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27/03/04

Montra

Por JORGE MAIA

Cada jogo que o FC Porto ganha na Liga dos Campeões, cada golo que McCarthy marca, cada finta que Deco desenha, cada corte que Ricardo Carvalho faz, cada bola que Paulo Ferreira cruza, cada ataque que Maniche inicia, cada toque na bola de cada jogador portista provoca calafrios. São arrepios profundos, seguidos de suores frios e uma vontade incontrolável de chorar, num "cocktail" de sintomas preocupantes, normalmente associados à gripe que, embora sejam mais frequentes entre os adversários, estão a tornar-se cada vez mais comuns entre os adeptos portistas. Acontece que, por cada fase que o FC Porto ultrapassa, por cada adversário que fica pelo caminho, por cada impossível que se realiza, aumenta proporcionalmente o espaço que os portistas ocupam nessa enorme montra que é a Liga dos Campeões. Não se pode eliminar o Manchester United impunemente, que diabos! Não se pode chegar aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, ganhar ao Lyon de forma clara e não esperar consequências. Quando se dá nas vistas desta maneira, quanto se desenha uma série de círculos concêntricos no peito é mais ou menos inevitável que nos tomem por um alvo. Nisto, como em muitas outras coisas, é triste precisar de dinheiro. Ora, se o FC Porto consegue lutar de igual para igual com alguns gigantes europeus nos relvados, pura e simplesmente não o pode fazer em termos de poderio financeiro. Tome-se como exemplo o caso de Ricardo Carvalho, reconhecido como um dos melhores da Europa na sua posição. Considerando os problemas que equipas milionárias como o Real Madrid e o Manchester United - para citar dois exemplos próximos - sentem no eixo das respectivas defesas, parece mais ou menos inevitável a perda do central para um dos colossos europeus num prazo mais ou menos curto. E Ricardo Carvalho é apenas um entre iguais. Paulo Ferreira, Nuno Valente, Maniche, Deco, McCarthy e até José Mourinho estão todos sublinhados em mais do que uma lista de compras. Aliás, consta que até Pinto da Costa faz parte dos objectivos de alguns clubes para a próxima época de transferências. É o preço que se paga pelo sucesso. Podia ser tudo muito mais tranquilo se o FC Porto não ganhasse nada. Seria chato como a potassa, é verdade, mas muito tranquilo.


Agradecimentos
Amor com amor se paga

Há dias houve quem se lembrasse que José Mourinho se esqueceu de agradecer aos clubes da SuperLiga o favor de permitirem o adiamento do jogo com o Nacional, favorecendo a preparação dos campeões nacionais para o jogo com o Lyon. É verdade. Mas, já agora que estamos todos tão moralistas, também era bonito ver os clubes da SuperLiga agradecerem ao FC Porto os pontos conquistados para o ranking da UEFA. Os mesmos pontos que permitem alargar o número de equipas nas competições europeias da próxima temporada para seis. Os mesmos pontos que outros esbanjam e que permitem ao segundo classificado do campeonato, seja ele qual for, discutir o acesso à próxima edição da Liga dos Campeões.

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