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23/07/05

Pinto da Costa

O Jogo | Ficou agradado com aquilo que viu nos dois dias que esteve na Holanda e com o que lhe foi transmitido ao longo do estágio?
Pinto da Costa | Pelo que vi nestes dois dias, acho que, em termos de grupo, este é o FC Porto que eu já não via há vários anos, quer em termos de disciplina, união e satisfação de todos, mesmo com os jogadores a reconhecerem que o trabalho tem sido muito duro. Nesse aspecto vou embora completamente satisfeito. Em termos de trabalho da equipa. Em dois jogos que assisti vi sempre grande aplicação e agora é que terá de escolher o grupo de trabalho.

O Jogo | Quaresma pode ir para o Dínamo de Moscovo?
Pinto da Costa | Soube isso ontem [anteontem] e falei de imediato com um elemento da administração e com a minha secretário para ver se tinha chegado alguma coisa. Posso dizer que é completamente falso que tenha havido qualquer proposta pelo Quaresma. Mas quero dizer que se viesse também não seria aceite, salvo se o treinador não o incluísse no grupo dos 25. Agora, qualquer jogador que seja integrado nesse grupo é inegociável neste momento. A excepção é McCarthy que tem cláusula de rescisão.

O Jogo | Chegou à SAD alguma proposta concreta para McCarthy?
Pinto da Costa | Em concreto não, mas existe a do Blackburn, no valor de seis milhões. Mas qualquer outra que chegue mais baixa que a cláusula de rescisão não terá resposta. Toda a gente sabe que o que eu quero em relação ao McCarthy é muitos golos e não muitos euros. Se alguém accionar a cláusula de rescisão não teremos outra hipótese que não seja deixá-lo ir pois os contratos são para cumprir.

O Jogo | É possível a saída de McCarthy, sem que seja accionada a cláusula de rescisão, mas sim através da troca com um outro jogador?
Pinto da Costa | Depende do jogador. Se for o Deco ou o Ricardo Carvalho...

O Jogo | Kromkamp ainda é uma hipótese ou o FC Porto já se desinteressou completamente da sua contratação?
Pinto da Costa | Pelos valores pedidos e com as condições solicitadas pelo AZ não tem hipóteses nenhuma. Se nos for colocada qualquer proposta viável, sem afectar o nosso orçamento nem a forma que marca a nossa postura, que é pagar a tempo e horas, poderá vir.

O Jogo | Qual a sua opinião sobre as aquisições feitas pela concorrência?
Pinto da Costa | Sinceramente não tenho acompanhado muito bem. Não me tenho preocupado muito com isso. Achei, no entanto, interessante um artigo que li, quando vinha para cá, numa revista que eu acho muito engraçada por se chamar "Sábado" e sair à sexta-feira. Dizia esse artigo que nenhum clube, nomeadamente o FC Porto por não ter conseguido contratar o Komkramp, tinha feito aquisições. Achei muito interessante, vindo de um jornalista que eu normalmente leio, dizer que o FC Porto não se reforçou quando contratou dois internacionais argentinos, quando contratou o Helton, quando contratou o Jorginho, entre outros. É no mínimo curioso. Não me preocupo com as análises que fazem ao nosso plantel e eu não me preocupo com os planteis dos outros. Devo confessar que fiquei satisfeito, não por ser ou deixar de ser um fracasso, pois no futebol estes casos não podem ser encarados como fracassos, por o Benfica não ter conseguido contratar o Tomasson. E digo isto porque acho que era um grande reforço para eles.

O Jogo | Não sente alguma frustração por contratar um jogador, neste caso Léo Lima, e seis meses depois o técnico ter-lhe dado autorização para abandonar o estágio, uma vez que não contava com ele?
Pinto da Costa | É o problema dos técnicos. No ano passado, em Janeiro, Léo Lima foi oferecido ao FC Porto. Tivemos, igualmente, possibilidade de trazer o Jorginho. O treinador, Victor Fernandez, optou claramente pelo Léo Lima. Embora a minha posição pudesse não ser essa, o que conta é a vontade do treinador. Ele decidiu pelo Léo Lima que depois não triunfou com José Couceiro, nem convenceu Adriaanse. São coisas do futebol.

