Seja bem-vindo. Hoje é

28/01/10

Bate certo!

O FC Porto teve acesso a um parecer do Conselho Deontológico do Sindicato de Jornalistas que todos os portistas devem ler, pois ajuda a reforçar aquilo que já sabemos acerca de José Manuel Delgado. A foto que aqui se reproduz também é elucidativa… Foi tirada em pleno camarote presidencial do Estádio da Luz, na última segunda-feira… O jornalista de A Bola está em segundo plano, ao centro.

«O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera que o jornalista José Manuel Delgado, não cumpriu com escrupuloso rigor as regras deontológicas do artigo 1º do Código Deontológico do Sindicato dos Jornalistas: (“O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público”).

O autor do artigo ao encapotar as fontes, sem que justifique qualquer motivo que excepcione a sua citação, descredibilizou o seu trabalho, infringindo a primeira parte do preceituado do artigo 6º “o jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das suas fontes” e a última parte do mesmo artigo: “as opiniões devem ser sempre atribuídas
”.»
Parecer 16/P/2009, Lisboa, 9 de Setembro de 2009, Caso «Felipes» do Século XXI/A Bola

Está visto por que foi este o redactor que mais textos assinou para tentar excluir o FC Porto da UEFA Champions League e mais se «bateu» para condenar sumariamente Hulk e Sapunaru após o Benfica-FC Porto desta temporada...

27/01/10

Frase (toma e embrulha) do dia

"Só não fui jornalista desportivo porque quando concorri para o jornal A Bola disseram-me que tinha que dizer mal de mim, senão não escrevia lá. Como achei que não devia dizer mal de mim, desisti"
Pinto da Costa

26/01/10

Escutas que nunca valeram para a (in)justiça da segunda circular

Luís Filipe Vieira apanhado a escolher árbitros

Há vários meios de comunicação social que, de repente, se lembraram de disponibilizar as escutas realizadas ao Presidente do FC Porto. Embora seja muito pouco simpático revelar escutas sem autorização, pessoalmente não posso deixar de me juntar à efeméride - na realidade, estamos a festejar a vitória do FC Porto na abertura, fecho, reabertura e fecho definitivo dos processos que tinham contra o FCP e Pinto da Costa num tribunal a sério, certo?

Permitam-nos então dar o nosso modesto contributo. Há um senhor que foi injustmente esquecido. Referimo-nos a uma escuta em que Luís Filipe Vieira combina os árbitros para os jogos do seu clube. Não haverá aúdio por ser ilegal, vamos apenas limitar-nos a recordar este "tesourinho". Note-se, igualmente, a posição cómica que o gabinete de imprensa do dito clube toma. E sai-lhes uma escuta. Que azar, de facto...

À Comunicação Social de Lisboa que se lembrou disto, os nossos agradecimentos. Dão-nos a oportunidade ideal para relembrar tudo isto. Aqui vai:

Apito Dourado: escutas apanharam Luís Filipe Vieira a escolher árbitros para o Benfica
08.09.2006

As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados. Nessa conversa, Luís Filipe Vieira começa por se queixar pelo facto de o árbitro nomeado para o jogo já não ser Paulo Paraty, conforme havia sido anunciado por Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a um advogado com ligações ao Benfica.

A discussão foi acesa, com Valentim a esforçar-se por apaziguar os ânimos do dirigente e sugerir-lhe nomes de árbitros para substituir Paraty. Vieira, que diz não ter "preferência" por "ninguém", acaba por recusar o nome de quatro internacionais - "não me dá garantias", disse de alguns deles. A solução acabou por ser João Ferreira, o árbitro que amanhã estará no arranque do campeonato para os da Luz, quando defrontarem o Boavista no Bessa (ver texto na página seguinte).

As escutas telefónicas estão apensas ao processo principal do Apito Dourado, mas Cunha Vaz, responsável pelo gabinete de imprensa do Benfica, negou a sua existência. "O sr. Luís Filipe Vieira nunca falou com Valentim Loureiro por causa dos árbitros da Taça. Isso é mentira, até porque quem os nomeava era a Federação. O Benfica nunca escolheu qualquer árbitro", assegurou. Valentim Loureiro, por sua vez, não se disponibilizou para prestar qualquer esclarecimento.

Vieira irritado ao telefone
15 de Março de 2004. Paulo Paraty tinha arbitrado o jogo do Belenenses-Nacional para o campeonato. Por esse motivo, não podia ser indicado para o jogo da Taça, que ocorreria dois dias depois, obrigando Pinto de Sousa, que, à data, liderava o Conselho de Arbitragem, a procurar outra opção. Pinto de Sousa tentaria contactar Vieira para justificar a mudança, mas o dirigente benfiquista deixou de lhe atender o telefone, o que acabaria por levar Valentim Loureiro a envolver-se num jogo que estava fora da alçada da Liga.

"Disseram-me que era o Paulo Paraty o árbitro... Agora dizem-me à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty por causa do Belenenses", lamentava-se Vieira a Valentim, enquanto respondia às sugestões dadas por este. "Não quero Lucílio nenhum! (...) O António Costa?! F... Isso é tudo Porto! (...) O Duarte, nada, zero! (...) O Proença também não quero!".

Só o nome de João Ferreira agradou ao presidente do clube da Luz. "O João pode ser", disse, depois de conhecer os candidatos possíveis. A lista era reduzida, porque Pinto de Sousa considerava que o jogo tinha de ser apitado por um árbitro internacional e havia-o dito a Vieira e a Valentim Loureiro.

Nesta conversa com o presidente da Liga, Luís Filipe Vieira estava visivelmente irritado. E confessou a Valentim Loureiro que tinha sido informado de que o árbitro seria Paulo Paraty duas ou três semanas antes. O nome agradava-lhe e a sua substituição foi atribuída a uma manobra do FC Porto, cujo presidente, Pinto da Costa, "controlava tudo", na opinião de Luís Filipe Vieira. No entendimento do dirigente benfiquista, Pinto da Costa decidira até que quem arbitraria o Braga-Porto, também para as meias-finais da Taça, seria Bruno Paixão. "O Bruno Paixão, em Gil Vicente, eu estendi-lhe a mão para o cumprimentar, não me cumprimentou! Como é que esse gajo [Pinto de Sousa] vai nomear esse gajo para apitar?", perguntava Luís Filipe Vieira, não escondendo a indignação e deixando clara a ameaça: "Eu não sou como o Dias da Cunha. (...) Eu vou [à RTP] fazer alguns alertas para o futebol português".

ESCUTAS:

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito... (...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.
Portal dos Dragões

E agora pergunto: tendo a PJ apanhado tudo isto sem que o cadastrado presidente do Benfica tivesse o seu telefone sob escuta, já imaginaram o que os agentes podiam ter encontrado se ele tivesse sido escutado durante três anos como aconteceu com o nosso Presidente?

25/01/10

Os donos dos túneis. E dos árbitros

Um amigo pediu-me para escrever algo sobre esta palhaçada que se está a gerar à volta do tunel da Luz. Mas vou escrever o quê? O que está à vista de todos? Francamente não sei o que posso acrescentar ao que todos nós já sabemos.

Porque todos estamos fartos de saber que estava tudo programado. No meu caso, fiquei a saber quando vi que tinham escolhido um dos três metralhas de Setúbal para arbitrar o jogo. Foi nessa altura que percebi que ia acontecer um roubo de catedral. Só não sabia que desta vez o roubo não se limitava ao terreno de jogo, também ia acontecer no túnel. Tal como já tinha acontecido na época passada.

Na altura, chegaram a mudar as câmaras depois de insultarem e agredirem os nossos jogadores e dirigentes, mas como a realização não foi a melhor, preferiram esconder as imagens. Esta época voltaram com a mesma táctica, ofenderam, empurraram, agrediram, e depois de escolherem as melhores partes do filme, lá nos conseguiram roubar dois jogadores durante uma dezena de jogos. E não deve ficar por aqui. Só espero que a Sad do FC Porto responda como eles merecem.

