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05/03/09

Diz que é uma espécie de portista

Não sei se Rui Moreira, com o seu estilo"british" de um gentleman nortenho, tenta a todo o custo comparar-se ao estilo "camponês analfabeto" de Luís Filipe Vieira ou se é a amizade com António-Pedro Vasconcelos que lhe está a dar a volta à cabeça.

Diz ele, em relação à contratação de jovens portugueses como Miguel Lopes e Silvestre Varela, que é uma "confissão do fracasso". E lamenta que esta viragem "não tenha sido antecipada como política estratégica há mais tempo, mas só agora, forçada pelas circunstâncias".

Não cheguei a perceber a que esse senhor se refere quando fala "há mais tempo". Será que está a pensar no FC Porto que conquistou a Taça Uefa e a Liga dos Campeões? No anterior? Posterior? Só ele saberá desfazer este enigma.

De qualquer maneira, o FC Porto já contrata jovens portugueses e estrangeiros há dezenas de anos com óptimos resultados desportivos e financeiros. E vai continuar a contratar porque, felizmente, o que ele diz não se escreve.

"Isto é uma confissão do fracasso. Se tivesse sido feito antecipadamente, a situação da SAD seria bem mais saudável nesta altura e o FC Porto não seria obrigado a vender os seus anéis todos os anos, como acontece."

Será que o presidente da Associação Comercial do Porto não sabe que neste momento existe uma crise que é mundial e que, apenas em Portugal, centenas de milhares (ou serão mais?) de trabalhadores estão desempregados porque as empresas onde trabalhavam fecharam as portas? Ou que a Sad do FC Porto, por maus resultados que apresente, consegue ser a que tem melhor performance das três grandes?

Mas tudo bem, parece que o problema do homem é a paixão que ele tem pelos jovens portugueses. Só que depois dá uma no cravo e outra na ferradura quando chama aos estrangeiros "anéis" que não deviam ser vendidos. Ou seja, por muito que lhe custe, está a admitir que a Sad contratou os tais "anéis" estrangeiros baratos, valorizou-os e vendeu-os com bom lucro.

Será esta a má politica que o Rui Moreira não quer?

O que faz o FC Porto ser recordista de vendas alguns anos? Acima de tudo a boa politica da Sad, reconhecida e bastante elogiada no estrangeiro. Porque, mais impressionantes do que as dezenas de milhões de euros que o FC Porto consegue lucrar quase todas as épocas em transferências, são as outras dezenas de milhões de euros que escolheu, deliberadamente, não ganhar.

Lucho, Lisandro e Bruno Alves continuam a vestir de azul e branco porque a Sad do FC Porto não aceitou as várias propostas que recebeu. E para colmatar as saídas ainda foi buscar outros dois "anéis", Hulk e Rodriguez.

Podem dizer que estamos a gastar muito dinheiro em jogadores. É verdade. Mas, mais uma vez, o F.C. Porto foi o único que, no último verão, apresentou um resultado financeiro positivo na relação entre compras e vendas, já que despendeu 26,9 milhões de euros em contratações mas recebeu 49,4 milhões com as saídas de jogadores. Todos os anos é a mesma coisa. Saiem alguns bons e entram outros melhores. E por isso temos dominado o futebol português nas últimas décadas.

Será esta a má politica que o Rui Moreira não quer?

Só para recordarmos, o Benfica e o Sporting tiveram um saldo bastante negativo no campeonato das transferências. A Sad encarnada gastou mais de 18 milhões em contratações e apenas vendeu o Nelson ao Bétis por uns miseráveis 5 milhões de euros ao contrário do que alguns previam, enquanto a dos vizinhos da segunda circular teve um saldo negativo de 9,65 milhões.
Parece que os "anéis" são raros para aqueles lados.

Será esta a boa politica que o Rui Moreira deseja?

19 comentários:

Anónimo disse...

Fotomontagens
MANUEL TAVARES

Há uns tempos tive o prazer de expressar a minha opinião ao semanário "Sol" sobre a questão das fotomontagens. Fi-lo com o propósito simples de tentar explicar, também neste aspecto, que o jornalismo desportivo não é menos rigoroso do que os outros géneros de jornalismo. Antes pelo contrário...

A questão que me foi colocada respeitava à utilização da fotomontagem para colar ao corpo de um jogador a camisola do clube para o qual se vai transferir antes de tal ter acontecido oficialmente. Defendi o que me parece de simples bom senso. Ou seja: se a notícia assume claramente e com inteira verdade que o jogador vai mudar de camisola, vesti-lo artificialmente com a nova não tem consequências éticas nem para o próprio, nem para os emblemas envolvidos. Pensava eu que o trabalho do "Sol" - escorado de resto na posição purista de Estrela Serrano - permitiria que, mais uma vez, o jornalismo desportivo não fosse vilipendiado em vão. Na altura, ainda não se ouvia falar de campanhas negras e não me passou pela cabeça que o mesmo problema existisse no jornalismo generalista. E, aí, sim, com consequências graves.

