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09/05/08

Pinto da Costa é culpado, sim senhor. Algumas provas.


  • "O F. C. Porto é visto como um símbolo da região. Representa as gentes do Norte. Tem responsabilidades acrescidas, pois, enquanto que os governantes deixaram a regionalização na gaveta, o F. C. Porto não capitulou. Continua a resistir e a representar o Norte"
    Pinto da Costa

  • A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa
    Luís Paixão Martins

  • Distracções judiciárias

    Na véspera do atentado da ETA com matrícula portuguesa, o porta-voz da Polícia Judiciária estava ocupado a fazer publicar no "Crime" uma entrevista em que se me refere. Não mereço tantas atenções.

    Diz no essencial duas coisas. Em primeiro lugar, anuncia que SLB e FCP têm agências de comunicação. Ora, como é do domínio público, SLB recorre aos serviços de uma agência de comunicação há mais de 2 anos e só agora FCP decidiu proceder do mesmo modo. E só agora é que o porta-voz da PJ parece preocupado com o assunto.

    Em segundo lugar, avisa que "não é por muito dizer mal do processo que ele é desacreditado, isto da parte do FCP", acrescentando: "O que constatamos é que se criou um caso nacional em redor do Apito Dourado e que essa discussão acalorada está a deixar marcas no processo".

    Como dizia um amigo que me telefonou preocupado, o porta-voz da PJ esforça-se por me posicionar como uma espécie de Maria José Morgado ao contrário. A procuradora consegue fazer do nada um processo terrível. Eu conseguiria (na visão PJ) tornar em nada um processo terrível. Haja paciência.

    Blogue de LPM



  • É O QUE SE CHAMA ALTERNAR:-)

    Só agora tive tempo de analisar este Filme de Ficção:

    TAKE 1

    No primeiro depoimento que Carolina faz à Justiça, em 2006, Augusto Duarte passa a ter visitado a casa apenas uma vez e o envelope entra na história. A ex-companheira de Pinto da Costa afirmou então desconhecer o valor que teria dentro, mas palpitando que seriam entre 2500 e 3000 euros - destinados a "comprar" um... FC Porto-Benfica.

    TAKE 2

    O jogo é corrigido para Beira Mar-FC Porto na segunda declaração, em que conta ter perguntado ao companheiro quanto estava no envelope e obtido a resposta "2500 euros".

    TAKE 3

    Por último, no terceiro depoimento, afirma ter visto o dinheiro e ouvido a conversa entre Pinto da Costa e o árbitro (que antes não escutara).

    END

    Do processo constava já uma declaração da irmã, Ana Salgado, a quem Carolina teria admitido nada ter visto ou ouvido.

    Textos in O Jogo

    Sou portista com muito orgulho

  • «Fez-se uma chacina numa figura pública [Pinto da Costa] com base num livro [Eu, Carolina] sem credibilidade nenhuma»
    "Jornal Nacional" da TVI, 16.12.2006
    Felícia Cabrita (jornalista)

  • Carolina esqueceu-se dos detalhes

    Carolina Salgado prestou declarações no tribunal de Gondomar, revelando várias conversas envolvendo Pinto da Costa, Valentim Loureiro e Pinto de Sousa sobre alegados favorecimentos ao Gondomar. No entanto, não conseguiu pormenorizar para que jogos concretos.

    "Em concreto, não lhe posso responder", disse Carolina Salgado, em resposta a uma questão de Carlos Alhinho, o advogado de Castro Neves.

    "Sei que falavam do Gondomar, mas não posso precisar se foi o jogo Beira Mar-Gondomar", afirmou noutra altura, a perguntas do juiz-presidente, Carneiro da Silva, revelando desconhecer que Beira Mar e Gondomar jogavam em divisões diferentes à época dos factos, em 2003/2004.

    Record



  • "Este processo foi direccionado para mim, João Loureiro, Pinto da Costa e João Bartolomeu. Há no processo muitas situações que poderiam envolver outras pessoas que não foram envolvidas e, se o foram, acabaram por naturalmente ser excluídas"
    Valentim Loureiro



  • Pinto da Costa ataca sistema de Maria José Morgado e Luís Filipe Vieira - OS VIDEOS

  • "Não pode haver dois critérios: testemunha credível quando diz mal de mim e não credível quando confessa crimes"
    Pinto da Costa

  • Estado absolvido no processo de Pinto da Costa

  • «...depois de Carolina [Salgado] ter assumido a sua rebeldia, ao esbofetear em público a filha do companheiro, Pinto da Costa decidiu pôr um ponto final na relação
    in NOVA GENTE, 30.10.2006
    Diana Wong Cascalho (jornalista)

  • Negócios de Pinto da Costa investigados por mais três anos

    Sem suspeitos, nem prazos

    Apesar de o depoimento de Carolina se referir expressamente a Pinto da Costa, a equipa do "Apito", coordenada por Maria José Morgado, também directora do DIAP de Lisboa, optou por fazer o inquérito correr contra desconhecidos, não tendo Pinto da Costa ainda sido constituído arguido.