No ano em que o clube do batota venceu o último campeonato cheguei a pensar que seria impossivel termos um campeonato mais viciado e que o futuro só poderia ser melhor. Estava enganado. A cada época que passa a batota é maior! Imaginação não lhes falta. É a Al-Qaeda com os atentados e os mafiosos com os ataques ao FC Porto. Vale tudo. Já foram donos dos sumarissimos e dos árbitros, agora são donos dos túneis e dos árbitros.

Salazar e a PIDE já não existem mas os que agora mandam na (in)justiça que reina em Portugal e no futebol português estão ao mesmo nível do glorioso ditador. Por outro lado, é bom que isto aconteça para que os mais novos percebam como o Benfica vencia 8 em cada 10 campeonatos (os outros dois iam para o vizinho) nos anos da gloriosa ditadura.

Eo pior de tudo é que a esta hora o presidente cadastrado deve estar a pensar que o investimento que o Benfica fez nos lugares da Liga está a dar bons resultados. E os tentáculos do polvo continuam a crescer.

Por falar nisso, actualmente quem dá luta aos mafiosos? Tirando o nosso Presidente não vejo mais ninguém. E tirando o FC Porto não vejo mais nenhum clube ou instituição.

Como diriam Albert Uderzo e René Goscinny, a Gália está toda ocupada pelos romanos e apenas existe uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses que vai conseguindo resistir aos invasores.

Não admira portanto que Pinto da Costa e o FC Porto sejam, cada vez mais, os inimigos a abater. Porque são os únicos que resistem. Mas como diz o nosso Presidente e bem, já o tentaram derrubar muitas vezes e ele continua de pé e cheio de força. E ainda bem que assim é, caso contrário o clube já tinha sido ocupado pelo invasor. O Salgueiros e o Boavista são dois bons exemplos do que eles nos tentaram fazer quando inventaram um apito que pensavam ser final. Felizmente estavam enganados. O apito existiu e ainda existe, mas apenas será final quando nos devolverem o que nos roubaram.

23/01/10

Como são merecidos, aproveito para dar os parabéns aos dirigentes do Estoril

Porque, numa altura em que o Benfica, Sporting e mais 90% dos clubes portugueses estão em falência técnica (felizmente não é o caso do glorioso FC Porto), é com admiração que vejo que para os lados do Estoril não falta dinheiro. Ou petróleo. Ou então as duas coisas. Caso contrario, os dirigentes teriam mudado o local do jogo para um estádio maior. Os de Leiria, Aveiro ou Bessa custaram vários milhões e estão às moscas. Não servem para nada. Com a mudança do jogo para um desses estádios, os dirigentes do Estoril juntavam o útil ao agradável, davam vida a um desses três monstros de cimento e aumentavam a conta bancária do clube.

21/01/10

Em abril do ano passado escrevi este artigo. Continuo sem resposta de Pinto Monteiro e Maria José Morgado

Quase dois anos depois o dossiê Apito Encarnado continua em banho Maria...de José Morgado

"Somos um conjunto de funcionários de investigação que serve esta Instituição há muitos anos. Ela, apesar do momento negro que atravessa, ainda nos merece todo o respeito pelo seu passado recheado de excelentes serviços prestados à sociedade.

Decidimos efectuar esta comunicação não só pela razão anteriormente aludida, mas também em respeito pela memória de muitos dos excelentes funcionários que a serviram".


Foi a 3 de julho de 2007 que o Procurador Geral da República (PGR) recebeu o dossiê "Tu, Luís...", também conhecido como dossiê Apito encarnado. Na altura, a Procuradoria-geral da República anúnciou em comunicado ter aberto um inquérito «ao documento anónimo» em papel timbrado da PJ onde se levantam «suspeições e se fazem insinuações e acusações». Ameaçando os seus autores que «quaisquer manobras com o único fim de descredibilizar o Ministério Público, a Polícia Judiciária e as equipas constituídas não produzirão, certamente, os efeitos pretendidos e serão alvo de investigação para apurar os seus verdadeiros autores».

Foram enviadas cópias para:

  • Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional;
  • Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol;
  • DIAP - Porto;
  • F. C. Porto e
  • Produtora Utopia (como as filmagens tinham começado nessa altura, ainda poderiam “enriquecer” a personagem do Sr. Vieira).

    "Os depoimentos recolhidos são puros e verídicos, pois não houve qualquer tipo de manipulações, nem prévios treinos.

    Possuímos gravações de imagem e som, bem como documentação que comprova o aqui exposto e estaremos disponíveis para as ceder, desde que vejamos que o sentido a dar a estes casos seja o sentido da verdade e da justiça.

    Fá-lo-emos de forma anónima, como agora, pois não queremos colocar as nossas carreiras em risco.
    ."

    Quem tem cú, tem medo e com esta (in)justiça à moda da segunda circular todos os cuidados são poucos. Pelo que a forma anónima como os investigadores se dirigiram a Pinto Monteiro e ao público em geral é bastante compreensível.

    Pelo contrário, a postura do PGR ninguém consegue entender. Porque se até hoje ninguém foi constituído arguído por tentar "descredibilizar o Ministério Público, a Polícia Judiciária e as equipas constituídas", podemos acreditar que Pinto Monteiro já tem a certeza que o dossiê foi escrito nas instalações da PJ por agentes da Instituíção e que, no minimo, muito do que lá está merece ser investigado.

    Sendo assim porque não temos novidades em relação a Luís Filipe Vieira e a todos os outros visados pelo dossiê? Se foram tão rápidos a mexer em processos que já tinham sido arquivados por quem de direito, seria de esperar que alguns casos falgrantes como o vergonhoso jogo Estoril-Benfica já tivessem feito vitimas e portanto...porquê esperar tanto tempo senhor Pinto Monteiro? Se está à espera que esqueçamos o dossiê "Tu, Luís..." é porque não conhece a paciência e a resistência dos portistas.

    Por falar nisso, saia mais um resumo:

  • Actos iguais, decisões diferenciadas

    Actos iguais cometidos por pessoas diferentes tiveram decisões diferenciadas, o que revela que a equipa do Dr. Carlos Teixeira protegeu nitidamente algumas pessoas.
    Analisando quem foi protegido verifica-se que estamos perante a rede de influências das pessoas que prestaram serviços e vassalagem ao S. L. Benfica e ao seu presidente Luís Vieira.


  • Luís Filipe Vieira, José Veiga, joão Rodrigues, doping e os árbitros escolhidos pelo Benfica

    Não obstante o Sr. José Veiga ter sido escutado a solicitar que o árbitro, que dirigiria o encontro que a sua equipa realizaria no fim de semana seguinte, fosse contactado para beneficiar a sua equipa e apesar de ter ganho em casa do adversário por 0-1, o Sr. Magistrado entendeu que a matéria apurada não era suficiente.

    Apesar de lhe ter sido fornecida a informação que a seguir indicamos, relacionada com a época 2004/2005 (ano em que o S. L. Benfica quebrou o longo jejum), o Dr. Carlos Teixeira esqueceu-se de lhe dar o devido tratamento:

    As reuniões secretas entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. José Veiga com o presidente e, por vezes, um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga em locais (Bares e Restaurantes) devidamente identificados em Lisboa e cujos funcionários estavam disponíveis para testemunhar.

    As reuniões efectuadas num Restaurante em Penafiel, bastante conhecido da gente do futebol, entre o Sr. José Veiga e vários árbitros e árbitros assistentes.

