota, no Algarve, é o mais vergonhoso desde o 25 de Abril mas não é o único. O roubo aquando da transferència de Mantorras também bem investigado, daria que falar. Não podem é ficar parados a pensar na absolvição porque uma (in)justiça que acredita na prostituta quando ela fala em envelopes e depois não acredita quando a mesma prostituta diz que mandou bater no Bexiga e partir umas câmaras que nunca existiram, não merece nenhuma credibilidade.

    PS- E mostrem as imagens dos jogos como prometeram. Se os canais nacionais não as quiserem mostrar, tentem apresentá-las no canal regional ou então na net só para os fundamentalistas que neste momento nos atacam, ganharem vergonha na cara. E depois, mostrem outros jogos onde fomos roubados descaradamente. E outros onde os nossos inimigos foram beneficiados. E apresentem listas de jogos, de árbitros, de roubos, de favores...Lutem com as mesmas armas carago!

  • Imagem dos nossos amigos Dragões

  • 25/03/08

    Como se esperava, o Presidente do FC Porto vai a tribunal

    Depois das ameaças de Pinto Monteiro e Maria José Morgado só existia esta solução. Aliás, tenho a certeza que este não será o único processo a que o presidente do FC Porto vai ser obrigado a responder. E tudo está relacionado com as declarações de uma pessoa altamente credível, tão credível que chegou ao ponto de confessar um crime e a justiça mandou-a para casa tomar os comprimidos.
    Enfim, e andaram uns capitães cheios de boa vontade a fazer uma merda de uma revolução para chegarmos a este ponto.

    PS- Os lamps podem fazer a festa que já venceram o campeonato deles.

    29/02/08

    Corrupção...


  • No dia em que os nascidos nos anos bissextos podem festejar o seu aniversário (não é o caso de Leandro Lima caso contrário, em vez de dois, seria quatro anos mais velho do que aparenta), Luís Filipe Vieira falou pela 1989ª vez sobre o Apito Dourado. Para dizer o mesmo de sempre: Que os arguídos devem ser condenados! E, também como sempre fez, voltou a pedir ajuda ao governo, à Liga, à FPF...Sem se importar em promiscuidades porque para ele isso não existe, nem em saber se o processo está a decorrer num tribunal civil ou não, porque o importante, para ele, é condenar o melhor presidente de todos os tempos antes que a diferença que separa o quase TRI-Campeão Nacional e o primeiro classificado do campeonato da segunda circular, seja maior que os actuais doze pontos. Como se faziam nos gloriosos tempos da outra senhora. Estorva? Condena-se. É inocente? Condena-se na mesma.
    Uma triste personagem este presidente do Benfica.

  • Perguntas para Luís Filipe Vieira não responder

    - Porque razão o processo do corrupto jogo entre o Estoril e o Benfica não anda para a frente quando existe uma dezena de testemunhas de acusação?
    - Quanto recebeu, no total, Carolina Salgado para mentir?
    - Gostou do livro que Leonor Pinhão escreveu?
    - Quem dos três matralhas de Setúbal é mais amigo: Bruno Paixão, Lucilio Baptista ou João Ferreira?
    - Paulo Paraty e Lucílio Baptista continuam a jantar com João Ferreira?
    - Está contente com o trabalho de Saldanha Sanches?
    - Se uma pessoa que é condenada num tribunal civil por roubo merece ser presidente de um clube de futebol?
    - Foi a roubar que conseguiu ser um dos 100 mais ricos de Portugal quando há alguns (poucos) anos ainda éra um labrego que andava encostado ao Pinto da Costa?
    - Onde investiu os 5 milhões que roubou aquando da transferência de Mantorras?
    - Quem engavetou o processo do caso Mantorras e porquê?
    - Quantas acções da Sad do Benfica comprou antes do anúncio da OPA dos chineses que nunca existiram?
    - Quantos milhões ganhou com o negócio?
    - Porque razão o Benfica não foi condenado quando éra o único dos três grandes com dividas ao fisco?
    - Foi legal a compra pelo governo da ministra Manuela Ferreira Leite de uns milhares de acções que nada valiam para que o Benfica pudesse pagar ao fisco?
    - Porque razão o Benfica não foi condenado quando Ricardo Rocha foi mal inscrito?
    - Porque razão o Benfica não foi condenado quando Nuno Assis foi apanhado com doping?
    - Quem engavetou o processo de Nuno Assis? E porquê?
    - O Benfica já pagou à Câmara do Seixal os 170 mil euros relativos ao fornecimento de água ao centro de estágio que foi oferecido pela Caixa Geral de Depósitos?
    - As escutas em que é apanhado a escolher árbitros para o Benfica são mais ou menos importantes que as outras?
    - E as de José Veiga?
    E as de João Rodrigues, uma das pessoas que mais árbitros pediu a Pinto de Sousa?
    - Quem fez de conta que estas escutas nunca existiram?
  • 23/02/08

