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25/08/07

A carta a que se refere o Expresso

Mais uma vez, um amigo anónimo chamou-me a atenção através de um comentário neste blog, para uma notícia do Expresso que ainda não conhecia. Essa notícia tinha a ver com a Agência de comunicação de Luís Paixão Martins (LPM) e a rescisão do contrato que a ligava ao FC Porto. Fui então à procura de mais informação e encontrei o que procurava no blog profissional do próprio Luís Paixão Martins. Nem queria acreditar no que estava a ler. Óra vejam lá:

A carta a que se refere o Expresso

Eis o teor integral da carta a que se refere o Expresso de hoje e que enviámos, em data recente, ao Futebol Clube do Porto:

Pela circunstância de estarmos ligados ao Futebol Clube do Porto por um contrato de prestação de serviços de Conselho em Comunicação e Assessoria Mediática temos sofrido, nas últimas semanas, uma lamentável sucessão de pressões ilegítimas.

Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido.

Tememos que a continuação do contrato que nos liga ao FCP possa colocar em risco a normal actividade da LPM em prejuízo dos cerca de 70 colaboradores que empregamos e das cerca de 50 instituições que representamos.

Estas circunstâncias levam-nos a solicitar a rescisão amigável do contrato.

No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa.

Nas últimas semanas, porque ocorreram episódios mediáticos (a maior parte sem qualquer intervenção nem do FCP nem da LPM) que mostram quão frágil é o guião construído por esses interesses, foram sendo utilizados sobre a nossa empresa meios, públicos e privados, que relevam sobremaneira o desespero dessas entidades e a falta de consideração pelos princípios éticos que deviam respeitar.

Neste contexto, estamos certos de que compreenderão melhor do que ninguém esta nossa decisão.

LPM, 25-08-2007


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PS - Se Portugal fosse um país justo e livre, esta carta dava panos para mangas e muita gente haveria de sentar o cú no tribunal, mas todos sabemos que não vai acontecer nada disso porque, infelizmente, a PIDE continua bem viva e recomendada pelos dois clubes da segunda circular. Isso não invalida que, depois de ter conhecimento de todas as pressões que a LPM sofreu, a Sad do FC Porto tenha o direito e a obrigação de fazer uma queixa crime para denúnciar a "lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País".

Luís Paixão Martins:

Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido

No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa
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