Enganei-me.

Na capa da sua edição de ontem, o "Correio da Manhã" publica uma fotomontagem em que Pinto da Costa surge ao lado de Carolina Salgado - e não propriamente a chorar - quando foi insultada e agredida por uma outra mulher igualmente na fotomontagem, situação que na realidade não existiu. Juntaram-nos à força!


In renovaroporto

Anónimo disse...

Carolina outra vez suspeita de mentir

Ministério Público detecta indícios de falso testemunho em queixa-crime apresentada contra antigo namorado


A principal testemunha do Apito Dourado vai ser alvo de mais um processo por falso testemunho. Em causa estão as datas de recepção de mensagens ameaçadoras por parte de um ex-amigo. "Má-fé", acusa o Ministério Público.

Carolina Salgado queria apresentar uma queixa contra Paulo Lemos, um amigo conhecido após a ruptura da relação com o líder do F. C. Porto e com quem acabou por incompatibilizar-se. Ao ponto de Lemos ser a principal testemunha no processo em que é acusada de crimes de autoria moral de incêndio dos escritórios de Pinto da Costa e do advogado Lourenço Pinto.

Assim, a 11 de Abril de 2008, formalizou denúncia no piquete da directoria de Lisboa da PJ, por ameaças e injúrias, aludindo a 44 mensagens de telemóvel cujo envio data do segundo semestre de 2006. Nessa ocasião, garantiu que só dias antes teve conhecimento do teor das mensagens, armazenadas num telemóvel avariado e que, até então, nunca mais utilizara. A data de conhecimento das alegadas ameaças e injúrias é pormenor fulcral, uma vez que, tratando-se de crimes particulares e semi-públicos, há um prazo de seis meses para a denúncia.

Isto é, se Carolina tivesse dito que teve conhecimento das mensagens na data em que foram enviadas, o processo seria arquivado, por ter decorrido mais de ano e meio após os factos.

O caso foi enviado para o DIAP do Ministério Público do Porto. Só que, durante a investigação, a procuradora Teresa Morais descobriu que, afinal, Carolina terá tido conhecimento das mensagens na data em que foram enviadas por Lemos. Terá, por isso, faltado à verdade aquando da denúncia (ver ficha).

Por esta razão, o caso acabou arquivado, por caducidade do direito de queixa. A magistrada concluiu que tal denúncia - apresentada dois dias após o ex-amigo ter voltado a fazer acusações contra Carolina às autoridades - terá estado inserida numa estratégia de defesa no processo dos incêndios. O objectivo seria descredibilizar o autor material do ilícito, alegadamente a mando da ex-amiga, que acabou acusado, apenas, por crime de dano.

A agravar a situação está o facto de Carolina ter sido outra vez ouvida pela GNR, no Alentejo, onde agora vive. Como testemunha, a queixosa disse confirmar "na íntegra" a denúncia.

"Considerando que, como bem sabia, parte dos factos alegados não correspondiam à verdade e porque estamos perante uma outra conduta (autónoma), extraia certidão e todo o processado e remeta aos serviços do Ministério Público no Tribunal de Fronteira para procedimento criminal [...] pelo crime de falsidade de testemunho", pode ler-se no despacho, a que o JN teve acesso, aludindo a uma "denúncia de má-fé".

Contactado o advogado de Paulo Lemos, Luís Vaz Teixeira, explicou ao estar a ponderar "procedimento judicial autónomo" contra Carolina. "A minha cliente prestará todos os esclarecimentos em sede própria. E nessa ocasião constatarão que em momento algum prestou falso testemunho", disse, ao JN, José Dantas, o advogado de Carolina Salgado.
In renovaroporto

Anónimo disse...

Carolina outra vez suspeita de mentir

Ministério Público detecta indícios de falso testemunho em queixa-crime apresentada contra antigo namorado


A principal testemunha do Apito Dourado vai ser alvo de mais um processo por falso testemunho. Em causa estão as datas de recepção de mensagens ameaçadoras por parte de um ex-amigo. "Má-fé", acusa o Ministério Público.

Carolina Salgado queria apresentar uma queixa contra Paulo Lemos, um amigo conhecido após a ruptura da relação com o líder do F. C. Porto e com quem acabou por incompatibilizar-se. Ao ponto de Lemos ser a principal testemunha no processo em que é acusada de crimes de autoria moral de incêndio dos escritórios de Pinto da Costa e do advogado Lourenço Pinto.