    A "bola" da guerra Norte/Sul


    Pinto da Costa em directo num qualquer canal televisivo é sinónimo de recorde de audiências. Não é, portanto, de admirar que o Presidente do FC Porto recuse 99% das propostas e aceite apenas quando tem algo para nos dizer. Foi o que aconteceu quando, em Agosto do ano passado, falou na SIC Notícias sobre a "bomba" que uns dias mais tarde daria lugar ao dossiê "Tu, Luís" e também o que terá acontecido ontem. Só nos falta decifrar tudo o que ele nos quiz dizer.

    Principalmente quando anunciou um jovem jogador que "dentro de dois anos virá para o F. C. Porto". - "Quem será?" Perguntam, neste momento, os amadores (na maneira de trabalhar, não nos milhões que ganham) dirigentes do Benfica quando olham para a cara dos jogadores do plantel à procura de um tique ou um piscar de olhos. "Será este? Aquele?" Pinto da Costa é assim...Gosta de os entreter e ao mesmo tempo entretem-nos a nós.

    Também falou de coisas mais ou menos simples. Como a provável continuação de Jesualdo à frente do clube (Será mesmo assim?), do futuro de Vítor Baía e das suas qualidades para presidir a um clube como o FC Porto.

    Não virando a cara à luta a quem o persegue, acusou a mulher do fiscalista de Luís Filipe Vieira, o próprio fiscalista, falou do livro que foi escrito por Leonor Pinhão e de Carolina Salgado, fazendo a pergunta que já todos fizemos um dia: "Como é que uma testemunha merece credibilidade nas acusações feitas a mim e não merece quando se acusa a si própria nas acusações a Bexiga?".

    Sobre o livro da jornalista do Benfica

    "Recordo-me que os processos estavam a ser arquivados quando saiu o livro e Hermínio Loureiro (actual presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional) disse-me que lá em baixo (em alusão a Lisboa) estavam muito esperançados no livro de Carolina. Mas sabemos que existe um original do livro completamente diferente. Este foi escrito por uma jornalista que, um dia, saberão quem é".

    Sobre Pinto Monteiro:

    "Dizem que disse que o Ministério Público é como a PIDE. Não disse nada disso. Mas questiono: como pode um procurador geral da República dizer desconhecer se o seu telefone está ou não sob escuta? Mas os pressupostos para essa acusação não são válidos, porque não são verdadeiros".

    22/02/08

    Aumentar a vantagem no Dragão

  • Jesualdo Ferreira resolveu que Ricardo Quaresma estava a precisar de umas férias e por isso não o convocou para a recepção ao Paços de Ferreira. Uma boa notícia para os profissionais dos assobios que gostam de aparecer no Dragão e para a dupla Tarik/Farias que, assim, fica com imensas hipóteses de, pela primeira vez, começar um encontro ao lado de Lisandro. A não ser que o treinador do FC Porto se lembre do substituto de Alvalade, o "minino" Hélder Barbosa, e lhe dê a oportunidade que ele tanto deseja.