    As reuniões semanais entre o Sr. José Veiga com um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga na zona litoral centro do País, perto da residência deste último (por coincidência os estágios do S. L. Benfica, nessa época, eram efectuados no litoral e relativamente próximo do mencionado local). Este vogal, por sua vez, levava as indicações ao Presidente das exigências dos Srs. Vieira e Veiga que indicavam os árbitros não só para os seus jogos, mas também para os dos seus rivais.

    As reuniões entre o Dr. João Rodrigues com o Sr. Pinto de Sousa num Hotel de Lisboa.

    As reuniões entre o mesmo João Rodrigues, no mesmo Hotel, com vários árbitros.

    As fortes ligações do Sr. José Veiga aos Laboratórios Internacionais de Doping.


  • Jogadores contratados para facilitarem a vida ao Benfica

    A promessa de contratação de um jogador do Guimarães. O Sr. José Veiga prometeu-lhe a contratação, caso não jogasse contra o Benfica. O jogador efectivamente não jogou. O Benfica tentou recuar na promessa, mas o jogador ameaçou que “metia a boca no trombone” e lá tiveram que o contratar.

    A promessa de contratação de um jogador do Estoril antes do “famoso” jogo Estoril-Benfica no Algarve. O Sr. José Veiga jantou com ele num Restaurante da linha do Estoril, tendo-lhe prometido a sua contratação, caso facilitasse a vida ao Benfica. As facilidades aconteceram, mas a contratação não.


  • Roubo de igreja no Estoril-Benfica

    As reuniões efectuadas na semana que antecedeu o atrás citado jogo com vários jogadores do Estoril com o Sr. José Veiga e nalguns casos com o seu primo (o homem forte da segurança. Foi o autor da agressão no Aeroporto de Lisboa, quando o Sr. Luís Vieira foi “raptar” o jogador Moretto ao Brasil). Foram efectuados pagamentos pelo primo do Sr. Veiga, ao que consta, ao guarda-redes do Estoril. Sobre estes factos existiu a disponibilidade em falar dum elemento do Estoril. Aliás o homem propunha-se contar, não só, tudo sobre esta “novela”, mas de muitas outras que tinha conhecimento do Sr. Luís Vieira.

  • Os homens do presidente

    As ligações do presidente do Belenenses aos Srs. Luís Vieira, Cunha leal, Tinoco Faria, Pedro Mourão, Frederico Cebola que influenciaram a decisão no caso “Mateus”. Foram inclusivamente denunciados os pagamentos que foram efectuados a alguns destes senhores por alguns escritórios de advogados.

    O Gil Vicente também gostará de saber que não foi prejudicado só na época passada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Ele pagou ao “paineleiro” Fernando Seara cerca de 100 mil contos (s/ recibo) para conseguir que o Alverca ficasse na 1.ª Divisão (era satélite do S. L. Benfica), prejudicando o Gil Vicente. Consta que o atrás referido “paineleiro” se juntou (falamos de escritório), há relativamente pouco tempo, ao já citado João Correia.

    Existiam nos autos indícios quer em quantidade, quer devido à sua relevância que justificariam, caso o Magistrado fosse isento, que os Srs. Luís Vieira, José Veiga, António Salvador, João Rodrigues, Tinoco Faria, Luís Guilherme, Cunha Leal, António Duarte, Pedra Mourão, Frederico Cebola, Paulo Relógio fossem colocados sob escuta, mas tal não interessava.

    Consta que houve interferência do Dr. João Correia junto da estrutura sindical do Ministério Público que, como se verifica, terá surtido, até agora, efeito. Será por ele fazer parte do Conselho Superior do Ministério Público?


  • Saldanha Sanches

    O marido de Maria José Morgado trabalha há alguns anos para o Sr. Luís Vieira recebendo, sem recibo, elevadas quantias em dinheiro, mau grado não se coibir de criticar tudo e todos, nomeadamente as fugas ao fisco.

    Quando a Polícia iniciou, com o comando da Dr.ª Maria José Morgado, o afamado processo das Finanças, recordar-se-á V. Ex.ª que o mesmo se tinha iniciado com uma comunicação que circulava no interior das Finanças denunciando a forma como havia sido vendida a Fábrica de Louças de Sacavém.

    A mesma fora adquirida por negociação directa por uma empresa de que o Sr. Luís Vieira era sócio por um preço quase anedótico. Na altura apurou-se que viviam no Condomínio Privado que entretanto ali fora construido pela empresa compradora quatro Directores de Finanças.

    Na altura em que o processo decorria, o marido da Dr.ª Morgado escrevia pelo Natal no Expresso um artigo que denominava “Conto de Natal”. Fazia-o “camuflado” tentando atingir alvos concretos.

    Recordamos que efectuou um direccionado ao Sr. Vítor Santos - Bibi e, no ano em que o processo atrás referido se encontrava em fase de investigação, um que era direccionado à então Ministra da Justiça que, de forma cobarde, intitulou de “Etelvina”.

    Acusava-a de ter subido na vida à custa de práticas de baixa índole. Mais tarde ele e a mulher fizeram correr a notícia de que o processo não tinha tido êxito por interferência da Ministra para proteger um Director de Finanças.


  • Sérgio Bagulho

    Quanto ao Sr. Bagulho eram conhecidas as suas fortes ligações ao clube S. L. Benfica e ao seu presidente Luís Vieira, com quem era visto frequentemente a jantar em Restaurantes de luxo da baixa lisboeta.

    Constava que era o seu novo “Suzano”, ou seja um dos seus homens de mão para efectuar trabalhos sujos, nomeadamente algumas cobranças.

    O Luís Vieira conhecia factos que revelados poderiam acabar com a sua carreira e jogava com eles, “obrigando-o” a fazer aquilo que queria.

    Era também comum ver-se o Bagulho a “pavonear-se” nos camarotes presidenciais do Estádio da Luz.

    Alguém de boa fé nomearia este homem para este processo?


  • Manuel Carvalho

    Entretanto, o Dr. Cartas Farinha abandona a equipa, pois tem que ir cumprir uma comissão à Madeira.

    Quem é que aparece?

    O Sr. Manuel Carvalho.

    Nos corredores da Polícia consta que quem o indicou foi o Dr. João Correia, advogado com quem o Sr. Carvalho se reúne com frequência para receber directrizes, quanto ao caminho enviesado a dar ao processo.

    Sabemos, e só estamos a constatar um facto, das dificuldades financeiras que o Sr. Carvalho tem passado devido a uma desastrosa incursão no mundo empresarial.

    Durante esta fase do processo circulou muito dinheiro com proveniência do Sr. Luís Vieira e com diversos destinos.


  • Pagamentos a Carolina Salgado

    A D. Carolina tem sido um dos seus destinos preferidos, tendo o seu último recebimento sido efectuado pelas mãos “sujas” da Sr.ª Leonor Pinhão.

    Esta entregou-lhe cinquenta mil euros com a indicação que não os depositasse em Portugal.

    A D. Carolina cumpriu e deslocou-se a Tuy, onde efectuou o depósito no Banco Santander.

    Outro dos destinos do dinheiro do Sr. Luís foi o pai da D. Carolina que igualmente se deslocou a Espanha para depositar as quantias recebidas
    .

  • Leonor Pinhão

    Já que falámos na Sr.ª Pinhão, ideóloga do livro que originou a reabertura do processo, questionámo-nos de qual a razão da equipa “milagrosa” só ter usado o livro da D. Carolina e não outros escritos de credenciados jornalistas que denunciavam várias ilegalidades cometidas pelo Sr. Luís Vieira?

    Será o poder discricionário...


  • Jornalistas que não interessam ao MP

    A título exemplificativo referimos o jornalista António Tavares-Teles que quase diariamente denuncia factos relacionados com o Sr. Luís Vieira - vide artigos recentes no jornal “O Jogo” em 8 e 9 de Junho de 2007.