    Fontes judiciais explicam que este facto pode dever-se ao entendimento de que, enquanto não houver suspeitos formais, o processo não terá de obedecer aos prazos rígidos previstos no novo Código de Processo Penal, podendo, por isso, prosseguir em segredo de justiça durante os referidos três anos. Em paralelo, no âmbito desse processo (1992/06), foram pedidas informações a autoridades estrangeiras (Suíça, por exemplo), através de cartas rogatórias, a fim de averiguar os dados fornecidos por Carolina.

    Processo terá de esperar

    Quanto à queixa por denúncia caluniosa, o MP entende que apenas no final de todos os processos em curso será possível saber se existe razão para que Carolina responda por aquele crime.

    JN

  • O inspector Sérgio Bagulho treinava a Carolina para prestar depoimento, chegando ao ponto de fazer referência sobre quem tinha bebido Coca-Cola e cerveja e sobre quem tinha comido filetes e linguado
    Ana Salgado

  • Ana Salgado tem sido pressionada por Carolina

    Ana Maria Salgado, gémea de Carolina Salgado, garante que a irmã tem estabelecido contactos consigo para lhe propor uma "alteração de depoimento" nos processos em que tem sido testemunha contando uma versão favorável a Pinto da Costa. Às alegadas conversas entre as duas irmãs agora desavindas, somam-se trocas de palavras também com duas amigas de Carolina. Pedro Alhinho, advogado de Ana Salgado, confirmou, ao JN, esta tentativa de aproximação por parte de Carolina, mas sublinha não ter havido qualquer alteração de depoimento.

    Da parte de Carolina, a tentativa de aproximação com a irmã é negada por fonte próxima. Ao JN, porém, o advogado José Dantas diz não ter qualquer comentário a fazer sobre assuntos que envolvam Ana Salgado.

    De acordo com o advogado Pedro Alhinho - que defendeu o ex- -líder do Benfica, Vale e Azevedo, no julgamento em Guimarães em que foi absolvido de crimes de falsificação -, estas "pressões" terão contribuído para um internamento recente de Ana Maria Salgado numa clínica, em consequência de uma ingestão de comprimidos para problemas nervosos, que lhe terão causado problemas de estômago.

    JN

  • «Carolina Salgado é inqualificável»
    "24horas", 13 Dez 2006
    Fernando Gomes (ex-futebolista)



  • Apito Dourado: Queixa contra Luís Filipe Vieira, José Veiga e João Rodrigues, na CD da Liga

    Vai com certeza causar algum impacto na Liga a participação à respectativa Comissão Disciplinar, por parte de um clube da I Liga, de um dossiê contendo uma exposição e diversos recortes da imprensa escrita onde são reveladas algumas escutas telefónicas envolvendo Luís Filipe Vieira, José Veiga e João Rodrigues, e se pergunta por que razão eles não estão a ser investigados. Num desses recortes (do “Público” de 8 de Setembro 2006) pode ler-se inclusive em título: “Apito Dourado/Escutas apanharam Vieira a escolher árbitros para o Benfica”, acrescentando aliás a autora dessa peça – Tânia Laranjo – o seguinte: “Presidente dos encarnados recusou quatro árbitros para apitar as meias-finais da Taça de Portugal na época 2003-2004, no ano em que o Benfica ganhou a final ao FC Porto. Vieira protestou com Valentim Loureiro por não designarem Paulo Paraty, conforme havia sido garantido ao clube semanas antes. Mas, depois de muito reclamar e de recusar árbitros por não lhe darem ‘garantias’ ou por estarem próximos do FC Porto, acabou por avalizar João Ferreira. As conversas estão transcritas no processo principal do Apito Dourado, mas o presidente do Benfica nega a sua existência”. E, com efeito, com alguma aparente razão, porque foi como se essas conversas não tivessem existido uma vez que, pelo menos que se saiba, ele nunca foi incomodado por isso…

    Vieira, Rodrigues, Veiga e Mouco

    … Mas também João Rodrigues teve uma intervenção muito interessante neste e noutros casos. Porque, segundo o “Correio da Manhã” de 22 Junho 2007, “os árbitros do Benfica eram combinados com ele”, já que “Pinto de Sousa lhe telefonava regularmente para que fosse ele a contactar Vieira no sentido de acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no Apito Dourado da existência dessas conversas abundam”. Mas o “Record” de 23 Junho 2007 vai pelo mesmo caminho, ao titular: “Benfica também pedia árbitros”. E em seguida: “Vieira falava com João Rodrigues e este pressionava Pinto de Sousa”. Quanto a José Veiga: esse (segundo o mesmo “Record”) “pedia ‘favorzinhos’ para o Estoril”. E no entanto também ao que parece nunca ninguém (a ele e a João Rodrigues) os incomodou… Vamos porém ver como reagirá a Comissão Disciplinar a tudo isto.