  • Escutas destruídas à maneira do freguês

    Alguém já disse que a PJ e o MP trabalham muito com as escutas telefónicas porque não gostam de...trabalhar. Todos sabemos que é verdade. Mas também porque, desta maneira, podem usar as palavras e as frases que ouvem como bem entenderem. Melhor ainda, quando estão interessados em condenar um arguído a todo o custo, anulam as escutas que os podem ajudar a provar a sua inocência como aconteceu no processo Apito Dourado. O contrário também é válido e quando as escutas são incómodas para os amigos ou padrinhos ou padrinhos dos amigos, metem-se no caixote do lixo e todos vivem felizes para sempre. Simples não é?
  • 15/02/08

    Confissões de uma puta subornada

    Imaginem que sou agredido a 25 de Janeiro de 2005 e tenho de receber tratamento hospitalar. Agora imaginem que, em Setembro de 2006, a pessoa que contratou os animais que me agrediram vem ter comigo para confessar o crime. É mais ou menos assim:

    - Álvaro, desculpa lá amor mas temos de ter uma conversa séria

    - Está bem querida, mas já ficas avisada que hoje não tenho trocado.

    - Só pensas nisso carago.

    - Pronto, então fala rápido que agora ando a estudar a história da CP e não tenho tempo para lenga-lengas.

    - Tenho um crime para te confessar

    - Mau maneta...Incendiaste outro escritório?

    - Não amor. Lembras-te daquela porrada que apanhaste?

    - Então não lembro, carago!

    - Fui eu que contratei os tipos que te bateram

    - O quê???


    Numa cena como esta, o que é que eu posso fazer?

    1- Perguntar-lhe se tomou os comprimidos todos

    2- Dizer-lhe que esqueço tudo se ela me deixar dar uma foda de borla

    3- Agradecer-lhe por não ter feito a vontade a Pinto da Costa

    4- Explicar-lhe que a droga prejudica a memória

    5- Fazer de conta que não é nada comigo


    Caros amigos, penso que em casos como este não há que pensar muito, qualquer um de nós se queixava na esquadra mais próxima e se possível, levava a vaca para ela contar tudo à policia.

    No entanto, Ricardo Bexiga não fez isso. E agora vocês perguntam: "Ó Bexiga, tu passas-te ou quê?" E ele responde: "Foi para não correr riscos de ser alvo de queixa por crime de denúncia caluniosa por parte dos visados".

    Estão a ver o filme? O tipo é agredido e mesmo depois de Carolina confessar o crime cala-se. E ainda por cima continuou calado e mudo quando no SOL apareceu um artigo com a confissão de Carolina Salgado e só resolveu mexer o cú depois do livro ser editado.

    Mas andamos a brincar aos policias e ladrões ou quê? O que se passou é que o Ricardo Bexiga nunca chegou a acreditar na história da Carolina Salgado e só mudou de ideias quando Maria José Morgado e Pinto Monteiro se meteram ao barulho. Entretanto passaram quase dois anos depois da agressão. Para quem agora critica o MP do Porto de ter sido lento na fase de investigação, o minimo que se pode dizer é que o senhor Bexiga não deve ter espelhos em casa...

    11/02/08

    O envelope de Augusto Duarte


    O árbitro de Braga é acusado por Leonor Pinhão e Carolina Salgado de ter recebido um envelope contendo 2500 euros. Seria o pagamento pelos favorecimentos no Beira Mar-FC Porto da época 2003/2004. Não existem provas de tal entrega e é apenas a palavra de uma prostituta contra a do Presidente do FC Porto, do árbitro e de...

    "Sabe algo sobre os pagamentos aos árbitros?", perguntou a juíza Anabela Tenreiro a Maria Fernanda de Freitas, a professora que escreveu 2/3 do livro: "Nada. Essa parte não me foi minimamente relatada", acrescentando que as conversas com Carolina "eram mais do foro íntimo".

