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17/02/07

Recordar é viver

Porque hoje é sábado, vou aproveitar este post para fazer um regresso ao passado e escrever sobre um dos árbitros da A.F. Lisboa que mais vezes prejudicou o FC Porto depois do 25 de Abril. Outros já prejudicaram e continuam a prejudicar muito mais, mas estiveram ou estão inscritos noutras Associações como a de Setúbal onde Bruno Paixão, João Ferreira e Lucílio Baptista, vão treinando todas as semanas para vencerem um campeonato que tem dado muitas alegrias aos anti-portistas, o do árbitro que mais vezes rouba o FC Porto e favorece os dois clubes da segunda circular.

Jorge Coroado éra diferente porque ao contrário dos três Metralhas de Setúbal, nunca teve medo de dizer que Pinto da Costa nunca o pressionou e que foi por parte dos dirigentes do Benfica que sentiu mais pressões durante a sua carreira, tendo mesmo chegado a ser ameaçado algumas vezes sempre que o roubo não éra condizente com a grandeza do glorioso. "No Estádio da Luz, em 1991, no final de um Benfica-Torreense, pelo sr. Gaspar Ramos. Em 1995 o mesmo dirigente disse aos berros que iria fazer de tudo para acabar com a minha carreira".
Também Cândido Gouveia, antigo presidente do Conselho Fiscal do Benfica, após um Rio Ave-Benfica, de Agosto de 1999, meteu-se onde não éra chamado e por isso Coroado moveu-lhe um processo por difamação e injúrias que ainda hoje continua em tribunal.

Durante a sua longa carreira, Coroado sempre recebeu presentes que, umas vezes aceitou, outras não, pois como costuma dizer "só aceitava os que podia comprar". O mais caro foi um serviço de porcelana da Vista Alegre, que o então presidente do Beira-Mar, Silva Vieira, lhe ofereceu. Recusou. Já um apito dourado oferecido por Sousa Cintra foi levado para casa, assim como os cerca de 50 relógios dos mais variados valores que lhe foram oferecidos por quase todos os clubes.

Para além destes presentes existiam os favores sexuais nos jogos internacionais. "Na minha altura eram pessoas ligadas aos clubes que nos ofereciam favores sexuais. Uma pessoa esperava-nos no aeroporto e tratava de tudo."
Sobre este assunto, ainda estão na mente de todos as revelações do árbitro King que incriminavam o Sporting e o Benfica. Revelações, que, como tantas outras, nunca foram investigadas a fundo pelos jornalistas, dirigentes da Liga, ou magistrados portugueses já que estes nunca estiveram interessados em mexer no lixo da segunda circular.

Um dos jogos de Coroado que mais me marcou pela negativa foi um Boavista-FC Porto de muito má memória.
Estavamos em Dezembro de 2003 e o FC Porto deslocava-se ao Bessa num dia de temporal intenso. O campo parecia um pântano e, claro, os jogadores do Boavista aproveitaram para dar porrada de todas as maneiras e feitios como aliás costumam fazer nos dérbis tripeiros, faça chuva ou faça sol. Sempre com a permissão do árbitro lisboeta que esteve "mansinho" a penalisar as faltas dos jogadores axadrezados, ao contrário do que aconteceu com os jogadores azuis e brancos. Conclusão: Empate a um golo, vários cartões amarelos, três jogadores do FC Porto expulsos (Zé Carlos, Rui Jorge e Paulinho Santos) e um do Boavista (Tavares).

As equipas alinharam com:

Boavista: Alfredo; Paulo Sousa; Rui Bento (Sanchez aos 33 m); Barny; Nelo; Nogueira; Bobó; Casaca; Rocky (Nuno aos 72 m); Tavares; Artur.
Treinador - Manuel José

FC Porto: Vitor Baía; João Pinto; Rui Jorge; Secretário; Fernando Couto; Zé Carlos; Timofte (Aloisio aos 76 m); Kostadinov (Domingos aos 79 m); Drulovic; Semedo; Paulinho Santos.
Treinador - Tomislav Ivic

Cartões amarelos:
Bobó; Nogueira; Nuno; Barny; Artur.
Fernando Couto; Timofte; Paulinho Santos;

Cartões vermelhos:
Tavares
Zé Carlos; Rui Jorge; Paulinho Santos.

Golos:
Sanchez
Kostadinov

Sobre este jogo, Luís Gonçalves escreveu uma crónica bastante interessante e da qual tirei esta parte:
Os acontecimentos protagonizados pelo Sr. Jorge Coroado, no jogo efectuado no Estádio do Bessa, são um exemplo bem elucidativo de uma certa forma de estar no futebol que afecta com demasiada frequência a credibilidade de quantos pretendem apresentar-se à opinião pública sem mácula e acima de qualquer suspeita. O problema é, que neste caso, não se está a lidar com hipóteses de erro ou suspeitas. O Sr. Coroado errou e errou em demasia. Coincidência ou não, o prejudicado foi, quase sempre, o FC Porto, como ficou demonstrado na exposição feita pela Direcção do F.C.P. ao Conselho de Arbitragem. E errou, nomeadamente, porque não soube, ou não foi capaz, de ter o bom senso de actuar sem perder de vista a justa medida dos acontecimentos.

PS- Ontem goleamos a Naval (sem Ricardo Quaresma) mas ficou mais um pénalti por marcar a nosso favor. O 13° ou 14°? Francamente já não sei, mas um a mais ou a menos não vai fazer diferença e de qualquer maneira, para os Morgadinhos da segunda circular, nós é que somos os beneficiados. Siga a rusga.

PS2- Por falar no jogo de ontem, para além da arbitragem, também voltamos a ser prejudicados por uns juizes que metem nojo e se tivessem vergonha na cara demitiam-se. Enfim, é a (in)justiça que temos!

PS3- Parabéns, que sejam muito felizes e tenham muitos dragõezinhos. ;)

PS4- Para finalizar, isto do Pato:
O PATO ACHA QUE...
Quaresma: a justiça da avestruz

1. Foi muito infeliz, para não dizer outra coisa, a decisão do Conselho de Justiça da Federação de adiar a sua decisão sobre o caso-Quaresma. Com efeito, com este muito pouco corajoso, e portanto pouco muito pouco virtuoso adiamento, acabou por, metendo a cabeça na areia, confirmar, não de direito mas de facto, os dois jogos de suspensão que haviam sido aplicados ao jogador portista. Porque não foi outra coisa o que fez. Ora, a ser assim, mais valia tê-lo assumido claramente. Porque, se esse Conselho tem que ver com a Justiça (e aliás deve ter apenas que ver com a Justiça), com a diplomacia não devia ter nada em comum. Ainda para mais com uma diplomacia tão pífia: uma diplomacia de facto ao nível da avestruz.

Reclamar para quê?

2. Infeliz também (e também para não dizer outra coisa) a forma como (creio até que anti-regulamentarmente) a Comissão Disciplinar da Liga decide em 1ª instância sobre os casos resultantes dos jogos que tem para analisar, com dois dos seus membros a fazê-lo quando o Regulamento fala num só; e como em seguida julga em plenário as reclamações que lhe chegam. Um plenário de três elementos, sendo que dois deles são os que já decidiram na tal 1ª instância! Pergunta, pois: sendo assim, de que vale reclamar?
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