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22/11/11

Mais obra e menos promessas

Estamos cá para conquistar os três pontos. Não podemos repetir o jogo da Académica. Será um F. C. Porto diferente, de certeza. Temos que ser mais agressivos, fazer circular mais rápido a bola.
Estamos unidos e confiamos uns nos outros. Esperem para ver
!
Vítor Pereira

Antes de cada jogo temos tido promessas e mais promessas mas no final dos noventa minutos os resultados não aparecem. E Vitor Pereira volta a tocar o mesmo disco antes do jogo seguinte. Parece lampião! O treinador do FC Porto tenta enganar os dirigentes, os jogadores, os adeptos, os adversários ou está apenas a enganar-se a si próprio?

Porque não proibem estes pseudo-craques de falar?

Assinei pelo Porto no último verão. É um dos melhores clubes da Europa dos últimos anos e penso que pode ser um bom trampolim. (...) Gostaria de jogar na liga francesa, talvez venha mais tarde. Ninguém contactou comigo pessoalmente mas sei que o Lyon apresentou um cheque ao Standard. Mas o clube não quiz transferir-me. (...) Sou adepto do PSG. Se estaria interessado em jogar no PSG? Claro, vinha imediatamente.
Eliaquim Mangala


Acho incrivel que o Mangala, que veste a camisola do Mágico Porto há três ou quatro meses, já se esteja a oferecer ao PSG quando devia estar interessado em aprender a jogar futebol como gente grande num clube que é, como ele diz, um dos melhores da Europa.

É verdade que este não é um caso único no FC Porto e em Portugal, porque infelizmente, ou felizmente, os jogadores usam o futebol português como trampolim para outros campeonatos e outros clubes que lhes paguem mais sem pensarem no que podem perder desportivamente. Falcao foi o caso mais recente. Mas estes discursos de gente pequena chateiam-me tanto ou mais que as exibições miseráveis dos últimos tempos. Se ainda fosse um jogador que já tivesse mostrado alguma coisa podia compreender, mas o Mangala?

21/11/11

Um nome em crescimento

Campeão do mundo de menos de 17 anos em 2009, Xherdan Shaqiri, actualmente com 20 anos, joga no meio campo do FC Bâle e é internacional A pela Suiça. Com apenas 1,68m, este pequeno grande jogador foi eleito «Meilleur joueur suisse de 2011» e é um caso de enorme popularidade num país onde o futebol não é rei.

Nos últimos tempos Shaquiri tem sido o principal culpado por uma "guerra" que alguns clubes europeus estão a travar, sendo os mais sonantes o Atlético de Madrid e o Bayern de Munique.

No entanto, alguns jornais espanhois já garantiram que ele sairá para Madrid no próximo mercado de inverno, numa transferência que rondará os 8 milhões de euros. Verdade ou invenção? O jogador já disse várias vezes que não tem nada de concreto e talvez prefira um clube onde pode continuar a falar alemão, mas com a provável saida de José Antonio Reyes para Milão tudo é possivel.

Vejam os três golos que Shaqiri marcou à Bulgária na vitória da Suiça (3-1) em setembro deste ano

20/11/11

Tenha um gesto de humildade e demita-se!

  • Quando André Villas-Boas aceitou a proposta irrecusável do Chelsea, a Sad do FC Porto viu-se com um problema inesperado. Quem poderia ficar com a cadeira de sonho de um treinador que venceu tudo o que quiz vencer? A resposta foi rápida e lógica: O seu adjunto.

    Vitor Pereira conhecia a equipa como nenhum outro treinador e podia seguir o mesmo rumo vencedor. E seguiu ao vencer a Supertaça portuguesa num jogo contra uma equipa que tinhamos goleado na final de Oeiras. Depois perdeu, normalmente, a Supertaça europeia contra a melhor equipa do mundo. Algo normal, os jogadores e os adeptos não ficaram afectados até porque a equipa de arbitragem foi o 12° jogador do Barça para alegria do mafioso Platini.

