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21/05/10

Golo à Falcao no texto dos outros



Nenhum de nós esqueceu este golo mágico que o Falcao marcou ao Maritimo. E como são golos como este que levam os adeptos aos estádios, o texto dos outros desta semana explica como nasceu e quem foi o autor do pontapé de bicicleta, também chamado golo de chilena:

O inventor do pontapé de bicicleta

São inúmeros os livros especializados em futebol que teimam em atribuir a invenção do pontapé de bicicleta ao genial avançado brasileiro Leónidas. O Diamante Negro que brilhou com a selecção brasileira (na sua fase pré-canarinha) no Mundial de França em 1938 foi, de facto, um jogador de uma técnica excepcional capaz de momentos únicos e começou a popularizar o complexo movimento.
1. Ramón Unzaga Asla

Mas o seu inventor já então tinha deixado os relvados caindo no esquecimento apesar de, ainda hoje, no mundo hispânico o golpe tenha ainda um nome que evoca a sua real origem: chamam-lhe a “chilena”. Ramón Unzaga Asla é o verdadeiro inventor de um dos movimentos mais apreciados pelos adeptos. Ao contrário do genial brasileiro, Unzaga não passou para a história muito por culpa de sempre se ter recusado a sair do clube onde actuou ao largo da sua carreira, o modesto Club Atlético no Chile, onde vivia desde os 12 anos.

Unzaga nascera em Bilbao em 1894, mas aos 12 anos foi forçado a seguir a família que emigrara do País Basco para o país sul-americano. Aí Unzaga começou a praticar regularmente o jogo que acabara de se tornar num fenómeno de popularidade e na universidade deu de tal forma nas vistas que se tornou na estrela do clube local de Talcahuano. Trocou a cidadania espanhola pela chilena e começou igualmente a disputar encontros pelo seu país de acolhida. Mas, reza a lenda, foi no estádio da pequena cidade onde vivia que imortalizou definitivamente o seu nome ao ensaiar pela primeira vez um pontapé acrobático no ar.
2. A origem da Chilena

Num jogo disputado em 1914 no El Morro o jogador ensaiou o golpe e deixou estupefacta a bancada. Semana após semana repetia o movimento que foi rapidamente baptizado como “la chorera” em nome da Escuela Chorera que se dava à formação local, a grande base da selecção chilena da época. Em 1920 o jogador apresentou ao mundo o movimento na Copa América disputada no Chile num desafio contra a Argentina. Maravilhados, os jornalistas argentinos rebaptizaram o golpe como “la chilena”, expressão que é a que, ainda hoje, se utiliza em Espanha e na América do Sul, incluindo o sul do Brasil. Unzaga recebeu vários convites de clubes argentinos e uruguaios, mas nunca saiu do seu país de adopção, passando assim desapercebido o seu invento.
3. O mundo descobre o pontapé de bicicleta

Sete anos depois um compatriota, David Arellano, aproveitou uma digressão do Colo Colo pela Europa para apresentar o movimento aos europeus. Mas só onze depois, naquele inesquecível mundial onde pela primeira vez o Brasil fez parar o Mundo, se tornou mundialmente famoso o pontapé de bicicleta de Leónidas. O Brasil até terminou em terceiro e a carreira de Leónidas ficou congelada pelo irromper da II Guerra Mundial, mas desde então o nascimento do golpe tem sido atribuído à sua autoria. Enquanto isso Unzaga caiu de tal forma no esquecimento que nem na sua terra natal nem na sua cidade de acolhida há um memorial que recorde quem primeiro decidiu desafiar a gravidade para desenhar uma verdadeira obra de arte com os pés.
futebolmagazine.com
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