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13/02/07

Querem uma prenda do Pai Natal? Comprem um Kit de sócio!

Ao passar pelo blog dos nossos amigos Bi-Campeões do Mundo como aliás faço todos os dias, encontrei esta reclamação feita por Elsa Fonseca de Lisboa ao www.queixas.co.pt e...nem sei o que dizer...até parece mentira! Só com aquele clube é que estas coisas podem acontecer e depois ainda falam em recordes e coisas do género! Leiam para perceberem como trabalha aquela gente do Benfica.


queixa / reclamação nº: 11059
autor: Elsa Fonseca
entidade visada: Sport Lisboa Benfica
tipo de queixa / reclamação: Publicidade
data: 2006-12-28 08:09:24

Texto da queixa / reclamação:


Exmos. Srs.

Elsa Maria Ferreira de Carvalho Diniz de Sousa Fonseca, vem reclamar do conteúdo e forma de uma acção promocional, ocorrida no dia 12 de Dezembro de 2006, nas instalações da escola EB1 de St. António, pertencente ao agrupamento de Escolas Eugénio dos Santos, Alvalade, Lisboa, que o meu educando de seis anos frequenta e a que foi sujeito.

Por proposta do Sport Lisboa e Benfica, no dia 12 de Dezembro ocorreu uma demonstração de actividades desportivas. De acordo com a docente titular de Turma, o proposto e aceite pelos docentes não sucedeu da forma planeada.

A acção que decorreu na sala de aula, consistiu em solicitar às crianças a identificação das não sócias da entidade promotora e a estas e, apenas a elas, entregue um panfleto de venda dos campos de férias do Benfica e um postal com a imagem do Pai Natal, determinando o facto deste símbolo universal ser vermelho, por ser sócio desta entidade. E caso desejasse a criança receber uma prenda do Pai Natal, deveria enviar o postal, que consistia afinal a subscrição de um Kit de sócio.

No decurso desta acção promocional, não de desporto ou actividades da entidade promotora, mas sim da venda do produto Kit de sócio e campo de férias, um dos elementos procedeu a recolha de fotografias das crianças em questão sem que a tal estivesse autorizado, informando as crianças que seria para o jornal do Benfica.

Uma vez que esta recolha de imagem não autorizada não foi feita em qualquer espaço público, na sequencia de qualquer evento público ou enquadrando qualquer figura pública, foi objecto de procedimento autónomo, visando impedir a utilização ou cedência das mesmas, em conjunto com a C. Executiva do Agrupamento de Escolas Eugénio dos Santos, aguardando a reclamante declaração do Benfica.

Considero que numa sala de aula, destacar as crianças não sócias da entidade promotora, dizer-lhes que o Pai Natal é vermelho porque é sócio do Benfica e colocar a ideia numa criança de seis anos que para ter uma prenda do Pai Natal necessita apenas de mandar o postal, a 12 dias do Natal, num espaço priviligiado como uma sala de aula, constitui uma conduta que viola dos direitos do consumidor.

Tendo em conta a idade dos destinatários, afigura-se-me esta publicidade não identificável, porque pensavam assistir a uma exibição de actividades desportivas.

Violadora do princípio da veracidade, uma vez que para o destinatário a “verdade”, é que o pai natal aparece uma vez por ano, num trenó conduzido por renas voadoras e entra pela chaminé, (quanto muito janela) e é vermelho com barba branca sendo por isso fácil de aceitar a “verdade” que é vermelho por ser sócio de um determinado clube e líquida a vantagem de também passar a ser do “clube do Pai Natal”, receberá uma prenda. Além de que o “Pai Natal” como figura até poderá ser de qualquer colectividade desportiva ou possuir qualquer outro atributo que a imaginação humana lhe entender atribuir. È, a história deste símbolo e o impacto que alcançou como identificador de uma marca acessíveis ao conhecimento de adultos e como tal mais uma vez este conceito viola o princípio da veracidade. Tão inverídica como afirmar que a alface é verde porque é de uma outra colectividade, ao invés de referir a clorofila. Pode a alface ter ambas as características, se assim o entendermos com imaginação atribuir. Tal como o símbolo em questão. Relação causa efeito é que não deve ser utilizada, sob pena de se declarar factos que não correspondem à verdade.

Ao desenvolver esta actividade em recinto escolar, numa sala de aula, explora a confiança do menor no tutor, num espaço seguro, onde são transmitidas informações fantásticas e verídicas, por um docente. Aproveita a sua a vulnerabilidade psicológica do menor, incitando à aquisição de um produto.

Por considerar esta campanha de angariação de sócios em escolas públicas agressiva e não adequada, lesiva dos interesses legalmente protegidos do meu educando, entendi formalizar queixa, nos termos e fundamentos acima expostos.

Ao dispor para qualquer esclarecimento

Lisboa, 27 de Dezembro de 2006

Elsa Fonseca


Entidade visada foi notificada em: 2006-12-28 08:09:24
Obteve resposta da entidade visada : nao
www.queixas.co.pt
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