Assim, a 11 de Abril de 2008, formalizou denúncia no piquete da directoria de Lisboa da PJ, por ameaças e injúrias, aludindo a 44 mensagens de telemóvel cujo envio data do segundo semestre de 2006. Nessa ocasião, garantiu que só dias antes teve conhecimento do teor das mensagens, armazenadas num telemóvel avariado e que, até então, nunca mais utilizara. A data de conhecimento das alegadas ameaças e injúrias é pormenor fulcral, uma vez que, tratando-se de crimes particulares e semi-públicos, há um prazo de seis meses para a denúncia.

Isto é, se Carolina tivesse dito que teve conhecimento das mensagens na data em que foram enviadas, o processo seria arquivado, por ter decorrido mais de ano e meio após os factos.

O caso foi enviado para o DIAP do Ministério Público do Porto. Só que, durante a investigação, a procuradora Teresa Morais descobriu que, afinal, Carolina terá tido conhecimento das mensagens na data em que foram enviadas por Lemos. Terá, por isso, faltado à verdade aquando da denúncia (ver ficha).

Por esta razão, o caso acabou arquivado, por caducidade do direito de queixa. A magistrada concluiu que tal denúncia - apresentada dois dias após o ex-amigo ter voltado a fazer acusações contra Carolina às autoridades - terá estado inserida numa estratégia de defesa no processo dos incêndios. O objectivo seria descredibilizar o autor material do ilícito, alegadamente a mando da ex-amiga, que acabou acusado, apenas, por crime de dano.

A agravar a situação está o facto de Carolina ter sido outra vez ouvida pela GNR, no Alentejo, onde agora vive. Como testemunha, a queixosa disse confirmar "na íntegra" a denúncia.

"Considerando que, como bem sabia, parte dos factos alegados não correspondiam à verdade e porque estamos perante uma outra conduta (autónoma), extraia certidão e todo o processado e remeta aos serviços do Ministério Público no Tribunal de Fronteira para procedimento criminal [...] pelo crime de falsidade de testemunho", pode ler-se no despacho, a que o JN teve acesso, aludindo a uma "denúncia de má-fé".

Contactado o advogado de Paulo Lemos, Luís Vaz Teixeira, explicou ao estar a ponderar "procedimento judicial autónomo" contra Carolina. "A minha cliente prestará todos os esclarecimentos em sede própria. E nessa ocasião constatarão que em momento algum prestou falso testemunho", disse, ao JN, José Dantas, o advogado de Carolina Salgado.
In renovaroporto

dragao vila pouca disse...

Meu caro Álvaro assino por baixo.

Um abraço

Anónimo disse...

02-03-2009 LABAREDAS
Pedagogia encarnada

Ora aí está um bom exemplo de pedagogia! Quando tanto se fala de fair play e verdade desportiva, o Labaredas deu de caras com esta pérola. Não é que há um jogador que diz que o golo mais especial que marcou foi em fora-de-jogo? Chama-se David Luiz, veste de vermelho e… consentiu-nos uma enorme gargalhada.



«Um golo marcante foi esta época, mesmo em fora-de-jogo, com o Braga». O Labaredas teve de reler a notícia para concluir que não estava equivocado. Mas não. Foi mesmo assim, com todas as letras, para jovem do Externato Rainha D. Amélia ouvir. Nada mais apropriado para uma jornada de promoção do desporto junto das crianças

Uminho1 disse...

Se a politica da SAD é tão boa porque motivo agora nos vamos virar para os jovens portugueses? Ah, é a crise. Mas qual crise?

Leiam os relatórios. Vivemos muito acima das nossas possibilidades.

Com o dinheiro que encaixaram de vendas e participação na UEFA deveriamos ter feito uma muito melhor gestão.

Mas não, gastamos tudo o que ganhámos. É tipicamente portugues.

Então no tempo das vacas gordas , não era boa politica equilibrar as contas, fazer um ou outro investimento arriscado, mas não desbaratar, para nestes momentos de crise estarmos sólidos, não temendo pelo futuro?

Nada disso. Foi chapa ganha, chapa gasta. Diz o administrador que precisamos no mínimo de 25 milhões em vendas por ano!!! Espantoso.

Aliás, se não tivessemos vendido o Quaresma teriamos um prejuijo brutal, coisa que por exemplo o Sporting não vendeu nenhum e bastaria ter feito para ter LUCRO. E o Benfica aspas aspas, pois não vendeu ninguem, só investiu, logo essas comparações entre SADs são enviezadas.

Aliás, basta ler os economistas que percebem disto, para verem que as contas do FCP são preocupantes com necessidades de tesouraria elevadíssimas a curto prazo, que nem um única venda compensa porque não se recebe o dinheiro de uma sõ vez.

