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03/11/09

Ó Miguel Sousa Tavares, você pensa antes de escrever?

«Este é o pior F.C.Porto dos últimos dez anos»
MST em outubro de 2008

O Miguel Sousa Tavares (MST) é aquele portista que escreve no jornal oficial do Benfica e que, à falta de melhor, gosta de implicar com o FC Porto e com todos os que representam o clube. A semana passada, o MST voltou a embirrar com a equipa do FC Porto e escreveu, no jornal oficial do Benfica, que esta é a equipa mais fraca dos últimos quatro anos. Eu poderia responder-lhe, simplesmente, que ele não percebe nada de futebol e que apenas copiou o que escreveu nas épocas anteriores, mais ou menos por esta altura. Para depois, no final da época, escrever exactamente o contrário e ainda criticar os outros criticos. Vejam um exemplo de como na mesma época ele passa do 8 ao 80:

Outubro/07
«O FC Porto vai com mais cinco pontos do que ia no ano passado por esta altura e já ganhou três jogos que perdeu em 2006. Isso é um facto incontornável e louvável. Mas também é facto que joga muito pior futebol, muito menos seguro, muito menos denominador, do que jogava na última época»

Abril 08
«Com uma perna às costas, ganhou o seu lugar no Jamor, dia 18 de Maio, e, com a frieza e eficácia de um «serial killer», prossegue no campeonato pulverizando todas as marcas e recordes, seus e alheios. E, para os detractores que diziam que os portistas ganhavam sem jogar bem, vale a pena pensar quem mais, em Portugal, consegue jogar àquele ritmo, com aquela fantástica geometria em movimento que destroça e paralisa de terror os adversários. Se aquilo não é jogar bem, ah, mostrem-me o vosso caixote do lixo!»

Outubro 08
«Este é o pior F.C.Porto dos últimos dez anos»

O problema do MST não é o facto de ele achar ou não achar que esta equipa não é a mais fraca dos últimos anos, assim como a da época passada também não éra, nem a da época anterior — o problema é que ele acha que, mesmo que esta équipa não seja inferior às anteriores, não é coisa que alguém possa escrever no jornal oficial do Benfica, sob pena de crime de lesa-Majestade. No mundo onde pantaneia o MST, tudo o que Suas Infalíveis Majestades da segunda circular fazem está certo por definição: é para isso que o jornal oficial do Benfica lhe paga e é por isso que ele é uma das vozes do orgão oficial. Muito deve incomodar o espírito acomodado e a espinha curvada do MST que o FC Porto esteja há várias épocas a bater recordes de transferências ao vender os seus melhores jogadores e todas as épocas tenha capacidade para ir buscar outros mais baratos mas de valor semelhante aos que saiem.

Repare, MST: Deco, Mc Carthy, Maniche, Derlei, Costinha, Carlos Alberto, Luís Fabiano, Alenitchev, Pedro Mendes, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Diego, Ibson, Anderson, Bosingwa, Ricardo Quaresma, Pepe, Paulo Assunção, Lisandro, Lucho, Cissokho, etc, etc, já aqui vão 22 - duas equipas — sem sequer puxar muito pela memória. E já viu que o FC Porto continua a ter grandes jogadores como Fernando, Raul Meireles, Bruno Alves, Falcao, Rodriguez, ou o incrivel Hulk, jogadores que sairam das camadas jovens ou foram comprados por baixo preço e que vão render muitos milhões quando decidirem deixar o clube? E todas as épocas são vendidos dois ou três para puderem entrar outros dois ou três. É por isso que eles são 22 - duas equipas - caso contrário seria impossivel termos tantos ao mesmo tempo porque os seus amigos acabaram com as equipas B. Está a perceber ou prefere um desenho? E todas as épocas conquistamos títulos! Também convém não esquecer. Para além disso, o FC Porto é o único dos três clubes grandes que não está à beira da falência. Peça uma autorização à direcção do jornal oficial do Benfica para fazer uma crónica a comparar as contas da Sad portista com as outras que depressa muda de ideias. É essa a questão, percebe agora?