    Por que razão não se investigam os artigos dos jornais Público dos dias 29 e 30 de Março de 2007, ambos na pág. 26 e Correio da Manhã de 10 de Maio de 2007-pág. 24?


  • A mentira

    A escritora do livro (que foi considerado relevantíssimo elemento de prova, tendo originado as reaberturas de inúmeros processos), Fernanda Freitas, disse (citamos): “Estou arrependida por ter pactuado por desconhecimento de causa com falsidades e invenções no texto que escrevi”.

    Alguém terá considerado esta afirmação?


  • A criminosa Carolina Salgado

    Sabemos que existem vários crimes (furtos, fogo posto, tentativas de homicídio), cujos autores materiais já confessaram e imputaram a responsabilidade da autoria moral à D. Carolina.

    O que se passa com estas investigações e com a entrevista publicada no Correio da Manhã de 14 de Maio de 2006 em que um indivíduo exibia objectos furtados ao presidente do F. C. Porto e denunciava um plano de extorsão?

    Como é possível manter-se em liberdade alguém que cometeu tantos crimes com um grau de perigosidade tão elevado.

    Parece-nos, salvo melhor opinião de V. Ex.ª, que o quadro legislativo português não prevê a figura de “arrependido”.

    Qual o motivo de tal protecção e que “taxa de juros” seremos obrigados a pagar?

  • Agressão a Ricardo Bexiga

    Mas já que falámos em crimes cometidos é altura de abordar a agressão ao Sr. Bexiga.

    Uma conceituada jornalista que colaborou com vários jornais de referência ao abordar a D. Carolina sobre a autoria deste crime referiu-lhe:

    “Então vocês vão cometer uma agressão num parque de estacionamento? Não vêem que foram filmados pelas câmaras de filmar”.

    A D. Carolina retorquiu:
    “Eu não brinco em serviço. No dia anterior mandei destruir as câmaras”.

    Para V. Ex.ª fazer um juízo sobre a maquinação que foi montada providencie no sentido de verificar se alguma vez aquele parque possuiu câmaras de filmar.

    A resposta que obterá será: NUNCA!

    A Sr.ª Pinhão nas reuniões que efectuou frequentemente no Restaurante Le Petit e no Hotel Mundial com a D. Carolina esqueceu-se de pormenores importantes.

    Como ideóloga também terá sido a Sr.ª que instigou a D. Carolina a cometer os crimes atrás aludidos?

    Retratá-los-á na sua “fita”?


  • O roubo no escritório de Pinto da Costa

    Num dos furtos a que atrás fazemos referência foram recuperados pela P. S. P. na residência da D. Carolina alguns dos objectos que haviam sido furtados do escritório do seu ex-companheiro, escritório, cuja existência só os dois conheciam.

    Entre os objectos não recuperados figuravam vários quadros.

    O semanário Sol publicou a entrega dos objectos recuperados ao presidente do F. C. Porto.

    Imediatamente o Sr. Luís Vieira, ao ter conhecimento do artigo publicado, liga à D. Carolina dizendo-lhe que já não quer em sua casa o quadro do Cargaleiro.

    O referido quadro foi pelas mãos da Sr.ª Pinhão levado para o Porto e entregue à D. Carolina.

    Sabemos que o Sr. Luís Vieira aprecia obras de arte, nomeadamente quadros, e gosta de, quando entende oportuno, oferecer peças valiosas a Presidentes de Bancos.

    Depois os financiamentos estão mais facilitados, não é Sr. Luís?

    O local de aquisição dos mesmos também é igual e cirurgicamente seleccionado, não é Sr. Luís?


  • O cadastrado Luís Filipe Vieira

    Mas para que V. Ex.ª faça um correcto juízo sobre o “pagante” desta farsa referiremos alguns factos do seu passado.

    Comecemos pelos pneus.

    A Polícia Judiciária possuía um dossiê sobre a actividade de tráfico de estupefacientes do Sr. Luís Vieira.

    O dossiê ainda existirá ou os seus “homens” já lhe terão dado sumiço?

    O Sr. Vieira demonstrava o seu receio às pessoas que lhe eram mais próximas na candidatura ao S. L. Benfica, pois dizia: “se eu lá chegar, vem logo à ribalta o esquema do pó nos pneus”.

    Nesta altura do negócio dos pneus apareceu um homem morto nas instalações da sua empresa.

    Talvez o então titular do processo, um colega já aposentado, queira agora contar a história das ameaças que o Sr. Luís Vieira, acompanhado por um grupo de ciganos, efectuou à sua família numa esplanada em St.a Iria da Azóia.

    Quando estes factos forem conhecidos talvez alguns responsáveis de transportadoras que efectuavam o transporte dos pneus queiram divulgar o que efectivamente transportavam.

    Também, poderá ser que os responsáveis da empresa de Braga que adquiriu esta empresa ao Sr. Luís Vieira divulguem a forma como foram burlados, pois os elementos contabilísticos da empresa foram previamente falsificados.

    Em Julho de 1993 foi julgado e condenado no Tribunal da Boa-Hora pela prática de um crime de roubo.

    Foi condenado a 20 meses de prisão.

    No acórdão do 3.º Juízo Criminal de Lisboa, o Juiz-Presidente, Afonso Henrique Cabral Ferreira, refere com alguma ironia que “esta história é diga da sétima arte” e destaca que “o Sr. Luís Filipe Ferreira Vieira foi o único que não se declarou arrependido pelo crime cometido”.

    Afinal a “queda” para a sétima arte já é antiga...


  • Já não serve, vai para o lixo

    O Homem que lhe deu a mão e a quem ele deve a fortuna que hoje diz ter, era um Director de uma Instituição Financeira, António Pedra Almeida Gomes, que, entretanto, se aposentou e, como já não era útil, foi “descartado”.

    Aliás isso é uma das suas práticas, serve-se das pessoas e depois abandona-as.

    Recordámos que um dos homens de quem se serviu foi do então presidente do Benfica, Sr. João Azevedo.

    Como é seu apanágio, quando já não lhe servia, esquecendo os serviços prestados, descartou-o, conseguindo mal chegou à presidência do Benfica a sua expulsão de sócio.


  • A máfia ao serviço do Alverca

    Enquanto Presidente do Alverca há muitas histórias, mas focaremos a relacionada com a adulteração de resultados nas últimas jornadas num ano em que o Alverca estava em risco de descer de divisão, mas salvou-se “empurrando” para a descida o Beira-Mar.

    Estes factos deram origem a um inquérito no Departamento de Aveiro, pois os mesmos foram conhecidos, após aliciamento efectuado ao guarda-redes do Beira-Mar Palatsi.

    O Palatsi deu conhecimento ao então presidente Mano Nunes e deslocaram-se ambos ao Departamento da P. J. em Aveiro.

    Apesar do inquérito ter sido distribuído ao elemento mais fanático pelo Benfica daquele Departamento o processo deu alguns “passitos”.

    Havia no inquérito informação que revelava haver resultados combinados nas últimas quatro jornadas.

    O Sr. Luís Vieira telefonou ao guarda-redes Palatsi dizendo-se director do clube que se deslocava a Aveiro na jornada seguinte.

    Esse clube era um dos três que lutava por um apuramento para a Taça UEFA. Quão habilidade maliciosa o homem tem...!

    O referido jogo terminou empatado, sem aparentes casos.

    Todavia, os seus tentáculos tinham que se estender aos jogos onde o Alverca intervinha.


  • Resultados comprados

    Um dos jogos comprados foi em Campo Maior.

    Existem actualmente alguns atletas, que então jogavam no Alverca, disponíveis para falar.

    Nesse jogo o melhor goleador do Campomaiorense ainda na primeira parte simulou uma lesão e abandonou a partida.

    Não obstante as facilidades concedidas o Alverca não conseguia marcar.