    Por outro lado, ainda hoje não entendo porque razão se pagaram viagens e estadias a jogadores que tinham lugar no onze titular para depois ficarem a ver o jogo junto ao tunel de acesso aos balneários. E Guarin a ponta-de-lança depois da saída de Kléber? Enfim, os tempos éram de apoio ao novo treinador porque, como diria a minha avó, Roma e Pavia não se fizeram num dia, e isso éram pequenos erros que não abalavam a confiança que tinha nesta equipa.

    No entanto, com os jogos as exibições foram piorando. O empate em Aveiro e, novamente, a saída de Kléber de um jogo em que estavamos obrigados a vencer foi algo inacreditável. Antes e depois desse jogo continuaram a existir outras opções que nunca chegarei a entender. A ausência de Walter da Liga dos Campeões é flagrante.

    É verdade que todas as equipas têm momentos menos bons. Também é verdade que, por esse motivo, sempre gostei de dar o beneficio da duvida aos treinadores do Mágico Porto. No entanto, já critiquei várias vezes o treinador actual porque, ao contrário de quase todas as outras épocas, esta apenas tem tido momentos menos bons desde a final do Mónaco. Ainda não a vi fazer uma grande exibição! Só me lembro de uma época parecida e na altura o lavrador de Palmela estava à frente da equipa. Ainda hoje odeio esse animal!

    Enfim, se Roma e Pavia não se fizeram num dia, já passaram cinco (5!)meses desde a altura em que a Sad do FC Porto enviou à CMVM o comunicado a informar que o novo treinador do clube seria Vítor Manuel de Oliveira Lopes Pereira. Cinco (5!) meses de sofrimento em que nem as paragens para os jogos das selecções melhoraram alguma coisa!

    Não é razão para odiar Vitor Pereira. O seu discurso tem sido sempre correcto para com o clube que lhe paga o ordenado e isso deve ser valorizado. Mas penso que está na hora do senhor Vitor Pereira meter a mão na consciência e aceitar que não é treinador para o FC Porto. Se gosta do clube, se é portista como diz, essa já não pode ser a sua cadeira de sonho. Por isso, peço-lhe senhor Vitor Pereira, tenha um gesto de humildade e demita-se. Por favor!

  • Ontem, eles foram Porto!
    Andebol
    F.C.Porto 23 - Benfica 22

    Hóquei em Patins
    F.C.Porto 7 - Liceo da Corunha 4

    Basquetebol
    F.C.Porto 87 - Terceira Basket 64
  • 09/11/11

    Prémios mais que merecidos.

    Estou-me a referir aos prémios Alto Prestígio da Confederação de Desporto de Portugal com que Benfica e Sporting foram distinguidos na 16.ª Gala do Desporto, no Casino Estoril.
    Uma distinção atribuída em reconhecimento pelo mérito desportivo dos dois clubes depois de atribuídos os prémios Atleta do Ano a Hélder Rodrigues, campeão do Mundo de todo-o-terreno, e a Telma Monteiro, vice-campeã da Europa de judo.

    É justo. É verdade que o FC Porto até poderia vencer este prémio, mas o clube nortenho não venceu nada comparável. Assim de repente lembro-me do 11° título de basquetebol, o primeiro desde 2003/04, do Tri-Campeonato em Andebol, sei que foi campeão de Hóquei em patins pela décima vez consecutiva, em Natação venceu em femininos, assim como a taça de campeão nacional de bilhar, a 55ª na categoria de três tabelas, o pool feminino e a Taça do Mundo de Bilhar às três tabelas. Muito pouco.

    Para finalizar esta pequena lista, em Futebol apenas venceu a tacinha de Oeiras, a Supertaça de Portugal, foi mais uma vez Campeão Nacional e levou para a Invicta a Liga Europa que muitos tentam mas nunca conseguem vencer. Nada que faça inveja aos galardoados dos prémios Alto Prestígio da Confederação de Desporto de Portugal.