    No entanto, mesmo sabendo que Carolina Salgado entrou em contradições várias vezes, Maria José Morgado resolveu reabrir o processo que tinha sido arquivado pelo Ministério Público do Porto. A Procuradora-Geral Adjunta do Tribunal da Relação de Lisboa tem como único objectivo condenar o Presidente do FC Porto e, para ela, todas as contradições são permitidas.

    E cada vez tenho menos duvidas em como vai conseguir vencer esta batalha. Ela, o nojento do marido, o traficante presidente do Benfica e todos os jornalistas que, todas as semanas, escondem das primeiras páginas dos pasquins os roubos que beneficiam os dois clubes da segunda circular.

    Porque a esta gentinha nunca interessou a verdade desportiva. Aliás, se tal coisa existisse na Liga portuguesa, o Benfica já tinha descido de divisão há muito tempo.

    Mas voltando ao tema deste post, tenho uma dúvida: Se para apitar um jogo sem casos como foi o Beira Mar-FC Porto de 2004, Augusto Duarte recebeu um envelope contendo 2500 euros, quantas dezenas de milhares de euros terá recebido o árbitro de Braga depois do roubo de ontem à noite? Ou os dois pénaltis foram oferecidos por amor à camisola?

    06/02/08

    Justiça bombástica


    Acabei de apagar as quatro primeiras linhas deste post por achar que, ao contrário do que tinha escrito, a justiça portuguesa não está uma lástima. A justiça portuguesa, simplesmente, não existe.

    Maria José Morgado e o marido Saldanha Sanches - repescados das profundezas do MRPP/PRTP e da ditadura do Proletariado, foram dois dos mais activos operacionais no tempo do bombista PREC e...continuam livres. Mais: São os rostos da justiça portuguesa! Querem melhor prova que esta?

    E também porque:

  • Pinto Monteiro, o Exmo. Procurador-geral da República, nunca teria dito que "o MP é um poder feudal de condes, viscondes, marqueses e duques".

  • Maria José Morgado não estaria a investigar a Câmara de Lisboa, depois do fiscalista de Luís Filipe Vieira ter a certeza que "nas autarquias da província há casos frequentíssimos da captura do Ministério Público (MP) pela estrutura autárquica". Há ali uma relação de amizade e cumplicidade, no aspecto bom e mau do termo, que põe em causa a independência do poder judicial"". Porque se o problema está nas "autarquias da província", que raio está a admiradora de Mao Tsé Tung a fazer na capital do império? Saldanha Sanches precisa de ajuda para esconder o lixo que existe na câmara de Lisboa?

  • O Director da PJ não tinha admitido "precipitação" na constituição como arguidos do casal McCann

  • Carolina Salgado que, toda a gente sabe, está a mando de Luís Filipe Vieira e a contar uma histórinha inventada por Leonor Pinhão, tinha ficado a falar sózinha

    Mas há mais. Se Maria José Morgado estivesse mesmo interessada na justiça do futebol português, teria investigado:

  • O pagamento de 100 mil contos feito por Luís Filipe Vieira, na altura presidente do Alverca, ao “paineleiro” Fernando Seara para conseguir, através dos cnhecimentos na Liga, que o Alverca ficasse na 1.ª Divisão (éra satélite do Benfica), prejudicando o Gil Vicente.

  • O jogo do Algarve entre o Estoril e o Benfica.
    Transferência do jogo para um estádio a 300 quilómetros de casa
    - Jantar pago pelo primo de José Veiga a alguns jogadores do Estoril na semana que antecedeu o jogo
    - O presidente da SAD do Estoril e sócio do Benfica (já tinha sido dirigente das águias), assumiu que quis dar uma prenda aos adeptos do seu clube de coração
    - Pagamentos pelo mesmo primo de José Veiga ao guarda-redes do Estoril
    - Escolha do árbitro Hélio Santos, compadre de Luís Guilherme, na altura presidente da Comissão de Arbitragem, e que uns anos antes tinha sido um dos árbitros-assistentes do mesmo Hélio Santos.
    - Entrada de Hélio Santos no balneário do Benfica, para pedir umas botas emprestadas.
    - Na altura, José Veiga éra ao mesmo tempo, director-geral do Benfica e accionista maioritário do Estoril, com 80 por cento das acções.
    - Queixa crime feita numa esquadra da PSP pelos treinadores do Estoril