    Já na parte final da partida quando o avançado Mantorras seguia com a bola o defesa que estava à sua frente mergulhou para o chão numa queda digna de um qualquer palhaço numa pista circense.

    O Mantorras marcou e o Alverca venceu 0-1.

    Outro dos jogos foi na Madeira com o Marítimo.

    Aí foi contactado o seu familiar António Simões, então treinador-adjunto.

    O resultado para, não dar muito nas vistas. foi um empate.

    Não deixou de ser uma surpresa o Alverca ter conseguido empatar no reduto madeirense.

    Na última jornada o Alverca recebia o V. Guimarães, candidato à Europa e o Beira-Mar deslocava-se a Vidal Pinheiro, estando o Salgueiros já com uma classificação tranquila.

    Houve que atacar nas duas frentes.

    Como o V. Guimarães não se vendia, pois pretendia ir à Taça UEFA, havia que comprar o árbitro.

    Aí foram contratados com êxito os serviços do ex-árbitro Sr. Pinto Correia.

    O Alverca venceu 2-1 (analisem-se as declarações dos responsáveis do V. Guimarães relativas a este jogo), mas não era suficiente.

    O Beira-Mar não podia vencer, pois se assim acontecesse seria o Alverca a descer.

    O Sr. Pinto Correia recebeu pelos serviços prestados neste encontro um veículo automóvel.

    Curioso, também, é o facto deste senhor, depois de abandonar a arbitragem ter iniciado uma actividade, até então para ele, desconhecida, comerciante de pneus - mais uma coincidência.

    Vamos ao jogo de Vidal Pinheiro.

    Como comprar o Salgueiros para dificultar a vida ao Beira-Mar?

    Através do presidente não, pois o Sr. Luís Vieira estava de relações cortadas, devido ao caso “Deco”.

    Há uma expressão que o Sr. Luís Vieira profere com frequência: “Se não podemos ir ao General, vamos aos sargentos”.

    Se assim o pensou, assim o fez.

    Contactou três jogadores, os mais influentes e conseguiu os seus objectivos, pois o Beira-Mar não conseguiu ganhar, apesar da excelente exibição.

    O jogo, que pasme-se ninguém estranhou, terminou 4-4.

    O pagamento aos três atletas foi efectuado pelo Sr. Manuel Bugarim.

    No início da época seguinte, estava o Salgueiros em estágio no Algarve, estes factos chegaram ao conhecimento do seu presidente.

    Imediatamente suspendeu os três atletas e rescindiu posteriormente os seus contratos.

    Entretanto os dois presidentes conciliaram-se.

    Na parte final da época as posições dos dois clubes estavam invertidas, o Alverca em posição já tranquila e o Salgueiros em risco de descer.

    O Salgueiros visitava o Alverca e foi combinado que o Alverca facilitaria.

    Esta combinação foi conhecida.

    No dia do jogo o então Director Desportivo do Alverca, Sr. Couceiro foi avisado telefonicamente que havia conhecimento, por parte de outros clubes, de tal intenção.

    Também o titular do processo existente no Departamento de Aveiro foi avisado.

    Como seria difícil efectuar a prova à posteriori, o referido investigador decidiu contactar telefonicamente os dois presidentes.

    Assim, o jogo decorreu normalmente e o Alverca venceu
    .

    Voltemos aos “passitos” do processo de Aveiro.

    O Sr. Luís Vieira já então tinha os seus homens na nossa Instituição.

    Foi avisado que as coisas estavam feias, pois haviam acontecido demasiados factos estranhos.

    Então, aquela mente matreira decide efectuar uma carta anónima dirigida ao processo onde imputa toda a responsabilidade dos factos ocorridos ao então Presidente da Assembleia-Geral do Alverca, Sr. Eduardo Rodrigues, seu único sócio na empresa que comprara a Fábrica de Louças de Sacavém.

    Quando o titular do processo, o tal fanático benfiquista de Aveiro, vem ouvir em declarações o Sr. Eduardo Rodrigues à sua empresa, em Alverca, por coincidência também, estava no gabinete do seu sócio o Sr. Luís Vieira.

    Ali se manteve e foi ele que “conduziu” as declarações do seu sócio.

    Também o Beira-Mar gostará de saber que não foi só prejudicado na época supra citada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Foi com dinheiro proveniente dele ou do Benfica que o Setúbal se “safou” na última época e o sacrificado foi novamente o Beira-Mar. Vamos aos factos. Recordar-se-ão do episódio do “rapto” do guarda-redes Moretto. Nesse ano o presidente do Setúbal chegou a anunciar que o Benfica é que pagou os ordenados em atraso ao plantei, pois conseguira contratar um jogador que já havia rescindido o contrato com o Setúbal. A História nunca foi realmente conhecida. Talvez o Sr. Rui João Soeiro que entretanto saiu de cena alguma vez fale quanto é que aceitou como dádiva para a sua conta pessoal. Entretanto, os actuais directores (Carlos Costa e Ronald Inácio) do Setúbal sabendo do que se passou contactaram o Sr. Luís Vieira e ameaçaram-no que se não fossem ajudados contariam o que sabiam. Assim, o Sr. Luís Vieira contactou o seu homólogo (e companheiro de negócios) da Naval, entrou com a “massa” e o “caldinho” foi “cozinhado”. Foi um pouco mal confeccionado, pois cheirou a esturrado, mas até agora ninguém notou o cheiro a esturro.

    Os negócios entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. Aprígio Santos são a pesquisa de terrenos em conta, nem que pertençam a reservas, pois vendem-nos a preço elevado ao fundo do BPN, havendo um conluio com o seu Presidente, Oliveira e Costa.

    O lucro obtido é repartido entre os três, e os accionistas do Banco são severamente penalizados.


  • Roubo de milhões na transferência de Mantorras

    Ainda no Alverca fez o negócio “Mantorras”, estando nos dois lados da barricada, o que já de si foi muito estranho.

    Na altura, com a concordância do Sr. Vítor Santos - Bibi, engendraram um esquema para sacarem um milhão ao Benfica.

    A forma como tal se processaria consta do processo numa cópia manuscrita pelo Sr. Luís Vieira.

    Como o Sr. Luís Vieira tentou enganar o Sr. Vítor Santos, este cedeu a informação à TVI, conseguindo impedir a concretização da negociata.

    Recordamos que na altura o Sr. José Couceiro foi entrevistado nessa estação sobre esta transferência e quando lhe demonstraram que o Sr. Luís Vieira havia celebrado um contrato de cessão de posição contratual com a PGD, em seu nome pessoal, referiu de imediato que isso era um assunto de Polícia.

    Tinha razão o Sr. Couceiro, desconhecia era que o Sr. Luís Vieira a controlava.

    Como o dinheiro não saiu como havia idealizado, decidiu comprar jogadores à molhada ao Alverca para poder tirar o dinheiro que pretendia do Benfica.

    O desnorteamento para sacar a qualquer preço foi de tal ordem que até venderam ao Benfica um jogador, Anderson, cujas direitos desportivos não pertenciam ao Alverca.

    Quando o Sr. Luís Vieira percebeu que o Anderson não era do Alverca tentou que lhe devolvessem esse dinheiro, pois pretendia com ele comprar um apartamento para o seu filho em Miami.

    Houve nesta altura um desentendimento com o Sr. Bugarim que não concordava, pois havia outras parcelas relacionadas com outros jogadores vendidos que não haviam chegado ao Alverca.

    Esses valores saíram do Benfica em numerário, levantados por um ex-candidato à presidência do V. Setúbal e foram utilizados para adquirir pela empresa Turixira, cujo Presidente do Conselho de Administração era o Sr. Luís Vieira, terrenos na zona de Tavira.

    Há três empresários que se quisessem falar poderiam esclarecer toda esta tramóia.

