Até das capas que o jornal A Bola nos oferecia depois dos jogos do glorigoso. Aquilo sim, éram capas! Agora a de hoje...é verdade que aparece mais um cromo que pode vir a ser comprado pelo clube que está em falência técnica mas é muito pouco. Os leitores preferem saber que o Quim é o melhor guarda-redes do futebol português, o Di Maria vai ser vendido por 50 milhões, o David Luiz não é um jogador maldoso, o Cardoso já marcou mais golos que todas as esquipas da primeira liga do Cazaquistão, o Jorge Jesus faz milagres e já é melhor que o José Mourinho ou que o glorigoso é o maior clube do mundo e arredores. Porque, como um dia disse Henry David Thoreau, "qualquer idiota pode fazer uma regra e qualquer idiota a seguirá". Por falar nisso, Henry David Thoreau também disse que podemos odiar aqueles que amamos. Os outros são-nos indiferentes. Será por isso que tantos jornalistas odeiam Pinto da Costa e o FC Porto?

2 comentários:
domingo, 13 de Dezembro de 2009
Uma boa semana
Aos êxitos desportivos em Guimarães e Madrid, associou-se mais uma vitória na barra onde se dirimem os conflitos numa sociedade de direito, quando o tribunal do recurso do Porto não deu provimentos aos despachos do MP, sobre o processo do envelope.
Platini não pediu desculpas, mas de alguma forma deu a mão à palmatória sobre a leviandade das suas acusações. A gravidade das suas palavras pediriam mais, mas um gesto é um gesto e de alguma maneira veio confirmar que a UEFA acatou definitivamente o que a justiça portuguesa sentenciou, dando o seu infeliz dito como nulo e sem efeito.
O SLB (em nome da verdade desportiva), o MP (em nome da luta anti-corrupção) e Ricardo Costa (em nome da disciplina desportiva) o que têm para nos dizer? Se entendo o SLB e o Presidente do CD da LPFP que “egoisticamente” trataram de servir os seus próprios interesses, preocupa-me o modus faciendi do MP e do dream team criado para instruir a acusação, agindo à luz dos holofotes mediáticos e segundo uma agenda que se confundia com a do próprio SLB.
Demasiado dependente de gargantas fundas, de escutas e da promiscuidade entre os agentes da justiça e a comunicação social mais trauliteira, à frente da qual se posiciona galhardamente o CM, o MP tentou ganhar os processos na praça pública. O julgamento popular haveria de funcionar como uma forma de pressão sobre os tribunais que já tinham mandado arquivar os processos por falta de provas. A arrogância dos procuradores e a boa imprensa, não mascararam a ausência de provas e o contraditório apresentado em defesa dos acusados. As loas cantadas depressa se deixaram de ouvir. Aos funcionários públicos ao serviço da justiça não basta olhar para o umbigo e trabalhar para a Televisão. Exige-se exactamente o contrário. O PGR serviu-se do futebol, deixou-se apanhar na teia política e foi traído pela CS que o tinha posto num pedestal. Bem feito!
in reflexão portista
Homenagem a Pavão
Jesualdo Ferreira prestou também um tributo a Pavão, futebolista dos Dragões que faleceu ao 13.º minuto da 13.ª jornada, num encontro com o Vitória de Setúbal, em Dezembro de 1973. «Pela coincidência de ser um jogo com o Vitória, queria fazer uma homenagem a um grande jogador, um amigo dos matraquilhos. Jogávamos na mesma equipa, nos juniores do Desportivo de Chaves, e pelas coincidências destes «13» não queria deixar de o fazer, para que todos os adeptos se lembrem do Fernando Pascoal das Neves. Porque o conhecia, porque éramos amigos e era um grande jogador, achei que era importante deixar esta homenagem».
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