    PS.: Quem, ao que O PATO julga saber está da disposição de contar tudo o que sabe se for chamado a depôs é o ex-membro da CA da Liga, Júlio Mouco. Deverá ser muito instrutivo ouvi-lo…
    O Jogo

  • Felícia Cabrita critica Maria José Morgado

    Jornalista insurge-se contra «atentado à liberdade de expressão»

    A advogada das jornalistas Felícia Cabrita e Ana Sofia Fonseca solicitou esta sexta-feira uma audiência ao Procurador-Geral da República «depois de ter tomado conhecimento pelo jornal Correio da Manhã» de que as repórteres tinham sido acusadas por ofensa agravada ao Ministério Público.

    Em causa estão as declarações do líder portista na sua biografia «Luzes e Sombras de um Dragão», redigido pelas jornalistas. No referido livro, Pinto da Costa compara o Ministério Público à PIDE, lançando insinuações sobre uma actuação parcial e persecutória da instituição dirigida por Pinto Monteiro.

    «Não estou para viver num país onde a revolução de Abril acabou com a PIDE para agora a ver substituída pelo Ministério Público», referiu.

    Felícia lamenta «perseguição» de Morgado

    Felícia Cabrita que não questiona a veracidade da notícia, considera que a acusação representa «um atentado à liberdade de expressão» já que «após 50 anos de fascismo, é normal e corrente que diante de qualquer coisa mais ofensiva as pessoas digam que até parece o tempo da PIDE».

    «O fiscalista Saldanha Sanches (marido de Morgado) diz que todos os autarcas são corruptos e que eu saiba ninguém lhe moveu um processo por causa disso», referiu ainda Felícia Cabrita.


  • «[Carolina Salgado] fala como se fosse uma criança irresponsável»
    "Jornal Nacional" da TVI, 16.12.2006
    Felícia Cabrita (jornalista)

  • APITO ENCRAVADO

    Se Maria José Morgado estiver realmente interessada em apurar o que se passa nesse mundo submerso das transacções com jogadores, não deve haver clube ou presidente algum que não mereça ser investigado. E devia fazê-lo, porque, de outro modo, fica a suspeita de que este é apenas um processo «ad hominem», a caça a um homem só.

    Milhares de diligências processuais, de interrogatórios a testemunhas e de perícias feitas, milhares e milhares de euros depois, parece bem que ao desígnio traçado para o «Apito Dourado» nada mais resta do que as acusações de Carolina Salgado. Mais uma vez, é pouco, muito pouco, quando tudo assenta na credibilidade de uma testemunha cujo curriculum só regista dois factos notáveis: ter trabalhado numa casa de alterne e ter gasto os últimos anos a vingar-se do homem que de lá a tirou, a levou ao Papa e a entronizou no inadmissível estatuto de «Primeira Dama» do FCP, e que depois a deixou. Como já aqui o escrevi, qualquer advogado estagiário tem obrigação de estilhaçar as acusações em tribunal.

    Entretanto, das célebres «revelações» do «livro» de Carolina Salgado, uma havia que parecia a mais fácil e mais urgente de investigar: a de que fora ela própria, por inspiração de Pinto da Costa, quem organizara e comandara o pelotão de linchamento que agrediu violentamente o vereador de Gondomar, Ricardo Bexiga. Era fácil de investigar porque, inadvertidamente, a testemunha fatal se incriminara a si própria, na ânsia de incriminar Pinto da Costa; e urgente, porque se tratava do mais grave dos crimes arrolados em todo o processo. É verdade que, ao entrar nos detalhes da operação, a história dela começava logo a não bater certa: disse que, por precaução, haviam destruído previamente as câmaras de vigilância do parque de estacionamento onde a agressão teve lugar, mas não teve o cuidado de confirmar se o parque tinha câmaras de vigilância — não tinha. Mas, mesmo que desta mentira circunstancial resultasse a crença na mentira de toda a história, não se compreende como é que o Ministério Público não a acusou por crime de falsas declarações e denúncia caluniosa.

    Pelo contrário, o Ministério Público, escudando-se na falta de provas, acaba de determinar o arquivamento do processo. Ou seja: a testemunha-chave do Ministério Público merece credibilidade quando acusa Pinto da Costa, mas já não a merece quando se acusa a si própria. E assim se resolve o problema de poder manter como testemunha-chave alguém que deveria figurar como arguida num outro processo e por crime mais grave.

