Seja bem-vindo. Hoje é

31/05/07

Os loucos de Lisboa.

  • Anderson fez apenas 15 jogos, 9 como títular, foi vendido por mais de 30 milhões de euros, a maior transferência de sempre do futebol português, e foi um mau negócio. Nani, fez esta época 29 jogos, 26 como titular, foi vendido por menos dinheiro e foi um bom negócio. Fácil não é? Porque alguns adeptos nem se deram ao trabalho de pensar que Pinto da Costa mostrou uma vez mais os seus dotes de bom negociador ao vender por uma fortuna um jogador que enquanto esteve ao serviço do FC Porto passou mais tempo lesionado que a jogar. Foi mal vendido e ponto final.

  • Passei pelo fórum dos Super Dragões e continuam todos contra o presidente e a Sad. Não é novidade nenhuma porque ainda não esqueceram as queixas que Pinto da Costa fez numa esquadra da cidade do Porto quando esses senhores tentaram destruir o carro de Co Adriaanse. E falam em rasgar cartões e deixar de aparecer no estádio, o que até nem é má ideia e já agora, para que a felicidade fosse completa, podiam copiar o macaco e também não apareciam nos pavilhões. É que já estamos fartos de petardos, invasões e actos de violência praticados por meninos mal educados.

  • Já no fórum do Sporting não se passa nada e para 99% dos adeptos leoninos, o Nani foi bem vendido porque os ingleses deram mais do que o valor da cláusula de rescisão. E ninguém se deu ao trabalho de pensar que o Nani devia ter uma cláusula de rescisão maior. Que nada. Isso seria criticar o presidente da Sad e os sportinguistas não estão para aí virados...é que em Lisboa existem cada vez menos loucos ao contrário do que diz a canção.
  • Das maiores derrotas que tenho memória!!

    Hoje, ao ouvir inesperadamente a notícia da venda de Anderson, fiquei com aquela sensação e sentimento que só me assolam aquando das derrotas do FCP. Daquelas derrotas que custam engolir...

    A mim não me interessa o valor que será pago pela transferência. Neste momento não há valor que pague mais uma época do Anderson no FCP!! Estive de acordo com a venda do Deco pelos 20 milhões, mas só porque todos nós já tinhamos tido a suprema felicidade de o ver jogar ao mais alto nível pelo nosso clube. O Anderson ainda não teve essa possibilidade... nem a uma temporada deste pequeno génio podemos assistir!!

    Por isso, esta até pode ser uma vitória para a SAD, mas para mim esta é uma tremenda derrota para todos os portistas!!

    Resta-me apenas esperar que os testes físicos não aprovem o Anderson para o Manchester... e resta-me esperar por esta ou outra boa notícia para decidir se renovo ou não o lugar anual no Dragão.

    Neste momento a minha vontade de renovar o lugar anual é igual a zero!!

    Hoje fomos goleados... é um dia de profundo pesar!!

    30/05/07

    Perdemos o nosso mágico


    Comunicado da F.C. Porto – Futebol, SAD

    A F.C. Porto - Futebol, SAD vem pelo presente comunicar que chegou a um acordo de princípio com o clube Manchester United FC para a cedência, a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva do atleta Anderson Luís de Abreu Oliveira.

    Mais informa que o acordo relativo a esta transferência será formalizado assim que o atleta concluir os exames clínicos a que se vai submeter, com o consentimento da F.C. Porto - Futebol, SAD.

    Porto, 30 de Maio de 2007



    Que dizer sobre este negócio? Que só é aceitável se na mesa estiverem valores acima dos vinte milhões, que tenho a certeza que o Anderson vai ser muito feliz no seu novo clube e que o Katsouranis vai ter de escolher outra vitima na próxima época.

    29/05/07

    Havia necessidade?


    Francamente não sei se este Lino pode vir a ser reforço ou não mas sei que os pais têm pouco gosto (Dorvalino???), que via com melhores olhos a contratação de um avançado ou mesmo de um central e que o tipo tem quase...30 anos.