    Um está disponível para falar, mas quando ouvido pela P. J. não sentiu confiança suficiente para “abrir o livro”, pudera...!

    Outro antes de falar foi contratado a bom dinheiro pelo S. L. Benfica para a função: “estar calado”.

    O terceiro está fora do País, mas perfeitamente localizado.

    Não temos opinião formada sobre o nosso colega titular do processo “Mantorras”, mas sabemos quem o rodeava e recolhia informação privilegiada.

    Foi essa informação privilegiada que levou o Sr. Luís Vieira a combinar com o Sr. Joaquim Oliveira a caixa no 24 Horas da sua ida à P. J..

    Tal notícia foi previamente combinada entre os dois e o que se passou foi uma autêntica encenação (lá vem outra vez a queda para a sétima arte) do Sr. Luís Vieira.

    Entender-se-á esta combinação, que retirou à P. J. a oportunidade de ouvir como arguido o Sr. Luís Vieira, quando se perceber quem está por detrás da empresa em Off Shore “Spinelli”, proprietária do Alverca.

    Serão os Srs. Vieira e Oliveira?

    A desorientação foi de tal ordem que ao que consta, para se verem livres de um jogador que tinha contrato até 2008, rescindiram-lhe o contrato por mútuo acordo, mas sem ele saber.

    Mas o caso “Mantorras” não é virgem.


  • Outros roubos

    Os adeptos do S. L. Benfica deveriam saber qual o destino que os Srs. Vieira e Veiga deram aos dois milhões de euros que dizem ter custado o jogador Kikin Fonseca ao Cruz Azul.

    O site sportugal divulgou que o jogador veio a custo zero e eles, imediatamente, venderam-no para que se não falasse mais no assunto.

    Outro negócio que era importante perceber foi o do jogador Marcel.

    Na véspera da sua concretização, a sua anterior equipa foi jogar ao estádio da Luz.

    Foram severamente prejudicados, de tal forma que quem prestou declarações à comunicação social foi o seu presidente, agastadíssimo com o que se passara.

    Surpresa das surpresas no dia seguinte aparece a negociar o referido jogador.


  • "Lugares na Liga são mais importantes que bons jogadores"

    Voltemos à época 2004/2005 (ano em que o S. L. Benfica quebrou o longo jejum), nomeadamente à sua preparação, na qual o S. L. Benfica em vez de contratar jogadores contratou pessoas para os órgãos sociais da Liga, controlando-a na sua totalidade.

    Este assunto é deveras conhecido do público em geral, pois o Sr. Vieira chegou inclusivamente a tecer declarações em que confirmava nitidamente as suas intenções.

    Porém, desconhecerá a maioria das pessoas o que foi negociado com o segundo clube com mais influência nesse ano na Liga (Braga).

    O Sr. António Duarte (representante do Braga) e n.o 2 do Sr. Cunha Leal tinha que dizer ámen a tudo o que este último quisesse.

    Os dois clubes foram durante a época escandalosamente beneficiados, mas no momento da decisão do campeonato, como o Braga ainda era candidato, ainda houve desentendimentos, mas decidiram oferecer o campeonato ao Benfica com a contrapartida do presidente do S. C. Braga construir, por adjudicação directa, o Centro de Estágio do Benfica, através da sua empresa de construção “Britalar”.

    Já que falamos do Sr. Salvador era importante investigar as ligações que possui à Bragaparques e ao Sr. Vieira.

    O Controlo dos órgãos da Liga não se limitava aos de maior visibilidade, pois o Sr. Vieira introduziu uma série de elementos que ainda hoje lá se encontram, nomeadamente alguns Delegados.

    Um desses Delegados, de nome Reinaldo, foi contratado no Algarve através de um colaborador do Sr. Luís Vieira, o sobrinho do Presidente da Câmara de Albufeira.

    Neste momento, já estão na Liga como Delegados dois funcionários das empresas do Sr. Reinaldo.

    São os tentáculos do polvo a crescer.

    Esse senhor Reinaldo foi o Delegado nomeado para o jogo Benfica-Porto da época 2005/2006 e que impediu, ainda sem as fichas de jogo entregues, a ida ao relvado, antes do início do encontro, de alguns elementos do F. C. Porto, nomeadamente um dos seus médicos e o seu presidente.

    Coincidência das coincidências, na época transacta, 2006/2007, o mesmo Delegado foi nomeado para o Benfica-Porto.

    Mas quem é este Sr. Reinaldo?

    É um fervoroso benfiquista e proprietário de várias empresas no Algarve, direccionadas para a venda e aluguer de habitação.

    É para as suas habitações que a Liga envia todos os elementos que têm de se deslocar para o Algarve.

    Por outro lado, o Sr. Luís Vieira custeia os alojamentos de férias dos árbitros e árbitros assistentes, observadores, delegados e assim por diante que frequentemente passam férias nas instalações do Sr. Reinaldo.

    O que receberá em troca o benemérito Sr. Luís Vieira?


  • Filomena Pinto da Costa

    Recordaremos, por último, ao Sr. Luís Vieira que é do nosso conhecimento que o que conseguiu com a D. Carolina já havia tentado com a anterior esposa do Sr. Pinto da Costa.

    Mal a separação aconteceu, convidou-a para passar a passagem de ano no Hotel Montechoro e, em seguida, tentou inúmeras jogadas, mas infelizmente para si a Sr.ª D. Filomena é uma senhora.


  • Para finalizar, senhor Pinto Monteiro...

    Por fim, sugerimos a V. Ex.ª, Sr. Procurador-Geral, que providencie para serem encontradas instalações para a equipa “milagrosa” na Rua António Maria Cardoso, pois os três episódios que a seguir contamos, assemelham-se a práticas ali, em tempos, realizadas.

    1. Quando da audição do empresário António Araújo o mesmo foi aliciado na presença do seu advogado a imputar as responsabilidades ao presidente do F. C. Porto, dando-lhe como contrapartida o arquivamento dos seus processos.

    2. A Sr.ª D. Filomena, ex-esposa do Sr. Pinto da Costa, foi ouvida por factos relacionados com a venda de um imóvel, num período em que já estava separada do referido Sr..

    Estavam em causa os valores da venda, pois havia a suspeita que o valor de escritura não seria o valor real.

    Prometeram-lhe o arquivamento dos autos, desde que se disponibilizasse a falar da vida do seu ex-marido.

    Apesar de não ter aceite não se coibiram de lhe efectuar algumas perguntas sobre tal senhor.

    3. Não obstante os intensos treinos, as audições da D. Carolina não correram sempre bem.

    Assim, à cautela o seu treinador colocava-se atrás do colega que procedia à audição para, por gestos, lhe poder dar indicações sobre alguma dúvida que a mesma tivesse.

    Entre outras indicações, recordamos a que se passou quando lhe perguntaram quem recebeu à porta da residência do presidente do F. C. Porto o árbitro Augusto Duarte.

    A D. Carolina respondeu imediatamente que foi o seu ex-companheiro, mas eis que o seu treinador brandindo a mão em sinal negativo, lhe dá indicações em “V” com os dedos indicador e médio, sugerindo-lhe duas pessoas e em seguida apontando para si, sugere-lhe que ela também recebeu o referido árbitro.

    Assim declarou a D. Carolina, pois é bem mandada.

    Realça-se que a D. Carolina quando este episódio se passou encontrava-se doente, inclusivamente acamada, não tendo sido, como é lógico, quem recebeu o referido Augusto Duarte.

    Presumimos que as investigações a efectuar nos processos relacionados com o apito dourado deveriam começar pelos processos arquivados, pois atentas as informações de quem não aceitou os arquivamentos será de prever inúmeras anuências aos objectivos da equipa “milagrosa”.

    Para tal deverão ser nomeados magistrados e polícias íntegros e sem máculas, para que se possa apurar todas as manigâncias praticadas.

