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07/11/09

Gloriosas meninas

  • Estamos na época 1989/90, na segunda mão das meias finais da taça dos campeões. O Benfica recebe o Marselha no antigo estádio da Luz, cheio, com 120 mil adeptos a puxar pela equipa.

    Na 1.ª mão o Marselha venceu por 2-1 e por isso o melhor clube da segunda circular precisa de ganhar para se apurar para a final. O sueco Eriksson (sim, o tal que é sempre despedido de todos os clubes e selecções por onde passa) é o treinador de um pantel que tem dois ou três jogadores de classe superior no meio de uma equipa em clara decadência. Salazar já não está cá para os ajudar.

    Como acontecia sempre (ainda acontece?) nos jogos europeus dos dois clubes da segunda circular, a equipa de arbitragem foi muito bem recebida em Lisboa. Prendas não faltaram, mas a mais importante de todas tinha a ver com as meninas que os árbitros podiam escolher. Éra sempre material do bom e do melhor. E gratuíto!

    Não admira portanto que a melhor equipa em campo tenha sido a de arbitragem. Aliás, se havia equipa que merecia estar na final, éra sem dúvida a que equipava de preto. Como as imagens mostram, o árbitro estava a dois ou três metros de Vata e a olhar para o jogador, tinha portanto de ter visto a mão do diabo que ajudou o Benfica. Mas não apitou para falta. Antes pelo contrário, decidiu como achou que devia decidir e levou à final a equipa que mais fez por a merecer. Se nem o Marselha de Bernard Tapie conseguiu ser mais forte que o Benfica das gloriosas meninas de Lisboa que culpa podia ter o árbitro?

    Após o golo, vejam como 120 mil benfiquistas estão orgulhosos! Vata tinha marcado um golo glorioso e o Benfica estava a um passo de mais uma final europeia. Como sempre esteve: à custa da corrupção.



    Vata, como é normal no Benfica, clube que nunca ganha com ajudas dos árbitros nem tem dirigentes corruptos, sempre negou tudo. Mesmo uma década depois, na Austrália, país onde tem uma academia de futebol, garantiu que não marcou o golo com mão. No entanto, uns segundos depois a culpa já éra do vento...Enfim, não admira que seja muito bem recebido quando chega a Portugal.
    É difícil para mim falar desse lance, porque as pessoas não acreditam em mim. As pessoas dizem que viram, mas fui eu que marquei, que estava lá. (...) Eu digo que não marquei com a mão, mas o lance foi tão rápido, estava tanto vento, que é melhor ficar o ponto de interrogação. Não se pode culpar o árbitro por esse lance. Claro que não, antes pelo contrário.

  • As mulheres que amaram MR. King
    Blog do Dragão Azul, 28 de dezembro de 1995

    Um ex-árbitro internacional falou abertamente da oferta de prostitutas por clubes europeus, entre os quais Sporting e Benfica.

    As mulheres que amaram MR. King


    Howard King, com 49 anos, era um árbitro de categoria. Costumava ser designado para os grandes choques entre os mais importantes clubes ingleses e entre os principais da Europa nas competições da UEFA. A sua primeira declaração ao referido jornal é esta:
    "Quando precisava de uma rapariga dirigia-me a intermediários dos representantes do clube que me parecia mais vulmerável e dizia-lhes:" Este jogo é muito importante para vocês: carecem da qualificação e o árbitro serei eu, a menos que arranjem as coisas de forma a que possa levar a rapariga comigo garanto-vos que a vitória não será vossa ."

    Estarrecedor, não é?!

    "TEMOS DE VENCER AMANHÃ, MR.KING!"

    Essas exigências, segundo MR. King revelou ao News of the worl, só tinham lugar quando os jogos que ia arbitrar envolviam clubes do continente. Uma das mais escândalosas propostas que recebeu verificou-se em Lisboa , antes de um importante encontro entre o Sporting e o Dínamo de Minsk. Confessa King

    "Nessa noite levaram-me a um clube, em Lisboa, onde se encontravam muitas raparigas das mais belas e bonitas. O fulano que me acompanhava disse: "Escolha!" Respondi que não compreendia o que aquilo significava, mas ele esclareceu:" "E eu, claro, escolhi uma loira, alta, a mais bela mulher que vi em toda a minha vida."

    Isso foi em 1984. O Sporting venceu por 2-0. O árbitro inglês jura a pés juntos que não favoreceu nenhum dos clubes intervenientes. Disse, ainda que, depois do jogo, um delegado do D.Minsk entrou na cabine para entregar-lhe um presente mas encontrou-o abraçado a um antigo amigo português, um dirigente federativo: "As coisas em Lisboa eram boas em demasia!"

    "A UEFA sabe perfeitamente o que se passa quanto a hospitalidades de quarto de cama mas nada faz para o impedir. Enviaram-me prostitutas em quase todos os países onde arbitrei: na Rússia, Alemanha, Portugal, holanda, Espanha, Dinamarca. Entre 1983 e 1993 arbitrei jogos que nevolviam clubes como Barcelona, Benfica, Sporting, Ajax, PSV, Hamburgo ou Bayern. Mandaram-me mulheres para os quartos em, pelo menos, 12 ou 15 ocasiões. Tratava-se de raparigas na casa dos 20 anos, quase sempre belas figuras. Não se comportavam directamente como subornadoras mas sabiam muito bem o papel que estavam a representar e, invariavelmente, diziam saber quem eu era. Isso fazia parte de um metódo que os clubes utilizavem na esperança de ganhar vantagens e experiência."

    ENTRA O BENFICA

    Em 1992 MR. King regressa a Portugal para dirigir o Benfica- Sparta de Praga. Eis as suas afirmações:


    "O valor dos presentes que me enviaram excedeu em muito o limite de 40 libras (cerca de 10 contos) a que estamos autorizados. Fui almoçar com o delegado da UEFA a esse encontro, que era, simultaneamente o presidente do Comité de Arbitragem da UEFA, que ao ver as prendas que eu recebera disse imediatamente: " Você está a colocar-se em situação dificil !" Claro que concordei, mas a arbitragem no dia seguinte não deu margens para reparos. Não lhe falei, no entanto, na rapariga que esteve comigo na noite anterior. Ela não me pediu dinheiro e eu , como é natural , nada lhe ofereci."

    Isto é o que estão a tentar branquear. Na década de 80 e 90 não havia escutas nem telemóveis? Esta entrevista saiu no jornal A Bola e ninguém quis procurar a verdade talvez porque o campeonato da 2ª circular não interessa-se a muita gente. Foi com esta entrevista que eu percebi porquê que o F. C. Porto andou 19 anos sem ganhar nada. Se isto acontecia para a taça UEFA é porque acontecia o mesmo no campeonato português. Os santinhos e donos da verdade deviam explicar isto e dar o mesmo tratamento que estão a dar ao F. C. Porto. Em Portugal é assim que funciona, o mérito é sempre do 2º e 3º classificado desde não seja o F. C. Porto, se isto fosse PORTOGAL IRIAMOS VER ONDE É QUE ANDAVAM ESSES DONOS DA VERDADE.

    Na fantástica cidade do Porto vive um povo que não verga, um clube que não desiste e um orgulho que pode ser combatido... MAS NUNCA DERRUBADO."
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