  • Ainda no Algarve, podiam aproveitar o passeio para investigarem um fervoroso benfiquista de nome Reinaldo
    Esse senhor é proprietário de vários empreendimentos e gostava (ainda gosta?) de receber árbitros, assistentes, observadores e delegados com férias pagas por Luís Filipe Vieira.

  • Os famosos jantares de José Veiga
    Os clientes do restaurante Sapo em Penafiel sabem do que estou a falar

  • O desvio de dois jogadores do Salgueiros para o Benfica

  • As escutas que provavam que Luís Filipe Vieira e João Rodrigues escolhiam árbitros para o Benfica e por obra da Santa Casa cairam em saco roto

  • O arquivamento do caso Nuno Assis. O jogador do Benfica foi apanhado nas malhas do doping...Era curioso perceber se terá havido alguma relação no facto de um dos Juizes que arquivou o processo Nuno Assis, ter sido convidado para se deslocar com o SLB nos jogos da Liga dos Campeões da época passada.

  • Se existisse justiça, isto seria investigado. Ou é tudo legal senhora justiceira Maria José Morgado?

  • O negócio de Marcel
    Como estava a ser o melhor jogador da Académica, éra um perigo para o Benfica pois a Briosa ia jogar ao estádio da Luz nessa semana. Toca a comprar antes que faça estragos.

  • A escolha do inspector Sérgio Bagulho (o tal que ensinou a madame Carolina a responder em interrogatório) e as ligações ao Benfica e ao seu presidente Luís Vieira, com quem era visto frequentemente a jantar em Restaurantes de Lisboa ou em conversa no Estádio da Luz.

  • Os cinquenta mil euros que Luís Filipe Vieira deu a Carolina Salgado e que ela depositou no Banco Santander de Tuy. Existem outros depósitos? Isso nunca foi investigado.

  • Agressão ao vereador Ricardo Bexiga:
    Pergunta de Felícia Cabrita a Carolina Salgado: “Então vocês vão cometer uma agressão num parque de estacionamento? Não vêem que foram filmados pelas câmaras de filmar"”.
    Resposta da madame Carolina:
    Eu não brinco em serviço. No dia anterior mandei destruir as câmaras”.

    Mais depressa se apanha uma mentirosa...Naquele parque nunca existiram câmaras de filmar.

  • Os vários roubos de Bruno Paixão e a sua ligação ao Benfica e a Luís Filipe Vieira. Existe um jogo da Taça de Oeiras entre o SLB e um clube de uma divisão secundária que podia ser comparado aos jogos do FC Porto com o Estrela e Beira-Mar. Depois podiam tirar as conclusões que bem entendessem.

  • O negócio dos pneus e o tráfico de estupefacientes de Luís Filipe Vieira.

  • Para terminar, senhora ex. bombista e agora justiceira, Maria José Morgado, podia tentar perceber porque razão, esta época, o FC Porto está a passear a sua classe no campeonato português. Não acha estranho que seja precisamente na altura em que Pinto da Costa e todos os outros dirigentes têm medo de ter os telefones sob escuta, que o FC Porto está a fazer um dos mais calmos campeonatos de sempre? Será por ser mais dificil a escolha dos árbitros amigos? Pense bem nisso. Se quiser.

    PS- O JN de hoje diz que os negócios de Pinto da Costa e do FC Porto vão ser investigados durante mais três anos. No minimo. Quer dizer, depois de mexerem e remexerem e como não encontraram nada, resolveram continuar a mexer e a remexer. Sempre é melhor que admitirem que isto é tudo uma enorme mentira e aproveitam para dar mais liberdade à madame Carolina.

    Justiça em Portugal? Isso não existe.
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    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!

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