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11/10/07

Na retranca


  • Esta semana, quando ainda estava com uma azia do caralho por causa do fraco jogo de Coimbra, escrevi que não tinha o direito de criticar Jesualdo Ferreira pelos erros dos adversários porque o treinador do FC Porto está a fazer apenas o que lhe mandam: Vencer todos os jogos. E, claro, não tem culpa que as outras equipas joguem na retranca.

    O mesmo passa-se com Pinto Monteiro, porque se o Procurador-geral da República (PGR) estivesse com vontade em limpar a máfia do futebol português (todos sabemos que não está), não fugia da investigação às viagens dos Magistrados como um rato foge de um navio que se está a afundar. Passo a explicar: Em agosto passado, o pasquim mafioso, Correio da Manhã, anunciava em primeira página que a Procuradoria-geral da Répública estava a investigar viagens pagas pelo FC Porto a magistrados, aquando dos jogos da equipa ao estrangeiro.

    Nesse mesmo dia, a Sad fez este comunicado de dez pontos, onde garante que só convidou, institucionalmente, Magistrados que faziam parte dos órgãos sociais do clube e da Federação Portuguesa de Futebol, para acompanhar a equipa de futebol profissional, fundamentalmente em finais europeias, fazendo depois algumas exigências a Pinto Monteiro.

    Acontece que, entretanto, a PGR enviou uma carta à Assembleia-Geral do FC Porto a garantir que não está em curso qualquer investigação relativa a eventuais convites dirigidos pelo Futebol Clube do Porto a magistrados, para que estes acompanhassem a equipa nas viagens.

    Não está ou nunca esteve? É que das duas uma, ou a notícia é falsa e nesse caso foi colocada em causa a reputação e honra de Dignos Magistrados do Ministério Público, mas também a honra dos dirigentes do FC Porto e o bom nome da instituíção, pelo que Pinto Monteiro devia ordenar a abertura de inquérito para apurar quem mais cometeu tais ofensas. Ou a notícia é verdadeira e existe um recuo por parte da Procuradoria-geral da República, para que não sejam obrigados a investigar do «Como?» e «Porquê?» de mais esta violação do segredo de justiça, que só pode ter tido origem numa fuga de informação interna. A notícia em causa tem rostos – Tânia Laranjo e Eduardo Dâmaso - , compete saber quem a desencadeou. Para além disso, e esta é a parte mais importante, Pinto Monteiro teria de dar ordem para que a Procuradoria investigasse todas as viagens de Magistrados que acompanharam outros clubes nas competições europeias. E isso ia ser um problema! É que, como diz a Sad no ponto 5, num passado recente, vários Órgãos de Comunicação Social deram amplo destaque à presença de diversos Magistrados nas deslocações de outras equipas portuguesas. Destaque, esse, que nunca foi desmentido.

  • O eco

    Se a ideia era isolar , o objectivo está em parte cumprido. De fora dos brindes com vinho tinto, afastado das primeiras linhas de que poderia vir a ser num novo "Manifesto" - em risco de ficar pelo rascunho porque um dos copos terá ficado sem quem o erga para os brindes -, o FC Porto está igualmente condenado ao isolamento atribuído pela condição de líder destacado do campeonato. Ainda que para esta "solidão", o contributo não tivesse sido planeado. Certo é que mais sozinho era difícil, até porque por estes dias é possível acrescentar mais um factor para a solidão portista: a crise do Boavista. Não é conversa sobre regionalismo, mas é evidente que o sucesso do FC Porto faz eco no próprio clube, porque pouco resta à sua volta. O Salgueiros é uma memória, o Boavista nunca esteve tão mal e a tudo isso, o que não é pouco, junta-se o que já se sabe ao ler outras secções dos jornais: o distrito do Porto é o que apresenta a maior taxa de desemprego; a cidade do Porto perde todos os anos milhares de habitantes. O FC Porto está, portanto, em contraciclo com a própria cidade e também em contraciclo com o futebol português. O que acentua a sua solidão, sublinhada por uma posição oposta a discursos de guerrilha. Por oposição, este FC Porto que vence dentro das quatro linhas arranja ainda tempo para participar em actos de futebol positivo, como são os casos do envolvimento na idealização da Taça Intercalar ou até mesmo a presença sem condições na Taça da Liga. É claro que também não precisa de desviar atenções, basta-lhe estar atento e fazer bem dentro do campo.
    Alcides Freire n'O Jogo
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    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!

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