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14/06/08

Lição FCP


Na defesa da honra e, já agora, do mérito desportivo que redundou no triunfo na Liga dos Campeões em 2004, o FC Porto ganhou ontem uma batalha determinante. O facto de o Comité de Apelo ter anulado a decisão de primeira instância é uma iniludível prova de como o Comité de Disciplina da UEFA afastou os portistas da próxima Champions baseado em pressupostos falsos. Mas não só.

Os últimos tempos têm sido pródigos numa espécie de guerra das estrelas, na qual vários protagonistas olham para os seus próprios umbigos, sem cuidarem de perceber o quanto fazem mal à imagem internacional do futebol português. Quase "à la carte", o uso da mais variada argumentação tem servido para ficarem escancarados farisaicos autos-de-fé e discursos de pseudo-ética - contraditórios com a baixeza de alguns golpes.

Como consta dos manuais das regras mais rasteiras, fica até fácil identificar com precisão de onde partem comportamentos "abutres" - mesmo no universo de proclamados portistas.

A guerra jurídica não terminou. Repercutido do Apito Final, o processo que decorre em sede da UEFA obedece já, no entanto, a uma certeza: estão enganados todos quantos tentaram, nos últimos tempos, encontrar linhas de fissura na equipa dirigente da SAD portista. E, após o salivar mal disfarçado, algumas personagens terão de engolir o pedido da cabeça de Adelino Caldeira, o administrador com o pelouro jurídico. O fim das dúvidas sobre o facto de a decisão do recurso de Pinto da Costa para o CJ bastar, ficando umbilicalmente ligada à condenação ou não do FC Porto no processo Apito Final, não lhes deixa outro remédio.

A representação portista de ontem em Nyon é também eloquente como sinónimo de eficácia e… solidariedade: à equipa jurídica liderada por Adelino Caldeira, juntaram-se Fernando Gomes (administrador determinante no esclarecimento dos factos para a obtenção do apoio da Associação Europeia de Clubes às teses do FC Porto, apesar dos protestos do Benfica), o director-geral para o futebol, Antero Henrique, e ainda Paiva Brandão, director- geral da SAD. Ou seja: esteve na UEFA uma equipa coesa.

Enganou-se quem pensou que, do interior do comando portista, seria mais fácil encontrar caminhos de oposição a Pinto da Costa.

Os críticos têm agora duas hipóteses: ou se calam após um pedido de desculpas, ou são obrigados a assumirem-se por sua própria conta e risco. Duvido é que o façam.
FERNANDO SANTOS
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