Resta-nos a consolação de desportivamente continuarmos vencedores, mesmo jogando mediocramente.

Já no plano financeiro tem sido um descalabro a gestão dos ganhos obtidos.

flama draculae disse...

Meus Caros Álvaro e Dragão Vila Pouca,

Permitam-me dirigir-me a ambos nesta casa. É um facto que em termos de gestão de compras e vendas de jogadores e valoriação dos mesmos a maior parte dos clubes da europa tem muito a aprender com o FCPorto. Cá no burgo estamos falados. Veja-se a posição do Sporting que nem titulos, nem plantel, nem infraestuturas. O Benfica é um caso à parte. Se for preciso não paga as contribuições para a SSocial e ao Fisco e depois dá como garantia umas quaisquer acções sem valor. Agora o que me preocupa é o futuro num país em que somos o alvo a abater. Com a crise instalada, os maiores clubes da europa mesmo que tenham dinheiro vão sempre invocar a crise na negociação dos jogadores pelo que vendas como as que temos feito serão muito dificeis de repetir. E depois temos o passivo a aumentar não obstante os resultados positivos anuais. Em resposta ao Dragão Vila Pouco devo dizer que não tenho medo da falência do Porto. Tenho sim medo que sendo o Porto a únca equipa portuguesa com projecção mundial, apareça algum homem das arábias numa situação complicada no clube e aí sim tenhamos que vender os aneís. Quer queiramos quer não o FCPorto estando na bolsa pode ser alvo de uma aquisição hostil bem verdadeira e não como aquelas que conhecemos e passam impunes na CMVM. Pinto da Costa numa entrevista ao Público disse que com ele isso não acontecerá. E com os homens da chamartin?
Agora é ganhar ao Leixões.
Abraço.

dragao vila pouca disse...

E agora que o M.Público mandou para o lixo o parecer de Freitas de Amaral?

«MP arquiva queixa contra Gonçalves PereiraEX-LÍDER DO CONSELHO DE JUSTIÇA VISADO PELA FPF

O Ministério Público (MP) de Lisboa arquivou a queixa-crime da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra o ex-presidente do Conselho de Justiça da FPF, num processo em que Gonçalves Pereira era acusado de abuso de poder.
No despacho de arquivamento a que a Lusa teve acesso, o MP contraria o parecer de Freitas do Amaral, que serviu para validar as decisões dos restantes conselheiros na reunião de 4 de Julho de 2008 e para Gilberto Madail pedir uma reunião com Pinto Monteiro, Procurador-geral da República, de que resultou a queixa-crime agora arquivada.
"Do ponto de vista da factualidade objectiva típica, não se descortina uma clara conduta desviante (aliás, actos afectados por vícios e irregularidades foram, eventualmente, praticados por todos, na 1.ª e na 2.ª parte da reunião) em nenhum dos actos em causa; não ocorre uma interpretação jurídica inadmissível e infundada, mas a condução do processo pela forma que, nas circunstâncias e para o arguido, parecia mais adequada", lê-se no documento.
O MP critica todos os membros do CJ e chega mesmo a duvidar das decisões tomadas após o abandono da reunião por parte de Gonçalves Pereira: "O funcionamento do órgão, mesmo na ausência do Presidente e apesar dos seus actos, é a confirmação da inaptidão destes para alcançar uma decisão".
"Para que a conduta constituísse crime de abuso de poder (ou outro que não se divisa), haveria que estarem reunidos indícios de: inadmissibilidade legal do sentido dos actos (e não apenas da sua menor adequação ou da sua incorrecção jurídica, em virtude de erro ou menor conhecimento)".
Pelo despacho de arquivamento sabe-se também que, segundo João Leal, chefe do Departamento Jurídico da FPF, a admissibilidade das escutas telefónicas era o assunto das conversas dos conselheiros nesta altura, "tendo chegado a realizar-se uma reunião preparatória sobre a matéria, uma a duas semanas antes da reunião [4 de Julho de 2008]. Nesta reunião, ter-se-á, aparentemente, formado uma corrente de maioria tangencial no sentido da invalidade da utilização daquelas em processo disciplinar".
Na reunião do CJ de 4 de Julho de 2008 foram considerados improcedentes os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, que viram confirmadas as penas da Comissão Disciplinar da Liga do Apito Final, de que resultaram dois anos de suspensão para Pinto da Costa, seis pontos de penalização para o FC Porto, quatro anos de suspensão para João Loureiro e a despromoção do Boavista.
Paralelamente, prosseguem nos tribunais acções cíveis interpostas por Gonçalves Pereira, Pinto da Costa, FC Porto, João Loureiro e Boavista, em que se reclama a invalidade das decisões da reunião do CJ de 4 de Julho de 2008, confirmadas pela FPF após o parecer de Freitas do Amaral.»