    MST n'A Bola

  • DIAP/Lisboa arquiva queixa de Pinto da Costa

    Uma queixa de Pinto da Costa contra Carolina Salgado, por alegado falso testemunho e denúncia caluniosa, foi arquivada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) de Lisboa.

    A participação do presidente do F. C. Porto estava relacionada com depoimentos prestados pela ex-companheira na Polícia Judiciária e perante a equipa especial de investigação do Apito Dourado, segundo as quais Pinto da Costa seria detentor de uma empresa imobiliária e várias contas unicamente com o alegado objectivo de branqueamento de capitais provenientes de negócios ilícitos, e que, por outro lado, depositava no estrangeiro dinheiros provenientes de comissões por transferências de futebolistas com o objectivo de fugir ao Fisco.
    JN

  • "Há uns anos, a predominância clubística tinha a ver com a cor das cadeiras deste auditório (vermelhas), agora tem mais a ver com as cores da bandeira de Freamunde (azul)"
    Pinto da Costa

  • Carolina Salgado: ex cortou relações por causa de Vieira

    Paulo Lemos diz que presenciou encontro com presidente do Benfica

    O montador de sistemas de segurança, Paulo Lemos, com quem Carolina Salgado manteve uma relação afectiva após a separação de Pinto da Costa, referiu esta sexta-feira, durante a instrução do processo Beira-Mar-FCP, em que Pinto da Costa está acusado por corrupção desportiva activa, que cortou relações com a antiga namorada em Setembro de 2006, após a deslocação a Lisboa em que presenciou um jantar desta com o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

    O encontro, explica, ocorreu num restaurante, da namorada de um empresário de futebol. «Quando (durante o jantar) ouvi o senhor Luís Filipe Vieira perguntar-lhe o que é que ela tinha para ele e o que é que ela queria, levantei-me e fui-me embora», recordou.

    Intrigada com a explicação, a procuradora quis conhecer melhor as razões da fúria de Paulo Lemos, tanto mais que a testemunha desconhecia aquilo a que o presidente do Benfica se referia. «Não sabia que íamos jantar com o senhor Luís Filipe Vieira. Além disso, prosseguiu, «no decurso da conversa apercebi-me de que a Carolina já falava com o Luís Filipe Vieira há muito tempo». A procuradora não insistiu.

    Portugal Diário

  • «(...) o que temos em termos desportivos? Pouca coisa: acusações de uma senhora [Carolina Salgado] claramente ressabiada, que tanto pode falar verdade como... mentir
    "Expresso" online, 24 Dez 2006
    Alexandre Pais (director do jornal 'Record')



  • Eu, Carolina: «Escrevi o livro até à página 99»

    «Outra pessoa com experiência de escrita» redigiu o resto, diz docente

    A professora que assina o livro «Eu, Carolina» com a antiga companheira de Pinto da Costa reiterou esta tarde em tribunal que apenas redigiu a obra «até à página 99», isto é, «até à entrada de José Mourinho» como treinador do FCP. «A partir daí, não fui que o escrevi».

    Maria Fernanda de Freitas, que prestava declarações na fase instrutória do processo Beira-Mar/FCP em que Pinto da Costa está acusado por um crime de corrupção desportiva activa, explicou que nada sabe sobre os pagamentos aos árbitros desconhecendo quem escreveu o último terço do livro.

    Questionada pela juíza Anabela Tenreiro sobre os antecedentes do livro, a professora recordou as dificuldades financeiras que Carolina atravessou após a separação de Pinto da Costa, atribuindo a ideia do livro à ex-companheira do presidente portista.

    «Faltava-me ainda a última parte, o pós Pinto da Costa e era uma tarefa completamente inviável». Nessa altura Carolina ter-lhe-á dito que «tinha arranjado uma pessoa que já tinha experiência de escrita e que podia levar a tarefa a bom porto». Quem é essa pessoa?, quis saber a juíza, ao que a testemunha respondeu: «Não sei».

    «Falaram-lhe sobre os pagamentos aos árbitros?, questionou ainda Anabela Tenreiro, ao que a professora ripostou: «Nada. Essa parte não me foi minimamente relatada», acrescentando que as conversas com Carolina «era mais do foro íntimo».

