Ainda não passei pelo site dos recordistas da mentira nem vou passar. Vi a notícia na televisão e imediatamente percebi que, embora o FC Porto tenha imensas razões de queixa do brasileiro, o jornalista estava a mentir como é usual naquele jornal. No entanto, e para ter a certeza, fui ao site do FC Porto à procura do comunicado habitual. Encontrei isto:
Mais uma vez o Record mente
A edição desta sexta-feira do jornal Record inclui uma manchete de uma notícia que é falsa. Importa esclarecer, a bem da verdade, que o presidente do F.C. Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, não conversou com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol sobre o assunto em questão, nem sobre qualquer outro tema.
O F.C. Porto, de resto, não tomou nem irá tomar nenhuma posição em relação ao facto.
Madaíl diz que não falou com Pinto da Costa
Do Mais Futebol:
A concluir, o presidente da FPF deixou ainda uma nota, referindo que não falou com ninguém fora da federação sobre o assunto em causa.
Do JN:
Até ao próximo soco
Luís Felipe Scolari apresentou, ontem, desculpas públicas pela agressão ao jogador Dragutinovic, da Sérvia. Felipão pediu desculpa aos adeptos, à Federação e à UEFA, mas deixou de fora a vítima da agressão, que foi Dragutinovic, e até a Federação da Sérvia, que também merecia um pedido de desculpas. Não é bonito e acima de tudo soa um pouco a falso.
O que aconteceu anteontem mais não é do que uma longa sucessão de tristes situações de falta de fair-play no futebol português, com a complacência das autoridades futebolísticas e até governamentais. Depois de termos um jogador a agredir um seleccionador (Sá Pinto a Artur Jorge, em 1997), um jogador a socar um árbitro (João Pinto a Angel Sánchez, no Mundial 2002), um trio de jogadores a baterem num árbitro assistente e no quarto árbitro (Paulo Bento, Abel Xavier e Nuno Gomes, na meia-final do Euro 2000), só faltava mesmo um seleccionador dar um murro a um jogador, sob a capa de estar a proteger um seu atleta (Quaresma).
Caso não tenham reparado, estas coisas nunca acontecem nos clubes. Acontecem nas selecções como consequência do clima de impunidade que se vive e que é proporcionado pela Federação.
Ontem, iniciou-se o processo de branqueamento do murro de Scolari. O pedido de desculpas foi o primeiro acto. Logo a seguir, caiu nas redacções um comunicado de todos os jogadores a solidarizarem-se com Scolari. Por estes dias, João Rodrigues (há décadas espécie de presidente-sombra da Federação) iniciará os contactos com a UEFA para conseguir o castigo mais reduzido possível para Scolari. Laurentino Dias voltará a dizer que estas coisas não podem acontecer, que é preciso ter juízo, etc., etc. E até Hermínio Loureiro, que começou o dia a escrever que o rei vai nu, acabou a emendar o discurso, porque se há coisa inaceitável no futebol português é a falta de gratidão, como bem definiu Luís Filipe Vieira, se é que me faço entender... E será que ninguém pensa em agir antes do próximo murro?
O abutre n°1
Manuel José, treinador do Al-Ahly do Egipto, mostrou, mais uma vez que até pode ser bom treinador mas como pessoa não vale nada. Diz ele, a respeito de Scolari: "ainda o corpo não arrefeceu e já há aves agoirentas a sobrevoá-lo", adiantando que "os abutres já começaram a aparecer. No mínimo, é pouco ético começar a traçar cenários que estão longe de existir, embora, pelos vistos, alguns o desejassem". Óra bem. Estes comentários até seriam normais se depois o mesmo Manuel José que vem criticar os abutres não dissesse que "toda a gente sabe, nunca o escondi, que um dos meus objectivos é treinar a selecção, mas isso deve ser, também, uma meta de todos os meus colegas de profissão". Ou seja, critica os abutres sejam eles quais forem, mas depois é o primeiro a manifestar o desejo de ocupar o lugar do brasileiro. Enfim.
PS- Cliquem na foto do dia para verem o currículo de Scolari
Este episódio protagonizado, por esse jagunço contratado no Brasil, pelos colarinhos brancos da capital com objectivos inconfessáveis, serviu para pôr a nu a tristeza de jornalistas e comentadores que nos entram pela casa dentro em horário nobre. Gente da pior espécie, que tem os palcos mediáticos constantemente so seu dispôr, para realizarem todas as falcatruas possíveis com a maior das impunidades.
ResponderEliminarMais grave, é muitos deles ainda arranjarem excelentes tachos em universidades para ensinarem !!!! os nossos jovens!!!!!
Com professores assim, imaginem como é que esses jovens saiem das Universidades.
Depois queizam-se que o país está na lama. Pudera.
Limpeza urgente pelo menos na estação de TV pública.
O Porto não pode investir tanto tempo e energias no Sr. Scolari.
ResponderEliminarO meu F.C. Porto deve pensar exclusivamente em si mesmo.
http://joshuaquim7.blogspot.com
Vamos lá ver se aparece alguma escuta a comprovar as afirmações...
ResponderEliminarQuando um jornalista for preso por abusar do poder que tem, quando lhe for cassada, de forma eficaz, a carteira profissional, quando as indemnizações fixadas pelos tribunais deixarem de ser miseráveis, ou quando for decretado o fecho de um órgão de Comunicação Social, quando tudo isto acontecer não serão necessárias normas desta natureza porque as mais graves infracções cometidas pelos jornalistas deixam de ficar impunes.
ResponderEliminarE quando este sonho se concretizar, sabem quem vence: vence o jornalismo sério, isento e responsável, vence a alma mais nobre do jornalista.
Rui Rangel, Juiz