    FCP: O que é que sentiu quando rubricou este contrato com o F.C. Porto?
    Lino: Senti-me muito feliz. Posso dizer que realizei um sonho, pois tinha o objectivo de chegar a um grande clube na Europa e o F.C. Porto é, claramente, um desses clubes. Agradeço a confiança que os responsáveis depositaram em mim e quero dar continuidade ao trabalho que desenvolvi na Académica e que me permitiu dar este passo.

    Boavista-Académica

    Braga-Académica

    Académica-FC Porto

    28/05/07

    Festa dos Campeões

  • Na altura, tinha 13 anos de vida e embora tivesse apenas dois como portista, já vivia o FC Porto como se tivesse nascido dragão. E como vivi aquele jogo! Lembro-me como se fosse hoje de "pedir" ao Artur Jorge vezes sem conta para fazer entrar o Juary e de dizer ao meu pai quando o locutor da rádio (na altura já via o jogo pela televisão com o som da rádio como acontece agora) anunciou a entrada do pequeno brasileiro: - "Aí está o "rapidinho"! Calma que ainda vamos vencer o jogo!". Dito e feito.

    Todos falam imenso das jogadas sublimes do Futre ou do calcanhar do Madjer, mas quanto a mim a chave do sucesso esteve em Juary porque com a entrada dele a equipa percebeu que a ordem éra para atacar, Futre, Madjer & Ca começaram a dar espectáculo e os golos apareceram com toda a naturalidade. Foi o delirio!

    A vitória já não nos podia fugir e a confiança éra tanta que antes cinco minutos do apito final já estava na rua para festejar. A taça éra nossa e o champanhe com que os alemães prometeram festejar, teria de ser guardado para outra ocasião.

    Tinha combinado ir com alguns amigos ao Porto para festejarmos todos em conjunto caso o FC Porto fosse Campeão Europeu e foi isso que fizemos. Apanhamos o combóio que chegou à Invicta carregado de portistas e...foi o delirio total! A unica vez que tinha visto assim tanta gente aos abraços e beijos, foi no comicio do primeiro "1° de Maio" depois da queda da ditadura, numa altura em que as pessoas ainda acreditavam num Portugal justo, com uma imprensa honesta e livre, onde todos tivessem direito à habitação, saúde e trabalho. Infelizmente, tal nunca veio a acontecer ao contrário das conquistas do FC Porto que não se ficaram por Viena e chegaram ao topo do mundo. Por duas ocasiões.

    Primeira jornada:
    PSV Eindhoven 0-2 Bayern de Munich 0-2 e 0-0
    FC Porto 10-0 Rabat Ajax 9-0 e 1-0

    Segunda jornada:
    Bayern de Munich 3-1 FK Austria Vienne 2-0 e 1-1
    TJ Vitkovice 1-3 FC Porto 1-0 e 0-3

    Quartos de Final:
    Bayern de Munich 7-2 RSC Anderlecht 5-0 e 2-2
    FC Porto 2-1 Brøndby IF 1-0 e 1-1

    Meia Final
    Bayern de Munich 4-2 Real Madrid 4-1 e 0-1
    FC Porto 4-2 Dynamo Kiev 2-1 e 2-1

    Final:
    FC Porto 2-1 Bayern de Munich
    27 maio 1987
    Stade Prater, Vienne
    56 000 espectadores
    Golos: 24' Kögl 0-1, 77' Madjer 1-1, 79' Juary 2-1

    FC Porto: Mlynarczyk; Joao Pinto, Eduardo Luis, Celso, Inacio (Frasco); Quim (Juary), Magalhaes, Madjer, Sousa, Andre; Futre
    Treinador: Artur Jorge

    Bayern de Munich: Pfaff; Winklhofer, Nachtweih, Eder, Pflüger; Flick (Lunde), Brehme, Matthäus, M. Rummenigge; Hoeness, Kögl
    Treinador: Lattek

  • A carreira futebolistica de Vítor Baía chegou ao fim? Há quem diga que sim mas também quem diga que não. Eu vou pelo nim por acreditar que será a primeira hipótese que vai prevalecer, muito embora, com as pressões dos adeptos seja bem provável que o melhor guarda-redes português de todos os tempos se veja obrigado a vestir a camisola 99 mais uma época. Será?