  • «Carolina [Salgado] andou na farra com Amigos do Benfica»
    Título de capa da edição de 8.Jan.2007
    Jornal "24horas"

  • FC Porto - Estrela: Juiz vai ver jogo de futebol à lupa

    Juiz vai ver jogo de futebol à lupa

    Artur Guimarães, o juiz do Tribunal de Instrução Criminal do Porto a quem foi distribuído o denominado "caso da fruta", vai ver o vídeo do jogo F. C. Porto-Estrela da Amadora (realizado em 24 de Janeiro de 2004), que deu origem a uma das situações pelas quais Pinto da Costa está acusado. O magistrado já requisitou meios audiovisuais para ver o jogo, mas ainda não respondeu ao pedido formalizado por dois dos acusados. Os fiscais-de-linha José Chilrito e Manuel Quadrado - que, a par do árbitro principal Jacinto Paixão, terá passado uma noite com prostitutas, alegadamente oferecidas, segundo a acusação, pelo clube portista - sugeriram que uma das diligências de instrução fosse colocar os três peritos que colaboraram com a investigação (os ex-árbitros Jorge Coroado, Vítor Pereira e Adelino Antunes) a analisar outra vez o jogo. Os dois juízes de partida consideraram ainda que esse visionamento deveria acontecer num gabinete do tribunal e perante o juiz. O objectivo será verificar se os referidos árbitros detectam os mesmos erros técnicos apontados numa anterior análise à arbitragem na partida.
    JN



  • Apito Dourado: MP investiga possível extorsão a José Mourinho

    José Mourinho terá sido alvo de extorsão para que fosse retirado do livro “Eu, Carolina” um capítulo com referências a pormenores da sua vida particular, segundo divulgou o site “PortugalDiário”. Tal suspeita já levou mesmo o Ministério Público, através da equipa que coordena o caso “Apito Dourado”, a iniciar uma investigação.

    A denúncia partiu da irmã gémea de Carolina Salgado, Ana Maria, em declarações prestadas no DIAP do Porto no Verão. Segundo a mesma, o ex-treinador do Chelsea terá pago uma quantia indeterminada para que o referido capítulo fosse retirado.

    O MP já contactou a editora do livro, a D. Quixote, que confirmou a retirada do capítulo, por este não se enquadrar no “contexto editorial” da obra.
    Record



  • A Prostituta de Luís Filipe Vieira com carta branca para atacar sem provas: DIAP arquiva queixas por difamação

    O DIAP/Porto arquivou duas queixas contra Carolina Salgado, por difamação, apresentadas por Afonso Ribeiro e Nuno Santos, respectivamente motorista e alegado guarda-costas de Pinto da Costa.

    Os dois queixosos consideraram-se ofendidos com a publicação do livro «Eu, Carolina», no qual a ex-companheira de Pinto da Costa escreve que «ambos terão participado nas agressões» de que alegadamente foi alvo por parte de Pinto da Costa, à porta de um apartamento em Vila Nova de Gaia.

    O DIAP/Porto tinha já arquivado uma queixa por difamação, contra Carolina, apresentada pelo médico Fernando Póvoas.


  • Bem prega Saldanha Sanches

    José Luís Saldanha Sanches, fiscalista, comentador de rádio, televisão e jornais, marido de Maria José Morgado e também recentemente um responsável da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa falou aqui há tempos dos problemas que havia com o Ministério Público e autarquias de província.

    Cito: "Nas autarquias da província há casos frequentíssimos da captura do Ministério Público (MP) pela estrutura autárquica". "Há ali uma relação de amizade e cumplicidade, no aspecto bom e mau do termo, que põe em causa a independência do poder judicial", disse Saldanha Sanches.

    Na altura critiquei, num artigo no CM, as declarações de SS. O Manuel Serrão também, no JN. Até porque ele se referia à província do Norte
    Pois ontem ficámos a saber, pela voz de Ferro Rodrigues, coisas interessantes de cumplicidade, ou amizade, nobom ou mau sentido.

    O antigo lider do PS, em tribunal, depondo no âmbito do Caso Casa Pia, disse a propósito do envolvimento do seu nome no caso, que houve várias pessoas que lhe falaram disso antes de tal ser público. "Mas Ferro Rodrigues disse só ter ficado 'preocupado' quando foi contactado pelo fiscalista Saldanha Sanches: 'Ele tinha a certeza de que o meu nome estava a ser plantado'". (In Público de hoje).

    SS tinha certezas através de quem? Leu nas estrelas? Foi o travesseiro? Ou trata-se aqui do "aspecto bom do termo" para ficar nas palavras do homem que foi incompreendido no seu exame de agregação e foi chumbado? Ou este será um caso de captura do MP pela estrutura socialista?

    O grande educador da classe política, empresarial e não só, fê-lo com certeza pela amizade que tem com FR. Mas é capaz de ter que ser aberta alguma investigação no MP para saber como é que obteve as informações protegidas pelo segredo de justiça.

    O moralismo é sempre bonito, mas convém às vezes olhar para nossa casa.

    Bússola - Manuel Queiroz

  • «Carolina Salgado andou numa roda-viva, na capital, com adeptos do Benfica»
    24HORAS, 8.Jan.2007
    João Bénard Garcia (jornalista)

  • Maria José Morgado: Importa-se de repetir?

