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14/09/07

Mais uma vez o Record mente

Ainda não passei pelo site dos recordistas da mentira nem vou passar. Vi a notícia na televisão e imediatamente percebi que, embora o FC Porto tenha imensas razões de queixa do brasileiro, o jornalista estava a mentir como é usual naquele jornal. No entanto, e para ter a certeza, fui ao site do FC Porto à procura do comunicado habitual. Encontrei isto:

Mais uma vez o Record mente

A edição desta sexta-feira do jornal Record inclui uma manchete de uma notícia que é falsa. Importa esclarecer, a bem da verdade, que o presidente do F.C. Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, não conversou com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol sobre o assunto em questão, nem sobre qualquer outro tema.

O F.C. Porto, de resto, não tomou nem irá tomar nenhuma posição em relação ao facto
.


Madaíl diz que não falou com Pinto da Costa

Do Mais Futebol:
A concluir, o presidente da FPF deixou ainda uma nota, referindo que não falou com ninguém fora da federação sobre o assunto em causa.

Do JN:
Até ao próximo soco

Luís Felipe Scolari apresentou, ontem, desculpas públicas pela agressão ao jogador Dragutinovic, da Sérvia. Felipão pediu desculpa aos adeptos, à Federação e à UEFA, mas deixou de fora a vítima da agressão, que foi Dragutinovic, e até a Federação da Sérvia, que também merecia um pedido de desculpas. Não é bonito e acima de tudo soa um pouco a falso.

O que aconteceu anteontem mais não é do que uma longa sucessão de tristes situações de falta de fair-play no futebol português, com a complacência das autoridades futebolísticas e até governamentais. Depois de termos um jogador a agredir um seleccionador (Sá Pinto a Artur Jorge, em 1997), um jogador a socar um árbitro (João Pinto a Angel Sánchez, no Mundial 2002), um trio de jogadores a baterem num árbitro assistente e no quarto árbitro (Paulo Bento, Abel Xavier e Nuno Gomes, na meia-final do Euro 2000), só faltava mesmo um seleccionador dar um murro a um jogador, sob a capa de estar a proteger um seu atleta (Quaresma).

Caso não tenham reparado, estas coisas nunca acontecem nos clubes. Acontecem nas selecções como consequência do clima de impunidade que se vive e que é proporcionado pela Federação.

Ontem, iniciou-se o processo de branqueamento do murro de Scolari. O pedido de desculpas foi o primeiro acto. Logo a seguir, caiu nas redacções um comunicado de todos os jogadores a solidarizarem-se com Scolari. Por estes dias, João Rodrigues (há décadas espécie de presidente-sombra da Federação) iniciará os contactos com a UEFA para conseguir o castigo mais reduzido possível para Scolari. Laurentino Dias voltará a dizer que estas coisas não podem acontecer, que é preciso ter juízo, etc., etc. E até Hermínio Loureiro, que começou o dia a escrever que o rei vai nu, acabou a emendar o discurso, porque se há coisa inaceitável no futebol português é a falta de gratidão, como bem definiu Luís Filipe Vieira, se é que me faço entender... E será que ninguém pensa em agir antes do próximo murro?

O abutre n°1

Manuel José, treinador do Al-Ahly do Egipto, mostrou, mais uma vez que até pode ser bom treinador mas como pessoa não vale nada. Diz ele, a respeito de Scolari: "ainda o corpo não arrefeceu e já há aves agoirentas a sobrevoá-lo", adiantando que "os abutres já começaram a aparecer. No mínimo, é pouco ético começar a traçar cenários que estão longe de existir, embora, pelos vistos, alguns o desejassem". Óra bem. Estes comentários até seriam normais se depois o mesmo Manuel José que vem criticar os abutres não dissesse que "toda a gente sabe, nunca o escondi, que um dos meus objectivos é treinar a selecção, mas isso deve ser, também, uma meta de todos os meus colegas de profissão". Ou seja, critica os abutres sejam eles quais forem, mas depois é o primeiro a manifestar o desejo de ocupar o lugar do brasileiro. Enfim.

PS- Cliquem na foto do dia para verem o currículo de Scolari
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