    Acreditamos que V. Ex.ª desconhecia todos os factos aqui denunciados e que providenciará para que seja reposta a verdade, culpabilizando os verdadeiros culpados e inocentando os que não cometeram ilícitos.

    Lisboa, 3 de Julho de 2007
  • 18/01/10

    O primeiro reforço de inverno

    Enquanto Mario Bolatti foi confirmado como reforço da Fiorentina e a (in)justiça do polvo benfiquista tem dois dos nossos jogadores em «prisão preventiva», o FC Porto está a reforçar o plantel com um jovem de 23 anos que tem feito boas exibições ao serviço do Nacional. Enfim, por mim não vinha mas como já assinou só posso desejar muita sorte a Ruben Micael.

    E não vinha porque o problema do FC Porto não está no seu plantel mas nos ladrões do apito encarnado que, todas as jornadas, nos roubam e roubam os clubes que jogam contra a máfia benfiquista.

    12/01/10

    E porque não...?

    Sendo Falcao e Farias um pouco parecidos (felizmente menos do que pensava inicialmente) o FC Porto apenas tem, com caracteristicas diferentes, o jovem Orlando Sá. O problema é que o avançado tem apenas 21 anos e apareceu agora depois de uma longa lesão que o afastou dos relvados durante vários meses. Estando em fase de aprendizagem, não me parece que possa fazer a diferença quando a equipa precisar.

    Um jogador mais experiente talvez não fosse má ideia. Até porque existe um que tem tido problemas com o seu treinador e está com vontade de mostrar o que vale para poder estar presente no mundial. Chama-se Benni McCarthy, tem 32 anos e já disse que vinha a correr caso o FC Porto estivesse interessado nos seus serviços.


    PS- Tenho estado mais ausente do que é habitual mas tem sido por uma boa causa, o blog da Casa do FC Porto - Dragões de Sion que, felizmente, já está quase pronto.

    06/01/10

    Massimo Busacca eleito o melhor árbitro de 2009

    O suíço Massimo Busacca foi considerado o melhor árbitro de 2009 para a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), que revelou hoje a classificação que elabora anualmente.

    Na votação, que compreendeu um júri com representantes de 81 países, Busacca obteve 225 pontos, enquanato o italiano Roberto Rosetti ficou na segunda posição com 147 pontos. A terceira posição, foi para o inglês Howard Webb, com 52 pontos.

    Nos 25 primeiros não aparece nenhum árbitro português. Normal. Com mafiosos que foram postos no lugar que ocupam pelo traficante Luís Filipe Vieira não se pode esperar melhores resultados.

    Classificação dos 10 primeiros:

    1. Massimo Busacca (SUI) 225 pontos
    2. Roberto Rosetti (ITA) 147
    3. Howard Melton Webb (ING) 52
    4. Jorge Luis Larrionda (URU) 47
    5. Frank De Bleeckere (BEL) 45
    6. Luis Medina Cantalejo (ESP) 25
    7. Manuel E. Mejuto González (ESP) 22
    8. Carlos Luis Chandía Alarcón (CHI) 19
    9. Wolfgang Stark (ALE) 19
    10. Héctor Walter Baldassi (ARG) 17

    05/01/10

    Está a ver Miguel Sousa Tavares como consegue ser portista quando quer?

    Desde que esta época se iniciou, eu tinha feito a mim mesmo uma promessa: aguentar-me até ao limite para não dar alento nestas crónicas ao clima habitual de facciosismo cego que alimenta ódios e suspeições sem fim e impede de ver e reconhecer o mérito alheio onde ele existe. Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens: quer as do meu clube, quer as dos outros; elogiei, mais do que uma vez, os progressos evidentes do futebol do Benfica, escrevendo que era a equipa que mais e melhor estava a jogar, e não tive uma dúvida em reconhecer como mais do que justa a sua vitória recente sobre o FC Porto. Fiz o que pude para a sanidade do ambiente. E aguentei-me até onde consegui.
    Mas, às tantas, as coisas começam a ficar difíceis de encaixar sem reagir.
    Anteontem, por exemplo, ao ler o texto, pretensamente engraçadinho, do Diogo Quintela, achei que a direcção do FC Porto deveria abandonar a sua tradicional passividade litigante e colocar-lhe um processo-crime por difamação, como o seu texto amplamente merece. Talvez ele prefira a justiça popular à justiça democrática, talvez prefira a verdade popular à verdade apurada como tal; talvez as sentenças da justiça comum (e não a da populaça futobolística) lhe não mereçam respeito algum, talvez mesmo nem sequer se dê ao trabalho de as conhecer. Mas certamente sabe que insistir em mentiras desmascaradas pela justiça é uma calúnia e sabe que ofende, não apenas o presidente do FC Porto, mas todos os portistas, quando se diverte a escrever pretensos diálogos em que Pinto da Costa compra um árbitro por 2.500 euros. Goebells dizia que uma mentira repetidamente dita transforma-se em verdade. Mas Goebells perdeu e as democracias triunfaram. Talvez Diogo Quintela não goste, mas é assim: há regras no jogo.

    O FC Porto também deveria abandonar a sua passividade litigante no processo que aí vem e que se adivinha tumultuoso, do Conselho de Disciplina contra meia equipa do F.C.Porto, a propósito daquilo a que cada vez mais me sinto tentado a chamar «a emboscada da Luz». E isso deveria começar pelo levantamento de um incidente de suspeição contra todo o elenco do CD e, muito em especial, contra o seu presidente, o Dr. Ricardo Costa. A história recente da «justiça» do CD está cheia de factos que demonstram mais do que suficientemente a senha persecutória do Dr. Costa e do CD contra o FC Porto. Este órgão e este presidente não dão garantias mínimas de isenção para julgar o FC Porto.

    Têm dúvidas? Não sei se repararam como, há uns dias atrás, o Dr. Costa fez divulgar, através de jornalistas de confiança, a informação da decisão «inédita» que o CD havia tomado de recorrer de uma sentença do seu próprio órgão de recurso, o Conselho de Justiça (primeiro para o Pleno do próprio CJ, depois, ao que se anuncia e em caso de insucesso, para o tribunal administrativo). Sem dúvida que a decisão é inédita e até estranha — ou não, como veremos adiante. Como notou José Manuel Meirim, no Público, é inédito e estranho que um órgão recorrido recorra da decisão do órgão de recurso (é assim como se o tribunal da Relação pudesse recorrer de uma decisão do Supremo), e leva a que o CD abandone o seu papel de juiz para assumir o de parte numa questão: a tanto leva a vaidade do Dr. Ricardo Costa.

    Mais estranho ainda é pensar que tanto empenho do CD tem por objecto apenas uma questão menor: o responsável pelas relações com a imprensa do FC Porto insultou um jornalista de serviço num estádio (coisa lamentavelmente frequente, com todos os clubes...). Que devia ser condenado, não há dúvidas: condenado por insultar um jornalista em serviço. Mas o Dr. Ricardo Costa queria mais e resolveu condená-lo por insultar, não um jornalista, mas «um agente desportivo» — tese absurda e até insultuosa para os jornalistas, que o CJ, em recurso, obviamente não acolheu. E é desta decisão do CJ que o Dr. Costa resolveu recorrer, apostado em criar doutrina nova — como tentou fazer no passado, com resultados que o deveriam levar, se não a renunciar ao cargo, ao menos a um módico de pudor e contenção.