Um abraço

Anónimo disse...

Conheceram-se em Barcelona, depois um Espanhol-Benfica que acabou com a carreira dos 'encarnado's na Taça UEFA, em Março de 2007. Juliana Boncristiano era bailarina profissional num bar e Manuel Vilarinho convidou-a para umas mini-férias no Algarve. "Eu faço strip, ele viu e insistiu muito para eu vir a Portugal. Como era casado, tinha de ser no Algarve. Aceitei", disse ao Expresso.

A 24 de Abril de 2007, às quatro da manhã, a GNR de Sagres foi chamada a um aparthotel para resolver uma queixa de agressão. A mulher foi levada ao hospital. O homem não foi detido porque não houve flagrante delito. De acordo com a acusação do Ministério Público de Lagos, "Manuel Vilarinho desferiu em Juliana Boncristiano um número indeterminado de socos que a atingiram na cabeça e nos membros superiores, causando-lhe dores e equimoses no ombro direito e no braço esquerdo".

O presidente da Assembleia-Geral do Benfica é acusado de ofensa à integridade física simples, punível com três anos de prisão ou multa. Depende da queixa e só haverá condenação em tribunal se ficar provado que Vilarinho foi o primeiro a agredir.

Juliana, que entretanto voltou a Espanha e diz ter deixado o mundo da noite, garante nada ter feito para provocar as agressões: "Fomos jantar fora com um casal amigo e o Manuel Vilarinho bebeu bastante. Pediu-me para levar o Mercedes e, ao estacionar, uma pedra bateu no fundo do carro. Ele ficou furioso e começou logo a discutir. Parece uma pessoa normal, mas fica transtornado com a bebida".

A discussão foi ouvida pelo vigilante do aparthotel. "Só sabemos o que se passou fora do quarto, lá dentro não sei", descreve um responsável do aparthotel.

"Quando chegámos ao quarto começámos a discutir e ele agrediu-me. Deu-me empurrões, socos e não me deixava sair do quarto. Só não me bateu mais porque me defendi. Fui ao carro dele buscar uma daquelas armas que dão choques e chamei a Polícia", conta Juliana, que apresentou queixa e voltou a Espanha.

"Recebi ameaças para não ir com isto para a frente, mas não podia desisitir. O meu pai e a minha mãe nunca me bateram e não admito que encostem a mão em mim", relata a cidadã brasileira.

Durante dois dias o Expresso tentou contactar Manuel Vilarinho, que teve sempre o telemóvel desligado.


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E se fosse PC, há quanto tempo se sabia?!

Rui Moreira disse...

Alvaro,
eu explico... ainda que suspeite que você até compreende o que eu disse.
que o fc porto tem vendido bem, ninguém questiona. particularmente, depois da época mourinho, fez bons negócios.
também fez maus, e nem preciso de lhe falar de luis fabiano, não é verdade?
o que sempre contestei,e fi-lo no conselho consultivo onde estive durante alguns anos a convite pessoal de pinto da costa, é que se tinhamos que vender 1-2 jogadores por ano para equlibrar as contas, deveríamos comprar 2-3 boas promessas sul americanas e, no restante, deveríamos apostar tanto quanto possivel em prata da casa. o problema foi que compravamos 8-12 jogadores por epoca, quase todos estrageiros, e gastavamos assim as mais valioas dos 2 ou 3 que iamos vendendo. depois, com esses estrangeiros todos debaixo de contrato, não havia espaço para os portugueses. pior, viamo-nos forçados a emprestar os estrangeiros a clubes que, por vezes não tinham dinheiro para lhes pagar a totalidade do ordenado ou, na melhor das hipoteses, não eram uma boa montra que permitisse valorizar o seus passes. e foi assim que, ao contrario do que a sad promete todos os anos, e isso você não pode desmentir , a massa salarial foi sempre aumentando, mas a qualidade «nem por isso'... agora, com a baixa de mercado que você assinala, com razão, com os problemas com os sponsors, temos de reduzir o orçamento e, de repente, temos de adoptar essas medidas de eocnomia de uma vez só, porque não temos reservas financeiras apesar dos bons negocis, e porque temos 50 jogadores sob contrato, muitos dos quais não sao activos vendaveis. e, goste-se ou não, temos de pagar todos esses ordenados.
é isto que se está a passar, alvaro. nada tem que ver com o que se passa com o benfica,que não é termo de comparação para mim, que terá problemas diferentes.
já agora, como temos de vender activos em junho, quem acha que pode ser vendido?
ou acha que vamos vender o mariano, o farias op benitez, o sapunaru, o stepanov e que vamos, assim, equilibrar o barco?

