É lamentável que em pleno ano de implementação do Plano Nacional da Ética no Desporto (PNED), cuja iniciativa partiu do XIX Governo Constitucional sendo promovido pelo secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Miguel Mestre, valores essenciais como o fairplay estejam a ser, de forma ininterrupta, violados. Atente-se que o conceito deste é bem mais abrangente que aquele normalmente pensado por todos nós, integrando a problemática da luta contra a batota, a arte de usar a astúcia dentro do respeito das regras e a própria corrupção.
Até aqui tudo bem. O problema é que mais à frente o autor diz que não existem elementos que possam incriminar o Sporting.
Até à presente data e não obstante toda a incendiária e despicienda especulação, não existem quaisquer indícios de que a instituição Sporting esteja envolvida na simulação de corrupção do árbitro assistente José Cardinal. Por isso mesmo, ainda que um seu dirigente possa vir a estar envolvido diretamente, ninguém nos garante que este não tenha agido por sua própria conta e à revelia do Sporting, não existindo dados probatórios suficientes de que o clube tenha sido conivente e cúmplice com a conduta imprópria e ilegal de Paulo Pereira Cristóvão.
Não?!?! Estamos a falar do vice-presidente do Sporting, não se trata do roupeiro! Enfim, será que o vice-presidente do FC Porto podia comprar árbitros com 2 mil euros (para além de outras vigarices que começam a ser conhecidas a conta-gotas) sem que o clube fosse condenado? Enfim, este discurso de absolvição do Sporting não é novo nos jornais, o que é lamentável e só mostra a quem ainda podia ter duvidas que a comunicação social é centralista, batoteira e tem dois discursos, um para o FC Porto e outro para os dois clubes da segunda circular tal como acontecia nos gloriosos tempos do fascismo.
Mas o autor da crónica (que não se identifica) vai mais longe e diz que quanto às preces do presidente do Marítimo tendo em vista a aplicação de sanções legais e disciplinares desportivas ao Sporting, assegura-se que esta somente terá lugar após inequívoca, inquestionável e provada coligação por parte deste clube, consentindo, aos atos ilegais do seu dirigente.
Depois da velocidade de TGV com que a CD da Liga condenou Pinto da Costa e o FC Porto (sem provas ao contrário do que acontece agora!) esta frase é ridicula e dá vontade de rir.
Esta crise do SCP só tem igual na mais que falada crise da igreja dos padres. São todos uns santos podres. Deviam ter aprendido a não seguirem o que se passa do outro lado da rua, no BANDO DOS MAFIOSOS. Quanto ao processo, só lhe vão dar cor, Apito Verde e vai cair na mesma fossa que o encornado.
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