O Jogo | Quais as condições do acordo firmado entre o FC Porto e o Santos?
Pinto da Costa | Foi emprestado ao Santos por um ano, assumindo o Santos a totalidade do pagamento do seu vencimento. O acordo foi assinado pelo FC Porto e pelo Léo Lima logo no dia seguinte a ele ter chegado ao Porto. Posteriormente, foi enviado o contrato ao Santos para eles assinarem. Desde ontem [anteontem] de manhã ficou em nosso poder um documento com esse acordo, válido até Junho do próximo ano.

O Jogo | Porque razão ainda não está resolvida a situação de Marco Ferreira?
Pinto da Costa | Ainda não apareceu um clube interessado.

O Jogo | E porque é que o FC Porto não rescinde com ele?
Pinto da Costa | Terá a rescisão se tiver para onde ir. Agora enquanto não estiver colocado, o FC Porto assume o compromisso com o jogador. Não lhe vamos dar a rescisão para ir para o desemprego.

O Jogo | Como está a situação de Anderson?
Pinto da Costa | Virá em Dezembro, pois não fazia sentido estar aqui 15 dias para depois voltar para ir disputar o campeonato do Mundo. Em Janeiro, quando abrirem as inscrições, será jogador do FC Porto.

O Jogo | Não há qualquer dúvida que ele vai mesmo ingressar no FC Porto?
Pinto da Costa | Não há dúvida nenhuma. Está tudo assinado e tudo acordado com o Grémio. Poderá jogar pelo Grémio até esse período. Temos interesse em que ele continue a jogar e, naturalmente, se brilhar no Mundial será a valorização de um jogador nosso.

O Jogo | Qual a sua posição em relação ao sorteio dos árbitros?
Pinto da Costa | Nunca dei opinião, nunca participei em nenhuma reunião, porque entendo que isso é uma matéria que deve ser resolvida pelos órgãos directivos da Liga depois de ouvirem a opinião dos árbitros. Como a minha opinião não interferirá em nada, acho que um sorteio aberto, como defendiam muitos, era uma situação altamente perigosa, não só para os clubes como para os próprios árbitros. Poderia acontecer que à terceira jornada, em que o Sporting joga com o Benfica calhasse um juiz recém-promovido, que não só poderia sentir grandes dificuldades pela sua inexperiência como poderia estar a fazer o primeiro jogo da sua carreira. E até poderia calhar em sorte ao senhor Nuno Afonso, que subiu este ano e que é, como já veio nos jornais, um antigo membro da Juve Leo. O que seria dito nesse jogo se fosse apitado por um ex-membro da Juve Leo. Não estou a colocar em causa a sua qualidade, pois não o conheço. O sorteio aberto parece-me altamente negativo. Um sorteio condicionado e com regras é aceitável. Defendo que se houver critério nas nomeações, que permitirá escolher os melhores árbitros para determinados jogos, será o ideal. Agora é óbvio que tenho de colocar reservas face a tudo o que aconteceu no ano passado. Basta recordar o processo disciplinar ao árbitro-assistente na semana que antecedeu o Boavista-FC Porto, por um pseudo favorecimento ao FC Porto, do qual depois veio a ser ilibado. É por este e por uma outra série de casos, como por exemplo o que aconteceu no Benfica-Belenenses, dirigido pelo senhor Mário Mendes, que tenho de estar com uma pedra no sapato em relação às nomeações. Até porque muitos dos que defendiam o sorteio aberto, já mudaram de opinião. O presidente do Sporting, numa reunião em Leiria, acusou alguns de camaleões. Afinal de contas, o número era bem maior do que ele pensava. É um assunto que me traz algumas preocupações.

Mais do mesmo no jornal O Jogo
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