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20/03/10

Onde está a polémica?

  • «Fui apenas sincero. Sou brasileiro e não consigo ver a minha vida sem Portugal, amo Portugal por tudo aquilo que me deram, mas seria incapaz de dizer que sou português, porque não o sou. É o que eu sinto, não percebo a polémica. Ninguém me obrigou a jogar pela selecção portuguesa. Eu podia ter-me naturalizado português, era um direito meu, e não jogar pela selecção. Mas fiz essa escolha e vou dar o meu melhor no Mundial, se for convocado»
    Deco

    Quando a Suiça foi campeã mundial de Sub17 com 90% dos jogadores com dupla nacionalidade o jornal Le Matin, da Suíça francesa, escreveu que foi um momento histórico quando o presidente da Fifa, Sepp Blatter, do Valais, entregou o troféu aos vencedores suíços. Porque tinham vencido com a camisola helvétiva. No entanto, todos sabiam que esses jovens não éram 100% suíços como o Deco também não é e nunca foi 100% português. Aliás, o Deco, o Pepe ou agora o Liedson são apelidados de luso-brasileiros. E muito bem porque é isso que eles são.

  • Já agora, e porque hoje é sábado, deixo aqui um texto que mostra uma polémica diferente da que se vive em Portugal.

    Futebol suíço procura binacionais ou expatriados

    Imagem: Zdravko Kuzmanovic, antigo jogador do F.C Basileia e agora no Fiorentina foi formado na Suíça, mas joga agora pela selecção sérvia.

    A Associação Suíça de Futebol procura jovens estrangeiros de origem suíça para compensar a partida, para jogar em outras selecções nacionais, dos juniores binacionais formados na Suíça.

    Treinadores suíços presentes no Canadá, Brasil ou Argentina colocaram-se voluntariamente à disposição para fazer esse trabalho.

    "Cerca de duzentos jovens suíços do estrangeiro já se manifestaram e foram considerados competentes para fazer parte de uma selecção nacional. Agora precisamos julgar a qualidade desses jogadores antes de convocá-los a uma série de treinos", explica Hansruedi Hasler, director técnico da Associação Suíça de Futebol (ASF, na sigla em francês)

    Os mais jovens foram solicitados a enviar um vídeo mostrando suas habilidades com a bola. Já os jovens entre 15 e 17 anos serão convidados no outono a reunirem-se durante uma semana de treinos em Tenero, no cantão do Tessin. Este será organizado em cooperação com a Organização dos Suíços do Estrangeiro (OSE).

    "Olheiros"
    Até agora nenhuma rede de observação composta por treinadores ou "espiões" foi activada nos diversos países onde estão os jovens talentos potencialmente interessantes para as selecções suíças de juniores.

    "Os treinadores suíços que estão no Canadá, Brasil ou Argentina dispuseram-se voluntariamente a trabalhar para a ASF", revela Hansruedi Hasler. Porém a boa vontade dos patrícios no exterior não tira a complicação do trabalho. "Como vamos observar um ou dois jogadores no Panamá? E quem vai pagar as despesas?", pergunta o dirigente.

    A Associação Suíça de Futebol dá alguns anos para avaliar o projecto antes de determinar se é interessante investir de maneira consequente. A primeira pré-selecção tem valor de teste.

    Regras problemáticas
    A Suíça precisa de ir ao exterior para encontrar uma ou outra "pérola rara", que carregará um dia a camisola da selecção nacional. Porque outros países não deixam de vir ao país dos Alpes recuperar os jovens binacionais que haviam sido totalmente formados na Suíça, à custa de grandes investimentos de recursos.

    A transferência é mais fácil graças às novas regras elaboradas pela FIFA. Desde outubro de 2003, um jovem jogador com dupla-nacionalidade pode, mesmo depois de ter jogado em selecções nacionais de juniores de um país, mudar de opinião e privilegiar a sua outra pátria.

    Zdravko Kuzmanovic (Sérvia) ou ainda Eldin Jakupovic (Bosnia-Herzegovina) fizeram essa escolha. Mesmo a perspectiva de disputar o próximo Euro 2008 na Suíça não foi atrativo o suficiente para segurar os dois talentos na equipa helvética.

    "Durante os seis últimos anos, a ASF fez todos os esforços para manter Kuzmanovic. Ele custou-nos 25 mil francos por ano, além do investimento de mais de 150 mil francos já realizado pela Federação. E no último momento, preferiu jogar pela Sérvia. Isso não é justo", lamenta Hasler.

    "As regras da FIFA prejudicam o país que formou o jogador. É absolutamente necessário diminuir a idade na qual a escolha do futuro país deverá ocorrer. Essa é a única forma de assegurar que um país poderá aproveitar o jogador no final da sua formação".

    Hesitações
    Felizmente para a Suíça, alguns jogadores binacionais formados no país decidiram continuar a vestir a camisola vermelha com a cruz branca. Esse é o caso de jovens como Johann Djourou, Philippe Senderos, Blerim Dzemaili ou ainda Valon Behrami.

    Para eles está fora de cogitação de jogar pelas seleções nacionais da Costa do Marfim, Espanha, Macedônia ou Albânia, depois de terem participado de competições na selecção de juniores da Suíça.

    Johann Vonlanthen, que tem os passaportes da Colômbia e da Suíça, hesitou muito tempo, mas terminou por decidir-se pelo país dos Alpes. Dessa forma juntou-se aos outros suíços de origens estrangeiras, na selecção helvética. A mistura é por vezes "explosiva" – como os suíços mostraram no Euro 2004 em Portugal e na Copa do Mundo na Alemanha, em 2006.

    No futuro próximo, muitos dos jovens binacionais terão que decidir. Os olheiros estrangeiros estão em cima de Ivan Rakitic, um bom talento da Basileia, e que pode jogar brevemente...pela seleção da Croácia.

    swissinfo, Mathias Froidevaux
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