Na resposta ao Labaredas, MST volta a criticar meia equipa do FC Porto. Também não são novas estas criticas, embora se tenham de admitir porque quem escreve no jornal oficial do Benfica tem, como obrigação, criticar os jogadores azuis e brancos. Vários exemplos:
«O Fernando está longe de me convencer; os dois últimos golos sofridos pelo FC Porto (contra o Fenerbaçhe e a Académica), para já não falar do golo contra o Sporting para a Taça, resultaram de passes falhados dele. E um trinco tem de ter uma segurança e qualidade de passe infalíveis.

Não fosse Hulk, e o FC Porto, neste momento, não conseguiria disfarçar a crise de Lucho, o momento descrente de Lisandro e a absoluta inutilidade do jogo de Cristián Rodriguéz (também muito estimado pela critica, mas que não encontra um adepto na bancada).

Dizem, por exemplo, que a Grécia «chama» por Farias e que até há um clube grego que estará disposto a pagar os cinco milhões de euros que o FC Porto «exige» — embora, acrescenta-se, até só preferisse emprestá-lo. Sim, sim, e a minha avó só por azar não cantou ópera no Scala: por cinco milhões de euros, o FC Porto não só vendia o Farias, como ainda oferecia o Stepanov, o Bolatti, o Adriano e mais uns quantos, e até era capaz de pagar metade dos ordenados deles. E era uma grande poupança!

Ao Fernando falta-lhe muito, muitíssimo, caminho a percorrer antes de chegar aos calcanhares de um Paulo Assunção e justificar a titularidade como «cabeça de área» de uma equipa com pretensões europeias.

Viu-se que Lisandro parece ter perdido o seu «killer instinct» (e que, quando marca, os golos são anulados e normalmente mal anulados), e que Lucho González está uma sombra do jogador que já foi. Continua, é certo, protegido da imprensa, que jura que «ele não sabe jogar mal», mas lá em cima, nas bancadas do Dragão, um público que percebe hoje de futebol como poucos, desespera ao ver a quantidade de jogo que Lucho estraga e desperdiça. É um mistério, mas que já se tinha visto também no passado.

Estávamos três a ver o FC Porto-Vitória de Guimarães e, de princípio a final, o que a todos mais impressionou foi a exibição de Cristian Rodriguéz. Acho que não exagero muito (é ver o vídeo...), se disser que ele não ganhou nem 10% dos lances disputados. Não fez uma assistência para golo, um cruzamento de jeito, um remate digno desse nome, não acabou ou deu sequência a uma jogada que fosse. Foi absolutamente impressionante a quantidade de jogo que ele estragou à equipa. E isto repete-se, jogo após jogo, desde o início da época, fazendo-me crer que o Cristian Rodriguéz é o último de uma série de fiascos resultantes da irresistível tentação de Pinto da Costa de roubar jogadores ao Benfica

Caramba há-de haver nos júniores ou nos juvenis alguém que simplesmente corra e jogue, coisa que o Lucho não faz há meses!»


Sobre o Helton: MST deve ter um problema qualquer com o melhor guarda-redes do nosso campeonato porque todas as épocas critica várias vezes o Helton e exige a sua substituição como se o facto de escrever no jornal oficial do Benfica lhe desse esse direito. Foram várias as crónicas em que ele disse que o Nuno devia ser o titular da baliza portista e seria mesmo um dos principais responsáveis se, na época passada, tivessemos perdido o campeonato por causa da mudança de guarda-redes. E portanto foi ele que escreveu isto:

«Para quê ir recomprar um guarda-redes banal, como o Nuno, quando temos lá melhor, que vamos emprestar?»