    Há uma semana, a magistrada Maria José Morgado teve uma frase que, que eu desse conta, passou em claro aos analistas: "Os tribunais julgam os casos, mas os casos também julgam os tribunais".

    Mizé Morgado falou assim numa longa entrevista ao Diário de Notícias em que até disse que era do Norte e o seu pai era um adepto fanático do FC Porto. As opções clubísticas são de cada um e ninguém tem nada com isso.

    Mas aquela frase surge num contexto do Apito Dourado e das suas investigações. E como me parece que os tribunais plenários acabaram há mais de trinta anos, uma magistrada, mesmo do Ministério Público, dizer o que disse Maria José Morgado é altamente discutível, para dizer o mínimo.

    O que a dra. Morgado está a deixar entender é que se não houver condenações no caso, os seus colegas juizes que vierem a fazer parte do colectivo não terão feito bem o seu trabalho. Eu, simples jornalista, posso dizê-lo; ela, magistrada, mesmo que do MP. e ainda mais parte interessada no caso porque trabalhou nele, não pode. Ou pelo menos não deveria dizê-lo porque deveria observar um dever de reserva. Porque o que eu entendo do que ela diz é que não se pode ter inteira confiança na Justiça.

    A dra. Maria José Morgado é, hoje por hoje, a magistrada mais mediática do país e a que melhor utiliza os jornais. Mas não tenho dúvidas que se outro magistrado qualquer, de província por exemplo, se permitisse dizer algo assim, iria ser chamado à pedra.

    Bussola - Manuel Queiroz

  • «Carolina Salgado conseguiu mais do que desejava. Ela queria deixar Pinto da Costa engasgado - e acabou a engasgar o País inteiro»
    in "Diário de Notícias", citado pelo "24horas", 9 Dez 2006
    Pedro Rolo Duarte (jornalista)

  • Ministério Público recusa queixas de Pinto da Costa contra Carolina Salgado e Leonor Pinhão

    Presidente do FC Porto acusa ex-companheira de difamação

    O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) do Porto recusou apreciar duas queixas de Jorge Nuno Pinto da Costa contra Carolina Salgado, por causa de declarações incriminatórias prestadas à Polícia Judiciária em Lisboa e, noutro caso, pela elaboração do livro "Eu, Carolina". Nesta segunda participação, efectuada em Julho passado, a jornalista e adepta do Benfica Leonor Pinhão era também alvo do presidente do F. C. Porto.

    De acordo com informações recolhidas pelo JN, na primeira situação está em causa o depoimento da ex-namorada do dirigente que contribuiu para a reabertura de processos já arquivados e motivou ainda outra investigação, por suposta fraude fiscal e branqueamento de capitais a propósito de transferências de futebolistas.

    A outra queixa de Pinto da Costa recusada pelo DIAP do Porto nasceu a partir do conhecimento público do teor do depoimento da professora que ajudou a escrever o livro de Carolina. Maria Fernanda Freitas garantiu que o texto que escreveu não é igual ao que foi publicado. A participação criminal do presidente do F. C. Porto foi apresentada em Julho, após publicação de uma notícia sobre o depoimento às autoridades da mulher que ajudou Carolina. A professora explicou não ser responsável pela versão final do livro e deu a entender que a ex-namorada do dirigente terá sido ajudada por Leonor Pinhão. Mais recentemente, juntou a processos cópia do texto por si escrito, que não inclui os episódios de corrupção desportiva relativos ao caso Apito Dourado. A queixa de Pinto da Costa foi arquivada, com o argumento de ter sido apresentada fora do prazo legal de seis meses.

    JN

  • Carolina Salgado acusada no processo dos incêndios dos escritórios de Pinto da Costa e Lourenço Pinto e agressão ao médico Fernando Póvoas

  • PGR obriga procuradores a defender Morgado

    Sempre que os juízes dos diferentes processos do Apito Dourado proferirem decisões contrárias às teses defendidas nas acusações subscritas pela equipa de Maria José Morgado, os procuradores do Ministério Público (MP) agora encarregues dos casos terão obrigatoriamente de recorrer para os tribunais superiores. A ordem interna foi dada pelo procurador-geral da República (PGR) e comunicada oficialmente a todas as procuradorias distritais do país.

    De acordo com informações recolhidas pelo JN, Fernando Pinto Monteiro faz menção concreta aos inquéritos trabalhados pela equipa especial de investigação do Apito Dourado, nomeada a 14 de Dezembro do ano passado. Fora do alcance da decisão do responsável máximo do MP estarão os restantes processos oriundos do inquérito principal do Tribunal de Gondomar, que originou 81 certidões.

    Contactada pelo JN, a Procuradoria Geral da República apenas confirmou a existência da directiva interna, recusando avançar justificações para a mesma.

