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17/11/08

Com atraso, duas entrevistas encomendadas.

Com muito atraso diga-se.

  • Washington Alves disse numa entrevista que deu à Renascença que, caso as críticas continuem, é muito provável que venha a pedir a Pinto da Costa para que deixe sair o filho Bruno Alves para o estrangeiro. Compreende-se. Infelizmente em Portugal existe um ódio doentio contra quem faz obra ao serviço do FC Porto. No entanto, os jogadores têm de saber lidar com as criticas e não podem baixar os braços sempre que os tentem atacar. Até porque têm, na figura do Presidente, um bom exemplo de alguém que tendo vencido tudo e mais alguma coisa, é admirado no estrangeiro mas odiado pela critica lisboeta. Sem que isso seja suficiente para que ele deixe de lutar antes pelo contrário. Porque é isso que eles querem. Que desistam, Pinto da Costa e todos os que, com o seu profissionalismo e conhecimento, ajudam o FC Porto a ser cada vez mais o melhor e mais forte clube português.

  • Também Carlos Azenha deu, há dias, uma entravista ao DN. Que começa assim: Carlos Azenha. Em 18 anos como adjunto, diz que passou no Dragão os dois melhores anos da sua vida desportiva. Elogia Pinto da Costa e agradece a Jesualdo. Mas acrescenta: "Temos maneiras completamente diferentes de olhar para o jogo"

    Que dizer desta entrevista? Fiquei com a impressão que foi uma encomenda, o que até é normal já que o ex. adjunto do FC Porto está desempregado e precisa de se "mostrar" para não ser esquecido.

    A sua prioridade "é o campeonato alemão, inglês, escocês ou italiano. Se até Dezembro a oportunidade que eu espero não chegar, voltar-me-ei para o mercado português". Ou seja, está pronto a treinar qualquer equipa. Até porque "desde que se trate de um clube com ambição e vontade de criar condições de trabalho, até pode ser um clube do fim da tabela."

    Acho bem. Como já escrevi neste blog há uns tempos atrás, admiro o Carlos Azenha e acredito que pode chegar longe mas também já afirmei várias vezes que os adjuntos não servem os clubes apenas nas vitórias. Estão lá sempre, juntos com o treinador principal, nas vitórias, nos empates e também nas derrotas. Ele não pensa assim e nesta entrevista tenta ser o responsável pelo que se fez de bom nas duas épocas em que esteve no Dragão mas atira a responsabilidade do que correu mal para Jesualdo Ferreira. Não é correcto. Até porque, como ele também diz, Jesualdo é muito senhor do seu nariz e nunca admitia que um simples adjunto pudesse ter influência nas suas decisões mesmo que aceite as opiniões dos outros quando elas são úteis ao clube.

    E depois com tiradas destas o que pensar?

    "Consigo, que jogador nunca estaria no banco?
    Nenhum. Essa é uma grande diferença entre mim e Jesualdo Ferreira. Para mim não há jogadores titulares. Para mim são todos iguais e jogam apenas os que estiverem em melhores condições
    ."

    Será que Carlos Azenha tem visto os jogos do FC Porto? É que esta época, ao contrário do que aconteceu quase sempre na anterior, ainda não jogamos duas vezes com a mesma equipa.

    Mas tudo bem, algumas partes até foram interessantes. Gostei por exemplo de saber que ele é mais um dos muitos profissionais que se tornaram portistas depois de passarem pelo clube. E que não sabe se há outro clube na Europa "com um gabinete de acompanhamento às famílias dos jogadores tão competente e interessado como o do FC Porto. E ninguém faz ideia da importância que esse departamento tem no sucesso de uma equipa. Depois, dentro da cabine, há um conjunto de pessoas que asseguram essa integração. Os jogadores Pedro Emanuel, Nuno e Bruno Alves e os técnicos Rui Barros e João Pinto."

    Até porque "Pinto da Costa é das pessoas mais inteligentes e audazes." que encontrou no futebol e que "conviver com ele foi uma das maiores mais-valias" que encontrou no FC Porto.

    E Carlos Azenha poderá, um dia, ser uma mais-valia para o FC Porto como treinador principal?
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