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13/06/07

Se o árbitro foi comprado, de certeza que não foi pelo FC Porto. Nem éra preciso.

Revejam a crónica ao jogo de um dos jornais mais anti-portistas da nossa praça:

JOGO FCPORTO 2-0 ESTRELA de 25 Janeiro de 2004
FC Porto-E. Amadora, 2-0: No passeio das estrelas só o dragão sabe brilhar

CRÓNICA

McCarthy comandou o batalhão azul e branco, marcando dois golos. Último obstáculo antes do clássico foi superado com naturalidade

O FC Porto marcou o terreno para a deslocação a Alvalade com um triunfo tranquilo sobre o Estrela da Amadora. Tendo em conta a sequência de vitórias dos dragões nos jogos em casa, e o facto de o conjunto da Reboleira nunca ter pontuado fora esta época, o sucesso poderia ser uma fria fatalidade estatística. No entanto, a exibição portista acabou por transformar um passeio de estrelas num factor de motivação para o importante duelo de Alvalade.

O engodo finalizador de McCarthy fez estragos, mas a noite de nevoeiro foi animada pelo samba de Deco e Carlos Alberto, que fizeram, por via do seu tecnicismo, o contraponto com a raça e acutilância de Maciel e Sérgio Conceição.

Carlos Alberto até tinha ficado no banco, mas a lesão de Costinha obrigou a uma mudança de planos. O herói do triunfo da época passada, na casa do Sporting, teve azar num lance dividido com Jordão, ainda na fase inicial da partida, e ficou lesionado. Coube a Maniche recuar para trinco, função que cumpriu com rigor defensivo, sem deixar de arriscar no passe.

Cunho mortífero

Para arrumar a questão Estrela da Amadora, José Mourinho não hesitou em manter o 4x3x3 que tinha apresentado contra o Vilafranquense. Desde a partida com o Nacional, a 30 de Outubro, que não utilizava esta táctica nas Antas. Sérgio Conceição e Maciel sucederam a Marco Ferreira e Derlei como escudeiros de McCarthy, confirmando a reposição qualitativa do leque de opções tácticas dos dragões.

No que deve ter sido o último jogo oficial disputado no mítico palco azul e branco, o sul-africano mostrou pressa de marcar logo no primeiro minuto, servido por Conceição. Era o primeiro sinal de um caudal ofensivo intenso do FC Porto, que acabou por não ter a tradução que se esperaria na quantidade de remates, mas que bastou e sobrou para vencer, mantendo o cunho mortífero. O trio da dianteira prometia muito, até porque Maciel tinha sublinhado intenções com um segundo disparo. Porém, a lesão de Costinha acabou por ajudar o Estrela da Amadora a ganhar algum fôlego na linha defensiva. Mourinho mandou Carlos Alberto entrar, mas a equipa demorou algum tempo a recuperar o ritmo. O deserto rematador foi-se prolongando por vinte minutos, até que floresceu um remate de Nuno Valente, perigoso, em lance de bola parada.

Era o prenúncio do primeiro golo de McCarthy, que deixava o Estrela da Amadora desnorteado, agarrado a uma postura ultradefensiva, e sem soluções viáveis para tentar contrariar o compressor ascendente do FC Porto.

Miguel Quaresma apresentou a sua formação com uma disposição difícil de interpretar com eficácia contra o sistema de jogo do FC Porto. Os três centrais sobravam perante apenas um ponta-de-lança dos dragões. Os rapazes da Reboleira porfiavam na defeaa, e procuravam soltar rapidamente bolas para a dianteira, na esperança de que Júlio César conseguisse iludir os centrais azuis e brancos, ou que Semedo tivesse ensejo de se lançar em velocidade.

Por muito que se procure uma abordagem positiva à exibição do Estrela da Amadora, a verdade é que jogou pouco futebol, conseguindo o feito de terminar o primeiro tempo sem qualquer remate registado, e evitando o escândalo com dois toques para a baliza no segundo tempo, por graça de Júlio César e Rogério. Afasta os estrelistas do "Guinness" o facto de o Marítimo, na época passada, ter efectuado apenas um remate na visita às Antas, em jogo lembrado pelo grande golo de Deco.

A segunda festa da noite, de McCarthy, não resultou de um esforço individual comparável ao do "mágico", nessa altura, mas o entendimento entre Carlos Alberto e Maciel foi notável, e deixou meio caminho andado para o sul-africano resolver. Seguiu-se o apito para o intervalo e a certeza de que a segunda parte seria, antes de mais, um exercício de gestão.

Outra bomba

Confortável por sentir as rédeas bem seguras, o FC Porto foi deixando correr o marfim no segundo tempo, até que McCarthy voltou a revelar-se incómodo para quem pretendia passar pelas brasas. Um remate de longe embateu com estrondo na trave, impedindo a concretização do primeiro "hat-trick" do sul-africano.

Para entreter os espectadores, as cortinas subiram e a escola de magia entrou em funcionamento. Ao ritmo do samba, o "aluno" Carlos Alberto confirmou-se um intérprete promissor, mas o "professor" Deco não quis deixar os créditos por mãos alheias, alimentando os "olés" dos associados portistas. Enquanto se ouviam palmas da bancada, Mourinho torcia o nariz, pouco agradado. Para Alvalade, os jogadores sabem perfeitamente que a música será outra.

Árbitro

JACINTO PAIXÃO (1). Ausência de critério disciplinar agravada pelo auxílio irregular dos assistentes. No segundo golo do FC Porto, McCarthy, qual Jardel, estava deslocado no início do lance, mas legal quando partiu o passe de Maciel. Para além da confusão com as deslocações, faltaram cartões em situações inadmissíveis, como quando Deco foi agarrado por Jordão, junto à área
.

Record Autor: VÍTOR PINTO
Data: Domingo, 25 Janeiro de 2004 - 01:07
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