Alvaro disse...

Uminho1,

Não é por contratarmos agora dois ou três jovens portugueses que estamos a mudar a nossa politica porque sempre os tivemos (e bons) como se pode comprovar numa visita rápida pela net.

"Aliás, basta ler os economistas que percebem disto, para verem que as contas do FCP são preocupantes com necessidades de tesouraria elevadíssimas a curto prazo, que nem um única venda compensa porque não se recebe o dinheiro de uma sõ vez."

Que economistas, os do Correio da Manhã? Estou a bricar. ;)
É claro que as contas são preocupantes nem eu disse o contrário. Mas as do Benfica e Sporting estão em muito pior estado e não vejo os jornalistas ou os adeptos desses clubes muito preocupados.

Aliás, quado vejo alguns dos tais economistas falarem nos 13 milhões de euros de prejuízo somados no semestre pelas três SAD como se eles estivessem repartidos em partes iguais, dá-me vontade de rir. É como o pasquim CM meter na primeira página a notícia da falência técnica da Sad do FC Porto no dia em que a Sad do Benfica apresentou resultados mais negros.

flama draculae,

A compra das Sads portuguesas são um investimento pouco atractivo porque estão blindadas (a maioria das acções pertencerá sempre aos clubes) e qualquer investidor só entraria em força se pudesse mandar. (In)felizmente não é o caso.

Rui Moreira,

Tentar impingir aos mais novos a ideia que Pinto da Costa e o FC Porto só começaram a vender bem com José Mourinho não é bonito porque não é verdade. A não ser que já se tenha esquecido que Rui Barros ou Paulo Futre, entre outros, bateram recordes de transferências.

Sempre foi assim e continuará a ser pelo menos enquanto este presidente estiver à frente do clube.

E éram jovens portugueses como Miguel Lopes e Silvestre Varela.

Quanto a Luís Fabiano, penso que é um péssimo exemplo de má gestão da Sad porque está mais que provado que é fabuloso e só não rendeu vestido de azul e branco porque teve, como ambos sabemos, vários problemas na sua privada que não o deixaram render aquilo para que foi contratado.
Neste caso foi azar, acontece com todos os clubes e não apenas no FC Porto. Até porque foi vendido pela mesma quantia que a Sad pagou por ele. Não houve lucro, certo, mas também não houve prejuízo.

Ernesto Farías. Por acaso continua com duvidas que ele é um óptimo avançado? Eu não. O problema é que temos Lisandro e não podem jogar os dois juntos (a não ser em casos extremos em que a equipa esteja com dificuldades) mas isso não quer dizer que tenha sido uma má contratação.

Quando se fala em sul americanos temos também de falar em números e nos últimos anos se é verdade que o FC Porto foi buscar vários, também é verdade que a maior parte deles vieram ao preço da uva mijona.

O Fucile por exemplo. Foi comprado por 600 mil euros (200 do empréstimo mais 400 depois de accionado o direito de opção) e foi motivo de piadas por ter vindo de um Liverpool (de Montevideo) que ninguém conhecia mas hoje é um dos imprescindiveis do plantel portista. Engraçado que se esquece sempre dele quando se lembra de comentar as contratações sul americanas. Porque será?

Outro caso parecido é o do Hulk. Com aquele nome de herói de banda desenhada e vindo dos confins do mundo fez a risota do Portugal dos pequeninos, mas hoje, os que antes se riram, desesperam sempre que ele toca na bola.

Há umas semanas atrás, vi um programa do Trio D'Ataque em que o Rui Moreira disse não saber se o Hulk tinha sido caro ou não. E hoje continua com dúvidas?

É isto que, como portista que diz ser, devia dizer na televisão de todos eles. Que a Sad do FC Porto, por muitos maus negócios que tenha (conhece um clube que não os tenha?), consegue contratar todas as épocas grandes jogadores ainda melhores que os que acabou de vender. E o carrocel está sempre a rodar porque depois vende-os com bastante lucro para voltar a comprar outros melhores sendo por isso um caso raro no mundo inteiro. No mundo, senhor Rui Moreira e não apenas nos arredores.

E ainda vence Pentas, Taças Uefas, Ligas dos Campeões, Supertaças europeias, é Campeão do Mundo...

Jorge Valdano, ex-director desportivo do Real Madrid
O Jogo 24/05/2008

"Não me surpreende que uma boa gestão termine a conseguir bons resultados desportivos. É impossível uma equipa competitiva dentro de um clube desorganizado. O FC Porto é o reino da organização e daí para baixo estão os outros"

André Cruz, ex-jogador do Sporting
A bola, 4/2008

"Há muitos anos que o FC Porto tem evidenciado superioridade. Acho que devemos pegar no Porto como exemplo de tudo."