    Agora, o curioso desta «inédita» decisão do CD — divulgada logo após os incidentes do túnel da Luz — é que ela aparenta ser tudo menos inocente. Reparem como tudo bate certo: se o Dr. Costa conseguir vencimento na sua tese de que um jornalista num estádio é um «agente desportivo», também poderá sustentar a seguir que um segurança num túnel do estádio é igualmente um «agente desportivo». E disso depende a possibilidade de aplicar a meia equipa do FC Porto aquelas demenciais penas de suspensão de um a seis anos, que o Regulamento Disciplinar contempla para as agressões a «agentes desportivos». Ainda chegará a vez de o vendedor de castanhas assadas à porta do estádio vir a ser declarado também «agente desportivo»... se isso servir para punir jogadores do FC Porto.

    Sobre o que realmente aconteceu no túnel da Luz, estamos todos à espera de conhecer as já tão célebres imagens da longa metragem produzida pela Benfica- TV. Todos, não: meio mundo já as conhece. Eu já as ouvi relatadas por vários benfiquistas e ainda anteontem, aqui na BOLA, podia ler-se um pormenorizado relato dos pretensos acontecimentos no túnel, baseado, ou nas imagens, ou na versão que delas foi contada ao jornalista. «A BOLA sabe...», escrevia-se aqui. A BOLA sabe? E como sabe — viu as imagens, que é suposto terem sido entregues pelo Benfica ao CD da Liga e a mais ninguém? E, se viu, quem lhas mostrou — o Benfica ou o CD? E, se não as viu, como sabe — se não por relato de uma das partes, assumido como verdade indesmentível?

    Pena que A BOLA não saiba outras coisas, a começar pelo que significa divulgar peças de acusação, antes mesmo de haver acusação, e de as divulgar em tais termos, que a defesa — (que nem sequer teve ainda acesso a nada, nem sabe qual é a acusação em concreto) — já tem a condenação escrita nas páginas dos jornais. E é pena que a BOLA não saiba também responder a outras questões essenciais: os seguranças têm o direito de estar ali? É habitual nos outros campos, estarem no túnel à saída dos jogos, misturados com os jogadores? Os seguranças do Benfica ficaram então no túnel, caladinhos e quietos, e foram inesperadamente agredidos por uma troupe de jogadores portistas que, já depois de fechados na sua cabina, resolveram sair cá para fora para os agredir? E A BOLA não sabe que, para além das cenas de pugilato do túnel, o essencial desta história é perceber o que faziam ali os seguranças do Benfica e qual foi o seu papel nos acontecimentos?

    Para que não haja dúvidas, esclareço a minha posição: as agressões têm de ser punidas, primeiro criminalmente, depois no foro disciplinar. Mas aqui, na justa proporção à sua gravidade, ao motivo e circunstâncias da agressão e à representatividade desportiva dos agredidos — que é nenhuma. Até aí, todos estamos de acordo. Agora, fazer disto a arma decisiva para o Benfica ser campeão este ano, isso não! Tenham vergonha! Provem que são capazes de ser campeões no campo e não no túnel, que são capazes de ganhar um campeonato sem comprar a transferência de jogos de estádio e sem a colaboração dos amigos colocados em lugares de decisão na Liga, que, em tempos, Luís Filipe Viera declarava ser mais importante de ter do que uma boa equipa de futebol! Faccioso ou não, eu acho e sempre achei que o melhor deve ganhar e à vista de todos. E repito que, se o campeonato acabasse agora, o melhor era o Benfica. E até acho que fazia muito bem à nossa competitividade ter de volta um Benfica ganhador, mas como deve de ser. Porém, ainda falta meio campeonato e é desejável que ele seja disputado até ao fim em condições de igualdade. Depois de uma década de frustrações e mediocridade, interrompida apenas por um título que a ninguém convenceu, era isto que eu desejaria, se fosse benfiquista. Mas os auto-proclamados «moralizadores» do futebol português já provaram que não se contêm e que, debaixo da sua capa de virgens púdicas, não se preocupam muito com os meios para chegarem aos fins que ambicionam. É natural: os vencidos não gostam de lutar em campo aberto.

    E o ano de 2010 abriu, aqui na BOLA, com mais uma daquelas periódicas entrevistas ao presidente do Benfica. Seis páginas — a capa, uma página inteira de elogios e quatro de auto-elogios, disfarçados de entrevista. E o dia de Ano Novo amanheceu cinzento e gasto. Tal qual o discurso do personagem.


    Agora a minha opinião: agredeço ao anónimo porque sem o comentário dele no post anterior não procurava esta crónica do MST. Que, verdade seja dita, adorei. Fez-me lembrar as crónicas que o MST fazia há uns anos atrás e que eu lia todas as semanas. Apenas um ponto em que não estou totalmente de acordo: o do Benfica ser a melhor equipa deste campeonato, porque o Braga, que dominou como quiz o clube do sistema quando jogou contra eles, não podia nem devia ser esquecido. Quanto ao resto, 100% de acordo.
    Mais um ponto: estou especialmente de acordo com o MST quando ele diz que a direcção do FC Porto deveria abandonar a sua tradicional passividade e começar a colocar processos-crime por difamação a quem continuar a difamar Pinto da Costa e o FC Porto.

    04/01/10

    A resposta que esperava da parte do FC Porto!

    No meu último post tinha escrito que estava na altura da Sad do FC Porto responder de maneira rápida e dura. Hoje saíu este comunicado:

    Comunicado do plantel do FC Porto

    No seguimento do tratamento jornalístico que normalmente lhe é dispensado pelo jornal A Bola e após cúmulo da falta de rigor e isenção que marcou a edição de 3 de Janeiro, no que concerne a ocorrências após o jogo no Estádio da Luz, o plantel do FC Porto decidiu não voltar a prestar declarações a este diário desportivo ou em eventos nos quais jornalistas da publicação em causa se encontrem presentes. Esta medida tem efeitos imediatos.


    Muito bem!

    03/01/10

    Atenção que os ladrões andam a monte


    Depois dos roubos que esta época já deram vários pontos e vitórias ao Benfica (o Nacional acabou de ser a última vitima) e dos branqueamentos que os árbitros e a imprensa da segunda circular estão a fazer às agressões de alguns jogadores do mesmo clube (o Luisão foi o último beneficiado pelo sistema), os donos dos tuneis e o capanga Ricardo Costa estão a preparar-se para «roubar» vários jogadores ao FC Porto pelo máximo de tempo possível. E isso a Sad não pode deixar passar sem resposta. Mas atenção, ao estilo do Labaredas não adianta nada. Desta vez a resposta terá de ser rápida e muito forte para obrigar os nossos inimigos a respeitarem-nos. Por falar nisso, o departamento juridico do FC Porto não pode esquecer que nos roubaram seis pontos que terão de ser devolvidos ao nosso clube.

    02/01/10

    Carolina Salgado não é a única a praticar sexo oral

    Parece que andaram por aí umas fotos da Carol a fazer sexo oral com o namorado. Para ser franco, não vi nenhuma. De qualquer maneira, a «escritora» não é a única entre os animais, porque os morcegos da fruta também costumam praticar sexo oral. E com vantagens, segundo um estudo realizado pelo Instituto Entomológico chinês Guandong.

    Nesse estudo, publicado na revista «PlosOne», o sexo oral traz uma vantagem evolutiva ao prolongar o tempo da cópula nos machos.

    E como chegaram a esta conclusão? Da maneira mais simples. Capturaram 30 machos e 30 fêmeas, e observaram o acasalamento em cativeiro. Segundo o estudo, em 14 dos 20 casos analisados, as fêmeas lamberam a base do pénis do macho o que fez aguentar mais tempo a erecção do que nas outras relações sexuais. Um tempo recorde de...6 segundos!

    Ainda segundo o estudo, ao aumentarem o tempo da relação, os morcegos da fruta estão a aumentar as possibilidades de fertilização da fêmea e, por isso, de reprodução da espécie.

    01/01/10

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    2009/10: 92 dias e 18 jogos depois fez-se justiça!

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    Hulk e Sapunaru foram castigados com apenas 3 e 4 jogos.
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