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05/04/06

Maciel: O caso que nunca chegou a ser

Os jogadores devem poder defrontar o clube que os empresta? Francamente penso que não por uma simples razão. Quando um jogador é emprestado, o clube que o recebe paga normalmente uma pequena fatia do bolo salarial e nunca chega a ser o seu verdadeiro patrão porque esse continua a ser o clube que o empresta. Ou seja, em caso de embate entre os dois clubes que camisola é que o jogador deve defender? A do seu patrão ou a outra? A resposta é óbvia e só estou a tentar fazer humor mas a verdade é que um erro desse jogador a favor do clube que o empresta seria o suficiente para que muita gente que agora é contra, mudasse rapidamente de opinião porque de certeza que não aceitavam sem resmungar que um jogador emprestado pelo FC Porto marcasse um golo na própria baliza, fizesse uma falta para pénaltie ou falhasse um golo de baliza aberta quando defrontasse os jogadores de Co Adriaanse. Mas existe uma lei que diz que todos os jogadores emprestados devem poder defrontar o clube que os empresta e como as leis são feitas para serem cumpridas...

Esta semana, Maciel voltou a ser tema de conversa depois da Comissão Disciplinar da Liga ter decidido, segundo o site Mais Futebol, "arquivar os autos dos processos instaurados à U. Leiria e ao F.C. Porto, pelo facto da equipa conduzida por Jorge Jesus não ter utilizado Maciel, jogador emprestado pela equipa de Co Adriaanse, no jogo da 14ª jornada da Liga."

Vamos por pontos:

1° Maciel é jogador do FC Porto

2° Maciel está emprestado à U. Leiria

3° Maciel não joga contra o FC Porto

4° Porquê?

Na altura, o Presidente da U. Leiria disse que: "Não existe qualquer cláusula ou acordo ou convénio mediante o qual (o Leiria) se tenha obrigado ou meramente aceitado limitar, condicionar ou onerar a sua livre utilização de um qualquer seu jogador, designadamente o jogador Maciel, em virtude do contrato de cedência temporária celebrado com o FC Porto".

Concluindo: Segundo o Presidente da U. Leiria, o Maciel podia jogar contra o FC Porto e se ficou de fora foi por opção técnica, versão confirmada depois por Jorge Jesus: "Foi uma opção técnica. Eu vou dizer-lhe: os factores de rendimento de um jogador dividem-se em três componentes, que são a componente física, a componente técnico-táctica e a componente psicológica. Ora, a verdade é que, e também já aí por opção da minha parte, durante a semana que antecedeu o jogo eu não trabalhei com o Maciel como titular, pelo que ele nem sequer reunia, na hora do jogo, as condições ideais do ponto de vista técnico-táctico e psicológico para jogar. E não jogou." Finalizando: "Não houve referência nenhuma a um acordo para o Maciel não jogar. Repito: ele não jogou por opção técnico-táctica da minha parte. É tudo."

Maciel: O caso que nunca chegou a ser embora a CD da Liga tenha arquivado um processo que nunca devia ter existido como já antes tinha arquivado o que instaurou ao Sporting depois de Nuno Santos e Edgar Marcelino não terem podido jogar pelo Penafiel.
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