Mas a questão é que, tirando o MST, os últimos quatro campeonatos que o FC Porto conquistou (três deles com a ajuda de Jesualdo Ferreira) e as últimas carreiras na Liga dos Campeões, deixou-nos a todos, verdadeiros portistas, orgulhosos do nosso clube.

Resposta ao Labaredas:
«Eu sei que, como diz Jesualdo Ferreira, vamos melhorar — aliás, só podemos melhorar. Mas, olhando para o actual nível exibicional da equipa, temo que, quando tal suceder, seja já tarde para evitar alguns danos produzidos.»

Esta resposta do MST ao Labaredas é mais uma prova de como não percebe nada de futebol ou então escreve apenas para desestabilizar. Se sabe que vamos melhorar porque anda tão nervoso? A resposta é simples, porque todos os anos faz estas criticas. Serão apenas exigências de quem manda no jornal oficial do Benfica ou o ódio a Pinto da Costa tem alguma influência?

Na época passada também tinhamos a pior equipa dos últimos dez anos e depois foi o que se viu: Campeonato, Taça de Oeiras e uma honrosa presença na Liga dos Campeões.

«E até concordo com Jesualdo Ferreira, quando ele fala no empenho dos jogadores e na falta de sorte. Quanto ao empenho, de facto, não tenho visto ali ninguém parado, sem correr nem lutar, ninguém conformado com a nova lei das derrotas em série. Empenho não tem faltado a ninguém; o que falta, e gritantemente, é talento e classe. (...) Com esta equipa, não vale a pena alimentar ilusões nem agitar lenços brancos. Não vale a pena caírem em cima do treinador, porque nem Mourinho conseguia fazer daquilo uma equipa a nível europeu.»

Luís Filipe Vieira e Rui Costa disseram no defeso que esta época não iam criticar a arbitragem. MST também fez a mesma promessa umas semanas depois. Parece casualidade, mas a verdade é que esta época MST tinha muito material para poder criticar a arbitragem e não a critica. Fez algumas criticas na última crónica para enganar o Zé povinho, mas pouco e a medo. Porque o que ele prefere é criticar quem trabalha todos os dias para fazer do clube Tetra-Campeão Nacional o único Bi-Penta da história do futebol como já tinha acontecido com o primeiro Penta. É mais fácil, é barato e dá-lhe muitos milhões.

Para terminar porque este post já vai muito longo, parece que o MST ficou chateado por ter sido criticado pelo Labaredas. Enfim, ele que todas as semanas critica alguém ligado ao FC Porto no jornal oficial do Benfica, não gosta que depois o critiquem e começa a fazer queixinhas.

Com a história dos assobios no Dragão aconteceu algo parecido. Quando são usados contra Mariano Gonzalez ou Jesualdo Ferreira são úteis e mostram que os adeptos do FC Porto percebem muito de futebol, mas quando, há uns anos atrás, os assobios foram direccionados ao Ricardo Quaresma, o amigo de estimação e o jogador que ele mais «aplaudiu» nas suas crónicas, MST ficou chateado:

«Há quinze dias atrás, no mesmo estádio do Dragão, um grupo de adeptos portistas lembrou-se de assobiar Quaresma. Por razões de simples gratidão e memória, bem podiam ter estado calados. Por razões de elementar justiça, bem podiam ter escolhido outro alvo. Mas, sobretudo e por razões de simples vergonha, deviam ter ficado respeitosamente calados se, numa tarde como as outras, as coisas não sairam a Quaresma tão bem como de costume e tão bem como ele sempre quer. Porque esses que então assobiaram Quaresma não percebem nada de futebol. Repito: não percebem nada, rigorosamente nada, de futebol. Ó desgraçado grupo de adeptos do meu clube: vocês hão-de chorar amargamente a ausência de Ricardo Quaresma!»

Confesso que também pensei que ia chorar, mas felizmente não é o caso.

Por agora é tudo, este artigo já vai longo e não sou pago para escrever. Mas voltarei com mais frases cómicas do MST quando tiver um tempinho livre.
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