    FCPorto-Amadora

    Foi o primeiro processo reaberto pela equipa de Maria José Morgado com base nas declarações da ex-namorada do líder do F. C. Porto. Tinha sido arquivado pelo DIAP do Porto e, com o novo testemunho, terminou em acusação. Está em fase de instrução no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

    Beira Mar- F. C. Porto

    Segundo processo reaberto e acusado pela equipa especial, também com o contributo de Carolina Salgado. Está em fase de instrução no TIC do Porto
    .
    JN



  • A carta a que se refere o Expresso

    Mais uma vez, um amigo anónimo chamou-me a atenção através de um comentário neste blog, para uma notícia do Expresso que ainda não conhecia. Essa notícia tinha a ver com a Agência de comunicação de Luís Paixão Martins (LPM) e a rescisão do contrato que a ligava ao FC Porto. Fui então à procura de mais informação e encontrei o que procurava no blog profissional do próprio Luís Paixão Martins. Nem queria acreditar no que estava a ler. Óra vejam lá:

    A carta a que se refere o Expresso

    Eis o teor integral da carta a que se refere o Expresso de hoje e que enviámos, em data recente, ao Futebol Clube do Porto:

    Pela circunstância de estarmos ligados ao Futebol Clube do Porto por um contrato de prestação de serviços de Conselho em Comunicação e Assessoria Mediática temos sofrido, nas últimas semanas, uma lamentável sucessão de pressões ilegítimas.

    Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido.

    Tememos que a continuação do contrato que nos liga ao FCP possa colocar em risco a normal actividade da LPM em prejuízo dos cerca de 70 colaboradores que empregamos e das cerca de 50 instituições que representamos.

    Estas circunstâncias levam-nos a solicitar a rescisão amigável do contrato.

    No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

    A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa.

    Nas últimas semanas, porque ocorreram episódios mediáticos (a maior parte sem qualquer intervenção nem do FCP nem da LPM) que mostram quão frágil é o guião construído por esses interesses, foram sendo utilizados sobre a nossa empresa meios, públicos e privados, que relevam sobremaneira o desespero dessas entidades e a falta de consideração pelos princípios éticos que deviam respeitar.

    Neste contexto, estamos certos de que compreenderão melhor do que ninguém esta nossa decisão.

    LPM, 25-08-2007


    -------------------

    PS - Se Portugal fosse um país justo e livre, esta carta dava panos para mangas e muita gente haveria de sentar o cú no tribunal, mas todos sabemos que não vai acontecer nada disso porque, infelizmente, a PIDE continua bem viva e recomendada pelos dois clubes da segunda circular. Isso não invalida que, depois de ter conhecimento de todas as pressões que a LPM sofreu, a Sad do FC Porto tenha o direito e a obrigação de fazer uma queixa crime para denúnciar a "lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País".

    Luís Paixão Martins:

    Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido

    No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

    A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa
    .

    Portogal

  • «Não li nem me apetece ler a confissão ressabiada e vingativa da ex-namorada de Pinto da Costa
    "24horas", 21 De Dezembro 2006
    Vicente Jorge Silva (jornalista)

  • Árbitros para Benfica escolhidos por João Rodrigues

    Rodrigues, Vieira ou Veiga nunca estiveram sob escuta

    Os árbitros para o Benfica eram combinados com João Rodrigues, ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e conhecido benfiquista. Pinto de Sousa telefonava regularmente àquele dirigente para que fosse ele a contactar Luís Filipe Vieira no sentido de se acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no processo 'Apito Dourado' da existência dessas conversas abundam. O que os dois diziam entre si é que não está documentado, por João Rodrigues e Luís Filipe Vieira nunca terem tido o telefone sob escuta.

    José Veiga, ex-director-geral do Benfica mas ainda hoje o homem forte do futebol, foi também uma personagem central no 'Apito Dourado'. A sua relação com Pinto de Sousa e Valentim Loureiro era aparentemente boa e os pedidos são inúmeros. Desde a resolução de situações ligadas ao Benfica até árbitros para o Estoril ou casos envolvendo a sua vida pessoal (como a situação onde foi apanhado em excesso de velocidade e que o levou e pedir a Valentim que evitasse a apreensão da sua carta de condução)
    .



    JOSÉ VEIGA:

    Sr.presidente está ocupado?
    Fala Veiga[...] Era um favorzinho...
    Como você é muito amigo..., a ver se podia dar-lhe uma chamadinha, para ver se corre bem.
    [...] É contra o União da Madeira, mas nunca se sabe.