Carlos Queiroz
3/2008 O Jogo

O FC Porto não é Portugal, porque a estabilidade que empresta aos seus treinadores nos últimos 25 anos é uma excepção. O FC Porto oferece estabilidade, autoridade e gestão e os treinadores, quando chegam, adaptam-se à realidade do clube, aplicando as suas qualidades técnicas. Nos outros clubes, afogam-se na confusão e na exaltação de objectivos impossíveis de concretizar a curto prazo"

Erwin Staudt, presidente do Estugarda
DN, 11/2007

"O FC Porto tem sucesso na Europa. Mas para o conseguir abriu os horizontes, formou talentos e vendeu-os bem. É uma boa forma de trabalhar"

Anónimo disse...

Carolina outra vez suspeita de
mentir

Ministério Público detecta indícios de falso testemunhoem queixa-crime apresentada contra antigo namorado

2009-03-05
NUNO MIGUEL MAIA
A principal testemunha do Apito Dourado vai ser alvo de mais um processo por falso testemunho. Em causa estão as datas de recepção de mensagens ameaçadoras por parte de um ex-amigo. "Má-fé", acusa o Ministério Público.

Carolina Salgado queria apresentar uma queixa contra Paulo Lemos, um amigo conhecido após a ruptura da relação com o líder do F. C. Porto e com quem acabou por incompatibilizar-se. Ao ponto de Lemos ser a principal testemunha no processo em que é acusada de crimes de autoria moral de incêndio dos escritórios de Pinto da Costa e do advogado Lourenço Pinto.

Assim, a 11 de Abril de 2008, formalizou denúncia no piquete da directoria de Lisboa da PJ, por ameaças e injúrias, aludindo a 44 mensagens de telemóvel cujo envio data do segundo semestre de 2006. Nessa ocasião, garantiu que só dias antes teve conhecimento do teor das mensagens, armazenadas num telemóvel avariado e que, até então, nunca mais utilizara. A data de conhecimento das alegadas ameaças e injúrias é pormenor fulcral, uma vez que, tratando-se de crimes particulares e semi-públicos, há um prazo de seis meses para a denúncia.

Isto é, se Carolina tivesse dito que teve conhecimento das mensagens na data em que foram enviadas, o processo seria arquivado, por ter decorrido mais de ano e meio após os factos.

O caso foi enviado para o DIAP do Ministério Público do Porto. Só que, durante a investigação, a procuradora Teresa Morais descobriu que, afinal, Carolina terá tido conhecimento das mensagens na data em que foram enviadas por Lemos. Terá, por isso, faltado à verdade aquando da denúncia (ver ficha).

Por esta razão, o caso acabou arquivado, por caducidade do direito de queixa. A magistrada concluiu que tal denúncia - apresentada dois dias após o ex-amigo ter voltado a fazer acusações contra Carolina às autoridades - terá estado inserida numa estratégia de defesa no processo dos incêndios. O objectivo seria descredibilizar o autor material do ilícito, alegadamente a mando da ex-amiga, que acabou acusado, apenas, por crime de dano.

A agravar a situação está o facto de Carolina ter sido outra vez ouvida pela GNR, no Alentejo, onde agora vive. Como testemunha, a queixosa disse confirmar "na íntegra" a denúncia.

"Considerando que, como bem sabia, parte dos factos alegados não correspondiam à verdade e porque estamos perante uma outra conduta (autónoma), extraia certidão e todo o processado e remeta aos serviços do Ministério Público no Tribunal de Fronteira para procedimento criminal [...] pelo crime de falsidade de testemunho", pode ler-se no despacho, a que o JN teve acesso, aludindo a uma "denúncia de má-fé".

Contactado o advogado de Paulo Lemos, Luís Vaz Teixeira, explicou ao estar a ponderar "procedimento judicial autónomo" contra Carolina. "A minha cliente prestará todos os esclarecimentos em sede própria. E nessa ocasião constatarão que em momento algum prestou falso testemunho", disse, ao JN, José Dantas, o advogado de Carolina Salgado.

in JN

Rui Moreira disse...

Meu caro Alvaro,
Se você é portista como diz ser .... desculpará que lhe devolva a dúvida por razões de mera retórica... lembrar-ser-à que sobre o Hulk, o que eu disse.
Disse que desde a primeira hora, no teorneio de Braga, me +arecera que estavamos perante um excelente jogador e que NA ALTURA tinha dito que não sabia se era caro ou barato, mas isso nao me interessava.
Só isso.

Alvaro, admito que nao veja os Trios todos, mas acho que ninguem defendeu mais o Hulk e a sua contratação do que eu. Mesmo quando o acusavam de individualismo, sempre o defendi.

