O Conselho de Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD emitiu esta terça-feira um comunicado no qual aborda as situações vividas pela sua equipa principal na viagem de regresso da Holanda.
COMUNICADO
Na sequência das ocorrências registadas esta segunda-feira no regresso da equipa do F.C. Porto do Torneio de Roterdão, e que foram amplamente divulgadas pela Comunicação Social, vem a Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD informar o seguinte:
1 – O F.C. Porto contratualizou com a TAP uma viagem entre Amesterdão e a cidade do Porto, que deveria ter terminado no Aeroporto Sá Carneiro às 16h10 desta segunda-feira;
2 – Desde logo, a partida do Aeroporto de Schiphol aconteceu com duas horas de atraso;
3 – Já na parte final do voo, o comandante comunicou que, devido a motivos de controlo de tráfego, o avião teria como destino Lisboa e não o Porto, ao contrário do que estava contratualizado. O F.C. Porto, entretanto, já apurou que os motivos evocados se prendiam com a necessidade do avião rumar a Paris, partindo da Portela, em claro prejuízo de todos os passageiros que nele viajavam com destino ao Porto;
4 – À chegada a Lisboa, os passageiros que se dirigiam para o Porto foram encaminhados para uma outra aeronave, sem explicações concretas;
5 – O avião, que ligaria Lisboa ao Porto, apresentava um número de passageiros superior aos lugares disponíveis, situação que provocou um impasse e evidente mal-estar entre todos;
6 – Para além desta situação, que demonstra evidente desorganização da transportadora, sempre que confrontada com pedidos de esclarecimento, a tripulação nunca mostrou disponibilidade para explicar a situação, nem amabilidade na abordagem;
7 - A única comunicação dirigida aos passageiros foi feita pelo comandante, dizendo que a partida aconteceria dentro de cinco a dez minutos, o que não veio a verificar-se, reforçando o inconformismo generalizado;
8 – Face ao evidente prejuízo que estava a ser causado à equipa do F.C. Porto, o seu responsável desportivo procurou encontrar soluções, dirigindo-se à chefe de cabine. Já numa situação de grande tensão, a conversa acabou por ser acalorada;
9 – Para espanto do referido dirigente e de toda a comitiva, foi solicitada a presença a bordo das forças da autoridade, com o intuito de retirar o responsável do F.C. Porto, alegando que este se tinha excedido verbalmente;
10 - Se a TAP pretendia resolver a questão da sobrelotação retirando passageiros em excesso, então, depois da saída do dirigente do F.C. Porto, ainda faltava arranjar solução para mais três;
11 – Perante este acumular de situações, a comitiva do F.C. Porto decidiu abandonar o avião, em sinal de solidariedade;
12 – Foram, entretanto, feitas diligências pelo responsável da comitiva do F.C. Porto no sentido de tentar resolver a situação junto do comandante, tendo a chefe de cabine recusado qualquer contacto directo;
13 – Depois de tudo isto, a comitiva cuidou de encontrar meios próprios para, no maior conforto possível, regressar à Invicta;
14 – A chegada ao Estádio do Dragão, por volta da 01h30, a encerrar um dia que devia ser tranquilo, desde logo prejudica e condiciona desportivamente toda a preparação concebida para uma semana que antecipa a primeira competição oficial da temporada;
15 – Face ao disposto, o F.C. Porto, instituição que tenta reger-se pelo profissionalismo, rigor e eficiência, só pode mostrar-se indignado e exigir que entidades que com ele se relacionam o façam utilizando os mesmos princípios;
16 – Assim sendo, por não ter a garantia de que algo idêntico volte a suceder com a TAP, o F.C. Porto deixará de viajar com a companhia e desde já alerta as equipas profissionais para a eventualidade de viverem episódios semelhantes;
17 – Reunido esta manhã, o Conselho de Administração aguarda o esclarecimento dos procedimentos disciplinares internos da TAP, sem prejuízo de já ter encarregue o Departamento Jurídico de actuar em conformidade.
Porto, 07 de Agosto de 2007
O Conselho de Administração
Armando Rocha, ao Diário Desportivo:
ResponderEliminar«Já agora, volto ao tema para assinalar o início preciso da luta contra o flagelo do "doping", através de um mero ensaio. Não quisemos avançar nessa luta sem fazer uma "experimentação" no terreno... Escolhemos a data da final da Taça de Portugal em futebol, de 1970, que teve lugar como é hábito, no estádio nacional. O Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal levaram ao Jamor uma enorme assistência a quem proporcionaram um excelente espectáculo. E foram eles o alvo desse ensaio anti-"doping". O planeamento da acção foi feito na Infante Santo, debaixo de segredo absoluto. Apenas dela tiveram prévio conhecimento o próprio Director-geral dos Desportos, o inspector do futebol e o médico escalado para fazer a recolha do líquido orgânico. Durante o intervalo do jogo, na tribuna presidencial, falei com os presidentes dos dois clubes, Drs. Borges Coutinho e Brás Medeiros, a quem expliquei o que se pretendia fazer e dei a garantia de que não haveria consequências quer para os atletas quer para os clubes se, eventualmente, viessem a ser detectadas substâncias interditas, nas análises laboratoriais. Ambos os presidentes deram a sua aquiescência sem reservas e logo ali se sortearam os nomes dos 4 jogadores a controlar. De seguida, o inspector dos desportos desceu ao relvado e deu conta da acção programada aos "bancos" dos dois intervenientes do jogo. Da parte do Sporting, o capitão Lobo da Costa não levantou o mínimo problema. Porém, da parte do Benfica, o "magriço" José Augusto, de uma forma correcta, aliás, recusou totalmente o controlo aos seus atletas... Acrescento que os dois jogadores do Sporting, escolhidos para serem submetidos ao controlo, revelaram ausência de substâncias proibidas... Quanto à postura do Benfica ainda hoje estou para saber a causa da recusa! O José Augusto poderá explicar.»
Looolll!!! Não bastava terem os favores do regime ainda tinham que jogar dopados!
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