    Boa crónica do Manuel Serrão

    O regresso da nação
    JN

    Nas últimas semanas, tenho visto e lido muita gente a confundir o momento actual da equipa de futebol profissional do F. C. Porto com o clube que ostenta o mesmo nome. Convém que ninguém esqueça que mais até do que um particular momento, eventualmente menos feliz, a própria equipa de futebol sénior dos dragões, não é a mesma coisa que o F. C. Porto.

    O F. C. Porto é muito mais que um clube e, por maioria de razão, muito mais que uma equipa de futebol.

    Dito isto, imaginem o que penso quando o que se tenta confundir com o F. C. Porto é apenas e só um determinado momento, menos venturoso é certo, da sua equipa de futebol.

    Devo até dizer que o que me levou a escolher o tema desta crónica nada tem a ver com futebol, tendo tudo a ver com o F. C. Porto.

    A imprensa económica de ontem dava grande relevo ao interesse do meu clube em concorrer à anunciada privatização de um dos canais da RTP.

    Como não tenho nenhuma outra informação privilegiada, tomo a notícia como boa e para o meu objectivo nesta crónica até a considero muito boa.

    Vamos admitir que sou um portista exagerado, que exagera no amor ao clube e nesse amor exagerado entram fantasias sobre um clube que é mais do que uma equipa de futebol.

    Vamos dar de barato que o F. C. Porto é mesmo unicamente uma equipa de futebol, ainda assim, uma das melhores do Mundo, que não se pode tratar por menos, quem já tem dois títulos de campeão do Mundo conquistados numa única geração. (Graças a Deus, na minha.)

    Com estes considerandos, a pergunta que se impõe é muito simples: para que é que um clube que é só uma equipa de futebol (mesmo muito boa e triunfante) quer um canal de televisão nacional e generalista, quando até acabou de comprar um por cabo de inspiração regional?

    Os seus adversários troçarão da coisa e já devem estar em curso graçolas várias sobre essa hipótese.

    Também devo dizer que este é o lado para que durmo melhor, porque estas graçolas e os mails piadéticos costumam acabar por volta do Natal, que já está aí ao virar da esquina. Para dar lugar à habitual choradeira que só termina com a chegada do Verão.

    Apesar de nem todos terem capacidade para reconhecer esse atributo, o F. C. Porto tem sido um baluarte de toda a região em que está inserido. É normal que se sinta vocacionado para estender a sua influência e a sua comunicação no espaço, no tempo e nos targets.

    A tomada do poder no Porto Canal já foi um sinal claro, sobretudo desde que se soube que o F. C. Porto não queria o canal para fazer uma Porto TV à imagem da paupérrima Benfica TV. Onde se aplica o velhinho "hit" dos Taxi: quem vê TV sofre mais que no WC...

    É verdade (e é também uma pena...) que nem todos os nortenhos são adeptos do F. C. Porto. Mas neste particular o futebol une mais que a política e é possível encontrar mais disponibilidade para defender em coro as questões da região no quadro do F. C. Porto, do que nos areópagos da política partidária.

    Num tempo em que a instabilidade e a crise vão ditar as suas inexoráveis leis, num momento da vida nacional em que o pretexto da poupança pública tem servido para aumentar a concentração dos poderes de decisão na capital, uma voz como a do F. C. Porto, amplificada por canais de televisão poderosos faz todo o sentido. É até urgente, atrevo-me eu a dizer.

    Com a bênção do senhor presidente da República (por acaso um Dragão de Honra), entrou no léxico quotidiano a questão de saber a diferença entre o que é urgente e o que é importante.

    Em conformidade com essa moda, diria que é urgente pôr a equipa de futebol do F. C. Porto de novo na senda das vitórias e das boas exibições, mas é importante não confundir essa urgência conjuntural com a realidade F. C. Porto, que paira acima, bem acima, de qualquer bola que teima em não entrar.

    Porque o Hulk falha de modo incrível um penálti e a recarga, ou o árbitro escamoteia de uma forma ainda mais incrível outras duas grandes penalidades.

    A Nação, perene, não pode depender de coisas tão efémeras como estas.

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    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!

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    Hulk e Sapunaru foram castigados com apenas 3 e 4 jogos.
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