Claro que sempre vendemos bem, tal como compramos bem. Mas, o que eu disse, escrevi, volto a dizer, é que quando compramos jogadores a mais ( e nas duas ultimas epocas compramos salvo o erro 21 ) não os conseguimos valorizar. Porque a montra não tem tamanho que chegue.

Repito, apesar da venda de Quaresma e da saida de Assunção, estamos com uma equipa muito mais cara, em termos de salários. E, não está repercutido o problema romeno, com os salários de J Paulo e Pitbull.

Já agora, para o amigo Vila Pouca que sempre assina por baixo....um abraço!

Anónimo disse...

Já agora queria lembrar ao RUI MOREIRA, que é fundamental ir melhor preparado para os programas do TRIODATAQUE.... e quando se falar das celebres "escutas" lembrar que quem as "interpretou" no que toca ao FCP, foi a "escritora"..., lembrar que há duas edições do livro "Eu carolina"...,lembrar como se elegem em Portugal a "CD"...,lembrar que durante meses (anos?!) se procurou "Linchar o ser humano-PC- como disse João Marcelino no DN(14/2/09)e talvez "condicionar" a Justiça, lembrar as diversas suapeitas de mentira relativas à "escritora" ,as declarações incoerentes, como por exemplo afirmar que os tais 25oo Euros era para um Porto/Benfica... etc,etc.

Anónimo disse...

O que eu acho è que O Mariano, Farias e sobretudo o Stepanov, são Bons jogadores.

Quanto ao Sapunaru, com calma vai lá.

Já agora não penso que à época o negocio LFabiano, tenha sido mau, antes pelo contrario, convem lembrar que até se afirmar o Fabiano andou no Sevilha Epoca e meia a ver navios (e várias vezes esteve para regressar ao Brasil) e só depois se sfirmou, ora ter tanto tempo um jogador carissimo sem render minimamente,é problematico.

Anónimo disse...

"Para quem sabe ler, o que os desembargadores dizem é que toda a acusação se baseou em preconceitos clubisticos e assentou na credibilidade de uma testemunha que, de todo, a não merece. Ando a escrever isto há dois anos, mas há quem ache que a justiça dos tribunais não presta, a do Comissão Disciplinar da Liga- onde os juízes são escolhidos por influências dos clubes, onde se julga sem contraditório e sem sequer ouvir testemunhas- essa, sim, é que é a verdadeira."


ESCLARECEDOR este MST.

Anónimo disse...

Os processos vão sendo sucessivamente arquivados contra Pinto da Costa. Só avançará o "caso do envelope" ao árbitro Augusto Duarte, alegadamente recebido em casa do presidente do FC Porto na véspera de um jogo com o Beira-Mar, na época 2003/04. Tudo isto significa pelo menos duas coisas: a primeira, e essencial, que convém o Ministério Público arranjar provas antes de acusar alguém; segundo, que os julgamentos públicos são apenas uma parte da nova sociedade que construímos - e ainda bem que assim é. Mesmo quem, como eu, vê personificados no dirigente desportivo Pinto da Costa (e Valentim Loureiro, e Pimenta Machado) muitos dos males do futebol português não pode deixar de perceber que houve aqui uma tentativa de claro linchamento do ser humano.

Sejamos justos: a senhora Carolina Salgado, testemunha credível para acusar Pinto da Costa, o homem com quem viveu durante quase seis anos, não foi sequer processada quando no seu livro diz muito claramente que foi ela quem fez os contactos para mandar sovar um vereador de Gondomar, de seu nome Bexiga. O homem acabou, certamente por sorte, vivo, apesar de barbaramente agredido, mas a senhora ficou impune e tornou- -se numa estrela do jornalismo-benfiquista militante. Diz agora um juiz que o testemunho não é credível. Ou seja, afinal a justiça tem lógica

João Marcelino "DN" 14-02-09

Anónimo disse...

Lembrar também ao Rui Moreira(aproposito do Apito Dourado) que as pessoas podem encontrar-se com quem quiserem e onde quiserem, que não é crime, pode é ser,desaconselhável ou pouco etico.

Mas pontapés na etica é o que há mais de Norte a Sul do País.

dragao vila pouca disse...

Já agora, para o amigo Vila Pouca que sempre assina por baixo....um abraço!

Exactamente e você sabe porque não sabe?

Mas não quero, nesta altura, polemizar consigo, porque quando o F.C.Porto faz um grande jogo e é miseravelmente atacado, com insinuações das mais ordinárias, eu guardo as minhas energias para esses e não para os portistas, mesmo que esteja, como estou, muitas vezes em desacordo com eles.

Retribuo o abraço

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