    JOÃO RODRIGUES:

    " Nomeie o Devesa Neto que o acalma logo [Pinto de Sousa queixava-se que Veiga estava zangado]

    PINTO DE SOUSA:

    Eu precisava de uma ajudinha.
    Amanhã, ao meio-dia tenho de escolher os árbitros internacionais para a Taça.[...]
    Precisava de dois nomes de árbitros que o Benfica considerasse.

    JOÃO RODRIGUES:

    Eu vou ligar ao Luis Filipe.[...]
    Já lhe ligo.

    João Rodrigues fazia os contactos com o Benfica, a pedido de Pinto de Sousa.

    OH, MORGADINHA, AONDE ESTÁS TU?

    CONTRA A CORJA MARCHAR MARCHAR...COMO BOM PORTISTA...ASSINA CONTRA ESSES FILHOS DA PUTA

    Sou portista com muito orgulho



  • Apito Dourado: escutas apanharam Luís Filipe Vieira a escolher árbitros para o Benfica

    As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados. Nessa conversa, Luís Filipe Vieira começa por se queixar pelo facto de o árbitro nomeado para o jogo já não ser Paulo Paraty, conforme havia sido anunciado por Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a um advogado com ligações ao Benfica.

    A discussão foi acesa, com Valentim a esforçar-se por apaziguar os ânimos do dirigente e sugerir-lhe nomes de árbitros para substituir Paraty. Vieira, que diz não ter "preferência" por "ninguém", acaba por recusar o nome de quatro internacionais - "não me dá garantias", disse de alguns deles. A solução acabou por ser João Ferreira, o árbitro que amanhã estará no arranque do campeonato para os da Luz, quando defrontarem o Boavista no Bessa
    .
    Público

  • A mulher triste

    Maria José Morgado deu uma entrevista ao EXPRESSO na qual se confessa. É um depoimento pessoal, de uma mulher profundamente triste que afirma nunca se ter interessado pela vida porque sempre se interessou pela utopia. É um retrato de alguém que se consagrou a essa abstracção chamada partido.

    Nasceu em África, Angola, mas «a minha infância não tem nenhuma importância objectiva». Se tivesse nascido em Lisboa era igual. «A terra encarnada ou os pôres-do-sol de fogo são memórias fúteis, muito boas para romances e notavelmente aproveitadas pelo Lobo Antunes». Mas «tudo isso é dispensável, não me traz saudades». «As recordações tristes para mim são boas porque são as mais intensas». «Em Luanda havia bailes, ia-se à praia, nada disso me agradava».

    A relação com o MRPP, para onde recrutou Durão Barroso, é definida como uma relação exclusiva, que considera o amor uma «fraqueza», onde o romantismo «era contra a moral proletária», o sentimento pelo marido (outro militante) como «fazendo parte da militância e não como uma paixão tradicional» e os sentimentos como «coisas que se constroem». O amor era um desvio pequeno-burguês. O corpo era «uma fraqueza» e tinha de ser abandonado. Lia-se obrigatoriamente Marx, Lenine, Estaline, Mao Tsé-Tung e Engels. «Aquilo tinha uma mística!».

    Ela era conhecida por Mizé Tung, sempre pronta para a pancada. A coragem era uma consequência do sentido de missão, «uma obrigação», e não são admitidas vacilações. Só falavam «dos assuntos da revolução e do partido». O quotidiano da relação com o actual marido era sem tempo e por isso ficavam na mesma casa sendo era raro encontrarem-se. Porque «tínhamos ambos tarefas a cumprir».

    Quando ela rompeu com o partido, por causa do marido, Saldanha Sanches, ter rompido, diz: «o mundo abateu-se sobre mim». «O partido era a única razão de ser da minha existência. Não tinha outros interesses nem outros valores. Tive de renascer depois disso». Atirou-se ao jogging «para não enlouquecer». Agora também pratica natação, que ela acha «hedonista». Antes disso, a dedicação ao partido deu-lhe, confessa, os anos mais felizes da vida dela.

    Tendo eu tido 20 anos como Maria José Morgado, e não dizendo como ela que foi a mais bela idade da minha vida, pasmo ao ler estas palavras desta mulher. Nenhum pensamento me repele mais do que este, esta negação da vida e da beleza, esta negação do pensamento e da inteligência, esta negação da sensibilidade e da arte. Esta negação da vida e da falha humana. Isto, para mim, é a apologia do fascismo intelectual, do kitsch histórico. A matriz do Gulag, de Auschwitz e dos campos de Pol Pot.

    Pessoas como Maria José Morgado faziam-me, naquela altura, muita impressão e muita pena. E continuam a fazer, apesar de ela dizer que mudou. Há outra coisa que estas pessoas me fazem: medo. Muito medo. Ainda bem que a revolução deles não venceu.

    A propósito, eu não acredito que as pessoas mudem assim tanto
    .”.
    Diário Digital - Clara Ferreira Alves
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