  • Como se esperava, as televisões preferiram "abafar" a festa dos verdadeiros Campeões para apresentarem as três equipas de Lisboa (quatro se contarmos com a de arbitragem que esteve no estádio de Oeiras). Algo normal neste Portugal dos pequeninos onde Lisboa continua a ser a capital do império e o resto apenas paisagem como já acontecia no glorioso regime de Salazar. E continuará a ser enquanto não existir uma regionalização ao estilo do que acontece em alguns dos mais desenvolvidos paízes europeus. O que, infelizmente, não acredito que venha a acontecer na próxima década até porque ainda não esqueci que o povinho que terá a última palavra neste assunto é o mesmo que fez de Salazar o "grande português".

  • O PATO/Cartoon

    “Acções do Benfica já caíram 41,5%”
    (Título d’ O JOGO)

    Ó pai, é verdade?!!!

    É, mas ainda bem que caíram tanto porque assim já não podem cair muito mais


    Será que não? Caro António Tavares-Teles, olhe que por muito que um título tenha caído antes, existe sempre espaço para cair ainda mais...

  • Carlos Alberto Fernandes sobre o velho estádio de Oeiras
    "Da parte da PSP, o comentário repete-se todos os anos: ainda ontem a polícia lembrava, na divulgação do dispositivo de segurança da "operação Jamor", que "há estádios mais modernos e melhor apetrechados em matéria de conforto e protecção do público". A posição dos intervenientes neste jogo também é conhecida: Sporting e Belenenses lamentam, não apenas o insuficiente número de bilhetes recebidos, mas também a reduzida lotação do Estádio Nacional.

    Deveria seguir-se outra questão: quais os estádios portugueses que cumprem os requisitos expostos na argumentação das diversas entidades quando desaconselham o Jamor? E a resposta seria: apenas três. Luz, Dragão e Alvalade são os únicos que obedecem a todos os critérios, incluindo o da lotação "satisfatória" (só estes três acolhem mais adeptos do que o Estádio Nacional).

    Nesta ocasião, dificilmente os adeptos do Sporting aceitariam fazer este jogo na Luz ou no Dragão. É ainda menos crível que o Belenenses aceitasse Alvalade. Qual poderia ser a solução? Um eventual sistema (pré-definido) de rotatividade, com a final a realizar-se num destes estádios em cada época? É uma hipótese (entre várias outras) a discutir, quando a questão for seriamente equacionada."
  • 26/05/07

    Porque hoje é sábado...

    E para animar um pouco a malta que nos últimos dias têm estado um pouco excitada (é normal com a conquista do Bi-Campeonato), aqui está um texto...diferente. ;)

    Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.

    Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
    Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
    O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
    De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
    Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
    Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
    Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
    Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
    Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
    Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
    Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
    Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
    Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
    Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
    Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
    Nisto a porta abriu-se repentinamente.
    Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
    Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
    Que loucura, meu Deus!
    Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
    Só que, as condições eram estas:
    Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
    O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
    Fernanda Braga da Cruz

    Pesquisar neste blogue

    Mensagens populares

    Subscrever / Email

    Enter your email address:

    Delivered by FeedBurner

    Subscribe to PORTOGAL by Email

    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!

    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!
    Hulk e Sapunaru foram castigados com apenas 3 e 4 jogos.
    tag cloud Portugal Top Estou no Blog.com.pt blogaqui? Assinar com Bloglines Futebol Português Eu sou Desportista